sábado, 9 de outubro de 2010

#25: Aprendendo a seduzir (Patricia Cabot)

Postado por Luciana Mara às 20:15:00
Sinopse: Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher. Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres. Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem. 

Comentários: Tenho inicialmente duas observações a fazer.
Primeira: Aprendendo a Seduzir poderia ser o título de um livro de auto-ajuda. Acredito que até venderia mais se fosse (apesar de que, se fosse auto-ajuda eu não compraria, afinal, não preciso =P. Tá, desta vez exagerei, mais foi o Léo quem disse isso quando vimos este livro na livraria, não foi?! Me ajude!!! =*)
Segunda: Como ainda não tinha lido nenhuma outra história da Cabot antes? Só conhecia os dois primeiros da série O Diário da Princesa (para quem não sabe o nome da autora é Meggin Patricia Cabot. Ela escrevia como Patricia, mas agora escreve apenas como Meg), mas pretendo me redimir rapidamente. Sorte ou Azar e Cabeça de Vento já me esperam.

O ano era 1869. Convidado por um amigo, Thomas Linford vai à mesa de pôquer. Ele perde seu dinheiro e apesar de Slater, o Marquês de Winchilsea, dizer que o jogo era limpo, Tommy não se acanha em dizer que era um jogo de cartas marcadas. 

O Duque que comandava a jogatina não hesita e aponta uma arma para Thomas. Ele não levou um tiro no rosto por intervenção de Slater, mas talvez esta saída fosse melhor do que admitir para a sua família que devia dinheiro no jogo. Thomas volta bêbado, sozinho e humilhado para a faculdade e, quando estava pulando o muro para chegar ao dormitório, alguém o chama, ele vira e vê uma luz.
 
Meses depois Thomas está recuperado. Seu amigo Slater o encontrou e o salvou. A família de Tommy estava tremendamente agradecida. Tão agradecida que Caroline, irmã de Thomas, se encanta com a dedicação de Slater, acha que o ama e aceita se casar com ele.
 
Porém, próximo à data do casamento Caroline vê seu noivo com outra mulher em posições e movimentos comprometedores. Ao contrário do barraco que eu com certeza armaria, Caroline simplesmente fecha a porta e sai. Neste momento, enquanto se recompunha do choque, Caroline é surpreendida por Braden Granville, o grande conquistador da cidade e  bem sucedido fabricante de armas, que construiu sua fortuna sozinho. Ele está à procura de sua noiva Jacquelyn e de seu amante para surpreendê-los. Caroline, temendo a vida do (até aquele momento) amado, despista Granville. E arrasada, ela vai para casa e começa a pensar.
 
Esperando receber apoio da mãe, Caroline conta o que viu e ouve de sua mãe que isso é normal para um homem. ‘Mas porque Slater nunca a beijou daquele jeito?’ era o único pensamento de Caroline. Ela recorre à sua única opção. Deveria ser tão desejada e tão sedutora aos olhos de Slater quanto Jacquelyn. E como ela aprenderia isto? Com o maior conquistador da cidade, claro! E ela tem um ótimo objeto de barganha. Granville só quer saber com quem sua noiva o traiu para que ela não o processe e ele tenha que dar indenização pela humilhação do casamento desmarcado. Caroline propõe ajudá-lo no tribunal, não revelando o nome do amante (afinal, ela não quer ver seu noivo morto), mas que viu Jacquelyn com outro rapaz.
 
De início Granville não aceita a proposta. Na verdade, foi um tremendo choque quando Caroline foi ao seu encontro e disse por que precisava de sua ajuda. Não era todo dia que recebia uma bela jovem, com olhos reveladores e que fazia o pedido peculiar: ‘Bem, na verdade senhor Granville o que preciso é... preciso que o senhor me ensine a fazer amor’.
 
A ajuda foi inicialmente negada, mas Granville acaba cedendo. Então, escondidos da família dela, eles começam suas aulas. 1ª aula: ambiente romântico. Que ambiente romântico o que, Caroline queria que a primeira aula fosse sobre beijo! Ela retira sua caderneta e se prepara para fazer anotações. O que ela não sabia, era que Granville estava ansioso a ensinar e que existem coisas de que nada adiantam a teoria, o que se faz necessário é realmente a prática. Entre beijos e toques em balanços, carruagens ou tapetes em frente à lareira nasce um sentimento.
 
Mas Jacquelyn e Slater abririam a mão da fortuna que teriam após a realização de seus casamentos com Granville e Caroline, respectivamente? E o duque? Ele aceitaria correr o risco de ter seus esquemas revelados por Tommy ou seria necessário eliminá-lo de vez? Estas e outras perguntas, só descobrirão as respostas lendo Aprendendo a seduzir.
 
Fiz até um fluxograma dos personagens principais e suas interligações. Em resumo: Caroline é noiva do Marquês, que tem um caso com Jacquelyn, que é noiva de Braden, que dá aulas ‘interessantes’ para Caroline, que estudou com Jacquelyn. Caroline é irmã de Thomas, que é amigo do Marquês, que queria dar um golpe com Jacquelyn, que inicialmente só quer o dinheiro de Braden, que sabe que está sendo traído, mas não sabe quem é o amante de sua noiva, o que, eu já disse que Caroline sabia. Ufa! Chegamos à chave da questão. E minha principal observação é que não existiria história se esta pergunta fosse respondida na primeira oportunidade. E acredito que ao contrário do que se pensava ninguém sairia ferido dessa.

Tenho que dizer que se Jane Austen visse o jeito que as ladies do século XIX deste livro se comportam, ela com certeza estaria se revirando no túmulo. A não ser, é claro, que ela tenha mesmo virado vampira (não entendeu? Clique AQUI).

Gostei bastante da história. Este é mais um daqueles livros que você se diverte lendo e espera ansiosamente o próximo encontro do casal principal. Lia e não via o tempo passar. E aí vai um conselho: apesar do título do livro, não o leia se somente espera aprender alguma coisa (rs). Fiquei sabendo é que ‘Na Escuridão da Noite’ que isso acontece.    

A história tem algumas partes previsíveis. Eu dispensaria as manifestações feministas de Emily (que são tão secundárias, tão secundárias que eu não tinha nem mencionado a presença dela no livro, mas ela era a melhor amiga de Caroline e a única coisa importante que fez foi dar uma dica para Granville) e a obsessão de Caroline por cavalos quase em estado de decomposição. Também tenho que dizer que me decepcionei por não ter surgido um casal que eu esperava. 


Ah... E mais uma nota: já que tem strip badminton, poderia também ter strip baseball, não? Alguém avisa aos Cullen!!!*

 

Onde comprar: Americanas, Saraiva, Submarino

*Léo, você não leu isso... o que acontece é que me empolguei com o título do livro e não podia perder a piada =D

5 comentários:

Leonardo disse...

Definitivamente eu sou prova de que vc não precisa de um manual de auto-ajuda para seduzir, rs.

Mas o baseball com os Cullen não me seduziu muito... =)

Catia disse...

Lendo a sua resenha, juro que fiquei morrendo de vontade de ler o livro. Por isso tive que te perguntar algumas coisinhas sobre ele e principalmente o final.rsrsrs
Eu não o tenho entre os livros que tenho pra ler e não sou louca o bastante para pega-lo emprestado. Vou esperar baixar o preço e ficar olhando se aparece na net alguma promoção de 9,90 ansiosa para para que chegue logo.

Luciana Mara disse...

Léo, que bom que não te seduziu, pq se tivesse eu é que estaria preocupada... kkk

Te falei que te empresto mamys, mas vc não quer (nem sei pq -rs). Para ele ficar baratinho acho que vai demorar mtoooo...

Bjokas

Dri disse...

Lu, adorei seus comentários:

- sobre Jane Austen ser vampira;
- sobre a citação de Na escuridão da noite;
- sobre avisar aos Cullens para fazer um strip baseball.
- sobre não se formar o casal que era para ter se formado

Adorei!

Beijão!

Marigcr =] disse...

Ei!
Estou louca para ler algum livro de Meg como Patrícia. Os livros dela são ótimos!
Em sua resenha me despertou mais o desejo de ler!
E, sim, o título é meio irônico... haha
feliz 2011 (=

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