domingo, 31 de julho de 2011

‘Perdoa-me pai, eu comprei'- Julho (2011)

Postado por Luciana Mara às 22:59:00 20 comentários Links para esta postagem

Cópia do bilhete deixado por mim, ontem à noite, ao meu pai.
E hoje, quando cheguei, lá estava meu material de pesquisa: 

Souvenir (Therese Fowler)
Todo Garoto Tem (Meg Cabot)
Garoto Encontra Garota (Meg Cabot)
O Garoto da  Casa ao Lado (Meg Cabot)
Nosso Último Verão (Ann Brasheres)
2ª e 3ª temporada de Dawson's Creek



Eram meus romances e seriados que falam sobre relacionamentos. Amores de infância, amores novos, perdidos, encontrados, esquecidos e reconquistados. Todos eles, somados ao material que já estudei e ainda tenho em casa para ser avaliado, serão importantes em meu novo empreendimento. Preciso saber TUDO sobre o amor, por eu resolvi mudar. ‘Que raio de novo negócio é esse e vai usar livros e DVD’s? Vai alugar os livros e filmes? É o único jeito de ganhar dinheiro com estes itens que você recebeu.’ Foi isso que você pensou? Porque foi o que o meu pai disse, então han... é... muita calma nesta hora, pois vou explicar (e aproveitar e fazer minha propaganda)...

Decidi mudar de ramo e ser autônoma.
Sei que a vida de quem tem o próprio negócio inicialmente é bem complicada, exige muito esforço e certo investimento financeiro, mas estou decidida a arriscar.

E tudo isto para ajudar VOCÊ!!!

O Desesperados.com é uma empresa de formação de casais (após avaliação do perfil de compatibilidade) e aconselhamento que ajudará você a resolver seus problemas do coração (problemas amorosos, antes que os cardíacos acabem se cadastrando no projeto).

Eu, a Guru do Amor, formada na Faculdade da Vida com ênfase na Leitura de Romances, irei auxiliar em respostas aos SMS, propor temas de conversas, noções de comportamento na hora da paquera, ensinar o olhar 43, 38 e do gatinho do Shrek entre outras dicas*

Fui minha própria cobaia, e depois de tanto tempo posso dizer que minhas dicas e experiência darão certo para você também. 

Após o cadastro e pagamento (mensalidade - em dinheiro vivo - e livro semanal, entregue em minha casa) você poderá usufruir de todos os serviços que o Desesperados.com tem a oferecer. O serviço de consultoria é prestado via twitter, facebook, SMS, telefone**, pombo correio ou sinal de fumaça.  

Como material de acompanhamento do programa de relacionamentos, à la ‘Casais inteligentes enriquecem juntos’, eu e o meu sócio (Léo) estamos escrevendo o livro 'Como ter um relacionamento bem sucedido'. Em breve, também estará à venda nas melhores livrarias e presente na lista de mais vendidos da Veja

Serviço com satisfação garantida ou terá seus livros de volta (após eu terminar a leitura, óbvio).

O que você está esperando? Se inscreva e indique para seus amigos! 
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*Para dicas de roupas, tratar com minha sócia (e irmã) que me empresta o guarda-roupa fashion sempre que necessário.

**Uma das minhas clientes me ligou enquanto assistia ‘Qualquer gato vira-lata’. Só não pude atendê-la porque estava pegando dicas muito importantes passadas no filme como: ‘NUNCA atenda o telefone antes do nono toque. O cara tem que achar que você não está nem aí, quando na verdade você está LOUCA para falar com ele’. Esta técnica funciona! Já foi comprovada.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Top Top #5

Postado por Luciana Mara às 08:05:00 32 comentários Links para esta postagem
Pensando sobre o momento da minha consulta ao psicólogo e sobre a época que, depois de muito fazer ioga, cheguei a conclusão de que eu tinha um levíssimo distúrbio monetário em relação à adquirir itens culturais em estabelecimentos que vendem artigos de papelaria, parei para imaginar alguns dos tipos de leitor que existem (acho que nunca escrevi uma sentença tão grande, mas a utilização de qualquer subterfúgio é válida só para não usar as palavras sou, viciada, compras e livros quando a sentença diz respeito a mim mesma).

Assim, se houvesse uma SBA (Sociedade dos Bookaholics Anônimos) eu me registraria e até contribuiria para as especificações dos tipos de leitor que constaria na carteirinha dos associados. Então, aí vai:

#5 Top Top: Tipos de leitor

1- Leitor Bombril: é aquele que assiste TV, conversa ao telefone, tuita e ainda consegue ler. Tem 1001 utilidades e faz tudo ao mesmo tempo.

2- Leitor Musical: é aquele que lê e batuca no ritmo da música que está ouvindo e ainda monta playlist para cada leitura.

3- Leitor Papagaio: é aquele que lê e fica o tempo inteiro contando o que está acontecendo.Quando junta com outros Leitores Papagaios dá vontade de matar.

4- Leitor Mágico: é aquele tipo que de repente faz aparecer, como mágica, um livro onde quer que o leitor esteja. Big bolsas são ótimas cartolas.

5- Leitor Ménage à trois: é aquele que se diverte com 2 ao mesmo tempo.

6- Leitor Antena: é o tipo que, mesmo concentrado na leitura, capta tudo que está acontecendo ao redor.

7- Leitor Fifi: é aquele tipo que sai espalhando aos quatro ventos tudo que acontece, inclusive as reviravoltas e o final da história. Também é conhecido como Leitor Fofoqueiro.

8- Leitor Túmulo: é aquele que tem tolerância zero com spoilers e guarda para si tudo que acontece. Seus maiores inimigos são os do tipo Fifi.

9- Leitor Ciumento: é aquele que lê, sai espalhando que tem o livro e que a história é boa, mas não empresta.

10- Leitor Mala: é aquele que insiste em fazer você ler um livro que não deseja, fazendo muita propaganda (falsa) da história.

11- Leitor Balde: é aquele que assim que um personagem perde um cílio já começa a chorar litros.

12- Leitor Z: é aquele tipo ansioso, que começa a leitura pelo final do livro. 

Pensando muito, tipo uns 3 segundos, listei os tipos de leitora que seriam colocadas na minha carteirinha: 2, 4, 8 e 9. E na sua? Quais seriam? Aceito ainda sugestões de novos tipos.

E ahhh... Não coloquei Leitora piriguete* ou Leitora Becky Bloom porque estas categorias já são default nas carteirinhas.

*: Pelo menos nas das garotas. Estão vendo como sou gente boa e humilde, garotos?  ;-)

domingo, 24 de julho de 2011

#69: Estrela Píer (Kamila Denlescki)

Postado por Luciana Mara às 17:55:00 17 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Lucia tem uma vida monótona e previsível até vencer o concurso mais cobiçado do momento. 
Não apenas ganha uma viagem para Londres, como também um jantar com o ator inglês Richard Clevehouse.

O que era sorte, entretanto, muda de cor. Richard, o belo ator de olhar sombrio, guarda um segredo: a vida de Lucia corre perigo. E ele fará de tudo para protegê-la, mesmo que, em troca, tenha de sofrer muito mais do que espera.

Das certezas, apenas uma: 
Não há para onde fugir!

Comentários: Este foi o primeiro livro que ganhei em sorteio. Fiquei muito feliz porque era um dos livros que estava na lista do DL que, ao contrário do mês passado, eu planejava cumprir.

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Vidrada e totalmente absorvida pela história. Foi assim que Lucia Píer Eli, uma bibliotecária de São Paulo de 18 anos, se sentiu ao ir ao cinema depois de vários anos sem frequentá-lo. Era impossível isso não acontecer, levando em conta quem era o ator principal do filme: Richard Clevehouse, o galã inglês do momento. A única coisa não agradável neste encontro tinha sido a companhia, Carlos, um aluno rico e chato do colégio em que Lúcia trabalhava. Ela não via a hora daquilo acabar. O encontro acabou, mas o ator do filme não saiu de sua cabeça.

Lucia morava com a irmã, Lara, e a avó, Marisa, a zeladora do prédio. Seus pais, Colin e Karen, haviam abandonado-a e fugido para Cartagena e Paris, respectivamente. Apesar disso, Lucia era uma garota feliz, vivendo tranquila e enfurnada nos livros.

Até que Ana, colega de serviço de Lucia, viu uma promoção imperdível em uma revista. A marca de xampu Sexy Diva levaria uma fã para Londres com tudo pago, para um jantar com Richard Clevehouse! Alguém conseguia acreditar naquilo? O ator que ela pesquisava no Google iria jantar com uma fã! Porém, realista como era, Lucia não acreditava que a sorte poderia lhe sorrir e achou melhor não participar. Mari, porém, discordava. Ela mandou o cupom por Lucia e adivinha? Ela foi sorteada!!!

Assim, ela foi para Londres, sozinha. Chegando lá, após encontrar o representante da marca de xampu, Lucia foi levada ao hotel onde ficaria hospedada. Cinco estrelas era pouco para descrever o lugar e como ela estava sendo tratada por todos. E já na primeira noite, ela descobriu que conheceria Richard.

Após ser empetecada pelo pessoal do Sexy Diva, Lucia foi ao jantar com o galã. Chegando lá, encontrou Win Dylan, segurança de Richard e funcionário da WardWade (onde Richard trabalhava) que, ao beijar sua mão, viu sua marca de nascença, aquela estrela perfeita que parecia uma tatuagem. Seu semblante mudou, ele parecia assustado e Lucia nada entendeu.

Apesar da situação estranha, enfim tinha chegado a hora da garota ficar de frente à Richard. Descabelado, lindo, musculoso, sorriso sedutor, um metro e noventa e um perfeito gentleman.  Ela só queria não se apaixonar...

Conversa vai, conversa vem até que, quando Lucia precisou ir ao banheiro, Richard viu sua marca. Duas pessoas já haviam reparado naquela estrela, coisa que ninguém no Brasil, a não ser Mari e Lara (que também tinha uma) tinham feito. Depois disso, tudo acontece. Richard, com ajuda de Robert, também ator e seu braço direito, fogem com Lucia sem dar nenhuma explicação para garota.

Porque ele a raptou e o que queria com ela? Qual era o papel da WardWade na história? Porque Richard parecia se importar tanto com ela, quando ela era apenas uma fã?

Descubra lendo Estrela Píer, onde muita ação, revelações e um pouco de romance te esperam.
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Já tinha lido diversas resenhas sobre este livro e todas diziam que havia uma grande reviravolta na história. Resultado: como já esperava este acontecimento, não me choquei ou espantei, só achei uma TREMENDA viagem.

O livro mudou de gênero! Era um romance e virou uma (selecione se quiser ver o spoiler) ficção científica muito loucona. Achei a idéia original, mas bem viajada.

Eu gostei das inserções de livros famosos no início da história e fiquei mais feliz ainda quando não li Orgulho e Preconceito e O Morro dos Ventos Uivantes, livros lindos, mas que estão sendo usados de forma abusiva em TODOS os livros lançados ultimamente.

Quanto aos personagens, tive vontade de estapear a Lucia em vários momentos. Ela fazia tudo que lhe mandavam e isto me irritou demais. Achei que ela aceitou tudo muito fácil. Imagina: seu mundo gira 180 graus você aceita e ainda (spoiler) vai cantar, feliz e saltitante para a plateia como se não tivesse escolha? (fim do spoiler) Preciso dar umas aulas de imposição de vontades para esta garota.

Na minha cabeça, inglês e descabelado, Richard Clevehouse era Robert Pattinson. Eu só o imaginava assim. Só faltavam vários músculos bem definidos (e dois caninos afiados, além do gliter, é claro). Eu gostei do galã, principalmente por ele se misturar entre mocinho e bandido. Adoro vilões (e várias vezes torço por eles – sou despirocada, galera!).

E o final? Eu pensei em alguns segundos se leria ou não o epílogo, afinal não sou fã de finais enigmáticos. Mas sou mais curiosa que determinada, e por isto li. Preferia não ter feito isto. Quando terminei pensei: cadê, cadê? Além de existirem pontas soltas, ainda terminou de um jeito que fiquei com a boca aberta. Aquele final pede uma continuação (que até hoje não sei se vai ter ou não). Ela existirá? Alguém sabe?



Este livro faz parte da lista do Desafio Literário (Clique no nome do desafio para conhecer a lista completa).

terça-feira, 19 de julho de 2011

#68: Uma Manhã Gloriosa (Diana Peterfreund)

Postado por Luciana Mara às 08:29:00 18 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Becky Fuller trabalha como produtora de um programa de televisão numa emissora local de Nova Jersey. Ela é despedida, mas vê seu sonho de trabalhar em Nova York se tornar realidade quando aceita um emprego no Daybreak, programa com péssimos índices de audiência, equipamentos ultrapassados e uma equipe excêntrica. Agora ela deverá salvar sua carreira, sua vida amorosa e, não nos esqueçamos, o Daybreak.

Comentários: Quando eu li 'Diana Peterfreund' na capa, o nome da autora da série Sociedade Secreta que eu tanto gosto, pensei: 'tenho que comprar/ler!'.

Depois da leitura, concluí: 'nunca julgue um livro pela autora (exceto quando se trata de Meg Cabot).'
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Becky Fuller tem uma vida amorosa desastrosa. Até mesmo seus encontros arranjados não dão certo, e são sempre interrompidos pelo toque constante de seu Smartphone*. Becky (cujo nome sempre lembra da minha musa das compras predileta) é uma workaholic, se dedicando 150% ao trabalho de produtora do programa Good Morning New Jersey da emissora local.

Mas ao contrário do que esperava, mesmo tendo seu trabalho e esforço reconhecido, ela foi demitida. A emissora estava reduzindo gastos para contratar um produtor sênior com formação empresarial e Becky foi a escolhida para rodar. Ela não tinha formação de jornalista, tendo abandonado a faculdade para se dedicar à carreira no Canal 9, o que estava fazendo desde então. Mas agora ela estava perdida, sem rumo, sem direção. Aquele programa era sua vida.

Ela tentou se reerguer, procurando emprego em vários programas de diferentes canais, mas sem um diploma era muito difícil alguém lhe dar uma chance. Até que recebeu o telefonema de Jerry, amigo de seu ex-chefe Oscar, agendando uma entrevista. 

Jerry ofereceu à jovem uma vaga de produtora chefe executiva do programa matinal Daybreak, cargo já recusado por 22 profissionais. O salário era horrível, as matérias eram medonhas, os âncoras Collen Peck e Paul McVee era insuportáveis, os equipamentos e as instalações eram de péssima qualidade, sem falar na audiência do programa que era praticamente inexistente. Mas ser produtora executiva era seu sonho, e ela enfrentaria qualquer coisa para voltar a produzir um programa, mesmo que ele fosse uma m#$%@. Jerry ligaria para dar a resposta se ela havia ou não sido aprovada.

Na saída da entrevista, Becky encontrou no elevador um tipão, um cara super simpático e bonito que puxou conversa com ela no momento que ele apareceu: Mike Pomeroy, seu ídolo jornalístico. Ela ficou desnorteada, elogiou o cara e só falou bobagens. Ele a ignorou. Seu comportamento foi seguido pelo aviso do tipão do elevador: este cara é um dos piores caras que existem. Becky não acreditou naquilo, afinal, ele era seu ídolo!!! Porém, era só esperar um pouquinho que ela acreditaria naquele cara...

Para alegria e alívio de Becky, Jerry ligou e a chamou para preencher a vaga. Após se mudar para uma caixinha de fósforo, vulgo apertamento em Nova York, a jovem tenta iniciar seu trabalho e transformações no Daybreak. Mas a equipe é tão excêntrica que ela não vê outra opção a não ser demitir o Paul McVee, para provar quem mandava ali. Mas como um programa, mesmo que tosco, pode ficar sem o âncora masculino? Após verificar várias fitas de testes e não encontrar ninguém, Becky lembra de alguém que está fora das câmeras: Mike! 

Depois de checar seu contrato, ela consegue levá-lo para o programa e é a partir daí que seus problemas começam: briga entre os âncoras, má vontade de Mike e reportagens horríveis com temas inúteis. Após a ameaça de Jerry, como salvar o programa que se não aumentasse a audiência acabaria e faria com que várias pessoas que trabalhavam atrás das câmeras ficassem desempregadas? Como salvar o programa e manter seu emprego?

Sua única válvula de escape era Adam Bennett, o tipão do elevador, com quem Becky começa a se envolver. Mas ela conseguiria sustentar um romance e seu emprego?



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Após a leitura fiz uma importante conclusão: pior que livros que viram filmes, são filmes que viram livros! Uma Manhã Gloriosa é um exemplo disso e digo isto ainda sem ter visto o filme.

Eu dormi no ônibus enquanto lia, eu DORMI!!! E eu nunca faço isto. O trajeto de volta para casa é sagrado para manter a leitura em dia, e como o livro não me empolgou, eu apaguei. O Mike é definitivamente um pé no saco e me entendiava horrores. Na verdade, a história me entediou muito.

A história poderia render um ótimo chick-lit, mas não foi o caso. Senti correria exagerada, poucas descrições e falta de exploração do romance. Digo isto porque o romance não ficou em 2º plano, ficou em 7º! 

O livro só trouxe uma lição: faça coisas malucas para segurar seu emprego. Eu queria que a Becky tivesse voltado para faculdade de jornalismo ou até mesmo feito um curso para dar bom exemplo, sabe? Exemplo de como é importante estudar para se dar bem na vida, mas nem isso. 

Eu acho que a história deveria ficar onde começou: apenas num filme, porque acabei de ver o trailer e fiquei com vontade de assisti-lo. Parece ser legal (apesar de serem as mesmíssimas falas do livro, que é tão sem graça).


Será que o problema foi a Diana Peterfreund? Será que foi a história que não nasceu para ser impressa? Esta é uma pergunta que gostaria de saber a resposta.

*Recuso-me a ficar fazendo propaganda de uma marca da celulares, a PretoBerry, como foi feito durante TODO o livro ¬¬

sexta-feira, 15 de julho de 2011

(Como se comportar na estreia de Harry Potter)^(-1)

Postado por Luciana Mara às 10:13:00 21 comentários Links para esta postagem
Como todos estão com a cabeça em Hogwarts e não aqui, resolvi fazer um roteiro de como se comportar no cinema durante esta importante sessão. Ligue o piloto automático e siga a risca as recomendações. Este guia garantirá que sua ida ao cinema seja um sucesso^(-1).


Vale destacar que as dicas são válidas SEMPRE.  
  • Pague sua entrada e de todos seus acompanhantes com moedinhas. O caixa do cinema e todas as pessoas atrás de você na fila vão adorar ficar esperando vocês contarem o dinheiro
  • Enquanto paga, deixe seu(sua) irmão(irmã) na fila de entrada guardando o seu lugar, da sua mãe, pai, tio, prima, avó, todos os amigos, periquito e papagaio que só vão aparatar no cinema em cima da hora do filme.
  • Compre o maior balde de pipoca e coma tudo na fila, deixando muitas pipocas caírem no chão. O pessoal da limpeza vai adorar! Só se certifique que acabará com a pipoca até o início da sessão. Você precisará do balde para aparar as lágrimas, já que de acordo com a crítica, você chorará litros.
  • Lá dentro, você e sua gangue, sentados no meio do cinema devem colocar as réplicas do chapéu seletor. As pessoas atrás de você adorarão ver vários cones na frente delas. Pelo menos elas não ficarão desidratadas de tanto chorar, já que não verão o filme. Dê esta dica a eles.
  • Assim que a sessão começar, faça bastante barulho comendo e abrindo latas de refrigerante. Você comeu sua pipoca há tempos e precisará se alimentar novamente. Barulho de comida é relaxante! Seus vizinhos de poltronas adorarão.
  • É claro que sua tia levará o bebê que tem medo de escuro para o cinema. Tudo bem que ele chorará o filme inteiro, mas sua tia queria ver o filme na estreia! O que ela poderia fazer?
  • Grite toda vez que seu personagem preferido aparecer.
  • Anuncie em alto e bom som TODOS os acontecimentos. Seus colegas de sala de cinema adorarão saber o que vai acontecer e não ficarão ansiosos assistindo do filme. 
  • Faça um escândalo e chore alto. Todo mundo precisa saber o quanto você está triste.
  • Vá ao banheiro toda hora. O que são estes minutos perdidos? Uma horcrux pode ser encontrada, um dos seus personagens preferidos pode morrer... Não tem importância não assistir.
  • Ao final do filme, no corredor da sala do cinema, saia empurrando as pessoas. Confunda a saída com jogo de boliche, onde o objetivo é derrubar o máximo de pessoas possível.
  • Ao sair da sala, pare próximo às pessoas que estão na fila para assistir a sessão seguinte. Conte todos os acontecimentos, descrição das cenas e mortes dos personagens. Elas vão ADORAR
Seguindo as minhas dicas, esta será mesmo uma sessão inesquecível (principalmente para os outros espectadores, que terão a PIOR sessão de cinema da vida)!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

#67: Como se livrar de um vampiro apaixonado (Beth Fantaskey)

Postado por Luciana Mara às 13:04:00 20 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Casar-se com um vampiro certamente não estava nos planos de Jessica Packwood para seu último ano escolar. Mas quando um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada, dizendo que Jessica pertence à realeza vampírica e está prometida em casamento a ele, futuro líder do clã mais poderoso dos vampiros, ela é obrigada a rever seus conceitos. Se a garota ainda nem beijou na boca, como pode sequer pensar em um compromisso eterno? Armada com uma autoconfiança recém-adquirida, Jessica passa por uma transformação drástica de adolescente nerd americana para princesa vampira europeia nessa sátira cheia de reviravoltas e surpresas.

Comentários: Quando eu pensava que já conhecia todas as histórias de vampiros lançadas nos últimos tempos e estava decidida a aposentar este tema, li Como se livrar de um vampiro apaixonado. E a única coisa que posso dizer é: ADOREI e mal posso esperar a continuação.
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Jessica Packwood esperava o ônibus escolar para ir ao primeiro dia de aula quando o viu. Parado do outro lado da estrada, sob uma árvore e com uma capa preta, estava um rapaz misterioso. Jess se sentia vulnerável naquela estrada deserta no interior da Pensilvânia, onde morava com seus pais, quando o estranho começou a caminhar em sua direção. O ônibus chegou e ela o ouviu pronunciar ‘Antanasia’, seu antigo nome. Aliviada, ela entrou no escolar.

Já na escola, Jess estaria a salvo. Ela só desejava ter uma vida tranquila, conversar com sua amiga Mindy, participar da olimpíada de matemática e iniciar o namoro com Jake, que pelo visto também estava interessado nela. 

Mas isto não aconteceria, pois ele, o cara do ponto de ônibus estava na sua sala (de literatura, não de biologia – comemorem \o/). Aquela voz profunda com sotaque europeu que ela ouviu pronunciando ‘Anastacia’ era inconfundível. Tá, ele era misterioso e tudo mais, mas era um gato, e isto era impossível negar. Ele chamava Lucius Vladescu. Tinha nome, porte e tudo mais que seu status de nobre exigia. 

De acordo com Mindy, ele estava deixando Jess mais seca que uva-passa de tanto que a olhava. O que intrigava a garota era o fato dele conhecer seu nome antigo, Anastacia Dragomir, nome abandonado há muito tempo, quando a garota nascida na Romênia foi adotada e levada pelos pais aos Estados Unidos. 

Quando a mãe de Jessica chegou para buscá-la após o fim da aula, Mindy abriu o bocão e disse que Jess estava namorando e não era Jake, mas sim o garoto novo que tinha lambido os lábios quando Jess se cortou e ele viu o sangue. Isto foi o suficiente para fazer sua mãe querer saber mais sobre o rapaz. Neste momento, Jessica o avistou, disse seu nome e o apontou para a mãe. Ela parou a Kombi, desceu e foi direto em sua direção falando baixo o suficiente para que Jess não pudesse escutar nada. Foi então, que ao retornar, sua mãe disse que, junto do pai, eles teriam uma conversa muito importante, antes que Lucius chegasse para jantar, para desgosto de Jess.

Mas o rapaz chegou cedo e cobrou bons modos da noiva (assunto me perseguindo). Noiva? Como assim noiva??? Quem era aquele louco e o que ele queria com ela?

Em choque, ela ainda soube mais: que era uma princesa vampira, assim como Lucius, e que estavam prometidos em casamento desde o nascimento por um pacto selado entre seus pais que garantiria a união e a paz entre os clãs de vampiros mais poderosos da Romênia. O casamento deveria ocorrer assim que a garota alcançasse a maioridade, fato que estava para acontecer naquele ano.

E o pior para Jessica foi saber que seus pais sabiam disso e que não impediriam que isto acontecesse, e ainda por cima hospedariam Lucius em casa!

Assim, enquanto Jessica tinha que suportar o assédio e investidas do vampiro gostosão ora grosso, ora gentil que estava se adaptando a vida naquela cidade, e vê-lo atrapalhar suas investidas em Jake, ela descobriu que seu corpo e sua mente estavam sofrendo mudanças.

Continuar com sua vida de garota do interior e seu namoro com Jake ou arriscar com Lucius? E quando ela muda de opinião, Lucius após se corresponder com o rígido tio que o educou, modifica seus objetivos e se aproxima de Faith, a típica líder de torcida.

E como isto vai acabar e outras dezenas de acontecimentos, descubra devorando Como se livrar de um vampiro apaixonado.
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Já disse e reafirmo: ADOREI a história! Divertida, com tiradas sarcásticas, várias surpresas e reviravoltas. Eu me via rindo sozinha e doida para saber como seria o desfecho desta história.

Ok! A história é clichê, mas a leitura é deliciosa: vampiro que tenta conquistar a mocinha do colegial, que desta vez faz parte da trupe sobrenatural também (mesmo que na maior parte do tempo negue que vampiros existam). Eu comecei a ler e só me dei por satisfeita quando terminei não só o livro, mas os capítulos extras disponíveis online AQUI. Mas vai ter mais! Há previsão de lançamento de Jessica Rules the Dark Side, o 2º volume, nos EUA em 2012 (no Brasil, lança quando Deus quiser).

E, por favor, Antanasia? Desculpe Beth, mas para mim este nome é ingolível. Na minha cabeça era Anastacia e pronto! Muito mais bonito e não lembra anta. ¬¬

Eu gostei da Jessica/Anastacia. Ela é forte, engraçada e quando tem que tomar uma decisão importante se arrisca e vai em busca do que quer. Sua personalidade ganhou comigo pontos perdidos pelo seu nome antigo horrível.

Como não podia deixar de ser, piriguetei total pelo Lucius. Ele teve uma criação difícil então não critico suas atitudes e temperamento. Tive pena e fui totalmente solidária a ele quando decidiu de distanciar, mas sorry, eu não engolia ele com a Faith. Vontade de socá-los era mato! Também me divertia horrores com as cartas que ele mandava para o tio.

E o final? Super fofo! O livro entrou para a lista dos que vão ser relidos um dia. O problema é achar o dia. Vira-tempo, cadê você?


terça-feira, 5 de julho de 2011

#66: A mediadora (Meg Cabot)

Postado por Luciana Mara às 10:56:00 22 comentários Links para esta postagem

Tive overdose de Meg Cabot. Foram 8 livros dela em um mês (esta série, Quando cai o raio e Sendo Nikki). Rehab urgente!!!

Eu não avisei que este post seria enorme? Se preparem!
Mas como eu sou legal, fiz um resumo sobre o que se trata a história e depois falei especificamente de cada livro. Se quiser manter o enredo de cada volume em segredo, ou ficar com preguiça, vá direto para os comentários. Eu facilito demais a vida das pessoas tsc, tsc, tsc... Mereço um prêmio! (Olhe nos meus desejados do Skoob =P)
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Suzannah Simon acabou de mudar para Carmel, Califórnia, um lugar de céu azul e limpo, completamente diferente do Brooklyn, Nova York, onde morava com sua mãe.

E foi por sua mãe que Suze mudou para longe, deixando para trás tudo que conhecia, e principalmente Gina, sua melhor amiga. E o motivo da mudança? Casamento (vira e mexe este assunto vem à tona agora tsc, tsc, tsc...)! Sua mãe, agora repórter do jornal local, se casou com Andy, um cara super simpático, que cozinhava (ensina para o Léo), tinha seu próprio programa de TV e três surpresinhas bagunceiras: Dunga, Soneca e Mestre, seus filhos. Estes foram os apelidos dados por Suze aos seus meio-irmãos Brad, Jake e David, respectivamente.

Mas pior que aprender a conviver com a nova família era ter que dividir seu quarto não com um dos seus meio-irmãos, mas sim com Jesse, um fantasma gato/latino que morreu lá há 150 anos. Pelo menos era isto que Suze achava, até começar a se apaixonar por ele.

E Suze via fantasmas porque era uma Mediadora. Quando criança ela descobriu seu ‘dom’, mas só o entendeu quando seu pai, que morreu de ataque cardíaco quando ela tinha 6 anos, apareceu para ela. Suzannah tinha função de ajudar os fantasmas a resolverem suas pendências neste mundo, mas esta não era uma tarefa nada fácil, e frequentemente ela resolvia tudo do seu jeito preferido: na base da porrada (ela é prima da Jessica, só pode). Mas este método não era aprovado por Padre Dominic, diretor da Escola Junípero Serra onde Suze estudava, que também era um mediador e que passou a ajudar a garota em suas missões.

Além de se adaptar à nova família, nova cidade e novos amigos, Suze tinha uma nova missão: enfrentar e expulsar de sua escola o fantasma de Heather, uma garota que se matou por causa do namorado e que estava doida para fazê-lo juntar-se a ela na outra vida. O fato de Suze ter sido convidada para um encontro com o garoto não ajudava em nada. Enquanto isto ela descobre que estava se apaixonando pelo fantasma que assombrava seu quarto, Jesse. É importante ressaltar que os mediadores podem tocar os fantasmas e vice-e-versa. Hummm...

Suze acabou de fazer amizade com um garoto rico da cidade, Tad Beautmont, filho de um importante investidor. O fato de ela estudar, han... digamos, línguas com ele estava deixando Jesse enciumado. Enquanto isto, Suze tinha que descobrir quem era a fantasma que a acordava a noite pedindo para ela dar um recado para um tal de Red. Com ajuda de Cece e Adam, seus amigos da Califórnia, Suze descobre que por trás desta história podem existir diversos assassinatos, e que estes crimes podem estar ligados à família de Tad, seu paquera.

Gina, amiga de Suze, foi passar uns dias com ela em Carmel. Descoladíssima, ela atraia a inveja das garotas e o coração dos meio-irmãos de Suze, fato totalmente sem explicação para a garota. E foi voltando da praia com a amiga, que Suze viu um grupo de 4 adolescentes roubando cervejas no mercado. E se só ela os enxergava, o que significava? Que eles eram fantasmas, claro! Portanto, ela não via outra saída a não ser ajudá-los, tendo total cobertura da amiga. E, para proteger Michael Meducci, um nerd colega de sala que se envolveu no acidente que matou os jovens, Suze finge estar apaixonada pelo rapaz, causando muita confusão, sendo ajudada sempre pelo Padre e por (aiii....) Jesse.

Estudar ou trabalhar nas férias? Suze fica com a segunda opção e por isto começa a trabalhar de babá num hotel. E foi assim que conheceu Jack, um garotinho com problemas de relacionamento, e Paul, seu irmão mais velho gato que logo desenvolveu uma paixão totalmente platônica por Suzannah. Enquanto isto, a ex-noiva de Jesse, Maria da Silva, aparece para Suze, ordenando que ela pare as escavações que Andy vinha fazendo para a construção de uma piscina no quintal da casa. Suze fica com medo que eles encontrem o corpo de Jesse,  que esta seja a sua última pendência e que ele vá embora. Mas Jack faz uma burrada e adianta o processo. E Suze só pensa em uma coisa: como resgatar Jesse? Cena hiper-mega-ultra-fofa no final.

Nada de vida mole para Suze, porque Paul, aquele que ela conheceu no hotel, está de volta, ainda mais obcecado por ela e agora também estudando no Junípero Serra. Como se não bastasse ele estar constantemente em seus pesadelos... Mas nem tudo são flores, porque ele quer ficar com ela, entretanto quase a matou. Paul também é um mediador, mas um mediador sombrio e com pensamentos ruins. Como se não bastasse, Suze tem que resolver os problemas de Neil, amigo de seu meio-irmão Jake, que estava sendo assombrado por seu irmão. Enquanto enfrenta Paul, Suze tenta entender o que aconteceu com Jesse, e porque depois do que aconteceu entre eles, ele está tão distante.

E o último livro! #chora. Com as orientações tortas de Paul, Suze descobre que seus poderes vão além de ajudar os fantasmas. E logo ela começa a maquinar uma forma de resolver seus problemas com Jesse, que agora resolveu mudar para escola, e não assombrar mais o quarto da ‘namorada’. Mas Paul estava sendo mais esperto. Através dos livros do seu avô, também mediador, ele percebeu que poderia voltar no tempo e alterar os fatos. Assim, ele salvaria Jesse de seu assassinato. Se ele não virasse fantasma, ele não conheceria Suze, que poderia finalmente ser de Paul. Mas a garota não deixaria por menos. Ela viaja para época de Jesse, mas fica dividida: salvar seu amor e deixá-lo viver no seu tempo, ou deixá-lo morrer para que eles se conhecessem? E o que Jesse escolheria?

Descubra lendo!!!
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A série é deliciosa! Eu li os seis livros seguidos, porque assim que terminava um ficava desesperada/louca/ maluca para saber o que aconteceria com um dos casais literários mais fofos: Suze e Jesse.

E por um lado a leitura ininterrupta da série foi boa porque eu não me perdia nos detalhes. Mas por outro, pelo menos nos três primeiros livros, haviam repetições de explicações sobre a nova cidade, a nova família, o ‘dom’ tudo de novo, como que para refrescar a cabeça do leitor, o que era um pouco incômodo. Mas de forma alguma isto chega a matar a gente de raiva como em The House of Night. Por isto, a partir de agora, para não morrer de ansiedade, resolvi só começar uma nova série da Meg se ela já tiver saído toda no Brasil (me lembrem disso!).

E eu comparo a série A mediadora com Smallville ou Supernatural nas primeiras temporadas. Nestes seriados, cada um dos capítulos das primeiras temporadas dão enfoque a uma história que será resolvida pelos protagonistas até o final dos 40 minutos. A estes elementos são inseridas pedacinhos de histórias dos personagens principais que vão se somando, somando até dominar as temporadas finais. Assim aconteceu nesta série. A partir do volume 4 os problemas giravam mais em torno de Jesse/Suze do que dos fantasmas que pediam ajuda.

A Suze tem seus momentos piriguetes. Por mais que ela gostasse do Jesse, ela sempre ficava encantada com um ou outro garoto. E isto ia me deixando agoniada porque eu queria que ela ficasse com meu fantasma favorito logo. Outra coisa bacana é que ela é uma personagem forte, decidida, destemida e engraçada. Em várias passagens eu dava gargalhada da sua inexperiência e safadeza (contraditório, não?).

O Jesse é um fofo! Quando ele chamava a Suze de Hermosa eu me derretia. Adorava as cenas que ele ficava com ciúme da Suze.

E o final? Acho que a Meg não poderia ter escrito um final melhor. Teve ação, drama, romance... Havia um boato de que sairia um sétimo livro, mas nada se confirmou. Eu até prefiro que não haja. Acho que não se deve mexer em time que está ganhando e o final foi fofo e perfeito.

E eu comprei a série na edição vira-vira da Saraiva. A qualidade é inferior, mas compensa (e muito) no preço. Super recomendo o investimento!
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