sexta-feira, 17 de setembro de 2010

#21: Wake (Lisa McMann)

Postado por Luciana Mara às 13:03:00
Sinopse: Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal. Janie não pode contar a ninguém sobre o que acontece com ela - eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar. Mas, de repente, Janie acaba presa dentro de um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela deixa de ser expectadora e se torna uma participante...

Comentários: Inaugurando mais uma série e desta vez não é de vampiros, anjos ou imortais.  

Wake conta a história de Janie, uma adolescente determinada e esforçada que mora com a mãe (alcoólatra) e que tem o poder de entrar nos sonhos alheios. Ela sempre mergulha (e, às vezes, literalmente) nos sonhos de qualquer um ao seu redor, ao invés de ter os próprios sonhos. Vivendo na área pobre da cidade, ela compartilha seus segredos, exceto sobre seu dom, com sua vizinha/amiga Carrie que, algumas vezes, se mete em confusões. Neste meio tempo Janie (re)conhece Cabel, um garoto boa-pinta que está atraindo as atenções das meninas da escola. Apesar de seu comportamento estranho, e quando tudo parece que vai dar certo entre eles, Janie descobre que Cabel foi preso e que anda saindo com uma garota da escola. Assim, Janie passa a fugir dele, a única pessoa a quem ela teve coragem de contar todos os seus segredos. Mas ele deu um jeito muito fofo de comunicar com ela. E, a partir daí ela descobre os grandes segredos de Cabel e em todos os problemas em que ele está metido.

Acho que a autora foi inteligente em apresentar as diversas formas em que o 'dom' de Janie aparece, mas pecou em sintetizar as passagens. Na maioria das vezes, senti como se Wake fosse parte de uma outra história, ou mesmo um resumo.

Gostei da evolução do tempo e da marcação das horas nas passagens desde os primeiros episódios de manifestação do 'dom' quando Janie tinha 8 anos até os episódios atuais.

Porém acho que faltou emoção. E não digo só no sentido de romance não. Senti falta de raiva, medo, angustia e desespero. Senti como se tivesse lendo um relatório no meu trabalho. Algo puramente técnico.

Gostei do fato de que vários sonhos eram tratados como metáforas dos sentimentos e sensações das pessoas. Por exemplo, um cara de má índole no sonho era retratado como um monstro. Pelo menos comigo sempre acontece isso. Meus sonhos são loucos.

O grande objetivo de Janie, além de conseguir grana para entrar numa faculdade, é aprender a entrar e sair dos sonhos e como se portar dentro deles. E ela só consegue isso através da ajuda de outra apanhadora de sonhos, uma velha (literalmente) conhecida. Mas a dinâmica funciona mais ou menos assim:

a) Eu sempre sonho com guerras (o que poderia ser memória de outra vida, claro que se eu morasse em Mordor, na Terra Média, uma vez que há sempre orcs nas batalhas, vide Senhor dos Anéis - obrigada por refrescar minha memória Léo, por isso que eu te amo, mas não só por isso =*). Eu estaria aterrorizada e Janie estaria presenciando e sentindo meu sofrimento. Se eu pedisse ajuda ela poderia me dizer e eu acreditaria que eu era, por exemplo, filha de Ares, o Deus da Guerra (minha cabeça está recém-saída de Percy Jackson) e me sentiria confiante o suficiente para enfrentar meu desafio. Mas, caso eu não pedisse ajuda eu poderia sofrer vários ataques, morrer e acordar assustada.

b) Ou um caso ainda (muito) pior. Em meu sonho minha estante entrava em autocombustão. Eu, é claro, pediria ajuda. Janie me mostraria uma água-seca (porque o pó do extintor sujaria meus bebês e o de líquido então, nem se fala), eu apagaria o fogo e descobriria que só perdi o 1808 (na estante há mais de 2 anos e sem previsão de leitura). Se eu não pedisse ajuda meus livros se queimariam e eu acordaria com um sentimento ruim e a sensação de que, assim como a Rihanna fez com as pernas, eu deveria fazer um seguro para minha estante.

==> Ou seja, importante é o sonhador pedir ajuda.

Resumindo: o livro é bacana, a história é diferente e original, mas eu acho que poderia ter sido contada melhor. Talvez se tivesse sido escrita em 1ª pessoa poderíamos sentir e curtir mais a personagem principal. Mas como sou brasileira, e não desisto nunca, que venha Fade.

E um pensamento aleatório e importante: se todos os ensebados, excluídos e ex-traficantes um dia virassem o Cabel atual com certeza não teria tanta mulher solteira.



Onde comprar: Saraiva

1 comentários:

Nanda disse...

Ei Lu,

Adorei os exemplos e "sou brasileira e não desisto nunca" rsrsrs tbm sou assim com as séries.

Este livro está na fila, quero ler mas nem comprei ainda. Ja vi resenhas muito positivas, outras negativas mas o tema me deixa muito curiosa ^^

bjooo

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