terça-feira, 20 de setembro de 2016

#131: Sonata em Punk Rock (Babi Dewet)

Postado por Luciana Mara às 11:30:00 0 comentários Links para esta postagem

Valentina Gontcharov, ou Tim, como prefere ser chamada, tem ouvido absoluto, isto é, consegue identificar facilmente as notas musicais.

Seu dom foi herdado do pai, um exímio violinista, mas um péssimo progenitor. Ele abandonou a mãe e Tim há 10 anos, constituiu outra família e deixou que as duas se virassem, com muitas dificuldades financeiras.

Mas Tim queria ser a dama do punk rock, uma estrela da música e quando surgiu a oportunidade de um teste na Academia Margareth Vilela, o maior conservatório de música do país, ela o agarrou. O problema era que a mensalidade da escola custava uma fortuna, então, entra seu pai, que quer custear os estudos. Relutante, Tim aceita, mas com a promessa de devolver cada centavo ao pai idiota. 

Tim tem 18 anos e se veste com a primeira roupa que vê na frente, fugindo do esteriótipo dos demais estudantes da Academia. Muitos a tratam como "A Esquisita", principalmente Kim, um rapaz de 20 anos, filho da dona do conservatório e um maravilhoso pianista.

Tudo estaria certo, se Tim não precisasse socorre-lo depois de um incidente e os dois ficassem naquele clima de tensão o tempo inteiro, durante as aulas ou pelos corredores do conservatório. Apesar de ser O Popular, Kim é um esquisitão. Não fala com ninguém e tão pouco tem amigos de verdade.

A garota espera transformar a escola, introduzir o punk rock no ambiente clássico, mas mal sabia o que está prestes a aprender.
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Assim que vi o livro da Babi Dewet, me apaixonei pela capa e coloquei imediatamente na lista de desejados. Conheci a autora em Sábado à Noite (SAN), ainda em sua sua versão independente. Minha curiosidade era saber se os problemas que vi em SAN tinham sido solucionados. 

Quem me acompanha no históricos do skoob, onde posto em tempo real cada sensação que tenho ao ler determinado trecho, já sabe que esperava mais deste livro. 

A autora conseguiu criar um ambiente sensacional! Até eu, se soubesse tocar alguma coisa que não caixinha de fósforo e tivesse grana para mensalidade, gostaria de estudar na Academia. É nítido que a Babi pesquisou bastante sobre música, sobre aulas de música e detalhes de instrumentos que nenhum leigo saberia (a propósito, não sei se ela toca alguma coisa e já está familiarizada com o assunto).

Mas faltou história. Faltou um tchan, um ápice, alguma coisa surpreendente. Faltou me deixar ansiosa por algo, me deixar na expectativa por alguma revelação. Um erro, assim como no livro anterior, é ficar esfregando um segredo/uma história o tempo inteiro na cara do leitor. Eu não quero saber de tudo, gosto de ser surpreendida. Gosto de pensar: PUTA QUE PARIU QUE CENA FODA!

Ao contrário de SAN, que peca pelo excesso de diálogos, Sonata em Punk Rock peca pela falta deles. São parágrafos descrevendo as sensações dos personagens, ao invés deles nos contarem a história, deles conversarem entre si.  

Mas pra mim, o pior, foi o Kim. Todo mundo sabe que sou a louca do New Adult e quando vi que os personagens tinham a idade em que este gênero se enquadrada, me animei em dobro. Mal sabia que eram personagens com 18, 19, 20 anos que agiam como adolescentes de 14, 15 anos. É uma animosidade exagerada e inexistente na faculdade. Os personagens mesmo dizem que algumas vezes eles parecem estar mesmo no colégio e eu discordo. Não são algumas vezes, são TODAS.

Kim é um garoto mimado e ignorante e que, mesmo ao fim da história, não me conquistou. Ele despertou em mim instintos assassinos há muito tempo adormecido. 

As expressões "punk rock" e "rock'n'roll" também são citadas em demasia. Chegou um momento em que quase joguei o livro na parede de raiva. Também achei desnecessário e mal resolvido o mistério da colega de quarto e achei mais desnecessário ainda o surgimento de uma vilã que não botou medo em ninguém, fora o "segredo" do Kim que ficou bem vago. 

Agora vamos as partes boas. O livro é lindo, com claves separando alguns parágrafos e sem erros de digitação/português. Há também alguns trechos de músicas, o que para quem gosta, sempre é divertido. Vi também muitas citações de séries de TV e de livros famosas e eu particularmente adoro quando isso acontece. Gostei dos amigos da Tim. Eles são divertidos.

O livro é o primeiro de uma trilogia, mas cada volume é independente.

Eu sei que é muito difícil falar de autor nacional, porque a maioria tem um clã de fãs xiitas que podem me encher até que eu peça penico, mas vamos falar a verdade, né?!

Até achei que fosse implicância minha, mas fiz a leitura da história em dupla com a Evelyn, das Chocólatras, e tivemos as mesmas opiniões sobre tudo. 

Brassel, sei o quanto é difícil escrever uma história e tiro o chapéu para cada um que consegue concluí-la bem ou não. Mas acho válida fazer sempre uma crítica construtiva. Espero ter cumprido esse papel. 

Nota: 2,8 (de um total de 5).

Ps: Posso dizer de novo que quero entrar no livro e esfregar a cara do Kim no muro de chapisco?
Ps2: Fãs de NA clássico, leiam O Acordo! Num futuro não muito distante pretendo escrever sobre a série dos jogadores de hóquei que tanto < 3

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Aos 30

Postado por Luciana Mara às 11:43:00 0 comentários Links para esta postagem
Aos 30 eu esperava que tudo seria diferente. 

Aos 13, achava que aos 30 eu seria uma empresária bem sucedida e que dividiria um apartamento alugado com a minha melhor amiga.
Não queria casar. 
Iríamos viver loucamente, como todas as personagens das comédias românticas que são abertas a novas experiências e totalmente independentes, mas que só se amarram à alguém quando já são balzaquianas. 

Aos 18, achava que aos 30 eu seria uma daquelas pessoas que trabalham todos os dias elegantemente vestidas com terninhos neutros, que teria um marido que me amasse e que corresse comigo atrás dos outros sonhos que eu não tinha realizado.

Aos 23, achava que aos 30 eu trabalharia em um banco, que já estaria casada e com dois filhos.

Aos 30, trabalho de pijama e tenho um marido maravilhoso.
Fiz algumas das viagens que queria.
Tenho uma casa própria. 
Tenho amigos lindos que sempre estão dispostos a embarcar em novas aventuras.
Tenho uma família que me apoia em todas as minhas decisões. 
Fiz o piercing que queria desde a adolescência.
Meus fios de cabelo continuam negros.
Compro o que quero (mesmo que seja uma varinha do Harry Potter de 50 dólares e que não é mágica fora dos parques). 
Faço o meu tempo. 

Ainda tenho muito a realizar.
As metas nunca acabam. 

Tenho uma vida feliz.
Só torço para que o mundo acabe com as cobranças, porque de cobranças minha caixa de correio já está cheia (metaforicamente falando). 

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E como não podia deixar de ser, meus babys novos, dados pelas amigas no meu aniversário. Obrigada Miloca, Nanda, Kell, Renata, San, Alice, Silvinha, Sandra, Carol, Márcia, Maíra e Evelyn!


Eles não vão durar nada na prateleira de não lidos. Estou lendo igual uma máquina!

Obrigada a todos que foram me dar um abraço no meu aniversário e aos que estavam lá em pensamento. Amo vocês!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

"#130: À Flor da pele" e mais

Postado por Luciana Mara às 15:52:00 0 comentários Links para esta postagem
Em um dos meus surtos de "MELDELS! MEUS NEW ADULTS ESTÃO ACABANDO!", a Tati (do Clube das Chocólatras, nosso clube do livro, para quem não sabe) me sugeriu a leitura de À Flor da Pele.

E como estou encarando quase tudo do gênero, li...

À Flor da Pele conta a história da tímida Tenley Page e do tatuador Hayden Stryker. Tenley mudou de cidade para fazer mestrado e, para passar o tempo e distrair a cabeça, conseguiu um emprego na cafeteria da tia do Hayden. Acima da cafeteria, há um apartamento, que Tenley alugou. Deste apartamento, ela vê o estúdio em que Hayden e seus sócios tatuam e colocam piercings diversos. Ele é todo durão, mas fica amolecido e meio bobo toda vez que a vê.

E fica mais bobo ainda quando ela pede que Hayden tatue suas costas. INTEIRAS. Tudo para simbolizar seu grande segredo e sua grande perda. Perda que modificou tudo que ela tinha planejado.

Mas como todo NA, Hayden também é cheio de mistérios e segredos. 

E, por mais que a tração entre eles seja gritante, quando o passado bate à porta, é impossível ignorá-lo. 
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Vamos direto ao assunto. Usualmente, só estou resenhando livros que me marcam de alguma maneira, seja positiva ou negativamente. As histórias meia boca são comentadas em tempo real no histórico do skoob. Só quem me acompanha lá sabe o quanto eu sou a louca dos históricos. Fico de madrugada lendo e com o celular na mão para atualizá-lo.

À Flor da Pele não é uma obra prima, é apenas um livro legal. É uma história com aquela atração inicial louca e irresistível (até tolero atração louca, muito mais que amor à primeira vista) entre duas pessoas cheias de segredo. Se eles tivessem sentado na cafeteria e aberto o jogo, tudo seria resolvido em 10 páginas, masss... aí não teria livro, rs.

O livro ainda termina com um cliffhanger gigantesco. Então, se for encará-lo, aconselho que já tenha Marcados Para Sempre em mãos. Além dele, ainda tem uma história 0.5 e outra 1.5, que sinceramente, não fizeram falta. 

Tive alguma dificuldade com o excesso de cenas para maiores de 18 anos e MUITA dificuldade para achar charmoso um cara que tem piercing em tudo quanto é lugar. TUDO, mesmo. E numa dessas acabei caindo no Google e descobrindo que tem muita gente louca no mundo. Conselho: não procurem imagens envolvendo a palavra "apadravya" em público.  

BUT, o maior motivo para eu escrever esse post é falar que este livro me motivou. 

Há anos quero colocar um piercing na orelha. Quando era adolescente, minha mãe me amedrontou, dizendo que poderia dar queloides (e se você procurar, realmente há muitas orelhas deformadas por causa disso). 

Mas aí, vendo que a Tenley colocou n piercings numa boa, pensei, por que não?

Então comecei a procurar loucamente algum estúdio, até que encontrei o "LP Tatuagem e Piercing" no Facebook. Liguei para lá e custava 70 pilas, com o brinco. Não precisava agendar. Então dia 9 de julho criei coragem e fui.

O cara que me atendeu, o Vitor, tinha tantos furos quanto o Hayden (mas as semelhanças acabam aí, rs). Optei por um do tipo helix. Queria colocar um brinco de argola, mas ele disse que incomodaria num primeiro momento, que era melhor fazer a substituição quando o furo tivesse cicatrizado. Então daqui um mês vou lá trocar para ficar com a orelha igual a da Guilhermina Guinle, minha inspiração. Já tenho os outros três furos também. Fiz o terceiro com 15 anos. Há quase 15 anos. 100or! Crise dos 30 está chegando. 

Não doeu nada. Quando achei que ele ia furar, me disse que já estava limpando. Ele me ensinou como limpar e cortou chocolate, amendoim e carne de porco do meu cardápio por três semanas. Se eu soubesse antes de furar, teria desistido. Mentira. Não teria não. 

Orelha dos sonhos
Mas pra ser sincera, mesmo depois de quase duas semanas, ainda incomoda pra dormir. Não posso deitar em cima da minha orelha direita porque incomoda. 

E nessas minhas pesquisas, achei a orelha perfeita (foto ao lado). Assim que esse furo cicatrizar, quero fazer mais um, tragus dessa vez. Acho que não tenho espaço para três forward helix, mas quem sabe... #maridónpiranapeneira 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Ao vento

Postado por Luciana Mara às 15:30:00 0 comentários Links para esta postagem
Já certifiquei. O conjunto de lingerie que escolhi para hoje é um dos melhores do meu guarda-roupa. 
Ninguém deve ser encontrada morta com uma calcinha de algodão velha e furada. Pelo menos, com a escolhida da vez poderei animar o legista que for responsável pela minha futura autópsia. 
Já são sete anos que faço o mesmo ritual, mas há apenas dois comecei a pensar na felicidade do legista. 
Há cinco anos não preciso mais fazer este mesmo trajeto de bicicleta. 
O fiz por dois anos, todo 12 de junho. 
Todo maldito dia 12 de junho, dos últimos sete malditos anos. 
Olho no meu relógio de pulso. São onze horas da noite. Faltam dez minutos para o relógio marcar novamente o mesmo horário do dia que a minha vida começou a desmoronar. 
Falta uma hora para esse dia de merda acabar. 
Estou ansiosa para qualquer uma das duas coisas. 
Ligo o rádio do carro. 
Cansei do cricrilar dos grilos que infestam a mata nas duas extremidades das ponte. 
Escolho a estação com a música mais agoniante e desesperadora que encontro. É assim que me sinto, nada mais adequado.
Estou sozinha. 
Completamente sozinha. 
Nenhum outro morador vem aqui à essa hora da noite, nesta data. Todos estão alegremente comemorando a data com os seus parceiros. Os que provavelmente passam por este caminho, já devem estar dormindo. 
A música acaba.
Meu carro está estacionado de forma que seus faróis iluminem o local exato do acidente. 
Abro a porta do motorista e saio. 
O vento leve do outono balança meu vestido preto que termina dois dedos acima do joelho.
Os pelos do meu braço se arrepiam com a temperatura amena.
Aciono o código para destravar meu celular e, como em todos os anos, marco dez minutos no temporizador do aparelho. 
Dez minutos é o tempo do universo decidir. 
Descalço as minhas sapatilhas vermelhas preferidas e as deixo no ponto exato da mureta da ponte onde subirei daqui dois minutos. 
Estou na velha ponte da cidade, que recebeu o nome do seu fundador em 1891. Ninguém mais a usa, desde que o trevo foi feito a dois quilômetros de distância. 
Durante o tempo todo que estou aqui, apenas um carro passou na rodovia com três faixas em cada sentido localizada abaixo da ponte. 
Os arredores são desertos. Só os moradores mais antigos da cidade utilizam esta ponte como atalho. Eles só a utilizam quando estão com pressa e querem economizar os dois quilômetros no volante. Eu não sou a favor dessa economia. Ela já me custou muito.
O certo era eu destruir este lugar. 
Atear fogo. 
Colocar alguns explosivos e jogá-lo pelos ares. 
Mas não consigo. Porque o Universo me chama todos dos malditos anos. Até que não chamará mais. Ele se despedirá de mim. E é este momento que eu aguardo.
Onze e dez da noite. 
Inicio o temporizador e coloco o celular dentro de um dos pés de sapatilha. 
Subo na mureta da ponte.
A mureta é estreita, mas acomoda meus pés com as unhas vermelhas perfeitamente feitas.
Olho para o meu ombro direito e vejo o dente-de-leão que tatuei assim que completei 18 anos. Para mim, ele não significa liberdade, esperança. Significa que basta um simples vento para tudo se desmoronar, se espalhar no mundo e desaparecer. 
Até onde as minhas vistas alcançam, nenhum carro se aproxima pela rodovia.
Fecho meus olhos. 
Sinto o vento me soprando, mas sem força suficiente para me fazer voar.
Levanto as mãos, ainda de olhos fechados, até a correntinha dourada que carrego no pescoço todos os dias. Há menos de três horas, coloquei a terceira aliança na corrente. 
Lembranças das minhas três pessoas preferidas no mundo.
Lembranças das minhas três pessoas preferidas no mundo que me abandonaram.  
Solto a correntinha, que cai novamente entre os meus seios e abro os braços.
Me equilibro na mureta.
Meus olhos permanecerão fechados até que o temporizador do celular apite. Ou até que eu caia na rodovia.
Não sei quanto tempo já se passou.
Sinto o cheiro de grama. 
Sinto o cheiro de chuva. 
Sinto o cheiro de grama molhada. 
Ouço os grilos. 
Sinto os pingos de chuva molharem os meus cabelos. 
A chuva se intensifica, assim como minha ansiedade. 
Meu cabelo começa a grudar no meu rosto.
O céu consegue chorar mais que eu. 
Os dez minutos se passaram. 
Nem o vento ou a chuva me levaram. 
Em milésimos de segundos a raiva me invade por estar abandonada. Puxo com força e arrebento a correntinha delicada. 
Desisto das lembranças. 
Abro os olhos. Jogo a correntinha e as alianças na rodovia abaixo de mim, ao mesmo tempo que avisto um carro se aproximando.
Espero que o motorista não tenha me visto e chame a polícia.
Não será a primeira vez. 
O Universo não quis que eu sumisse. 
Não hoje.
De novo. 
Então por mais um ano, ele me permite viver.
Desço da mureta e sento no asfalto, encostando-me na mureta onde nem a Morte me quis. Pelo sétimo ano consecutivo.  
Coloco as mãos no rosto e me permito chorar pela primeira vez, desde que eu soube que minha mãe tinha morrido, hoje de manhã.
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Ps: Minha tentativa 1 de escrever algo não meloso, rs. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

#129: November 9 (Colleen Hoover)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 0 comentários Links para esta postagem
De três coisas eu estava convicta.

Primeira, é impossível ler qualquer uma das histórias da Colleen Hoover sem desenvolver um panapaná louco no estômago e nós de marinheiros na garganta impossíveis de desfazer.
Segunda, havia uma parte de mim – e eu não sabia que poder essa parte teria – que queria adiar qualquer leitura dela, com medo de que meu estoque dessa maravilha acabe.
E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por tudo o que essa autora toque.

Eu confesso. Fui fã de Crepúsculo. Assim que terminei a leitura da última página do primeiro livro (antes mesmo de estourar a febre no Brasil), eu abri na primeira e reli. Mas lá se vão 10 anos e eu tinha acabado de sair da adolescência, ou seja, eu tinha passe livre para o surto.

Adoro os livros da Sophie Kinsella e Marian Keyes, mas eu ainda tenho alguns sem ler. Não tenho por eles aquela necessidade de comprar em pré-venda e ler assim que lançam aqui. Não como já fiz com Crepúsculo, Harry Potter ou Fazendo meu Filme, por exemplo. 

Há tempos não sentia essa vontade louca, alucinada e descontrolada de ler mais de determinado autor. Ler tudo. Ler até cansar. Ler até me acostumar tanto com sua escrita que posso prever os acontecimentos antes de lê-los. 

Há muito tempo não tem um autor que estimule minha Becky Bloom interior como a Colleen Hoover. Eu sei que já está ficando repetitivoivoivo, mas se eu não puder falar das minhas paixões literárias como uma fã louca de qualquer boy band aos 15 anos, para que serve esse espaço? Vocês têm noção de que eu mandei um comentário um pouco desaforado em um blog porque a menina não gostou de um dos livros e contou mais do que deveria? Eu estou assim com essa autora. Então cuidado com o que vai falar comigo sobre suas obras. Brincadeira. Ou não.

Não satisfeita com os livros lançados no Brasil, eu comecei a pesquisar e achei dois livros traduzidos da autora: Confess (muito bom também) e November 9. 

Até então, Talvez Um Dia era meu preferido, mas eu nem sei mais. É tanta delicadeza, tanto cuidado, tantos segredos e descobertas que se você vier me perguntar qual livro deve ler da CH eu vou responder de madeira curta e grossa: "TODOS".
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November 9 conta a história da Fallon e do Benton. Aos 18 anos, eles se conhecem no último dia dela em LA e a atração entre os dois é imediata. Mas por mais que eles sintam que aquela relação pode ser especial, ela está com a viagem para NY marcada para aquele dia. Fallon vai correr atrás dos seus sonhos. Ela não pode mais adiar, não pode desistir. Porém, eles decidem passar aquele dia juntos. 

Ben, um estudante e aspirante escritor, vê naquele encontro a inspiração do romance que ele tanto deseja escrever. Mas um encontro não é o suficiente, então eles decidem se encontrar na mesma data, durante alguns anos, sem manter contato durante o resto do tempo, exceto dia 9 novembro. Será história suficiente para ele escrever seu romance? Será que eles não vão esquecer um do outro durante todo o tempo? Só lendo pra saber.

E se eu puder dar um conselho, digo: leia. Leia rápido. Se quiser o ebook, pergunte-me como*. 
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Quando li a premissa do livro, pensei de cara em "Um dia" do David Nicholls, mas há uma grande diferença entre as duas obras. "Um dia" conta o que acontece em um dia do ano, mas os protagonistas se cruzam o resto do tempo. Aqui não, eles não tem contato por telefone, e-mail, rede social, NADA.

E isso não faz o amor miojo que eu odeio ser ruim, pelo contrário, faz o relacionamento dos dois ser incrível! Você sente a saudade batendo em seu próprio peito após cada despedida. Você sente o ar saindo do pulmão a cada frase delicada. É desesperador. É angustiante. É apaixonante.

Os personagens são engraçados, determinados e cativantes. Por mais que uma hora ou outra ocorram decisões estúpidas, é impossível largar o pompom de líder de torcida e parar de torcer.

E o final? E o final, MELDELS! Você sofre. Você é esmagado. Eu joguei o tablet longe inúmeras vezes durante a leitura, porque estava agoniada demais para prosseguir.

Por mais que todos os livros da CH tenha uma carga dramática e emocional grande, eles são diferentes entre si, porém, tem um denominador comum: a arte. Seja por poesia, música, quadros, livros, ou por apresentar o texto em uma forma não convencional (Lado Feio do Amor, por exemplo), ela sempre incluiu um universo novo para você se deliciar. 

Posso dizer que mal terminei e já estou ansiosa para esse livro lançar aqui? Quero ler novamente!

Maconha, crack, heroína, cocaína são outros nomes dos livros da Colleen DIVA Hoover pra mim. Estou incondicional e irrevogavelmente viciada. 

Aprecie sem moderação!

ps: *Eu não sou a favor da pirataria. Minhas estantes cheias de DVDs e livros comprovam isso. Mas sou contra a abstinência da droga citada acima. HAHA
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