sábado, 30 de abril de 2011

‘Perdoa-me pai, eu comprei’ – Abril (2011)

Postado por Luciana Mara às 23:36:00 26 comentários Links para esta postagem
Livro com recheio

'Han?' Foi o que provavelmente você pensou. 
Mas a explicação inicial é bem simples: a maioria dos bombons, bolos e biscoitos não tem recheio? Porque eu não posso ter também um livro recheado?

Conheço alguns recheios exóticos.

Alguém já viu livro recheado de chips? Destes chips que criança leva para escola mesmo? Então, eu já! O Léo emprestou o Senhor dos Anéis – volume único para uma colega e ele voltou com itens amarelinhos, de consistência bastante conhecida. Quando fomos ver, era Fandangos! Assim, esta é a opção para quem prefere recheios salgados. 

Já para quem prefere doce, como eu, que tal rechear seus livros com chocolate? Se você não gostar desta opção, nunca esqueça uma embalagem da barra do chocolate aberta em cima da mesa e coloque seu livro do lado dela. No verão, os restinhos grudados na embalagem vão amolecendo e se seu livro vira o pólo sul e o chocolate o pólo norte de um imã, porque com certeza, eles se atraem! E isto aconteceu comigo (mesmo sendo neurada, chata, fresca e zelosa com meus livros).

Cansada de páginas brancas (ou amarelas) escritas de preto? Quer recheá-las com várias cores? Passe esmaltes coloridos, porque é tiro e queda! Com tanta diversidade de esmaltes, seu livro pode ficar mais colorido que o arco-íris!

Espero ser bem zelosa com meus novos livros e torço para que nenhum dos casos acima se repitam. 

Cotoco - John van de Ruit
Cidade das Cinzas - Cassandra Clare
Quando cai o raio - Meg Cabot
Longe demais - Jennifer Echols
Como fui esquecer você - Jennifer Echols
Hex Hall - Rachel Hawkins (gincana do Viagem Literária)
Ninguém como você - Laurem Strasnick
Coleção Dragões de éter - Raphael Draccon

Até este momento, considerava os únicos recheios totalmente aceitáveis aqueles do tipo dos que eu recebi durante este mês: marcadores. Marcadores não podem rechear um livro? Para aqueles que, assim como eu, tem memória curtíssima e não sabem de cabeça qual a página está, este recheio é obrigatório.

Ganhei até uma caneca (diretamente de Paris \o/) que serve para guardar os novos integrantes da minha coleção de recheios.
Obrigada meninas! Adorei tudo!
Mas e quando o recheio é algo totalmente inesperado?
Quando é algo totalmente incrível, criativo e inspirado?
Quando é algo que me fez olhar, encarar, tentar entender e ficar chocada, sem palavras e finalmente quando 0,1% da ficha caiu, perguntar se era aquilo mesmo que eu estava imaginando?

Então, eis que surge meu livro nº 200, presente do Léo:
Só a caixa, já era um presente.
Ele já havia me contado que era um livro que eu não compraria, o que me fez ficar um pouquinho temerosa. Seria algo que eu leria? Seria um livro do meu gosto ou algo do tipo Fundamentação da Metafísica dos Costumes?

Então, tirei o laço e abri:
Era algo totalmente personalizado que, inicialmente, achei que fosse uma agenda. Há alguns anos combinamos que faríamos agendas personalizadas com fotos nossas, mas ele me daria uma agenda quase no meio do ano? Minha imaginação ia longe, quando ele me disse: ‘abra na fitinha vermelha.’

Abri e foi aí que fiquei totalmente bloqueada, em choque:

Só Gramado, mas a foto era boa!
Abri o papel grudado com clipes e nem pisquei! Meu livro nº 200, lindo e personalizado, veio recheado com o comprovante de viagem!

Era um guia de viagem do Rio Grande do Sul! Vamos viajar no feriado de junho para Gramado \o/

Quer recheio melhor que esse? Alguém já viu um livro recheado assim?

Namorados: aprendam!!! Ou melhor, tenho outra ideia: já que meu talento culinário é zero (o que significa nada de recheio de bombons, bolos e tal) Léo, vamos abrir uma escola? Você dá aula de recheio de livro e eu reverto toda a renda em novos integrantes para a nossa serioteca e biblioteca. Topa? 
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Recadinho para o Léo: 

Pensei em dizer que você não sabe o quanto fiquei feliz com meu livro recheado, mas acho que você sabe sim! ‘Vem na gente 0 grau!

E mesmo correndo risco de ser piegas, não consigo me conter...
Tenho que dizer que não sou personagem de um conto de fadas, mas já encontrei meu príncipe encantado! 

Obrigada por tudo! É por estas e outras, e por ser algo tão verdadeiro que meu texto mais acessado é aquele que eu digo porque amo tanto você...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

#57: A Ilha Misteriosa (Júlio Verne)

Postado por Luciana Mara às 23:58:00 11 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Um balão cai perto de ilha desconhecida no Oceano Pacífico. Os cinco sobreviventes enfrentam os obstáculos naturais impostos pela ilha misteriosa, desde animais selvagens e temperaturas extremas a um navio repleto de piratas.


Comentários: Uma pausa para o intervalo comercial.

“Você está cansado de ter um filho indeciso quanto ao futuro?
Você quer que ele se torne um profissional de sucesso, com boa remuneração e reconhecimento?
Você quer garantir boas viagens as custas de seu filho?
Seus problemas acabaram!
Dê a eles ‘A Ilha Misteriosa’.
Neste livro, ele descobrirá que ser engenheiro é ser Deus! Ele pode tudo!”

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O ano era 1865.
Um terrível furação assolava Richmond, Virgínia, o que foi fundamental para a fuga de cinco prisioneiros de guerra durante a Guerra de Secessão. Ciro Smith, um notável oficial e engenheiro, Nab, seu criado e ex-escravo, Gedeão Spillet, um destemido repórter, Pencroff, um marinheiro e Herberto, um garoto de 15 anos  tratado por Pencroff como filho, arquitetaram um plano de fuga. 

Eles aproveitaram o vento descontrolado, roubaram um balão e o colocaram no ar. Recolheram todas as provisões possíveis para a viagem e de última hora Top, o cão de Ciro, entrou na cesta do balão. Juntos eles voaram para o desconhecido.  

A viagem foi difícil. O balão começou a perder altitude e o grupo teve que jogar tudo que tinha levado (inclusive dentro dos bolsos) no mar, com a esperança de que o balão se mantivesse no ar até o momento que eles avistassem terra. O que depois de vários momentos de aperto, finalmente aconteceu.

Eles foram jogados em uma costa pelo balão já destruído, mas se depararam com um grande problema: Ciro, o cabeça do grupo, e Top haviam sumido. Todos suspeitavam da morte do engenheiro, mas Nab não desistiu de seu patrão e continuou a procurá-lo.

Enquanto isso, os quatro sobreviventes tinham que se virar para arranjar um lugar para descansar e algo para comer. E foi justamente neste momento, após a caça, que eles se depararam com o primeiro problema: como fazer fogo? Eles tinham jogado TODOS os pertences no mar!  

Com muita sorte, um deles tinha no bolso um fósforo. Era apenas acender o fogo e mantê-lo enquanto ficassem naquele lugar.

Foi então que, durante uma noite chuvosa, Top surgiu no refúgio dos sobreviventes. Se o cachorro tinha sobrevivido, haviam chances de Ciro também estar vivo. Havia esperança! Eles saíram correndo e encontraram Ciro vivo, mas muito debilitado. Ele não sabia quem ou o que o tinha salvo. Eis o primeiro mistério daquele lugar...

Mas Ciro, prático e objetivo, fez uma pergunta muito importante aos companheiros: eles estavam em uma ilha ou em um continente? A resposta a esta pergunta definiria toda a conduta dos sobreviventes deste momento em diante.

Então, eles voltaram para o refúgio e tiveram a primeira notícia ruim: o fogo havia apagado! Como cozinhar e se esquentar durante a noite? A resposta era simples: Ciro! Ele bolava/inventava/criava tudo! E após exploração daquela terra, logo ele teve sua primeira pergunta respondida: eles estavam em uma ilha  (dã, se o livro chama A Ilha Misteriosa é claro que eles estariam em uma ilha =P).

Assim, já que não havia como sair daquele lugar e como a ilha não era habitada, eles resolveram batizar também todos os rios, montes, bosques e principalmente, a ilha. A partir daquele momento, ela se chamaria Ilha Lincoln. Agora, eles não eram mais sobreviventes, era colonos.

Criaram, modificaram e construíram sob a orientação do engenheiro, fornos, tijolos, utensílios domésticos, metal, vidro, dinamite e até um telégrafo! A vida estava tranquila, até que surgiu uma garrafa com um pedido de socorro, proveniente de uma ilha vizinha. Pencroff organiza a construção de um navio para a exploração. E a partir daí, e de pessoas semelhantes àquela encontrada na ilha Tabor, nossos colonos, são obrigados a lutar por sua terra, recebendo sempre uma ajuda misteriosa.

Quem eram os tais invasores? Qual era o mistério da ilha? E como a natureza se voltou contra eles? Descubra em A Ilha Misteriosa! 
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Amo o seriado e odeio o final =P
O livro me fez lembrar Lost, só que nem todo o conhecimento do Jack e do Locke chegou aos pés de tudo que o engenheiro Ciro sabia. ‘Quer fogo?’ Ele produzia! ‘Quer explodir uma caverna?’ Ele produzia dinamite! ‘Quer um meio de comunicação?’ O cara produziu um telégrafo!!! Ele sabia tudo de física e química, e usava a natureza para criar o que eles precisavam. Eu fiquei chocada! Assim, só posso concluir: ou ele é f#$@ mesmo ou é Deus. Estou decidindo.

Solta uma estatística (que não cozinha, não tem um mínimo de senso de orientação e que detesta insetos/bichos) no meio de uma ilha deserta? Não duraria uma semana (na hipótese otimista)!

E o que eram aquelas misturebas e fórmulas para confeccionarem vidro, metal, dinamite? Eu boiei geral. Sabe quando você lê e não entende nada? Foi justamente isso que aconteceu nestes momentos.

E continuando minha comparação com Lost, admito que eu esperava mais mistério na história e até um certo toque sobrenatural. 

O livro foi recomendação do Léo (adivinhem qual é a profissão dele? =P) e ele me disse que talvez eu teria gostado mais do final se tivesse lido antes Vinte Mil Léguas Submarinas. Fica aí a dica!

No mais, eu gostei do livro. Achei bem legal tudo que os colonos criaram (apesar de na maioria das vezes não entender o processo de fabricação) e o fato da história ter um final consistente e coerente (revolta com Lost).

Ahhh... E Léo, guarda este livro para os nossos filhos!!! 
Quero garantir nossa viagem para Cancun (0800)...



Este livro faz parte da lista do desafio literário (Clique AQUI para conhecer a lista completa).
Li os três livros do DL de abril \o/

quarta-feira, 27 de abril de 2011

#56: Perfeitos (Scott Westerfeld)

Postado por Luciana Mara às 23:00:00 14 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado. Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação.

Comentários: Tira a mulher da capa e, realmente, esta capa é perfeita!!! Não resisti, tive que comentar (Por favorzinho, Nossa Senhora dos Namoros Mantidos, não deixa o Léo ler o comentário acima =/)

Esta resenha contém SPOILERS de Feios (Resenha AQUI). Agora fica por sua conta e risco! (Só não diga que eu não avisei...)
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Tally agora é perfeita!

Se sentindo culpada por ter entregado (mesmo que não intencionalmente) a localização da Fumaça (refúgio dos feios que não queriam se transformar em perfeitos), Tally se dispõe a se render e submeter à cirurgia que garantiria a ela um lindo rosto, corpo perfeito e uma lesão no cérebro. Esta lesão condiciona todos os perfeitos a seguirem as regras impostas e não provocarem brigas, guerras e destruição, mas em consequência os impedem de pensar e agir espontaneamente. Este era um segredo dos médicos da Fumaça, Az e Maddy, pais de David (peguete feio/bonito - mas não perfeito - da Tally.). 

Agora, assim como os outros perfeitos, Tally era desmiolada, só pensava nas festas, no tipo de roupa adequada para cada ocasião e em se juntar aos Crims, um grupo de adolescentes que gostava de ser diferente, do qual Shay e Peris, seus melhores amigos, já participavam.

E foi em uma das festas que o mundo perfeito de Tally desaba e ela começa a entender/relembrar que a perfeição em que eles viviam era forjada. Em tal festa (traje: a fantasia) Tally sente e observa que de longe está sendo vigiada por alguém que se vestia como um Especial (autoridade máxima do lugar). Após driblar seu anel de interface e as paredes inteligentes do local da festa, ela encontra seu perseguidor: Croy, um feio e ex-colega da Fumaça. Ele lhe dá uma pista para que ela prove que não é manipulada, descubra o que aconteceu, tente recuperar sua memória recente (perdida após a operação), além de honrar o compromisso feito aos que permaneceram na Fumaça (se submeter à operação, para em seguida, tomar a cura da lesão e se certificar que os comprimidos realmente funcionam).

Vislumbres do passado, caça a verdade e Zane, o líder dos Crims. Esta é a nova realidade de Tally. Após algumas conversas com Zane (um perfeito-perfeitíssimo... ui), Tally descobre uma grande afinidade e segue com ele em uma continua busca da verdade e do auto-controle de suas ações e pensamentos. É quando eles entendem a pista deixada por Croy, dividem a decisão e se arriscam em busca da cura. Além disso, após se envolverem emocionamente, descobrem que ficar borbulhante (palavra irritante e muito presente no livro - que significa alerta, com adrenalina a mil) contorna momentaneamente o pequeno defeito no cérebro após a operação.  

A partir daí, o novo casal apresenta esta a missão dos Crims: se manterem borbulhantes, várias vezes arriscando suas vidas, para poderem viver de verdade (e não serem apenas manipulados pelo sistema). 

Mas se manter borbulhante o tempo todo é muito difícil. O que os Crims precisavam mesmo era fugir de Nova Perfeição, encontrar os novos enfumaçados e tomarem os comprimidos certos para se curarem.

Eles conseguiram fugir ou foram impedidos pelos Especiais? E o David, com quem Tally teve um romance em Feios, foi esquecido ou teremos mais um triângulo amoroso? E Zane, com suas horríveis dores de cabeça, resistirá?

Para saber, só lendo Perfeitos.
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E mais uma vez um livro com altos e baixos (mas que no fim ainda teve um saldo positivo).
Parece a montanha-russa/gráfico de Feios, mas não é! Compare.
Depois que conheci a Katniss, de Jogos Vorazes, para eu me sensibilizar, me empolgar ou ficar temerosa por algum personagem que tenha que sobreviver na floresta, a situação tem que ser muitooooo pesada/forte e envolvente. Isto não aconteceu com a Tally, por isto este foi o pico inferior do gráfico. Achei esta parte um porre.

E por falar em porre, o que é aquele estado borbulhante??? 'Vamos saltar de jaquetas Bungee Jump para ficarmos borbulhantes', 'Não vamos comer e só vamos beber café para ficarmos borbulhantes', 'Vamos nos beijar para ficarmos borbulhantes'... Esta palavra foi repetida 245834683925697465 vezes no livro! Fiquei bastante incomodada com isso. Eu sei que é borbulhante, e não espumante, mas sempre que lia eu lembrava de champagne, que lembrava de gente bêbada (ica!) então (ica!) pensei (ica!) em gente (ica!) muito louca (ica!) o tempo inteiro (ica!).

Pronto, tomei um melzinho com um chá de boldo (eca) e a bebedeira passou.
Como fiquei após o final =O

Então, após detonar o livro, tenho que ser sincera e dizer que, no geral, eu gostei da história. Gostei das doideiras dos Crims (apesar de que em algumas situações, eu sofri de novo de IFD*), gostei do Zane e achei o final  muito bacana. Dá metade para frente tem menos 'borbulhante' e por isso e pelo final quero muito ler Especiais.

As críticas ao descontrole dos homens em relação à natureza e da busca pela perfeito continuam muito evidentes, o que garante até um certo apelo social à história.

Feios foi mais perfeito que Perfeitos. Será que Especiais será mais especial que os outros dois? o.O
E ainda vou gastar mais $$$ com extras. Mas só Deus sabe quando Extras será lançado por aqui.

Este livro faz parte da lista do desafio literário (Clique AQUI para conhecer a lista completa).

*IFD: Imaginação Futurística Defasada

terça-feira, 19 de abril de 2011

#55: Feios (Scott Westerfeld)

Postado por Luciana Mara às 23:51:00 26 comentários Links para esta postagem
Sinopse: Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá.

Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.

Comentários: Depois de semanas lendo A Passagem (maravilhoso!), finalmente consegui voltar a ler um livro em uma semana! \o/

Então, aí vai... Feios
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Tally, uma garota de quase 16 anos, era feia assim como todos que moravam daquele lado do rio. Em Vila Feia habitavam os jovens que ainda não tinham completado 16 anos e, consequentemente, ainda não haviam sido submetidos às operações que os transformavam em perfeitos. Pele, cabelo, dentes, sobrancelhas, nariz, lábios, silhueta, tudo era cirurgicamente modificado.

Mas agora Tally estava sozinha. Peris, seu amigo de infância, era um perfeito e vivia em Nova Perfeição, cidade habitada exclusivamente por novos perfeitos, onde tudo de bom acontecia: muitas festas de arromba, fogos de artifício, aventuras. E foi numa invasão à cidade, na tentativa de encontrar e conversar com seu amigo mais uma vez, que após a fuga desesperada Tally conheceu Shay, também uma feia.

As duas se tornaram amigas e passaram a aproveitar/aprontar em seus últimos meses de feias. As noites nas Ruínas de Ferrugem (onde há muitos anos, antes das catástrofes que arrasaram o mundo, as pessoas como nós, normais – e para sempre feios - viviam) andando de montanha-russa em pranchas (bastava haver metal que elas voavam) e explorando a cidade eram constantes.

Durante todo este período, Tally aguardava ansiosamente o dia da operação e do seu reencontro com Peris, já Shay... Ela não queria tanto que isso acontecesse, não queria ser perfeita. Shay queria ir à lendária Fumaça, se juntar as pessoas que não se submeteram a cirurgia (e consequentemente eram únicas, mantendo suas características de nascença). Ela esperava que Tally a acompanhasse, o que não aconteceu. 

Mas a fuga de Shay trouxe complicações à Tally. Os Especiais, autoridade máxima do lugar, vigiavam as duas, pois sabiam que Shay era a rebelde cujos amigos haviam fugido para Fumaça, lugar que os Especiais sempre quiseram descobrir a localização. Agora, Tally estava entre a cruz e a espada: ou ajudava os Especiais a encontrarem Shay e a Fumaça ou permanecia em silêncio, mas ficava feia para o resto da vida. Porque será que os Especiais tanto temiam os habitantes da Fumaça? O que eles sabiam sobre os perfeitos?

Para saber o que acontece, só lendo Feios.
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Ao final da leitura, conclui que o meu grau de aceitação da história, assim como a Tally e a Shay, andou de montanha-russa. Subiu devagar, andou um pouco em linha reta, deu uma subida eletrizante, uma nova descida e em seguida uma subida rumo ao infinito. Vou esperar os próximos volumes para saber para onde vai o meu vagão (montanha-russa que mais parece um gráfico, mas tudo bem).

A história é muito bacana, bem diferente do que ando lendo por aí. A única coisa igual é que é série ¬¬ Feios, Perfeitos, Especiais  e Extras (único ainda não publicado no Brasil) 

Minha montanha-russa, dá licença?!
Outra coisa bacana foi que este YA fez críticas à sociedade. É clara a crítica em relação ao culto à beleza, que, por vias cirúrgicas, leva as pessoas a tentarem se transformar no padrão de beleza vigente, perdendo as características individuais e especiais de cada pessoa. Há uma crítica também ao comportamento das pessoas em relação aos recursos naturais: desmatamento, matanças de bichos. Mas tudo isto é tratado de forma bem legal, sem querer dar lição de moral.

Fernandona
E pergunta para o autor: Scott querido, a Tally tinha que ser uma feia, feia mesmo? Ela precisava ser vesga (nada contra os vesgos)? Mas eu a imaginei como a Fernandona (Tatá Werneck do Comédia MTV), assim ficou difícil demais para minha imaginação.

E por falar nisso, também devo confessar que tenho a leve impressão que sofro de IFD: Imaginação Futurística Defasada. Eu tenho que ler, reler, (re)reler algumas passagens para tentar imaginar as invenções e apetrechos do futuro. Ou é IFD ou é a idade que não está me deixando raciocinar direito. Ou os dois.

Ahhh... E faltou escrever sobre alguma coisa? Claroooo... O pico da montanha-russa/gráfico só podia ser o que? Óbvio que romance! Então, em Feios tem de tudo um pouco: apetrechos estranhos, comidas mais esquisitas ainda, muitas aventuras, adrenalina a mil, suspense e ai (suspira)... romance.

Então, terminei Feios e comecei a devorar Perfeitos. E já estou pressentindo: vou ficar desesperada para ler Especiais. Mas este mês já fiz comprinhas(onas) demais, então quem quiser me dar de presente, aceito, ok?!. 
A história é bacana, inovadora, recomendo!


Este livro faz parte da lista do desafio literário (Clique AQUI para conhecer a lista completa).

Ps.: Beijo na bunda e até segunda! Uhuuu feriadão! Viajo para o interior, então vou dar aquela sumida básica. 
Então, desde já, desejo que o coelhinho da páscoa deixe muitos ovos de chocolate para todos =)

sábado, 16 de abril de 2011

#54: A Passagem (Justin Cronin)

Postado por Luciana Mara às 10:17:00 25 comentários Links para esta postagem

Finalmente estou retirando as teias de aranhas do TOC.
Terminei de ler O Tijolo, quer dizer, A Passagem, domingo (10/4), mas até agora não tinha conseguido escrever sobre o livro. Estou resenhisticamente bloqueada e eu até sei o porquê. O livro é gigannnte e acontece tanta coisa na história que eu fico pensando o que é importante ser mencionado e o que é spoiler dos bravos. Penso em como a resenha vai ficar enorme, e em como até eu vou ter preguiça de lê-la. E por aí vai... 

Assim, fiz a versão 1 (mais detalhada e imensa) e a versão 2 (concisa).

Então, antes de contar sobre a história e expor minhas opiniões, já digo: LEIA! (Este aviso não é recomendado para aqueles que gostam de histórias fofinhas, bonitinhas e totalmente românticas)
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VERSÃO 1
Wolgast, um agente do FBI recém-divorciado, e seu companheiro Doyle executavam uma tarefa bem peculiar. Eles trabalhavam no Projeto (secreto) Noé e a função de Wolgast era conseguir as assinaturas de criminosos condenados à morte, sob a alegação de que eles escapariam da 'forca'. Após assinarem, as informações destes criminosos eram apagadas dos arquivos e eles passavam a ser simplesmente cobaias.

O projeto consistia em aprimorar um vírus capaz de curar doenças, agilidade e prolongar a vida das pessoas. Após conseguir a assinatura de mais um detento Wolgast recebeu mais uma missão. Seu próximo alvo era resgatar uma garota de 6 anos, Amy.

Amy foi deixada pela mãe no convento, sob os cuidados da irmã Lacey. A mãe de Amy, tinha se tornado prostituta para conseguir sustentar a filha, mas em um dos programas, ela mata um cliente e sua única opção foi fugir e deixar Amy aos cuidados de outra pessoa.

As freiras, e principalmente Lacey, se encantam com a menina. Enquanto as duas passeavam no Zoo, Wolgast chega ao convento e disse que levaria Amy. Mãe foragida, nenhum outro parente vivo, Amy poderia sumir no mapa e se transformar na cobaia 13.

Wolgast e Doyle conseguem pegar a menina, mas justamente pela confusão neste momento, eles passam a ser procurados pela polícia, que nada sabe sobre o projeto. E na fuga, Wolgast começa a se questionar sobre o que acontecerá com Amy e pensa em Eva, sua filha que faleceu ainda bebê. Neste momento, decide proteger a garota.

Mas após fugas, explosões e vários massacres, Amy, Doyle e Wolgast são capturados, separados e o vírus é injetado na menina. Wolgast só pensava em como estaria Amy, até que ele é procurado para acompanhar a garota, que parece não acordar. Foi em um destes dias que tudo aconteceu.

Aos poucos, aqueles condenados que receberam o vírus, e que agora reluziam e se alimentavam de sangue, começaram a dominar a mente dos funcionários do laboratório. E quando toda a equipe se preparava para transportá-los, uma falha na segurança acontece e todos aqueles seres são libertados. É o caos! Sedentos por sangue, eles atacam os funcionários do laboratório e saem de lá para 'devorar o mundo'.

A única esperança era Amy, a única infectada com sucesso. Mas como fugir e sobreviver no caos?

Anos depois, somos apresentados à colônia de sobreviventes. Este grupo vivia cercado por um muro que durante a noite, com o auxílio das luzes, mantinham os 'virais' afastados. Porém, as baterias que mantinham as luzes acesas não estavam conseguindo sustentar a carga. Era uma questão de tempo para tudo apagar e todos serem infectados.

E em uma das visitas à usina, o grupo da colônia destacado para a tarefa descobre que as duas pessoas responsáveis por vigiar o local haviam sumido. Foi enquanto Alicia e Peter observavam as estrelas, coisa impossível de acontecer na colônia, que eles avistam Caleb, um dos responsáveis pela usina, sendo perseguido por virais. Após o relato de Caleb, eles descobrem que os virais estão agindo de um modo estranho e ficam perturbados.

E na volta para casa eles entram em um shopping para recolher alguns itens e são atacados. Peter é milagrosamente salvo por uma garota de mais ou menos uns 15 anos, uma andarilha, como eles chamavam. A andarilha que milagrosamente, após um tempo, aparece na colônia.

Após sua chegada, o comportamento dos habitantes da colônia muda e para fugir do caos que se instalou ali, um grupo decide seguir a única pista e esperança de se salvarem: viajar até a fonte do sinal de rádio que Michel (‘especialista’ em eletrônicos) detectou. 

Dá início então, a uma longa jornada.

VERSÃO 2
Uma falha na segurança libera os ex-condenados à morte e agora infectados por um vírus criados pelo Projeto Noé, que em tese curaria doenças, daria agilidade e vida prolongada às pessoas. Este experimento só deu certo com uma garota, Amy, de 6 anos.

Anos depois, em uma colônia de sobreviventes cercada por muros e com luzes acesas durante a noite para espantar os temidos ‘virais’, os efeitos do poder de dominação da mente pelos ‘voadores’ começam a serem sentidos e afeta a todos. Uma expedição rumo à origem do problema em companhia de alguém muito importante pode ser a única esperança de salvação.
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Ufa! O tamanho da resenha é diretamente proporcional ao tamanho do livro! 

E pelos "voadores", o livro é E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! Não há outra palavra para descrevê-lo.

Confesso que no início eu fiquei um pouco perdida. Fui bombardeada por várias histórias de personagens diferentes e não entendia muito bem como aquelas passagens se encaixariam. Mas tudo, TUDO tem conexão. Eu acabei a leitura com uma sensação de quero mais, mas não porque há lacunas na história, e sim porque eu precisava saber sobre os próximos acontecimentos.

Os personagens foram maravilhosamente bem criados. Conhecemos suas qualidades, defeitos, medos e sonhos. Até com alguns dos Doze eu simpatizei (mas é sabido há séculos - não sou exagerada - que eu amo personagens maus).

Cena de Eu sou a Lenda
A história lembrou muito Resident Evil e Eu sou a Lenda. A idéia de vírus, população dizimada, muros, e não poder se expor a luz me fizeram lembrar estes dois filmes.

Só que ler sobre isso é completamente diferente, é tudo tão bem escrito, tão bem detalhado que eu criei na minha cabeça um filme muitooo melhor que os dois que eu citei (e muito mais aterrorizante também). E eu só me dei conta que gostei da história, quando me peguei pensando o que eu escreveria sobre ela. O que posso dizer é que é fantástico!

E por falar em filmes, venderam os direitos desta história. Eu tenho até medo do quanto cortarão das histórias paralelas e a mega adaptação que terá de ser realizada para esta história imensa caber em um filme.

E me queixo de duas coisas:
1) O livro é tão pesado que pode causar escoliose! Já até contei aqui que ele caiu no pé e que ele ficou todo inchado
2) Me transformei na garota viajante do tempo. Ora passado, ora presente... Algumas vezes me perdi no tempo nesta história. Isto me incomoda um pouquinho.

E este é primeiro livro da trilogia. O volume 2, The Twelve, está previsto para 2012 e The City of Mirrors para 2014. Vem em mim livrinhos(ões)!!!

Ahhh eu poderia dar outro nome ao livro: Saga dos personagens Fênix! (sem mais detalhes)

Ps.: Prontinho! Livro nº150 lido. Esperando o nº 200 agora (com um vidro de óleo de peroba).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Top Top #2

Postado por Luciana Mara às 11:35:00 17 comentários Links para esta postagem
Quando eu estou feliz? Eu compro!
Quando estou triste? Eu compro!
Quando eu acabei de receber... Eu compro exageradamente.
E no final de mês quando estou pobre, eu compro (moderadamente cof..cof..cof...) também!
Quando eu estou com raiva? Vishh... Compro mais ainda! (Estou meio assim hoje e por isso já estou sentindo a Becky que há dentro de mim aflorando... Economias, bye, bye).

Psicólogo para que? Comprar é minha terapia!

Então, já que estou mesmo agarrada com A Passagem (o que significa que não tenho resenha para escrever) e se eu postar um selinho minhas respostas sobre mim sairão curtas e grossas (será que estou de TPM?), vai aí minha 2ª lista...

#2: Top Top: Séries desejadas

Estou querendo muito comprar algumas séries, torrar $$$, mandar embora o mau humor, entenda como quiser.
Mas o lance é o seguinte! Quero promoção!!!
Então, quem esbarrar com algumas dessas séries em promo, me grita, manda pombo correio, sinal de fumaça, please!=D

1- Glee
Temporada desejada: 1ª
Comentários: Já vi tudo, mas quero rever as cenas com minhas músicas preferidas


2- Bones
Temporada desejada: 5ª
Comentários: Tenho da 1ª a 4ª e ainda não terminei de assisti-las, mas já quero comprar de uma vez



3- Supernatural
Temporada desejada: 5ª
Comentários: Irmãos Winchester. Preciso falar mais alguma coisa?



4- Dawson's Creek
Temporada desejada: 2ª
Comentários: Comprei a 1ª, e só vou assistir a série quando tiver todas =P



5- Gossip Girl
Temporada desejada: 3ª
Comentários: Comecei a baixar, mas prefiro ver na TV




6- House
Temporada desejada: Todas o.O
Comentários: De preferência a partir da 4ª que ainda não vi. As outras posso comprar depois.



7- Fringe
Temporada desejada: 2ª
Comentários: Já que a série resistiu e não foi cancelada, bora colocá-la aqui, porque eu não queria que a lista terminasse no 6 (acho o número 7 mais bonito...dã)




Então, é isso!
Mas é promoção, promoção mesmo, ok?!

Citação do dia (por mim mesma):
Embalei meus livros, guardei meus DVDs, separei meus trapinhos e fui. Indo rumo à Falência”.
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