domingo, 31 de outubro de 2010

‘Perdoa-me pai, eu comprei’ – Outubro

Postado por Luciana Mara às 23:51:00 10 comentários Links para esta postagem
Sr. P. não ficaria orgulhoso. Não resisti. 

Nada de cartão de crédito! Descongelei meu cartucho de tinta da impressora (só compro livros no boleto) e fui às compras. Mas vou pedir um desconto (ADORO esta palavra) porque este é o mês das crianças, então nada como dar/ganhar presentes, nem que sejam meus para mim mesma. 

Na minha lista deste mês tenho dois presentes de verdade:

1-    A Passagem (Justin Cronin) – O Léo tinha me dito que me daria o nº 150. Avisei quando tava no nº145, porque como compro livros sempre em lote ele tinha que se apressar.

2-    Sussurro (Becca Fitzpatrick) – Ganhei na gincana do dia das crianças do blog da Nanda (Viagem Literária). Só ganhei porque foi gincana, se fosse sorteio, com certeza este livro não estaria na minha lista. ¬¬

Fazendo meu filme 3 - Paula Pimenta
Ame o que é seu - Emily Giffin
Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert
Sábado à noite - Babi Dewet
Cabeça de vento - Meg Cabot
Como treinar seu dragão - Cressida Cowell
A Passagem - Justin Cronin
Sussurro - Becca Fitzpatrick
Escuridão - Elena P. Melodia
                                                                          Sedução Mortal - J. D. Robb

E o que eu não faço por um livro? Minha trajetória (e revolta) no lançamento do FMF3:

1- Intimei o Léo a ir ao lançamento comigo =*;
2- Mandei uma mensagem para Gi e a convidei para ir também, prometendo que iríamos transferir a nossa quinta-da-pizza em sexta-do-lanche;
3- Cheguei um pouco depois do horário combinado (o atraso está enraizado em mim);
4- Fizemos hora procurando um presente de niver de namoro (que eu não achei) e esperando o Léo chegar até dar o horário do evento;
5- Enquanto isso olhamos toda a livraria. Vimos as meninas (novinhas) subindo para o evento;
6- Me senti velha;
7- Quando subimos descobrimos que o maior erro foi fazer hora. A fila estava enoooorme e vimos que a idade média dos presentes era de 12 anos;
9- Me senti velha;
10- Ficamos 30 minutos sem dar um passo na fila (que crescia para os lados!);
11- Desidratei. Estava tão cheio que o garçom não chegava (sorte que a Gi (madrinha, te amo!) foi atrás dele e conseguiu um copo de água com gás – eca – e uma 'Coca' que nós três dividimos);
12- Me amaldiçoei por ter ido de salto;
13- Me senti velha;
14- Fugimos de todos os fotógrafos que andavam por lá;
15- Escutei um grande/enorme/super/mega spoiler do final do livro de uma mulher que estava participando do lançamento;
16- Fiquei p#%@ (e querendo apagar da minha mente o que ouvi, sem sucesso);
17- Vimos uma idosa de cerca de 80 anos passando na nossa frente na fila;
18- Finalmente nos sentimos menos velhos;
19- Enfim, chega a nossa vez, 1 hora e meia depois (depois dos 30 minutos iniciais);
20- A Paula autografa meus três livros (foto abaixo), cada um com uma caneta da cor da capa do livro (fofo d+!);
21- A Gi fala que o nome dela é Ana para pegar o autógrafo no livro encomendado;
22- Tiramos uma foto (meus olhos saem vermelhos – definitivamente sou filha de vampiro – e depois de tanto tempo decorrido parecemos um lixo na foto, por isto acho melhor omiti-la);
23- O encontro durou 2 minutos, depois de 2 horas na fila!!!
24- A sexta-do-lanche/lançamento virou a sexta-da-fome, a sexta-não-estou-sentindo-meus-pés, a sexta-como-eu-vou-embora?, a sexta-quase-fechamos-o-shopping e a sexta-quase-sábado;
25- E por fim, me senti velha (de novo), porém feliz com meu livrinho (autografado) nas mãos.
Autógrafos
Lição do dia: 1) NUNCA, NUNCA, NUNCA saia do cinema contando o final do filme, por exemplo, que o Dumbledore morre no 6º livro de Harry Potter. Um dia isto pode virar contra você e é você quem ouvirá os spoilers (tenho PhD em pagação de língua).

Lição do dia: 2)  Pratique atividade física. Você nunca sabe quando vai precisar de condicionamento  físico para ficar duas horas em pé.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

#28: Fazendo meu filme 3: O roteiro inesperado de Fani (Paula Pimenta)

Postado por Luciana Mara às 22:16:00 11 comentários Links para esta postagem
Sinopse: Um turbilhão de sentimentos e emoções. Assim podemos definir o terceiro volume de Fazendo meu filme. No mais intenso livro da consagrada série, Fani, agora com dezoito anos, volta da terra da rainha mais segura, mais madura, e logo se dá conta de que já não é mais a mesma menina que viajou para a Inglaterra, cheia de anseios e temores. Agora, as expectativas estão voltadas para o vestibular e o tão sonhado namoro com Leo. Mas, como em um bom filme, sua vida é cheia de surpresas, alegrias, decepções e conflitos. Estefânia Castelino Belluz terá de fazer escolhas difíceis e corajosas. Seja em confusões no namoro, nas dúvidas do vestibular, nas relações com a família ou com as amigas, Fani passa por várias novas experiências e continua a fazer o seu filme, por caminhos às vezes cheios de romance e felicidade, às vezes duros e nebulosos.

Cuidado! Spoilers no parágrafo azul!

Comentários: Números de Lost by Lu: 11, 4, 2 e 6. Mas ao contrário do seriado, tudo para mim tem explicação. Onze foram os quilos que a Fani engordou no intercâmbio, quatro eram quantas músicas tinha em cada cd que o Leo gravou, dois foram os dias que precisei para ler o livro e seis é o número que passei a odiar (leia o prólogo e já saberá=/). E qual a minha relação com o seriado? Eu também estou perdida. Perdida e desesperada, precisando tirar a história da minha cabeça e embarcar em uma nova (pelo menos até o lançamento FMF4 ^_^).

Fui ao lançamento*. Resultado: livro quentinho, saído do forno e autografado (a Paula é uma fofa, cada livro foi autografado com a cor da capa)! Então foi só esperar o fim de semana passar (era niver de namoro e eu tive que curtir o meu Léo para só depois curtir o da Fani – rs ) e devorar.

Fani descobriu que gostava do seu amigo, o Leo, quando já estava acertado seu intercâmbio de um ano na Inglaterra (resenha de FMF1). Ela conviveu com a saudade, conheceu pessoas novas, namorou, terminou e descobriu que o Leo ainda a estava esperando (resenha de FMF2). Ela cresceu, mudou, mas se esqueceu que o tempo passava para quem tinha ficado no Brasil também. Ela teve que se reencontrar, reconquistar amizades, voltar para velha forma, mas tudo compensou porque finalmente teria tempo de curtir seu (verdadeiro) primeiro amor (FMF3). 

Fani estava se achando a nova integrante do Fat Family e amaldiçoava todas as calças que comprou em Brighton que camuflava sua, han... engordadinha. Sim! Todos a tinham visto assim. Inclusive o Leo! O Leo... Será que tudo estaria como antes? Será que tudo havia realmente sido resolvido? O Leo estava tão esquisito... Pretendia apenas deixar um bilhete e sair da festa de boas vindas. Motivo: ciúme! E foi este maldito bichinho que fez tudo acontecer.

Mas naquele momento tudo estava bem. Estava ótimo! Parecia que eles já namoravam há muito tempo. Acho que quando as pessoas se completam é assim... Suas vidas se misturam e você não vê o tempo passar.

As obrigações e o futuro batem na porta. Fazer a faculdade de Cinema que sempre sonhou ou cursar Direito (sonho de sua mãe)? Agora era hora de estudar. Horário regrado, encontros rápidos, mas o mesmo amor, a mesma entrega e a mesma dedicação.

Claquete maldita
Entre festas, idas ao cinema, fotos escondidas, jogo da verdade, idas a cartomante, primeira viagem juntos, uma música especial escutada uma única vez, jantar a luz de velas (com um desfecho lindo!!!), bouquet de flores, cartas apaixonadas, vários CDs gravados, aprovação no vestibular, lançamento de filmes com presença VIP de um velho conhecido, encontros (in)esperados, capas de revistas e novas viagens eu me emocionei (e me entristeci).

Entristeci porque tudo parecia real. Eu mesma me analiso como vocês bem sabem (comprove AQUI) e sei porque fiquei tão mexida. Sinceramente, eu acho que a Paula surrupiou as minhas agendas! Ler esta série me fez lembrar a minha adolescência e tudo o que eu vivi/escrevi em 14 anos (não fiz intercâmbio, mas as sensações e sentimentos foram os mesmos). E já ouvi tantas vezes as mesmas frases que a Fani ouviu do Leo que me confundi com ela (tenho que parar de fazer propaganda do Léo (com acento), mas quem nos conhece sabe que não exagero =*).

Juro que váriaaasss vezes tive vontade de matar a Fani, me apaixonei mais pelo Leo, morri de dó da Ana Elisa (quase chorei, mas segurei), quis dar força para a Gabi, dei gargalhadas com os e-mails do Alberto e da Natália, descobri que a Priscila é sempre portadora das notícias decisivas (sejam boas ou más) e que a mãe da Fani consegue ser mais exagerada que a minha.

Fani é intensa. Chora muito, ri muito, sofre. É exagerada, algumas vezes insegura, mas quem não o é na adolescência? Este é um período de descobertas, de conquistas, de novas experiências e que realmente eu sinto saudade (este livro me deixou totalmente saudosista).

Ah... O Leo. Ele merece um parágrafo exclusivo. Lindo, simpático, apaixonado e apaixonante. Acho que todo mundo deveria ter um desses (e sou time Leo até morrer, não recrimino NADA que ele fez, nem no final).
 
Adorei o recurso de trocas de e-mails entre os personagens e as citações de Harry Potter, Glee e Diários do vampiro (mais especificamente Ian Somerhalder ai, ai...) - meus vícios.

Crítica? Acho que já deveria ter sido lançado o 4 junto com o 3, porque a espera é horrível!!! Já estou traçando teorias para o FMF4. A Paula disse que sai entre junho e setembro do ano vem (espero que seja junho mesmo. Quanto mais rápido melhor ^^).

Por favor, quero o FMF3, uma caixinha de lenços e um Gatorade”. Definitivamente era assim que eu precisava ter pedido este livro. Fica a dica!

Super recomendo! Aprovado pela escala Luciana de qualidade!
 


Onde comprar: Saraiva
 
Ps.: *Vou falar do dia do lançamento e mostrar os autógrafos nos meus bebês no post com as aquisições do mês.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

#27: Na escuridão da noite (Kathryn Smith)

Postado por Luciana Mara às 23:25:00 4 comentários Links para esta postagem
Sinopse: Por trás da aparência irresistivelmente sedutora, Wynthrope Ryland esconde um grande e terrível segredo que um chantagista ameaça revelar. Pressionado, ele deve fazer uma difícil escolha para manter seu passado oculto: trair a confiança da viscondessa Moira Tryndale, a única mulher que amou na vida, ou arruinar sua família. Na verdade, ele não tinha escolha. Nunca colocaria seus irmãos em risco. Se tivesse de voltar a roubar para protegê-los, ainda que pela última vez, assim o faria. Mesmo que a vítima, dona da cobiçada tiara de diamantes, fosse Lady Aubourn... ou simplesmente Moira. Wynthrope teria de tirar proveito da proximidade com a viscondessa para furtar a joia e entregá-la ao criminoso. Depois de algum tempo - para não levantar pistas -, terminaria o relacionamento e a convenceria de que ele era mesmo um libertino, como todos pensavam. O plano parecia perfeito, se fôssemos movidos apenas pela razão... Era tarde demais para Wynthrope encarar o roubo como apenas mais um de sua pregressa carreira. Moira o conhecia como ninguém. Melhor do que ele mesmo. E sabia que ele não era o que aparentava ser. Wynthrope não podia esconder nada de Moira e muito menos fingir para si mesmo que não estava completamente apaixonado. Será que seu amor acabará falando mais alto que a forte ligação entre os irmãos?

Comentários: Aiii.... o amor!
Não há como não admitir que o romance é um dos meus gêneros favoritos.
E o que eu mais gosto nos romance? A conquista, os empecilhos, as dúvidas, brigas e separações, e finalmente o reencontro.
Está aí a razão porque eu gosto tanto dos vilões. Eles são ousados, impetuosos, dão sempre uma pitada extra de emoção na história.
E quando o vilão é o mocinho? Romance com vilões... ui... até arrepio.

Ano de 1818. Wynthrope é um galã indomável e incorrigível, e já foi um rapaz destemido e com um passado nebuloso. Ele nunca havia se apaixonado e sempre se envolvia com as viúvas da cidade, mulheres elegantes, mas com quem ele não precisava estabelecer compromisso.  

Mas no salão de baile estava ela, a viscondessa de Aubourn, ou simplesmente Moira. Viúva, sem filhos e jovem, Moira estava empenhada em apresentar sua irmã Minerva à sociedade (leia-se caçando marido). Eles já tinham se observado rapidamente na rua outro dia, ele gostou muito do que viu e, naquele baile, se dispôs a chamá-la para dançar. Mas Moira não estava acostumada a receber este tipo de atenção e supôs rapidamente que Wyn na verdade queria se aproximar de sua irmã.

O período de luto já havia passado. Moira agora poderia se envolver com alguém, mas temia que seu grande segredo fosse revelado e que com isso perdesse toda a independência que tinha conquistado após seus 10 anos de casamento com Anthony. Ela nunca voltaria para a casa dos pais, onde era constantemente desprezada pela mãe. A morte de Tony foi dolorosa, e ela precisou da ajuda do amigo de ambos, Nathaniel, para superar esta perda.

Moira é amiga de Octavia, cunhada de Wyn, e por isso coincidentemente eles estão sempre nas mesmas festas. Assim, entre uma escorregada na escada, uma dança, várias fatias de bolo repletas de segundas intenções, beijo no frio e a falta de vinho Wyn consegue um convite para jogar xadrez. E mais do que  as peças são movidas neste jogo. Algumas peças de roupas também são (ou seja, já estou avisando que  é leitura para maiores de 18 anos!!! Peguei leve e nem falei 21... Tem livro mais calientes por aqui.)

É nesse momento que o passado volta para atormentar Wyn. Daniels, seu antigo mentor na vida do crime,  o impõe uma última tarefa em troca de não sujar o nome de North, irmão de Wyn, ex-detetive e um promissor político. Ele deve roubar uma tiara de diamante. E adivinha de quem é a tiara? Claro que de Moira!!!

Ele arquitetou todo plano, mas teria mesmo coragem de roubar a única mulher que despertou  alguma coisa em seu coração? Mas sua família (até seu irmão Brahm com quem não dava bem) era sua vida e Wyn poderia sacrificá-la? Não conto! Mas sabe tudo o que eu disse no início deste texto que mais gostava nos romances? Pode ter certeza que neste livro tem tudo isso.

Conclusão da leitura: confie e respeite! Só assim um relacionamento pode dar certo.
 
Achei no mínimo engraçado a escolha dos nomes dos personagens principais, Moira e Wynthrope. Talvez a intenção da autora fosse fazer com que esse casal fosse único, com nome próprio, ser o único casal 'Moira e Wynthrope' que existe. Porém, acho que ela pegou pesado, porque até agora não consegui escrever o nome dele sem colar. E se o nome é difícil de escrever, imagina de pronunciar?
 
Confesso que esperava um pouco mais da ação, e por isso achei o meio um pouco morno. Mas o início e o final compensam (por isso antes mesmo de completar a leitura desse livro eu já tinha incluído o Wyn na minha lista\o/).
 
E uma coisa me incomodou um pouco. A autora sempre dava duas opções para muitas coisas que aconteciam na história ou coisas que os personagens estavam pensando. Por exemplo, ou 'você casa ou compra uma bicicleta', as duas vertentes de ações já estavam definidas. Isto inibiu um pouco da minha imaginação. ¬¬
 
Ah... Acabei de saber da Dri que este livro é de uma série. E o pior, que não tem nem sinal de publicação no Brasil dos outros livros. Nem sinal de fumaça! Isto é brochante! Queria tanto saber mais da história do Brahm (irmão mais velho do Wyn).
 
E um pensamento aleatório. Esta capa me lembrou muito a capa do filme O Diário da Princesa, inspirada na série da Meg Cabot. Acho que a modelo que ilustra a capa de Na Escuridão da Noite poderia muito bem ser a avó da Mia na adolescência (rs). 

E é claro que todo mundo comete erros na grafia. Eu sempre cometo e peço ajuda dos universitários, mestrandos e mamys para avaliar minhas pisadas na bola e poder consertá-las. Mas acho que isso não pode acontecer em um livro publicado. Parede se transforma em parece, nomes de personagens são trocados (vi isso pelo menos duas vezes). Sou exigente, gosto de qualidade máxima =P
 
A leitura é agradável e flui bem. Recomendo! 



Onde comprar: Saraiva, Submarino
 
Ps.: Acho que Jane Austen se revirou no caixão de novo. Pelo menos desta vez a protagonista era viúva, ou seja, já sabia das coisas. Pelo menos teoricamente.

domingo, 24 de outubro de 2010

Já disse que TE AMO hoje?

Postado por Luciana Mara às 09:58:00 8 comentários Links para esta postagem
 
São 8 anos , 96 meses ou exatos 2.922 dias.
Juntos.
Sempre. E para sempre.

Você chegou de mansinho na minha vida. Sei lá, porque naquele dia na aula de redação, deitei no seu ombro. Talvez fosse o destino, uma obra de Deus ou apenas o momento em que duas almas finalmente se deram conta de que tinham que virar uma só.

Você era apenas um amigo que andava comigo de mãos dadas nos corredores do colégio, que lia mangá com a cabeça no meu colo, para quem eu dava ‘oi’ particulares (que sinceramente eu não me lembro) e que se dispôs a participar do festival de dança só para substituir meu par quando ele faltasse.

E foi entre várias conversas, analogias sobre brigadeiros e ensaios de tango que nos encontramos. Ou melhor, você me encontrou, mesmo que inicialmente eu fosse apenas um talvez*. Foram dois dias para ficarmos juntos de verdade, mas esta espera valeu/vale todo o resto.

Desde sempre soubemos conviver bem. Nunca houve uma briga, uma discussão, apenas algumas conversas tensas resolvidas antes mesmo de as iniciarmos. Sempre houve respeito. Respeito às opiniões e diferenças. Talvez por isto nós dois demos tão certo. Ou talvez era apenas porque tinha que ser.

Passamos pelo colégio, pela faculdade, pelo início da nossa vida profissional. E o que me deixa mais feliz é pensar em tudo que virá ainda (já vejo até nossos netinhos e bisnetinhos correndo pela casa =D)

Saiba que você é uma extensão de mim e vice-versa.


E por que isso e aqui? Porque eu queria te agradecer por todo este tempo juntos e contar para todo mundo porque eu amo tanto você.

Obrigada por me fazer feliz.
Obrigada por seu meu amigo, meu companheiro, meu amor.
Obrigada por compartilhar meus sonhos e me incentivar a realizá-los.
Obrigada por planejar nosso futuro.
Obrigada pelo carinho, pela compreensão e pelos conselhos.
Obrigada pela sua tranquilidade, que me fez ser (um pouco) mais tranquila também.
Obrigada por não brigar comigo quando eu pego no seu pé.
Obrigada por me lembrar dos detalhes da nossa vida (você sabe como minha memória é péssima).
Obrigada por fazer a maior parte de todas as minhas redações no colégio (e pelas provas de geo e hist também =P).
Obrigada por ouvir minhas inúmeras reclamações relacionadas ao ‘Objetivo’ (pensa no sinônimo -rs).
Obrigada por desfazer os nós nos meus ombros devido à frase anterior.
Obrigada por ficar 2 horas em pé na fila esperando apenas um autógrafo.
Obrigada por me escutar horas e horas falando dos livros que li e dos que eu quero ler/comprar (afinal, você é o membro honorário nº 0,5 do Monstros S.A.).

Acho que está no momento de parar porque meu teclado já está encharcado (rs).
Só espero que saiba que TE AMO cada dia mais e mais.

PARABÉNS! E que venha o próximo aniversário!!!

Beijos,
Lu (a dona do jardim)!

Obs1.: 8 (rotate 90°)
Obs2.: *:não pude deixar passar essa  =*

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Conversa de banheiro

Postado por Luciana Mara às 21:10:00 5 comentários Links para esta postagem
  Eu e minha amiga/colega de trabalho fomos ao banheiro.
Banheiro feminino

Esqueça todas aquelas histórias que você já leu sobre a importância da mulher entrar sempre acompanhada de uma amiga no banheiro. Tá bom, confesso que elas são úteis quando não tem gancho atrás da porta para dependurar a bolsa e desobriga você a sustentá-la no pescoço (como se bolsa de mulher, que sempre tem o mundo dentro, fosse leve) ou quando o papel da sua cabine acaba e você grita para ela te arranjar um pedaço.

As mulheres entram mesmo juntas no banheiro para fofocar. Falar de homens, mulheres, carros, futebol, comida, livros, filmes. Não importa! Este é o principal objetivo.

 
E quando o assunto é irreal? Ou real apenas na cabeça maluca das minhas amigas doidas? A conversa é melhor ainda. E isso acontece.

- Te contei? Estou apaixonada!
Meus olhos quase saltaram das órbitas. Encarei a V*. Como assim? Um acontecimento desse e não fiquei sabendo!
- Pelo cara bonitinho/novinho/alto que trabalha na outra sala? – Perguntei.
- Não, pelo Luke.
- Que Luke?
- O de Férias!
 
Olhei para ela com aquela cara de dã, não acredito que você está dizendo isso. Eu fazia isso muito quando era mais nova. Cada garota do meu grupo tinha o seu cara preferido. O Nick do Backstreet Boys e o Rich do Five eram meus (graças a Deus não era o Lance do N’SYNC. Imagina como seria frustrada hoje em dia?). Hoje o Justin Bieber é de todas. Pelo menos naquele tempo a gente tinha mais exclusividade (pelo menos no seu rol de amigas, esqueça o resto do mundo).

- Você está em que parte do livro? – Eu perguntei.
- O Luke acabou de dar o depoimento sobre o vício da Rachel, lá no Claustro.
- Então você já leu sobre o ‘xoxota de freira**?
- Não. Que parte é essa?
- É logo no início, quando ela está em casa, perto da parte em que a sra. Walsh está reclamando que não cozinha porque não tem papel alumínio em casa e não tem papel porque a Anna usa tudo para enrolar os 'materiais tóxicos' que ela vende (isto porque a irmã dela está indo para uma clínica de reabilitação). Não lembro bem o contexto. Vou perguntar à minha irmã.
 

Liguei para ela. Santo bônus. Vou acender uma vela de 7 dias para ele, me salva sempre.
 
- Ise, como é mesmo a parte da ‘xoxota de freira’ em Férias?
- As Walsh falam que o cunhado, o marido da Maggie, era tão mão fechada que parecia ‘xoxota de freira’.  Por que você perguntou?
- Porque a V. está lendo. – Eu respondi.
- Se você me perguntasse outra passagem do livro, provavelmente eu não saberia. Eu só lembro dessa. Foi muito marcante (rs). Ahh... E fala com a V. que nem adianta tentar roubar. O Luke é MEUUUUUUUUU – Sim. Ela gritou. Ainda bem 
que puxei a família do meu pai e escuto bem, ou esse seria o momento de ficar surda de vez. – Ai... Porque aquela calça de couro... JESUS!!!
Transmiti o recado para a V.
- Sem chance. Fiquei com ele o final de semana inteiro. Enquanto ela não me arruma outro, ele é meu.

Abro um importante parênteses (Espalho aos 4 ventos que vou abrir uma agência de namoros/rolos/casamentos. Tem até nome: desesperados.com. Minha irmã quer ser minha sócia, então ela está tentando arrumar seu primeiro casal).

O tempo inteiro eu servia de pombo correio, ou pombo mensagem de voz.
- Até o gerente gostosão eu dou para ela, mas o Luke não. – Ise disse. – Nem o Z. Luci, porque os dois são meus.
- Que gerente gostosão? – V. perguntou – Sua irmã não tava sondando com um cara da sala dela?
- Estava – eu respondi – mas ele é 10cm mais baixo que você. E o Z. é meu, Ise. Parou com a brincadeira.
- M&$#@! Males de ser alta. E quem é o gerente? – V. disse.
- É do banco do meu pai.
- E sua irmã tá querendo todos? Sem chance. Fala com ela para ficar com os baixos, porque os altos são meus!!! Ahh... Luke, 1,92cm. Dá para usar até salto 15 cm que fico menor que ele.
- Ahhh... Pode parar. O gerente gostosão é alto também, segundo mãe, ele tem 1,90cm. E o Luke é meu e o Z. também. O Z. não gosta de ser o outro na relação e você já tem namorado, por isso, ele é meu, Luci.

Decidi parar de ser mediadora, afinal, não fui escrita pela Meg Cabot. Coloquei no viva voz, e fiquei na minha. Momentaneamente.

- Vocês estão eficientes, hein?! Já arrumaram outro? – V. perguntou.
- Eu falei que vou arrumar um para você. – Ise respondeu.
- Enquanto isso eu fico com o Luke. E com o Edward, Roarke, Mr. Darcy, etc...
- Abro mão de qualquer um, menos o Luke e o Z. E mãe vai brigar com você por causa do Mr. Darcy.
- Decidam-se! Eu preciso de UM!!!

Hora de interromper. É impossível vê-las disputando os MEUS personagens queridos e ficar calada.

- Ise, tira o olho que o Z. é meu. E V., Mr. Darcy é sacanagem. Até eu fiquei com ciúmes.
- Vai te catar, Luci, você tem namorado. O Z. é meu também e a propósito, quem é Roarke? – Ise disse.
- É o da série Mortal da Nora Roberts. Nem pega para ler da Lu, sai fora! Mas ela nem tem Nudez Mortal***, e foi lá que ele me conquistou. E Lu, fica na sua, você tem namorado fique (muito) contente com isso.
- Eu fico e muito, mas e o Ricardão? – Sinto muito, mas foi maior que eu. Essa saiu.
- VÁ TE CATAR!!! – Ouvi esta frase em coro. Neste momento me reduzi a minha insignificância.

Ahhh... E ainda bem que elas se esqueceram do Balthazar, Poe, Alex, Jacob, Daniel, Damen, Adam, Luke, Patch, Braden, Dimitri, Rhage, Wrath,
Mick, Wynthrope, Damon e do Stefan... Ufa! Acho que sobraram mais para mim ;)

Escrevi? Afff...  Não aprendo mesmo que existem coisas que devem ficar apenas no pensamento.
Enfim, também voltei aos 12 anos =/
E já que é para escrachar, já estou reinvidicando todos os próximos vilões e mocinhos bem apessoados. Tira o olho, vai...

       * Viu? Preservei seu nome! Ah como sou uma boa amiga =D
       ** O termo é esse mesmo!!!
       *** Estou aceitando doações \o/
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------
Algumas considerações:
1- Acho que seria uma boa os caras lerem sobre estes personagens. Daí eles é que seriam os motivos das discussões nos banheiros.

2- Quando comentei que esta discussão cabia em um texto, tive duas reações diferentes:
V.: “Ahhhh me deixa ficar com um alto... Pleaseeeee”. Te dou o Roarke de presente pode ser?! Além de lindo e sedutor é rico!!!
Ise.: “Adoro ser personagem! Cita meu nome, viu?!”. Lou+Ise! Oh pessoa (in)discreta (mas de quem fura uma meia-calça para sair, não duvido de mais nada).
E thanks pelas imagens, design em construção =D

sábado, 16 de outubro de 2010

#26: A menina que não sabia ler (John Harding)

Postado por Luciana Mara às 00:37:00 11 comentários Links para esta postagem
Sinopse: Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

Comentários: Surpresa, choque, frustração, indecisão e por fim, dúvida. Estas foram algumas das sensações que senti quando terminei A menina que não sabia ler. Finalizei a leitura, fechei o livro e fui obrigada a refletir.

O meu engano foi tamanho que errei até no gênero do livro. Pensei que fosse fantasia, mas na realidade se tratava de um suspense.

Inicialmente, imaginei que Florence poderia ser uma prima distante da Mary (de O jardim secreto), da Lyra (da trilogia Fronteiras do Universo) ou da Maggie (da trilogia Mundo de Tinta). Ela tinha um pouco de cada uma dessas meninas: tinha um grande segredo, uma enorme imaginação, muita coragem e a paixão pela leitura. Mas sabe o que eu concluí? Que na verdade ela era irmã gêmea univitelina do Henry Evans do filme  Anjo Malvado.

A história é narrada por Florence, uma garota de 12 anos. Ela mora com o irmão e os empregados na mansão Blithe House. Sua mãe morreu no parto, seu pai se casou novamente e, desta união nasceu Giles. Um acidente de barco mata seu pai e sua madrasta. Flo e Giles eram tão pequenos que não se lembram do ocorrido e de como eram suas vidas antes deste episódio. As crianças passam a ser criadas pelos empregados e pelo (dinheiro do) tio, que nunca apareceu para visitá-las.

Em um dos passeios pela mansão Flo, encontra uma grande biblioteca. Era a descoberta de um universo novo. Entretanto, ela não tinha a chave (metaforicamente falando) para entrar neste novo mundo. Seu tio, frustrado com uma ex-namorada que se dedicou tanto aos estudos que o esqueceu e se casou com outro mais instruído, proibiu Florence de aprender a ler. E como tudo que é proibido é definitivamente mais gostoso, Flo juntou as letras e aprendeu a ler sozinha. Agora a prateleira mais alta era o limite.
 

A biblioteca foi sua grande companheira quando seu irmão foi enviado ao internato. Ela passava o tempo lendo escondida, sozinha. Então surge um vizinho, um garoto que há algum tempo havia lhe roubado um beijo em troca de uma poesia, Theo. Ele estava tendo crises de asma e seu médico sugeriu que fosse para o campo se restabelecer. Theo propõe visitar Flo todas as tardes, situação que ela não pode se opor. Isto a obriga a modificar seus hábitos de leitura. Seria necessário encontrar um lugar onde ninguém a visse, mas que possibilitasse uma visão completa de todos que chegavam a casa. Assim, ela descobre a torre, agora seu novo refúgio e onde esconde seus segredos.

Dentre estes segredos está a foto da sua família, que ela surrupiou do álbum de fotografias escondido a chave pela sra. Grouse, a governanta. Havia também a foto de uma senhora, com rosto recortado e uma criança no colo. Não havia legendas.

Seu irmão é liberado do internato e seu tio é instruído a arrumar uma preceptora. A sra. Whitaker começa a trabalhar na mansão. Florence acha que a preceptora não dá atenção e os ensinamentos que o irmão precisava. E para piorar, sua chegada mina as idas de Florence à biblioteca. Então, certo dia, enquanto as duas estavam de barco no lago a sra. Whitaker cai e Flo, com seus braços curtos e sem os remos, não consegue salvá-la. São diversos depoimentos e acompanhamentos, até que o delegado arquiva o caso.

Enfim, eram novamente apenas Florence e Giles.

Então, surge a Srta Taylor, a nova preceptora. Ela é rígida e ríspida com as crianças e com os empregados, mas consente e ajuda a camuflar o vício de Florence, a leitura. Mas Flo sente que, a preceptora tem um zelo excessivo pelo seu irmão e começa a procurar evidências de que ela quer sequestrá-lo.

Neste momento, fantasia e realidade se misturam. Flo, em uma das idas noturnas (na qual pretende simular que é mais uma crise de sonambulismo) vê um fantasma andando pela casa. Ela também vê a cena que tanto sonha: a srta. Taylor velando o sono do irmão. Ela passa acreditar que a srta. Taylor é um fantasma da sra. Whitaker e que, por isso ela pode enxergar tudo através dos espelhos da casa. Florence se sente coagida e constantemente vigiada. E em uma ida escondida ao quarto da srta. Taylor, Flo encontra duas passagens de trem para a Europa. Então, ela arquiteta um plano para resolver todos os seus problemas. Frascos, torre, chapéus e bombinhas de asma estão envolvidos em seu plano.

Em um primeiro momento, adorei as armações de Flo. Os métodos de contagem baseados em números de páginas lidas que ela criou para avaliar se Theo estava chegando obrigando-a a sair da torre, todo o esquema que ela bolou para invadir o quarto da sra. Grouse e da srta. Taylor. Foi tudo genial. Pensando friamente, as outras armações também foram bem boladas, muito bem boladas para uma garota de 12 anos.

Capa original
 Dúvida? Foi tudo o que restou após a leitura. Foram tantas perguntas sem respostas que me deixaram realmente intrigada. Os ‘como’ foram explicados, o problema foram os ‘porquês’. A verdade é que não gosto muito de coisas subjetivas. E o pior, foi que, por mais que eu procurasse respostas não encontraria porque na verdade, elas não existem. A impressão que tive foi que o autor nos contou uma história, a vida de Giles e Florence na mansão, não explicando os problemas/motivos/acontecimentos com os outros personagens porque simplesmente este não era seu objetivo (tanto acho isso que o título original do livro é Florence and Giles).

Já havia algum tempo que eu namorava este livro. A capa tinha me conquistado (até mais que a sinopse, admito). Então foi só esperar umas promoções, uns progressivos e o adquiri. Sei lá o porquê, mas demorei um pouco para lê-lo. Talvez fosse a esperança de estar guardando o mais gostoso para o final (tenho uma enorme mania de fazer isso com comida, deixo o mais gostoso para comer por último, mas estou sempre tão satisfeita que: 1) ou não consigo comer a parte mais gostosa ¬¬, 2) Como sem sentir o prazer que esperava. Tenho consciência disso, mas infelizmente, alguns hábitos são imudáveis - shakesperizei, assim como a Flo!).

O final da minha lista não chegou, mas concluo que este livro não foi o mais ‘gostoso’. O defino como único. O único que não consegui classificar. Confesso que gostei, mas continuo sem conseguir dar uma nota. Quanta dúvida!

 Onde comprar: Saraiva, Submarino

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Desafio Literário 2011

Postado por Luciana Mara às 21:46:00 5 comentários Links para esta postagem
Durante este ano, vi vários blogs com um button da Sra. Darcy (sortuda!!!) com os dizeres ‘Desafio Literário 2010’. Como não sabia como funcionava, não vi a época das inscrições e como não tinha o TOC não participei. Mas em 2011 será diferente.

O Desafio Literário têm como tarefa principal incentivar a leitura de, no MÍNIMO, 12 livros no ano. E o interessante é que ele propõe um tema diferente por mês. Confesso que livros de alguns deles, se dependessem exclusivamente de mim, não leria nunca.
Nesta segunda edição do Desafio Literário o participante poderá escolher a quantidade de livros para ler a partir da cota mínima estipulada no ano.  Assim, ele será classificado como Leitor Ouro, Prata ou Bronze, dependendo do total de livros lidos (veja figura ao lado) e a melhor parte, concorrerá a prêmios. 
E, tracinha como sou, já estou me classificando, antecipadamente, na categoria Leitor de ouro! =D

Segue a lista de temas propostos no DL 2011:
Janeiro - Literatura Infanto-Juvenil
Fevereiro - Biografia e/ou Memórias
Março - Romance épico
Abril - Ficção científica
Maio - Livro-reportagem
Junho - Peças teatrais
Julho - Novos autores
Agosto - Clássico da literatura brasileira
Setembro - Autores regionais
Outubro - Nobel de literatura
Novembro - Contos
Dezembro - Lançamentos do ano

Vale destacar que não conta reler um livro que entre em uma destas categorias. O espírito do movimento é conhecer histórias/autores/gêneros novos(as). Isto de cara já eliminou meu Senhor dos anéis (Março), O guia do mochileiro das galáxias ou Fortaleza Digital (Abril), A dama das camélias (Junho) e Dom Casmurro (Agosto), por exemplo.

O lado bom é que vou ter incentivo para ler mais um livro de um novo autor brasileiro (Julho), já estou pensando em ler mais algum de José de Alencar (Agosto), vou me aventurar em uma biografia (Eca! – Fevereiro), vou ler mais alguma coisa do Llosa (Outubro).

Como viram, ainda não elaborei minha lista, mas já estou fritando meus miolos enquanto penso.

Para saber mais informações, se inscrever (a partir do dia 15/10) ou tirar dúvidas clique AQUI.

Bora nessa monstrinhos?!

Ps.: Nunca fiz um post com tanto amarelo! Ficou estranho... Gosto de amarelo não =P

sábado, 9 de outubro de 2010

#25: Aprendendo a seduzir (Patricia Cabot)

Postado por Luciana Mara às 20:15:00 5 comentários Links para esta postagem
Sinopse: Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher. Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres. Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem. 

Comentários: Tenho inicialmente duas observações a fazer.
Primeira: Aprendendo a Seduzir poderia ser o título de um livro de auto-ajuda. Acredito que até venderia mais se fosse (apesar de que, se fosse auto-ajuda eu não compraria, afinal, não preciso =P. Tá, desta vez exagerei, mais foi o Léo quem disse isso quando vimos este livro na livraria, não foi?! Me ajude!!! =*)
Segunda: Como ainda não tinha lido nenhuma outra história da Cabot antes? Só conhecia os dois primeiros da série O Diário da Princesa (para quem não sabe o nome da autora é Meggin Patricia Cabot. Ela escrevia como Patricia, mas agora escreve apenas como Meg), mas pretendo me redimir rapidamente. Sorte ou Azar e Cabeça de Vento já me esperam.

O ano era 1869. Convidado por um amigo, Thomas Linford vai à mesa de pôquer. Ele perde seu dinheiro e apesar de Slater, o Marquês de Winchilsea, dizer que o jogo era limpo, Tommy não se acanha em dizer que era um jogo de cartas marcadas. 

O Duque que comandava a jogatina não hesita e aponta uma arma para Thomas. Ele não levou um tiro no rosto por intervenção de Slater, mas talvez esta saída fosse melhor do que admitir para a sua família que devia dinheiro no jogo. Thomas volta bêbado, sozinho e humilhado para a faculdade e, quando estava pulando o muro para chegar ao dormitório, alguém o chama, ele vira e vê uma luz.
 
Meses depois Thomas está recuperado. Seu amigo Slater o encontrou e o salvou. A família de Tommy estava tremendamente agradecida. Tão agradecida que Caroline, irmã de Thomas, se encanta com a dedicação de Slater, acha que o ama e aceita se casar com ele.
 
Porém, próximo à data do casamento Caroline vê seu noivo com outra mulher em posições e movimentos comprometedores. Ao contrário do barraco que eu com certeza armaria, Caroline simplesmente fecha a porta e sai. Neste momento, enquanto se recompunha do choque, Caroline é surpreendida por Braden Granville, o grande conquistador da cidade e  bem sucedido fabricante de armas, que construiu sua fortuna sozinho. Ele está à procura de sua noiva Jacquelyn e de seu amante para surpreendê-los. Caroline, temendo a vida do (até aquele momento) amado, despista Granville. E arrasada, ela vai para casa e começa a pensar.
 
Esperando receber apoio da mãe, Caroline conta o que viu e ouve de sua mãe que isso é normal para um homem. ‘Mas porque Slater nunca a beijou daquele jeito?’ era o único pensamento de Caroline. Ela recorre à sua única opção. Deveria ser tão desejada e tão sedutora aos olhos de Slater quanto Jacquelyn. E como ela aprenderia isto? Com o maior conquistador da cidade, claro! E ela tem um ótimo objeto de barganha. Granville só quer saber com quem sua noiva o traiu para que ela não o processe e ele tenha que dar indenização pela humilhação do casamento desmarcado. Caroline propõe ajudá-lo no tribunal, não revelando o nome do amante (afinal, ela não quer ver seu noivo morto), mas que viu Jacquelyn com outro rapaz.
 
De início Granville não aceita a proposta. Na verdade, foi um tremendo choque quando Caroline foi ao seu encontro e disse por que precisava de sua ajuda. Não era todo dia que recebia uma bela jovem, com olhos reveladores e que fazia o pedido peculiar: ‘Bem, na verdade senhor Granville o que preciso é... preciso que o senhor me ensine a fazer amor’.
 
A ajuda foi inicialmente negada, mas Granville acaba cedendo. Então, escondidos da família dela, eles começam suas aulas. 1ª aula: ambiente romântico. Que ambiente romântico o que, Caroline queria que a primeira aula fosse sobre beijo! Ela retira sua caderneta e se prepara para fazer anotações. O que ela não sabia, era que Granville estava ansioso a ensinar e que existem coisas de que nada adiantam a teoria, o que se faz necessário é realmente a prática. Entre beijos e toques em balanços, carruagens ou tapetes em frente à lareira nasce um sentimento.
 
Mas Jacquelyn e Slater abririam a mão da fortuna que teriam após a realização de seus casamentos com Granville e Caroline, respectivamente? E o duque? Ele aceitaria correr o risco de ter seus esquemas revelados por Tommy ou seria necessário eliminá-lo de vez? Estas e outras perguntas, só descobrirão as respostas lendo Aprendendo a seduzir.
 
Fiz até um fluxograma dos personagens principais e suas interligações. Em resumo: Caroline é noiva do Marquês, que tem um caso com Jacquelyn, que é noiva de Braden, que dá aulas ‘interessantes’ para Caroline, que estudou com Jacquelyn. Caroline é irmã de Thomas, que é amigo do Marquês, que queria dar um golpe com Jacquelyn, que inicialmente só quer o dinheiro de Braden, que sabe que está sendo traído, mas não sabe quem é o amante de sua noiva, o que, eu já disse que Caroline sabia. Ufa! Chegamos à chave da questão. E minha principal observação é que não existiria história se esta pergunta fosse respondida na primeira oportunidade. E acredito que ao contrário do que se pensava ninguém sairia ferido dessa.

Tenho que dizer que se Jane Austen visse o jeito que as ladies do século XIX deste livro se comportam, ela com certeza estaria se revirando no túmulo. A não ser, é claro, que ela tenha mesmo virado vampira (não entendeu? Clique AQUI).

Gostei bastante da história. Este é mais um daqueles livros que você se diverte lendo e espera ansiosamente o próximo encontro do casal principal. Lia e não via o tempo passar. E aí vai um conselho: apesar do título do livro, não o leia se somente espera aprender alguma coisa (rs). Fiquei sabendo é que ‘Na Escuridão da Noite’ que isso acontece.    

A história tem algumas partes previsíveis. Eu dispensaria as manifestações feministas de Emily (que são tão secundárias, tão secundárias que eu não tinha nem mencionado a presença dela no livro, mas ela era a melhor amiga de Caroline e a única coisa importante que fez foi dar uma dica para Granville) e a obsessão de Caroline por cavalos quase em estado de decomposição. Também tenho que dizer que me decepcionei por não ter surgido um casal que eu esperava. 


Ah... E mais uma nota: já que tem strip badminton, poderia também ter strip baseball, não? Alguém avisa aos Cullen!!!*

 

Onde comprar: Americanas, Saraiva, Submarino

*Léo, você não leu isso... o que acontece é que me empolguei com o título do livro e não podia perder a piada =D

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

#24: Bubble Gum (Lolita Pille)

Postado por Luciana Mara às 23:16:00 4 comentários Links para esta postagem
Sinopse:  Manon, uma jovem provinciana, bonita e entediada, que sai do sul da França para tentar a vida como modelo em Paris, começando como garçonete; e Derek Delano - herdeiro de uma multinacional do petróleo, aristocrata 'blasé' cujo maior prazer é comprar e manipular as pessoas em jogos cruéis. Atraído por Manon, Derek é seduzido pela idéia de corrompê-la, de estragar seu destino. Afinal de contas, numa vida esvaziada de sentido, a destruição de um ser inocente é um projeto de vida que faz tanto sentido como qualquer outro. Graças a ele, Manon realiza o sonho de brilhar como modelo e atriz, mas ao preço da dependência de antidepressivos, cocaína e outros vícios. Mas logo se dá conta da armadilha em que caiu e planeja uma vingança. 

Comentários: Adiei escrever sobre este livro durante um tempo porque ele tem uma vibe pesada. Estava vindo de histórias bonitinhas, fofas e românticas e Bubble Gum não tem nada disso. Eu precisava de inspiração, de inspiração bem dark para escrever sobre este livro. Então hoje vai...

Ou seja, hoje estou com raiva, estressada, cansada, doida para ficar em casa de bob's vendo um filme/seriado ou lendo um livro e louca para xingar aqueles trilhões de palavrões que (in)felizmente aprendemos na escola. E para piorar ainda é segunda-feira!!! Por mim, os dias da semana poderiam chamar antes-prévia-pré-semi-sexta (equivalente à segunda), prévia-pré-semi-sexta (terça), pré-semi-sexta (quarta), semi-sexta (quinta) e 'SEXTA-SEXTA'!!! Saber que é segunda-feira afeta meu psicológico. Talvez se mascarasse a segunda me sentiria melhor.

Pois então, voltando a assunto, Bubble Gum inicia nos apresentando a rotina da protagonista Manon em sua cidade natal nos contando sobre sua vidinha de m&#%@. Ela mora com o pai e trabalha no bar. Nada acontece, nada muda até que um agente chega a sua cidade, lhe dá um cartão e diz que ela tem chances de se tornar uma grande modelo.

Assim, enquanto ela fuma milhões de cigarros escondidos (f$%#%$@ seu pulmão) pensa no que fazer. Então, chega seu aniversário, seu pai fala as mesmas coisas, faz o mesmo bolo e lhe dá uma grana. Sem pensar duas vezes e sem se despedir, Manon sai de casa e vai para Paris tentar a sorte. Clássico começo de história de alguém que não era nada, passa por dificuldades e chega ao estrelato. História digna de sessão da tarde. Seria tão bom se tudo fosse real.

Chegando a Paris, ela marca com o agente e descobre que se quiser a ajuda dele ela terá que dar (literalmente) outra coisa em troca. Com estes termos, nada de acordo. Assim, Manon começa a trabalhar como garçonete (de volta ao emprego que fugiu) e arruma uma pocilga para morar. E é no restaurante que conhece Sissi, também garçonete e ex-aspirante a atriz que f@#e, ops... dorme com, como diria uma amiga, tudo que faz xixi em pé, em troca de benefícios. É ela quem abre a porta do inferno à Manon quando consegue um par de ingressos para uma festa badalada.

Em paralelo à história de Manon, conhecemos Derek, um bad-boy muito rico que só quer aproveitar a vida. Droga, sexo e Rock´n´Roll é seu lema. Ele já fez tudo que podia, já tinha tudo que o dinheiro podia comprar. Seu novo objetivo? Ferrar com a vida de alguém. Eis que surge Manon, linda e inocente.

Ela aparece na festa com um vestido vermelho da década passada e chama atenção de Derek. Ela amanhece em sua cama. A partir daí ele faz de tudo para torná-la ‘famosa’. Manon se transforma. Aos poucos, nem ela mesma se reconhece. Seus cabelos perderam o brilho, seus dentes estão estranhos, seus lábios deformados. Mas ela é famosa. Sai em capas de revista (santo photoshop!), participa de eventos com atrizes e atores renomados e é convidada a estrelar um filme. Um filme! Seu sonho se torna realidade.

Então, Derek faz ‘A pergunta’, recebe ‘não’ como resposta e resolve que é o momento de tudo acabar.
De um dia para outro, Manon é expulsa do hotel onde morava, os outdoors com suas fotos somem, se é que existiram, e a única coisa que lhe resta são 10 mil euros e seu vestido vermelho. E nada de Derek. Ele sumiu. Foi sonho ou tudo aconteceu de verdade? Qual é a chave deste mistério?

Eu achei que essa tal chave foi muitoooo viajada. Para mim, esta chave estava na fechadura errada.

Acompanhei a vida do casal como num reality e os vi em total decadência (se bem que Derek já estava rumo ao inferno há muito tempo). E uma das últimas cenas me lembrou uma das minhas partes favoritas do filme Sr. e Sra. Smith, logo antes da casa deles ir pelos ares.

Lição? Deu para ver o que a busca desenfreada pela fama, o descontrole e falta de estrutura familiar podem fazer com a vida das pessoas. Acho que objetivo e foco são essenciais.

Já ia esquecendo de comentar... Cocota? Pelo amor de Deus... O Derek por dentro das novidades, tendo tudo que o dinheiro pode comprar (e o que não pode também) e chamando as mulheres de Cocota? Acho que nem meu tataravô quando paquerava minha tataravó a chamava assim.

Ainda bem que paguei baratinho, porque não é um livro que lerei novamente. Não posso dizer que não gostei, mas ele com certeza entrou na lista das histórias [inesquecíveis ^(-1)].





Onde comprar: Submarino 
 
Ps.: P@$$#, F@#$@, V@# t!#$# c$, B$@#$, m#$@#
Pronto, acho que já xinguei bastante por hoje.
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