sexta-feira, 29 de abril de 2011

#57: A Ilha Misteriosa (Júlio Verne)

Postado por Luciana Mara às 23:58:00

Sinopse: Um balão cai perto de ilha desconhecida no Oceano Pacífico. Os cinco sobreviventes enfrentam os obstáculos naturais impostos pela ilha misteriosa, desde animais selvagens e temperaturas extremas a um navio repleto de piratas.


Comentários: Uma pausa para o intervalo comercial.

“Você está cansado de ter um filho indeciso quanto ao futuro?
Você quer que ele se torne um profissional de sucesso, com boa remuneração e reconhecimento?
Você quer garantir boas viagens as custas de seu filho?
Seus problemas acabaram!
Dê a eles ‘A Ilha Misteriosa’.
Neste livro, ele descobrirá que ser engenheiro é ser Deus! Ele pode tudo!”

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O ano era 1865.
Um terrível furação assolava Richmond, Virgínia, o que foi fundamental para a fuga de cinco prisioneiros de guerra durante a Guerra de Secessão. Ciro Smith, um notável oficial e engenheiro, Nab, seu criado e ex-escravo, Gedeão Spillet, um destemido repórter, Pencroff, um marinheiro e Herberto, um garoto de 15 anos  tratado por Pencroff como filho, arquitetaram um plano de fuga. 

Eles aproveitaram o vento descontrolado, roubaram um balão e o colocaram no ar. Recolheram todas as provisões possíveis para a viagem e de última hora Top, o cão de Ciro, entrou na cesta do balão. Juntos eles voaram para o desconhecido.  

A viagem foi difícil. O balão começou a perder altitude e o grupo teve que jogar tudo que tinha levado (inclusive dentro dos bolsos) no mar, com a esperança de que o balão se mantivesse no ar até o momento que eles avistassem terra. O que depois de vários momentos de aperto, finalmente aconteceu.

Eles foram jogados em uma costa pelo balão já destruído, mas se depararam com um grande problema: Ciro, o cabeça do grupo, e Top haviam sumido. Todos suspeitavam da morte do engenheiro, mas Nab não desistiu de seu patrão e continuou a procurá-lo.

Enquanto isso, os quatro sobreviventes tinham que se virar para arranjar um lugar para descansar e algo para comer. E foi justamente neste momento, após a caça, que eles se depararam com o primeiro problema: como fazer fogo? Eles tinham jogado TODOS os pertences no mar!  

Com muita sorte, um deles tinha no bolso um fósforo. Era apenas acender o fogo e mantê-lo enquanto ficassem naquele lugar.

Foi então que, durante uma noite chuvosa, Top surgiu no refúgio dos sobreviventes. Se o cachorro tinha sobrevivido, haviam chances de Ciro também estar vivo. Havia esperança! Eles saíram correndo e encontraram Ciro vivo, mas muito debilitado. Ele não sabia quem ou o que o tinha salvo. Eis o primeiro mistério daquele lugar...

Mas Ciro, prático e objetivo, fez uma pergunta muito importante aos companheiros: eles estavam em uma ilha ou em um continente? A resposta a esta pergunta definiria toda a conduta dos sobreviventes deste momento em diante.

Então, eles voltaram para o refúgio e tiveram a primeira notícia ruim: o fogo havia apagado! Como cozinhar e se esquentar durante a noite? A resposta era simples: Ciro! Ele bolava/inventava/criava tudo! E após exploração daquela terra, logo ele teve sua primeira pergunta respondida: eles estavam em uma ilha  (dã, se o livro chama A Ilha Misteriosa é claro que eles estariam em uma ilha =P).

Assim, já que não havia como sair daquele lugar e como a ilha não era habitada, eles resolveram batizar também todos os rios, montes, bosques e principalmente, a ilha. A partir daquele momento, ela se chamaria Ilha Lincoln. Agora, eles não eram mais sobreviventes, era colonos.

Criaram, modificaram e construíram sob a orientação do engenheiro, fornos, tijolos, utensílios domésticos, metal, vidro, dinamite e até um telégrafo! A vida estava tranquila, até que surgiu uma garrafa com um pedido de socorro, proveniente de uma ilha vizinha. Pencroff organiza a construção de um navio para a exploração. E a partir daí, e de pessoas semelhantes àquela encontrada na ilha Tabor, nossos colonos, são obrigados a lutar por sua terra, recebendo sempre uma ajuda misteriosa.

Quem eram os tais invasores? Qual era o mistério da ilha? E como a natureza se voltou contra eles? Descubra em A Ilha Misteriosa! 
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Amo o seriado e odeio o final =P
O livro me fez lembrar Lost, só que nem todo o conhecimento do Jack e do Locke chegou aos pés de tudo que o engenheiro Ciro sabia. ‘Quer fogo?’ Ele produzia! ‘Quer explodir uma caverna?’ Ele produzia dinamite! ‘Quer um meio de comunicação?’ O cara produziu um telégrafo!!! Ele sabia tudo de física e química, e usava a natureza para criar o que eles precisavam. Eu fiquei chocada! Assim, só posso concluir: ou ele é f#$@ mesmo ou é Deus. Estou decidindo.

Solta uma estatística (que não cozinha, não tem um mínimo de senso de orientação e que detesta insetos/bichos) no meio de uma ilha deserta? Não duraria uma semana (na hipótese otimista)!

E o que eram aquelas misturebas e fórmulas para confeccionarem vidro, metal, dinamite? Eu boiei geral. Sabe quando você lê e não entende nada? Foi justamente isso que aconteceu nestes momentos.

E continuando minha comparação com Lost, admito que eu esperava mais mistério na história e até um certo toque sobrenatural. 

O livro foi recomendação do Léo (adivinhem qual é a profissão dele? =P) e ele me disse que talvez eu teria gostado mais do final se tivesse lido antes Vinte Mil Léguas Submarinas. Fica aí a dica!

No mais, eu gostei do livro. Achei bem legal tudo que os colonos criaram (apesar de na maioria das vezes não entender o processo de fabricação) e o fato da história ter um final consistente e coerente (revolta com Lost).

Ahhh... E Léo, guarda este livro para os nossos filhos!!! 
Quero garantir nossa viagem para Cancun (0800)...



Este livro faz parte da lista do desafio literário (Clique AQUI para conhecer a lista completa).
Li os três livros do DL de abril \o/

11 comentários:

Isis disse...

Esse engenheiro deve ser o tataravô de Magayver. Adorei a resenha, não conhecia esse livro do Julio ( o que é uma vergonha ) mas vou mudar isso logo logo...

Beijos mil

Nina Tavares disse...

KKKK! MacGyver!!!!
Pensei que só eu lembrava dele... muito pré-historico!

Dez sua resenha Lu!

B-jusssss! ♥

ʆɛtíciɑ iɑucɦ รwiԲt disse...

Ei Lu!

Meu irmão venera o Júlio Verner, mas eu nunca li nada desse autor rs
Só não sei se eu ia gostar muito desse livro em específico, porque gosto de um bom mistério e eu acho que o livro é meio defasado nesse quesito pelo o que eu entendi rs
Mas no de mais, o livro parece ser bom! Vou indicar pro meu irmão rs

Bjoos'
Lets

Rafaelle Vieira disse...

Oi Lu! Nunca ouvi falar desse livro, totalmente novo para mim e achei bem interessante, gosto muito de mistérios e aventura a leitura se torna divertida. Vou procurar por esse livro.
Adorei a resenha.
Beijos.

Rafa{Fascinada por Histórias}

Vivi disse...

No finalzinho do tema FC, começamos a ver leituras diferentes. Parabéns pela ótima resenha!

Beijocas

Ana C. Nonato disse...

Olá!

Júlio é bem viajado às vezes (muito embora as leituras dele tenham sentido até científico em algumas partes). Muito boa resenha!

Abraços.

Cíntia Mara disse...

Eu nem ia comentar porque não li o livro e nem me interessei muito. Até que cheguei nessa parte da resenha.

Solta uma estatística (que não cozinha, não tem um mínimo de senso de orientação e que detesta insetos/bichos) no meio de uma ilha deserta? Não duraria uma semana (na hipótese otimista)!

Ok, substitua "estatística" por "cientista da computação" e bate aqui o/

Beijo

Kate Dragões disse...

Esse eu naum li mas quero muito ler adoro livros assim!!! =)

http://conversandocomdragoes.blogspot.com/

Kellen Baesso de Sousa disse...

Nossa, fiquei curiosa. Quero muito ler Verne, espero fazer isso este ano ainda. :)
Beijos

Li Um Livro disse...

Ótima resenha! =)
Tenho vários livros do Júlio Verne aqui, inclusive esse. Li tem muitoo tempo, mas não lembrava direito da história. =P
Muito bom! ^^
Beijos!

Carol disse...

Sabe que nunca li nada do Julio Verne?
Adorei essa resenha e vou seguir a sua sugestão e tentar ler "Vinte Mil Léguas Submarinas" antes desse.
Mais livros para minha cada vez mais enorme lista de leituras...
Bjocas

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