terça-feira, 31 de maio de 2011

‘Perdoa-me pai, eu comprei’ – Maio (2011)

Postado por Luciana Mara às 09:23:00 30 comentários Links para esta postagem
Meu nome é Melissa, mas ao contrário do que se possam imaginar, meu apelido é Sandy.

Não! Eu não tenho um irmão que fala "Abre a porta Mariquinha", não canto bem (de acordo com a minha mãe, uma porta rangendo é mais afinada que eu) e não tenho um marido que posta em seu blog na noite de núpcias.

Meu apelido é Sandy de sandália.
Isto mesmo! Na escola eu ouvia constantemente as frases: "Você chama Melissa igual a sandália?", "Melissa, você não sai do meu pé, garota!" e foi daí que o apelido pegou. Abreviaram sandália e deu nisso. Talvez eu pudesse falar que sofria bullying, mas naquela época esta palavra nem era usada.


Some isto ao fato de eu ser baixa, magrinha, séria, meiga, quieta e rata de biblioteca. Ao invés de ser a fofa, a Mel, eu era a chacota, a Sandy.

Passaram-se anos, mas depois de tanto tempo, resolvi assumir meu apelido por um único motivo que me assemelha à cantora.

Vou contar meu segredo, mas você promete que não o contará a ninguém?
 
Lá vai...

... eu sou Devassa!!!

Eu me apaixono no mínimo uma vez por semana por um cara diferente e estou ávida por mais. O que importa é a quantidade.

Faço o estilo super-homem/Clark Kent, sabe?! Aparentemente sou certinha e bem comportada, mas quando coloco a cueca por fora da calça, cuidado! (metaforicamente, por favor! Não faça uma imagem mental minha com este modelito. M#$%@! Eu já fiz ¬¬)

Mas andei pesquisando e descobri que Devassa não é o termo adequado. Sou mesmo é piriguete literária!

De acordo com o dicionário Aureliânus sofre de piriguetismo literário aquele(a) que troca de paixão platônica fictícia toda semana, e usa a expressão 'é meu' quando descreve algum personagem. Este tipo de piriguete usa ou usará óculos e sente frio (característica principal que a diferencia das outras espécies).

Sangue de celulose piriguetal corre nas minhas veias e eu nem me dava conta.

Descobri que há a piriguete-falsa-meiga, que é aquela que só se apaixona por mocinhos e a piriguete-do-mal que só gosta de vilões. Eu faço parte do grupo das piriguetes-falsas-meigas-do-mal. É a que gosta de um bonito/simpático/ charmoso/mocinho-limpo/bandido-sujo.

E por falar nisto, este mês foi uma loucura. Senti atração pelo meu melhor amigo Nils, mas me apaixonei pelo carinha tímido da sorveteria, o James. Achei que com Archer Cross, pode ser que role alguma coisa. E o Jace? Vou chamá-lo para caçar minha sombra lá em casa. Agora com D.João que não deu. Tá que ele era príncipe, mas feio, gordo, porco e bundão, nem se eu tivesse muito necessitada.

Arrepio só de pensar como ficarei dividida entre um fantasma e um dampiro em breve. Ficarei Em Chamas, Insanas (no plural mesmo, porque ficarei louca para mais de uma pessoa). Alguém me trás um extintor, please! 

Série A Mediadora - Meg Cabot (fantasma)
Em Chamas - Susanne Collins 
Insanas - Laila Ribeiro e outras
Promessa de Sangue - Richelle Mead (dampiro)
Cidade das Cinzas - Cassadra Clare



E não vem falar que ele é seu, porque já estou de olho. Piriguete que é piriguete defende o que é seu com óculos e dentes!

Estou achando que vou pedir para Luciana o número do Sr. P. em breve. 

domingo, 29 de maio de 2011

#62: 1808 (Laurentino Gomes)

Postado por Luciana Mara às 22:13:00 20 comentários Links para esta postagem

Sinopse: A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas, escravidão formaram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua instalação no Brasil.

Comentários: Hipoteticamente, considere um livro abandonado e cheio de teias de aranhas. Pense nele como um líquido no fundo do copo, o restinho, as gotas finais que você só bebe quando está com muita sede ou não tem mais líquido para preencher o restante do recipiente.

Era assim que eu definia 1808. E isto só mudou por causa do Desafio Literário. Este realmente foi o meu desafio.

E já adiantando, é de conhecimento geral que eu não gosto/não sei História. Por isto e por medo de falar asneira, vou me atrever a fazer um resumo bem, bem, bem superficial dos fatos.

Li 414 páginas de pura História. Quer dizer, esta era a minha intenção, mas a editora não colaborou comigo. Entenda o motivo.
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Napoleão, no alto dos seus 1,67m, assustava toda a Europa com sua imponência e dominação, conquistando vários territórios. Seu foco naquele momento era Portugal.

E por lá, a rainha era louca e seu filho, o príncipe regente, D. João VI era um bundão. Assim, para não serem destituídos do poder ou até executados, D. João optou pelo caminho mais fácil: levar toda a corte portuguesa para o Brasil.

Foram anos de planejamento, mas no final de 1807 a viagem foi feita. No início de 1808, com suporte da Inglaterra, D. João VI, a princesa Carlota Joaquina, seus nove filhos, sua mãe, todas as pessoas importantes e de posse se transferiram para a colônia deixando o país em decadência e dominado pelos franceses.

Em contrapartida, a chegada da corte em Salvador...
Filha de Jawaharlal Nehru, Indira Gandhi foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do governo indiano. Tinha o sobrenome do marido Feroze Gandhi, que havia mudado seu sobrenome para "Gandhi" por razões políticas.
...seguida da mudança para o Rio Janeiro influenciou nas transformações econômicas e sociais do país.

No livro 1808, todas as fraquezas e atitudes de D. João VI  foram expostas. Acompanhei a permanência da corte no país até 1821 e todas as modificações sofridas, ao mesmo tempo em que foi apresentado o fracasso de Napoleão.
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O livro é um prato feito para quem gosta de História. Para quem GOSTA de História, eu super recomendo. 

O livro é fruto de 10 anos de uma pesquisa minuciosa e bem feita. Inicialmente, o material seria distribuído junto da revista Veja, mas o projeto que não foi bem sucedido. Porém, reunir toda a pesquisa e publicá-la em formato de livro, garantiu à obra de Laurentino Gomes a permanência constante do livro na lista dos mais vendidos.

Mas se você decidir ler 1808 vá até a página 129. Está tudo normal? A fonte e o espaçamento são os mesmos da página anterior? Você leu mesmo a resenha? Viu que do nada brota a história da Indira Gandhi
Pois é assim que a minha versão está, com capítulos de outro livro. Jogue ‘Indira filho 1808’ no Google, cliquei no 1º link e entenderá (obrigada Cíntia!). Só não fiquei p#$@ da vida porque foram 31 páginas a menos para ler (não tenho vergonha de admitir). Pensei até em trocar este livro, mas quem o receber amaldiçoaria até a minha 20ª geração ¬¬

Isto é que dá comprar livro por R$9,90 há 2 anos e não ler (só folhear, ver que não há travessões e guardar o livro no fundo da estante).

Várias coisas entraram pelos meus olhos e sumiram na minha cabeça, mas algumas curiosidades eu acho válidas destacar:
•  Napoleão podia repor sua tropa com 30mil novos soldados por mês;
•  A medicina era praticada por barbeiros quando a corte portuguesa chegou ao Brasil o.O
•  D. João VI tinha medo de trovões. Quando havia tempestade, ele se refugiava em seus aposentos na companhia do roupeiro predileto (hummm...);
•  D. João e Carlota Joaquina não gostavam de tomar banho;
O galã da história, D. João: “Testa alta, desproporcional ao rosto, sobrancelhas bem delineadas, papada e bochechas caídas, olhos meio esbugalhados, nariz fino, lábios grossos, boca entreaberta, pernas pequenas e grossas, permiúdos, barriga protuberante, mãos gorduchas com covinhas nas juntas dos dedos, ombros caídos e pescoço curto”. Olha que gato. Fiu, fiu...
Não há certeza da infidelidade da Carlota Joaquina, mas que ela era maquiavélica e infeliz, isso era certo. (Também, casando aos 10 anos com um cara horroroso, eu não a condeno ¬¬)
•  No momento que tudo neste livro acontecia, na Inglaterra a querida Jane Austen estava escrevendo (lindamente) seus livros.

O livro é uma aula de História, com belas pinturas que ilustram o período retratado. Mas acho que paro em 1808 mesmo. Ler 1822 só se for outro desafio.

Este livro faz parte da lista do Desafio Literário (Clique no nome do desafio para conhecer a lista completa).

E para o livro:


quarta-feira, 25 de maio de 2011

#61: Cidade das Cinzas (Cassandra Clare)

Postado por Luciana Mara às 13:25:00 15 comentários Links para esta postagem
Sinopse: Jace parece determinado a deixar todos ao redor enfurecidos. O Caçador de Sombras já é visto com desconfiança, pois seu pai, Valentim, quer dominar o mundo. Além disso, triângulos amorosos surgem, vampiros renascem e angústias adolescentes florescem em seu grupo de amigos.

Comentários: A partir daqui há SPOILERS do primeiro volume da série (Cidade dos Ossos, resenha AQUI).

Para significado dos termos, funções e explicações sobre este mundo sobrenatural, recomendo que leia os comentários do primeiro livro da série.

Mas se não leu o primeiro e não quer estragar a grande surpresa pare por aqui e vá direto para os comentários, indicados pela seta ==>

Estou falando sério.

Não vem me xingar depois.

Última chance, ok?!

Afff... perdeu playboy! Não aguento mais segurar...
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Enquanto Clary Fray esperava sua mãe despertar do coma e se acostumava com ideia de que Jace, o caçador de sombras com quem teve um envolvimento, era seu irmão, a garota levava a vida tranquilamente, inclusive engatando um romance com Simon, até então apenas seu amigo.

Em contrapartida, Jace sofria. Além de descobrir que seu pai estava vivo e que era o grande vilão da história, ele ainda enfrentava a desconfiança dos caçadores de sombra. Todos, inclusive os pais de Alec e Isabelle que criaram o rapaz, desconfiavam que Jace fosse um espião de Valentim. Além de tudo, ele ainda sofria por Clary, por quem era apaixonado.

E como se não bastasse, ainda aparece a inquisidora Imogen, uma caçadora de sombras, com a incumbência de investigar o garoto. E por causa da língua afiada de Jace, Imogen o manda para a prisão. Ele ficaria apenas um dia na Cidade do Silêncio e depois seria interrogado pela Inquisidora, com o auxílio da Espada da Alma, Maellartach, que identificava mentiras. Mas tudo saiu bem diferente do planejado porque alguém precisava da Espada para...

Jace impetuoso e de gênio forte vai atrás das respostas, desafia as autoridades, sempre com auxílio de seus amigos, do mago Magnus Banes, e de Clary... infelizmente, sua irmã (Simon também está sempre na parada, o que acaba e muitoooo complicando as coisas na vida (?) dele).

Enquanto isto são registrados ataques e mortes de jovens do submundo. Inclusive Maia, a licantrope bem chegada em Simon, que ajudava Luke a tomar conta de Clary é atacada. Qual a ligação destes crimes com tudo que estava acontecendo?

E Jace, o caçador de sombras rebelde (e arrasador de corações) era um agente duplo?

E no fundinho do meu coração ainda pergunto: Jace e Clary são mesmo irmãos? Diz que não, diz que não, siiiimmmmm....

Resgates, mortes, demônios, romance, beijos e atrações proibidas, transformações e revelações. Tudo isto é encontrado em Cidade das Cinzas.
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==> Sinal verde \o/
Sabe quando você termina o livro cheia de expectativa e empolgação? Então, foi assim que terminei Cidade dos Ossos, dos Ossos! Cidade das Cinzas, eu acho que teve tudo e não teve nada, deu para entender? Eu o vi como um livro de transição para o desfecho contra Valentim.

Luta? Teve. Romance? Teve. Respostas? NADA!!! NADA!!! Nenhuma indicação da resposta da grande dúvida que permanece desde o volume 1.

Que batalha que nada! Eu queria romance!!!
[=)]^[-1] (em homenagem ao dia do Orgulho Nerd)

O início foi totalmente lento, com uma politicagem que eu detesto. O que fazer, vamos nos reunir e blá-blá-blá... Mas depois, assim como no primeiro volume, há ação e muito sangue derramado. Há várias mudanças de cenários e surpresas que minha imaginação teve que dar uma acelerada e andar a uns 150km/h e não nos 60km/h usuais.

E o relacionamento de Clary e Jace se reduz a uma palavra: tensão. As cenas entre os dois são ótimas, principalmente a do reino das fadas, mas fiquei com gostinho (ão) de quero mais.

Eu gostei da nova personagem, a Maia, e da maior participação do mago purpurinado Magnus Banes. Sentindo romance no ar (mas não entre eles, por favor!).

Como ponto negativo, vi também alguns errinhos de português, algumas letras comidas, falta de travessões, mas deu para relevar.

Não entenda mal. Eu gostei de Cidade das Cinzas. Eu gostei, mas não amei como eu amei Cidade dos Ossos, apenas isto.

De qualquer forma, recomendo a série!

Estou com altas expectativas para o terceiro volume, Cidade de Vidro. Espero que elas sejam correspondidas.
 
Ps.: Posso contar um segredo? Fui ler a sinopse do 4º livro para saber se era com os mesmo personagens e descobri - sem querer - um mega, ultra, power spoiler. Vou ler Cidade de Vidro em e-book =P

quinta-feira, 19 de maio de 2011

#60: Hex Hall (Rachel Hawkins)

Postado por Luciana Mara às 20:03:00 21 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Sophie é uma bruxa e está matriculada em Hex Hall, uma escola de crianças tão diferentes quanto ela, e intituladas Prodígios. Entre inimigos e paixões, acontecem ataques de um misterioso agressor aos alunos da escola e parece que o principal suspeito é o único amigo que Sophie tem. Ligando os fatos, ela descobre que uma antiga sociedade secreta pretende exterminar os Prodígios - e ela é a primeira da lista. 


Comentários: E de volta ao começo.
Bruxas.
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Sophie tem 15 anos e acabou de fazer uma grande burrada: um feitiço de amor.

Mas não, não foi para ela! O que nos leva a pensar porque uma atitude tão altruísta seria uma tremenda burrada, correto? Tudo estaria ótimo se ela não tivesse feito o cara mais popular do colégio ficar completamente apaixonado pela garota mais nerd da escola no meio do baile de formatura. Depois de armar uma tremenda confusão e de ser acusada publicamente de bruxa pela nerd só haviam duas saídas para a garota:

a) fugir novamente
b) ir para Hecate Hall

Mas desta vez não havia escapatória. Durante anos, a mãe de Sophie (que era humana) tentou preservá-la, mantendo-a longe do mundo mágico, mudando de cidade sempre que algo estranho acontecia. Porém, por interferência do pai da garota, um grande feiticeiro que ela não conhecia, seu destino estava selado: a bruxinha ia para o reformatório Hecate Hall. Lá estudavam todos os tipos de prodígios, desde de fadas, metamorfos e lobisomens até vampiros!

E por mais que a mãe de Sophie tivesse estudado sobre o assunto e contasse para a garota coisas do mundo mágico, nada a tinha preparado para o que iria encontrar e enfrentar. Hormônios em ebulição e uma paixonite pelo gato do colégio, Archer Cross, encarar a ira das três bruxas mais populares da escola ao negar entrar para o coven delas (sendo a bruxa-chefe a namorada de Archer) e dividir o quarto com a única vampira da escola de quem se tornou amiga, mas que era a estudante mais odiada de Hex Hall, eram seus problemas básicos.

Sophie ainda tinha que dominar seus poderes, investigar o passado e o pior: acompanhar a repercussão e temer novos ataques aos estudantes do Hecate Hall. Eram muitas coisas para uma bruxa só! Fora desconfiar que algum integrante de um antigo grupo que atacava prodígios (L'Occhio di Dio) estava mais perto do que parecia.

Ufa! Mais problemas que Sophie só mesmo em um livro de cálculo ¬¬ (saudade nenhuma, melhor destacar) e para descobrir as soluções dos problemas, só consultando o livro do professor (que eu tinha em pdf), ops, contei o segredo errado! Para descobrir as soluções dos problemas de Sophie (se é que todos têm solução) só lendo Hex Hall.
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Sabe aquele tipo de livro que te prende desde o início, que você quer logo desvendar os mistérios, quer ler um pedacinho até mesmo no curto período de tempo (cerca de 2 minutos) entre entregar a carteirinha para a recepcionista e esperar seu nome ser chamado para fisioterapia? Assim foi a leitura de Hex Hall e por uma simples razão: a protagonista!

Sophie é autêntica, esperta, destemida, verdadeira, o tempo inteiro defende seu ponto de vista e seus amigos e o melhor, ela é super/mega/ultra engraçada.

O jeito que a Rachel escreve, cheio de um humor inteligente, lembra um pouco a escrita de Rick Riordan, com uma grande ressalva: enquanto o tio Rick aprofunda na história, na descrição do cenário acho que a Rachel pecou um pouco.

Todo mundo sacou que eu adoro comparar os livros, e não adianta, farei isto eternamente. Mas sem detalhes da escola, das aulas, dos estudantes é impossível criar uma atmosfera tão envolvente como em Harry Potter, por exemplo. Eu gostei de Hex Hall, mas acho que o livro poderia ter sido melhor.

E outra, vai chegando um ponto que você fica tão viciada em literatura fantástica, mas tão viciada que alguns desfechos você já prevê. E isto aconteceu comigo (porque lembrou coisas que acontecem em Noite Eterna – lá vai eu comparar de novo ¬¬) e pode ter sido o motivo de eu não espantar com algumas conclusões.

Ahhh... E quanto ao romance? Eu acho que caia bem mais um pouquinho, né?! Mas este é só o primeiro da série. Ainda tem Demonglass, 2º livro da série, ainda não lançado no Brasil.
 
É uma leitura divertida, leve no início e repleta de suspense/sangue no final.
Recomendo ^^  

domingo, 15 de maio de 2011

Top Top #3

Postado por Luciana Mara às 21:26:00 18 comentários Links para esta postagem
Eu minto.
Provavelmente eu já menti para você. Talvez uma vez ou mesmo inúmeras vezes. Mas você não sabia disso. Até agora. 

Com a minha cara de boa garota, certinha e séria (e humilde) você sempre acredita em mim. Não ligue! Isto é muito comum, pois muitas vezes eu minto para mim e até eu mesma acredito. Isto é coisa de profissional, já tenho meu registro no CRM (Conselho Regional de Mentirosos).

Eu nunca te prejudiquei com as minhas mentiras, e se prejudiquei, sinto muito, mas isto é tão natural para mim que provavelmente farei mais vezes. Então, desde já, desculpe-me novamente.

E se Veríssimo escreveu um livro com crônicas sobre as mentiras que os homens contam (que eu acho que faltam uns 5853746 volumes para completar a coleção e conter todas as mentiras contadas pelo sexo oposto) porque eu não posso fazer um Top Top com as minhas 5 mentiras mais frequentes?

É sério! Me diga quais destas mentiras eu já contei para você...

#3: Top Top: Mentiras

Como o livro do Veríssimo =P
1- Eu te ligo e digo: ‘Se prepara porque eu já estou saindo de casa’.
Isto é MENTIRA! Eu provavelmente ainda estou com a toalha na cabeça, descalça e de cara limpa.
Conselho: Vá assistir um episódio de The Big Bang Theory, Two and Half Men ou Sex in the City e saia de casa quando o episódio terminar. Eu ainda vou levar uns bons 20 minutos (previsão otimista).

Vampiro fofo ^^
2-Eu não vou ler novas séries de vampiros’.
MENTIRA das bem cabeludas.
Conselho: Não me apresente um novo/lindo/irresistível vampiro se você realmente quer que esta mentira se torne verdade e saia do meu repertório.

3-Este ano eu entro no curso de inglês’.
Isso é MENTIRA! Todo ano eu falo isto, mas nunca cumpro. Estou com vergonha de mim mesma. Mas ano que vem será diferente, prometo! 

Vício ¬¬
4-Estou desconectando, saindo da internet’.
MENTIRA!!! E provavelmente se você me tem como amigo em outras redes sociais sabe disso. Eu saio do Twitter, mas ainda estou no Facebook. Eu saio do Facebook, mas ainda estou no Orkut. Saio do Orkut, mas ainda estou no Skoob e quando saio de todas as redes sociais ainda estou lendo fofocas ou colocando em prática uma das minhas mais frequentes mentiras, que é.... 

...se você me conhece bem, aposto que já sabe...

5-Eu não vou comprar mais nada este mês’.
Eu juro que tento, de verdade, do fundo do meu coraçãozinho rosa choque, mas não consigo. Como diz o Felipe, a minha Becky Bloom está constantemente acordada. Na verdade, eu fico sempre possuída por ela. Acho que nem mesmo o padre Damien Karras resolve o problema
Conselho: Bloqueie TODOS os sites de compra do meu computador e não me chame para ir no shopping (=livraria) durante o resto do mês. Caso contrário, esta frase só será verdade em um momento: às 23:59 do último dia do mês.

Representa ou não amizade, hein?! ^^

Pronto! Consciência limpa, mentiras reveladas.
Eu contei, mas quando conversarmos e eu disser alguma destas frases, finja que acredita, ok?! É bom mantermos a amizade/namoro.

Boa segunda-feira!!! (Pelo menos para os Cruzeirenses será =D


terça-feira, 10 de maio de 2011

#59: A Música que Mudou Minha Vida (Robin Benway)

Postado por Luciana Mara às 22:20:00 18 comentários Links para esta postagem

Sinopse: A vida de Audrey Cuttler não tem sido a mesma desde que aquela música chegou ao topo das paradas. Ela só queria ir a shows, andar com seus amigos e, talvez, arrumar um encontro com o gatinho do trabalho, mas agora Audrey é... famosa! Tudo por causa da música que seu ex-namorado fez sobre o rompimento dos dois - o hit do momento, quer dizer, um desastre! Agora, está na hora da Audrey contar o seu lado da história.

Comentários: Como uma música boa, daquelas que você viaja na letra, se transforma no personagem, se diverte e quando ela termina quer dar um 'repeat'. Assim é 'A Música que Mudou Minha Vida'.

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- Audrey, espere!

Foi isso que Audrey Cuttler, uma garota da Califórnia de 16 anos, ouviu de Evan quando descia em disparada as escadas da casa dele, rumo à saída. Agora, Evan era seu ex-namorado.

Ele era líder e vocalista da banda Do-Godders e suas conversas, pensamentos, manias e vícios giravam em torno do rock e da banda. Mesmo que ele fosse um gato e mandasse bem na banda, Audrey decidiu dar definitivamente um ponto final no relacionamento.

Mas devido a tudo que tinham vivido, a garota resolveu realizar um último desejo de Evan: junto de Victoria, sua inseparável (engraçadíssima) amiga, e seu namorado Jonah, Audrey foi ao show do Do-Godders, show que teria um cara de uma gravadora que poderia tirar a banda do anonimato.

Então, eis que a banda entra no palco. E após tocar as músicas já conhecidas, Evan anuncia uma música nova que ele escreveu depois que sua namorada, Audrey (ele deixa bem claro) o abandonou na véspera do evento mais importante da vida dele, aquele show. Ela até cogitava dar um amassos nele no camarim até ouvir isto.

Mas a música começou a tocar e Audrey só queria ir embora. A música contava como Audrey foi sacana esmagando o coração de Evan quando ele mais precisava. Todos que estavam lá (e que eram colegas de escola) começam a encará-la. E o pior era que a música era realmente boa! Quando até os garçons estavam batucando ao som da música Aud se virou para o produtor e viu que ele também se divertia. Resultado: sucesso!

Primeiro, eram só os colegas de escola que olhavam para ela diferente. Audrey não achava que a música repercutiria tanto e esperava que com o tempo tudo fosse melhorar e que os colegas fossem esquecer o episódio. Ela continuava sua vida escola-trabalho na sorveteria Sooper Dooper em companhia do quietíssimo (e até gatinho) James, quando meses depois escuta A Música no rádio. ‘Audrey, espere’ espalhava aos quatro ventos. Ela grudava nos ouvidos mais que chiclete gruda em sapato, mais que adesivo em vidro!!! Aud só queria se esconder.

Mas tudo tinha uma compensação. Audrey, Victória e Jonah foram em um show e assim que Audrey foi reconhecida eles ganharam entradas para a área VIP!!! Bebida à vontade, vista privilegiada com direito a conhecer os artistas... E foi nessa de Aud conhece Simon, o vocalista dos Lolitas, uma banda que ela adorava. Conversa vai, conversa vem e eles ficam. Ela só não esperava que tivesse alguém atrás de um arbusto vigiando os dois e... (LEIA!!!)

A partir daí a vida de Audrey de transforma de verdade. Quanto mais a música subia na lista da Billboard, mais complicada ficava a vida da garota. Seus pais ficaram sabendo da sua ‘fama’, o pessoal da escola só comentava sobre isso (fora ela ter que aguentar Sharon, a ex-garota mais popular da escola que gostava de Evan e agora dá em cima de James, querendo ser sua melhor amiga), ela era perseguida por paparazzi... Uma loucura!

Evan, Simon ou James?
E como Audrey vai escapar desta sem perder a identidade? Descubra lendo (LEIA, LEIA, LEIA mesmo!)!
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Divertido!
Este é o adjetivo que resume este livro. Eu me diverti a cada página com os diálogos inteligentes e sagazes e com as enrascadas da Audrey com a Victoria e o Jonah. O livro me conquistou logo nas primeiras páginas e li desesperadamente, doida para saber como terminava. Eu ria sozinha, me empolgava com as conversas entre os personagens e as idas aos shows. O livro transpira música! Terminei de ler querendo muito(^n, com n tendendo ao infinito*) ir a um show de rock (rock-preto, e não rock-colorido).

Quando a história terminou fiquei com gostinho de quero mais. Achei o final um pouquinho corrido, mas pelo menos os destinos dos personagens foram apresentados (Ou nem foi tão corrido assim, só pensei isso num primeiro momento porque queria continuar lendo O.o).

Sabe o que eu achei mais legal? A história é narrada em primeira pessoa por Audrey, com objetivo dela nos contar a sua versão dos fatos, supondo que já conhecemos 'A Música', vimos as revistas, vídeos e entrevistas de quando aquele episódio aconteceu com ela. Já falei que é muito divertido? (ops... acho que já, mas vale a pena enfatizar)

Na orelha do livro há o depoimento da Anna Júlia, aquela da música dos Los Hermanos em 1999, lembra? Na época (quando você fala 'na época' sabe que está mesmo ficando velha ¬¬) eu fiquei doida para ver a tal da Anna Júlia, então imagino que tudo que aconteceu com a Aud - já estou intima - (em menor escala, claro) pode realmente acontecer de verdade.

Todo início de capítulo tem um trecho de uma música, seu nome e o nome banda. Algumas bandas já estão previamente aprovadas por mim (Oasis, Green Day, The Strokes, Red Hot Chili Peppers), mas outras eu nunca ouvi falar e já comecei a pesquisar. 
\o/ Faxina na minha playlist \o/

Ai... não consigo! Quando o livro é bom eu escrevo demais (mas quando é ruim também =P).

Depois dessa melação toda, alguém tem dúvida de que super recomendo?




*Tsc, tsc, tsc... Pessoas de exatas.

Ps.: Foi quase... Estava esquecendo!!! Esta capa não é fofa? Ela super me atraiu, mas desta vez, ao contrário de Ninguém como você, eu pelo menos tinha lido resenhas antes ^^

quarta-feira, 4 de maio de 2011

#58: Ninguém como você (Lauren Strasnick)

Postado por Luciana Mara às 22:43:00 15 comentários Links para esta postagem

Sinopse: A vida de Holly está muito complicada - Faz seis meses que sua mãe morreu, e seu pai ainda anda pela casa com um ar muito perdido. Ela acaba de perder a virgindade com Paul, um cara que é um gato, mas que tem uma namorada firme, que faz parte da turma mais popular da escola. Seu melhor amigo Nils deu de pular de galho em galho, correndo atrás de toda garota que passa em sua frente. Quando as coisas começam a ficar mais sérias, Holly terá de escolher - mudar de vida radicalmente, ou guardar um segredo que pesa cada vez mais em sua vida?

Comentários: Quando olhei para a capa deste livro foi paixão à primeira vista.
 Eu me encantei e achei que a história seria fofa.

Foi a primeira vez que eu comprei um livro única e exclusivamente pela capa. Foi a última vez que eu fiz isso também.
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Holly perdeu a mãe na última primavera e agora morava sozinha com o pai, Jeff.

Sua companhia constante (sem ser o cachorro Harry) era Nils, o vizinho e colega de classe. Eles eram amigos há seis anos e nas horas vagas dividiam O Barraco, um cômodo entre as duas casas onde ouviam música, liam e acampavam quando um dos dois estava com problemas.

E problema era como se resumia a vida sentimental de Holly, ou mais especificadamente, problema era sinônimo de Paul. Paul era um cara boa pinta e popular que seduziu Holly. Mas enquanto ela se envolveu emocionalmente, ele só queria usá-la. O relacionamento deles devia ser mantido em sigilo total porque Paul tinha namorada, Saskia (como de praxe a garota mais simpática, popular, bonita e blá-blá-blá da escola). Ele dizia que o irmão de Saskia era doente, que a irmã sofria muito e por isso não podia largá-la e consequentemente magoá-la.

Holly sofria com este relacionamento secreto de mão única, até que algo inesperado acontece: ela se aproxima e se torna amiga de ninguém menos que Saskia.

Agora ela tinha que terminar tudo com Paul, mas ele não queria perder sua peguete com benefícios. Holly estava nas mãos dele que ameaçava contar tudo para a namorada. Neste chove não molha os dois acabavam ficando juntos mais vezes, fazendo Hols sofrer cada dia mais.

Nisto ainda tem uma ida ao médium para ter notícias da mãe, um professor de teatro que já namorou com a mãe de Holly e de quem ela quer saber tudo sobre o relacionamento, e Nils, o amigo fofo que fica pulando de galho em galho, mas com quem Holly é super grudada.

Assim, ao mesmo tempo que Holly não consegue sair do relacionamento com Paul, ela descobre que há algo mais em sua amizade com Nils, algo inesperado. 

Mas como driblar o chantagista da história? O que acontecerá com a vida sentimental de Holly? Com quem ela ficará? E Saskia saberá de tudo?

Desta vez nem falo ‘só lendo’, falo ‘me pergunte e poupe tempo=P
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5 quilômetros de espaçamento entre linhas e letras de Itu. Este é um daqueles livros para se ler numa sentada.

Então, eu esperava uma história fofa, um romance daqueles cativantes e emocionantes. Que engano! Me deparei com lamentações e traições por todos os lados. Em algum momento, senti até mesmo um clima pesado, sentimentos ruins, mas depois que se lê Bubble Gum, a história tem que ser muito, muito, muito pesada para eu classificá-la como tal.

Pela sinopse, eu esperava que o Jeff fosse um pai super amargurado, que ficasse remoendo a morte da esposa o tempo inteiro e esquecesse a filha, mas não isso acontece. Ele é super amoroso e confesso que foi um dos personagens que mais gostei na história.

E uma coisa eu queria gritar o tempo inteiro: ‘HOLLY, CONTA DO RELACIONAMENTO COM O PAUL PARA O NILS! A RELAÇÃO DE VOCÊS É SUPER DOENTIA E O NILS VAI TE SACUDIR PARA VOCÊ CAIR FORA!!!’. Pronto! Isto tava entalado.

E os capítulos que pulam de uma cena para outra? Começam do nada, sem ligação com o capítulo anterior. Senti a mesma sensação de quando vi Crepúsculo. As cenas eram jogadas, sem uma ligação clara entre elas (estou preparada para as pedradas).

Também acho que algumas vertentes da história como a do médium e a do professor ficaram perdidas, eram totalmente desnecessárias.

E o final? Juro que até a última linha eu esperava que algo mudasse, mas não. O final não foi clichê, mas foi feio.
E de positivo, hã, deixe-me pensar...
...1...
...2...
...3...
... acho que só a capa.

Então, pela capa dou mais meia estrela ^^
 

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