sábado, 4 de setembro de 2010

#20: A Dama das Camélias (Alexandre Dumas Filho)

Postado por Luciana Mara às 11:52:00
Sinopse: Armand Duval é um jovem estudante de Direito na Paris de meados do século XIX. Jovem recatado, vindo de uma respeitável família burguesa interiorana, apaixona-se por Marguerite Gautier, nada mais nada menos que a mais cobiçada cortesã dos salões e teatros parisienses. Marguerite - vendida, corrompida, perdulária, amante de vários homens - corresponde ao amor do jovem, que provoca uma reviravolta na vida da jovem prostituta. Mas o futuro dos dois amantes enfrenta os mais rígidos obstáculos.

Comentários: Namorei este livro um tempão e finalmente o adquiri. Ele acabou furando a minha fila de leitura.

Logo de início, senti que ele poderia ter sido escrito pela Emily Brontë, exceto pelo papo de ser sobre uma cortesã (dã...), uma vez que o jeito que Dumas expõe a história e o tipo de narrativa (entre outros aspectos da história que prefiro não comentar) lembrou muito a do “O Morro dos Ventos Uivantes” (1847). Enquanto neste livro, a história de Heathcliff e Catherine é contada ao novo inquilino de Heathcliff, Sr. Lockwood, por sua governanta, Nelly, em “A Dama das Camélias”, é Armand Duval quem narra sua história com Marguerite ao Sr. A (não me lembro de terem citado o nome dele, então o chamarei assim o.O).  Tanto Sr. Lockwood quanto Sr. A. persuadiram seus interlocutores a contarem a história motivados exclusivamente pela curiosidade. Outra semelhança que percebi foi a constante alternância do tempo, ora presente, ora passado marcado por interrupções devido a doenças (oh povo que adoecia, viu?!).

A história inicia com um Sr. A. vagando pela cidade e tomando conhecimento de um leilão dos bens de uma cortesã que acabou de falecer de tuberculose. Após investigar, ele descobre que estes bens eram de Marguerite, uma jovem que sempre via, mas com quem nunca falava. Incentivado pela curiosidade, ele conhece os bens que seriam leiloados, e participa desse evento adquirindo um livro chamado “Manon Lescault” (1731), com uma dedicatória: ‘Manon a Marguerite, Humildade’ assinada por Armand Duval. Esta dedicatória o intrigou. Afinal, quem era Duval?

Certo dia alguém bate à sua porta. Era um rapaz loiro, alto e pálido. Ele estava desesperado. Após saber que haviam leiloado os bens de Marguerite, seu único desejo era adquirir qualquer coisa que tivesse sido dela, e ficara sabendo que aquele senhor havia adquirido um item. Além de dar o livro, Sr. A. oferece também sua amizade. E é entre idas ao cemitério, doenças e várias camélias que Duval começa a contar sua história.

No teatro, Duval foi apresentado à Marguerite, uma jovem famosa por sua ‘profissão’. Nesta ocasião, ela tira sarro dele e ele sai do camarote bufando. Dois anos depois, ele continua encantado por aquela linda mulher de saúde frágil e arruma um jeito de ser reapresentado. Desta vez, tudo foi diferente. E ela prometeu ser sua amante.

Imagine, o que um homem não é capaz de dizer a uma mulher quando ele está apaixonado e ela tem que se encontrar com outros? Pois Duval disse tudo isso (às vezes me dava vontade de socá-lo =P) e mais um pouco. Entre idas e vindas, entre discussões e amassos (não se empolguem, eles não são detalhados) Marguerite acaba se apaixonando, e, passando por cima de tudo eles resolvem viver esse amor. Até que alguém surge e novas decisões precisam ser tomadas. A partir daí, o amor recebe a máscara do ódio. Preconceitos, amor, dedicação e raiva são misturados, e seguidos por doença e morte.

Confesso que as cartas são de partir o coração.

E um detalhe importante, este livro foi publicado em duas versões, o romance mesmo (este que eu li) que foi escrito em 1848, e na forma de teatro (que eu comprei para mamys por engano, e que por causa dele, minha irmã quase se tornou filha única - mas já estou me redimindo: semana que vem a versão igual a minha chega). E a minha versão é da editora Martin Claret (que odiava, porque sempre eram delas os livros chatos que tinha que ler na escola) e custou baratinho, como diria o homem-cueca: '10 real mais o dinheiro do busão’ (apenas substitua o busão por frete – rs).

Livro super indicado!!!
 

2 comentários:

Paulatictic disse...

Adorei sua resenha! Eu já tinha ouvido falar desse livro, mas sempre deixava de lado, agora vou ler!
Adorei seu blog, já estou seguindo!
beijos

Carissinha disse...

Achei por acaso essa resenha no seu blog, e como é um dos livros que mais amo, vim comentar.
Engraçado que nunca imaginei que A Dama... poderia ser um livro da Bronte. Interessante!
Já li as duas versões, tanto em prosa como em teatro, e a em prova é bem melhor.

Beijos!!

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