terça-feira, 19 de julho de 2011

#68: Uma Manhã Gloriosa (Diana Peterfreund)

Postado por Luciana Mara às 08:29:00

Sinopse: Becky Fuller trabalha como produtora de um programa de televisão numa emissora local de Nova Jersey. Ela é despedida, mas vê seu sonho de trabalhar em Nova York se tornar realidade quando aceita um emprego no Daybreak, programa com péssimos índices de audiência, equipamentos ultrapassados e uma equipe excêntrica. Agora ela deverá salvar sua carreira, sua vida amorosa e, não nos esqueçamos, o Daybreak.

Comentários: Quando eu li 'Diana Peterfreund' na capa, o nome da autora da série Sociedade Secreta que eu tanto gosto, pensei: 'tenho que comprar/ler!'.

Depois da leitura, concluí: 'nunca julgue um livro pela autora (exceto quando se trata de Meg Cabot).'
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Becky Fuller tem uma vida amorosa desastrosa. Até mesmo seus encontros arranjados não dão certo, e são sempre interrompidos pelo toque constante de seu Smartphone*. Becky (cujo nome sempre lembra da minha musa das compras predileta) é uma workaholic, se dedicando 150% ao trabalho de produtora do programa Good Morning New Jersey da emissora local.

Mas ao contrário do que esperava, mesmo tendo seu trabalho e esforço reconhecido, ela foi demitida. A emissora estava reduzindo gastos para contratar um produtor sênior com formação empresarial e Becky foi a escolhida para rodar. Ela não tinha formação de jornalista, tendo abandonado a faculdade para se dedicar à carreira no Canal 9, o que estava fazendo desde então. Mas agora ela estava perdida, sem rumo, sem direção. Aquele programa era sua vida.

Ela tentou se reerguer, procurando emprego em vários programas de diferentes canais, mas sem um diploma era muito difícil alguém lhe dar uma chance. Até que recebeu o telefonema de Jerry, amigo de seu ex-chefe Oscar, agendando uma entrevista. 

Jerry ofereceu à jovem uma vaga de produtora chefe executiva do programa matinal Daybreak, cargo já recusado por 22 profissionais. O salário era horrível, as matérias eram medonhas, os âncoras Collen Peck e Paul McVee era insuportáveis, os equipamentos e as instalações eram de péssima qualidade, sem falar na audiência do programa que era praticamente inexistente. Mas ser produtora executiva era seu sonho, e ela enfrentaria qualquer coisa para voltar a produzir um programa, mesmo que ele fosse uma m#$%@. Jerry ligaria para dar a resposta se ela havia ou não sido aprovada.

Na saída da entrevista, Becky encontrou no elevador um tipão, um cara super simpático e bonito que puxou conversa com ela no momento que ele apareceu: Mike Pomeroy, seu ídolo jornalístico. Ela ficou desnorteada, elogiou o cara e só falou bobagens. Ele a ignorou. Seu comportamento foi seguido pelo aviso do tipão do elevador: este cara é um dos piores caras que existem. Becky não acreditou naquilo, afinal, ele era seu ídolo!!! Porém, era só esperar um pouquinho que ela acreditaria naquele cara...

Para alegria e alívio de Becky, Jerry ligou e a chamou para preencher a vaga. Após se mudar para uma caixinha de fósforo, vulgo apertamento em Nova York, a jovem tenta iniciar seu trabalho e transformações no Daybreak. Mas a equipe é tão excêntrica que ela não vê outra opção a não ser demitir o Paul McVee, para provar quem mandava ali. Mas como um programa, mesmo que tosco, pode ficar sem o âncora masculino? Após verificar várias fitas de testes e não encontrar ninguém, Becky lembra de alguém que está fora das câmeras: Mike! 

Depois de checar seu contrato, ela consegue levá-lo para o programa e é a partir daí que seus problemas começam: briga entre os âncoras, má vontade de Mike e reportagens horríveis com temas inúteis. Após a ameaça de Jerry, como salvar o programa que se não aumentasse a audiência acabaria e faria com que várias pessoas que trabalhavam atrás das câmeras ficassem desempregadas? Como salvar o programa e manter seu emprego?

Sua única válvula de escape era Adam Bennett, o tipão do elevador, com quem Becky começa a se envolver. Mas ela conseguiria sustentar um romance e seu emprego?



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Após a leitura fiz uma importante conclusão: pior que livros que viram filmes, são filmes que viram livros! Uma Manhã Gloriosa é um exemplo disso e digo isto ainda sem ter visto o filme.

Eu dormi no ônibus enquanto lia, eu DORMI!!! E eu nunca faço isto. O trajeto de volta para casa é sagrado para manter a leitura em dia, e como o livro não me empolgou, eu apaguei. O Mike é definitivamente um pé no saco e me entendiava horrores. Na verdade, a história me entediou muito.

A história poderia render um ótimo chick-lit, mas não foi o caso. Senti correria exagerada, poucas descrições e falta de exploração do romance. Digo isto porque o romance não ficou em 2º plano, ficou em 7º! 

O livro só trouxe uma lição: faça coisas malucas para segurar seu emprego. Eu queria que a Becky tivesse voltado para faculdade de jornalismo ou até mesmo feito um curso para dar bom exemplo, sabe? Exemplo de como é importante estudar para se dar bem na vida, mas nem isso. 

Eu acho que a história deveria ficar onde começou: apenas num filme, porque acabei de ver o trailer e fiquei com vontade de assisti-lo. Parece ser legal (apesar de serem as mesmíssimas falas do livro, que é tão sem graça).


Será que o problema foi a Diana Peterfreund? Será que foi a história que não nasceu para ser impressa? Esta é uma pergunta que gostaria de saber a resposta.

*Recuso-me a ficar fazendo propaganda de uma marca da celulares, a PretoBerry, como foi feito durante TODO o livro ¬¬

18 comentários:

Nanda disse...

Ei Lu,

Adoro suas resenhas ^^
Eu tinha muita vontade de ler este livro por causa da autora tbm, a Lu acho que falou muito bem dele tbm se não me engano rs.

Mas vc falou a frase da qual estou correndo "filmes que viram livros" estou traumatizada depois de A garota da capa vermelha e pelo jeito este vai pelo mesmo caminho. Vou passar :P

bjo
Nanda

Nina Tavares disse...

Oi Lu!

Adoro suas resenhas, são sempre bem-humoradas, mesmo quando o livro não ajuda!
Sabe que eu quase comprei esse livro semana passada, ele estava muito barato no Submarino, mas acabei escolhendo Pequena Abelha, de Chris Cleave. Agora sinto que fiz um bom negócio...

B-jusssss! ♥

Lu disse...

Lulu,

eu achei o livro tão legal, gostei dele principalmente por ter sido rápido, kkkk.
Estou doida para ler a série juvenil da Diana que esqueci o nome (esse mesmo que você está pensando, kkk). Ainda não comprei pq é bem caro, ¬¬

beijos. ^^

c8ris disse...

poxa o filme parece tao legal ^^ pena mesmo eles acham que qualquer coisas vende

Julia G disse...

UIAhauihUIA
Lu, nem tinha ouvido falar desse livro, mas com certeza vou tentar passar longe dele depois de ler sua resenha. Também uso meu tempo de ônibus para colocar as leituras em dia, e já ando tão cansada, que se pegar um livro desse vou pagar até mico!

Beijos
Conjunto da Obra

Vanessa disse...

Hey (:
Sinceramente, eu não tinha vontade de ler esse livro e nem de ver o filme, depois da sua resenha então, argh UAHSAUHSU Dormiu no ônibus enquanto lia? Meldels, o livro tinha que estar ruim mesmo. Sempre que posso leio no ônibus também, é bacana UAHSUAHSUA

Beijos, Vanessa.
This Adorable Thing

Kellen Baesso disse...

Estou com o fime em casa, vou tentar ver logo, pois parece divertido. Mas isso de filme virar livro acho que não dá muito certo.
Esperava mais do livro, até está na lista de desejos, mas não tenho muita pressa, não.
Adorei a resenha e também não gosto de muita propaganda, ainda mais em livro. Cruzes, se a moda pega.
Beijos

Nataly Gonçalves disse...

Lu, pelo jeito é melhor só assistir o filme mesmo e deixa para comprar o livro qd tiver um super promo ou ler em e-book. E acho que filmes que viram livros não dá muito certo, acho que só o livro A última música foi melhor que o filme.

ʆɛtíciɑ iɑucɦ รwiԲt disse...

Nossa Lu, sério que é ruim? =/
A história parece ser legal, enquanto eu lia seu resumo pensei "Poxa, não pode ser tão ruim...", mas acho que o que pecou foi a narrativa escorrida e os personagens ruins né?
E também, se eu tinha alguma esperança com o livro, ela se esvaiu depois que você disse que o livro é uma adaptação do filme. Não vejo como um negócio desses pode ser realmente bom rsrs
Vou mesmo é ficar só com o filme - que parece ser muito divertido - e deixar o livro-sonífero pra lá SUAHUSUHA

Bjoos'
Lets

Aline disse...

Muita gente fala dessa autora por causa da Sociedade Secreta, que eu ainda não li :(.
Eu ainda não conhecia esse livro, não faz muito meu estilo e ainda bem que li sua resenha, odeio propagandas! O livro vou deixar para lá, mas fiquei curiosa com o filme! Bjs

Isa Pina disse...

Que pena que o livro não é bom, mas quase nunca dá certo esses livros baseados em filmes, né? O jeito é deixar só na tela grande mesmo... :/. Fiquei surpresa quando você disse que dormiu lendo, o livro deve ser chato mesmo... nem quando eu estou morrendo de sono faço isso (a não ser que o livro seja chato assim). Eu tinha ouvido alguns elogios e a história parecia ser bacana... mas vou ficar só no filme mesmo, eu gosto da Rachel McAdams :)
Beijos,
Isa Pina ~ portal dos livros

Carissinha disse...

Eu também não acho que livros baseados em filmes são muito bons.
Não fiquei com nenhuma vontade de ler esse livro depois da sua resenha.

Beijos!

Bom final de semana.

PS - Te citei em algo que escrevi lá no blog.

Cacá SS disse...

Ih, livro que te faz dormir não dá! rs
Vou assistir o filme e, se gostar, talvez pense em ler o livro
Mas adorei a resenha, super divertida!

Beijos


Cacá
*Meus Discos e Livros e Tudo o Mais*

Luana Farias disse...

Menina já tina ouvido/lido falar desse livro, parece que é bom adorei a temática, tambem sou Lu, que legal ne?

Bjs

@whosthanny disse...

Ainda não li nenhum livro da autora pra poder comparar, mas fico grata por sua resenha ser tão sincera. O filme parece ser mesmo muito legal e tem a Rachel McAdams *-* Quais outros filmes viraram livros? Só lembro de A Garota da Capa Vermelha que foi bem fail e acho que Garota Infernal... acho que sua teoria está certa.

xx thanny in wonderland

Cíntia Mara disse...

Eu sempre julgo livros pelo autor. Se gosto muito de um, já vou correndo comprar o resto. Mas acho que nunca tive uma decepção muito grande. (Mentira, teve um fim de série que me fez chorar de raiva. Mas aí ela resolveu escrever mais um, que será lançado ano que vem, e eu estou na esperança de que seja menos frustrante.)

Não sabia que esse livro tinha vindo de um filme. Pensei que fosse o contrário.
E não acredito que você dormiu! Hahaha, acho que vou comprar pra quando estiver com insônia, quem sabe?!

Bjs

Caline disse...

Oi lu, sempre quis ler algum livro da Diana mas nao sabia quality escolher, depois dessa sua resenha super sincera percebi que devo passar bem longe desse livro e pelas criticas que eu li por aí eh bom voce se manter longe do filme porque ele parece ser um pé no saco tambem e provavelmente fara voce dormir por duas semanas initerruptas.
Bjs.

Salomé Fernandes disse...

Acabo de ler uma resenha e fiquei empolgada de ler o livro, aí li a sua. haha E agora? Gosto da Diana Peterfreund e quando fala para não julgar o livro pela autora fiquei com medo!
Vou assistir o filme no final das contas.. vai que eu goste!

beijos;*
Delírios de Salomé

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