quarta-feira, 31 de agosto de 2011

‘Perdoa-me pai, eu ganhei'- Agosto (2011)

Postado por Luciana Mara às 20:09:00 25 comentários Links para esta postagem
Eu sou uma pessoa completamente decidida. Em algum ponto da minha vida decidi:
  • Cursar Comunicação social/Publicidade
  • Cursar Arquitetura
  • Cursar Engenharia
  • Cursar Biologia
  • Cursar Economia.
E parando para pensar, eu bem que gostaria de ter cursado publicidade! Eu gostaria mesmo de criar uma propaganda do BlasterCard.

Cara de travessa...
...Maquinando....
...Pimba! Uma propaganda destas se encaixa perfeitamente do Perdoa-me pai, deste mês.

Assim...

A Agência de Publicidade Luciana Watermelon Necklace apresenta:

Propaganda do cartão de crédito 

Sair com as amigas para o cinema - assistir a HP de novo - e uma delas a incentivar a ir para o Rio:
R$ 30,00

Passagens de avião:
R$ 200,00

Hospedagem:
R$ 250,00

Fazer uma ligação interurbana para São Pedro pedindo para ele fugir do Rio nos dias que você estiver lá:
R$ 60,00

Roupas para calor (para você que foi congelar no Sul e não pode aproveitar nada que usou lá):
R$ 300,00

Ingresso para a Bienal do livro:
R$ 12,00

Passeios, jantares e visita a pontos turísticos do Rio:
R$ 250,00

Disfarce de lixeiro para poder recolher toda a papelada (marcadores) que distribuírem no único dia da Bienal que vai (ou então suas amigas te matam por não pegar nada):
R$ 80,00

Futuras compras de livros na Bienal:
R$100,00

Fazer aniversário no único mês do ano que não se pode comprar (leia-se: falida) e ter sorte de ganhar dois sorteios, não tem preço.

A Moreninha (Miloca)
O Filósofo e o Imperador (Kellen)
Nudez Mortal (Lívia)
A Vidente (Sanzinha)
Quarto, Identidade Roubada, Sou Louco por Você *
Ladrões de Elite (Sorteio da Nataly)**
O que falta ao tempo (Sorteio da Nanda)**

Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existem o BlasterCard, aceito da companhia telefônica do Além até as melhores livrarias.

*Livros que comprei no final de Julho e chegaram em Agosto. Este mês não comprei nadinha \o/
**Ainda não recebi, mas ganhei!
Ps.: Espero que tenham notado o título do post ¬¬

terça-feira, 30 de agosto de 2011

#75: A Moreninha (Joaquim Manoel de Macedo)

Postado por Luciana Mara às 21:50:00 17 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: A Moreninha
Autor: Joaquim Manoel de Macedo
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 184

Comentários: Sabe quando as coisas se encaixam bem e de forma inesperada? Foi isto que aconteceu com A Moreninha, livro que ganhei de presente de aniversário da Miloca (obrigada!) lá de Teresina (PI) e que chegou no dia exato do meu aniversário. Coincidência ou não, o livro correspondia ao tema do DL deste mês (obrigada²).

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Augusto, Filipe, Leopoldo e Fabrício eram amigos, farristas e estudantes de Medicina. O grupo passava o tempo se dedicando mais do que aos estudos, aos romances. Dentre eles, pode-se destacar Augusto que tinha como lema amar a TODAS as mulheres, fossem elas morenas, pálidas ou rosadas.

Um feriado, o dia de Sant'Ana, estava chegando e, dentre muitas conversas (que eu não entendi metade), Filipe convidou os amigos para acompanhá-lo à ilha de... para se hospedarem na casa de sua avó Sra. D. Ana. Fabrício e Leopoldo logo foram favoráveis a ideia, mas Augusto não, uma vez que não conhecia a senhora da casa. Mas foi apenas mencionar uma palavra que ele mudou de ideia: moças. Ele não resistia a elas, e após saber que as primas e a irmã de Filipe estariam lá, logo o rapaz se animou. 

Augusto iria viajar para se divertir, mas Filipe esperava mais dele. Filipe era audacioso! Além de dizer ao companheiro que, inicialmente havia negado a viajar, se divertiria na ilha de... com as moças que lá se hospedariam, Filipe afirmava que Augusto voltaria apaixonado e ficaria assim por muito tempo. Após discussões e argumentos eles resolveram fazer uma aposta. O perdedor teria que escrever um romance! O fim da aposta se daria um mês depois de selado o acordo.

Passou-se o tempo. Logo antes de viajar Augusto recebeu uma carta de Fabrício. Fabrício que estava de romance com Joana, uma das primas de Filipe, pediu que Augusto lhe auxiliasse a terminar o compromisso. Joana exigia muitas cartas, muitas idas à porta da sua casa, além de acabar com o dinheiro do pobre rapaz. Augusto apenas riu e ficou de conversar com Fabrício na ilha de...

No dia da viagem, ao contrário dos amigos, Augusto não quis cabular aula e chegou sozinho à ilha, mais tarde que os outros. Lá encontrou as primas de Filipe e sua irmã D. Carolina, uma menina travessa que ainda não tinha completado 15 anos. Ela fazia graça, questionava os convidados e corria por aí. Era como beija-flor, que mudava de posição a cada momento, mas aos olhos de Augusto, que até aquele momento só tinha conseguido conversar com as senhoras (leia-se velhas) da ilha, ela era uma garota feia.

E a propósito, Augusto se negou a cumprir o que Fabrício pediu e por isto seu amor para com todas as mulheres foi revelado, causando certo desconforto entre os convidados e divertimento de D. Carolina, a levada da breca (parente distante da Punky Brewster).

Após o entrosamento inicial, os convidados foram passear na ilha. Augusto se viu acompanhado da Sra. D. Ana, dona da casa. Após questionado, ele contou suas histórias de amor, suas desilusões com as mulheres a quem entregou seu coração no seu casamento de mentira há 7 anos atrás, quando tinha apenas 13, com uma garota de 7 anos que prometeu amar para sempre e se casar de verdade, mas cujo nome não sabia. Toda a história foi ouvida por alguém que não quis se identificar.

Já em casa, aconteceram muitas brincadeiras, saraus e descontração. Conversas com alfinetas, conversas ouvidas as escondidas, bebedeiras, paixões ressurgindo, molecagens, traquinagens e descobertas. Augusto foi percebendo que D. Carolina, aquela moreninha era diferente das outras moças. Augusto estava mesmo com o coração fechado para balanço? Quem perderia a aposta? Podia ele estar se apaixonado por aquela menina arteira? E o que a garota sentia?

Descubra lendo A Moreninha, clássico da primeira fase do romantismo, publicado em 1844.
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O romance é uma graça! Sem floreios ou jogadas de interesse que estou acostumada a ler nos clássicos romances históricos (vide Jane Austen diva - não vampira) assim é A Moreninha. Esta é a história de um rapaz conquistador e galanteador que se encanta por uma garota travessa, e de uma menina que ainda brincava de boneca, mas se apaixona pelo rapaz. Só acho um tanto estranho a velocidade que estes fatos acontecem. É um romance a velocidade da luz!

Como todo clássico, no início tive certa dificuldade para adaptar com a linguagem, tanto que o papo inicial dos estudantes eu não entendi. Esta dificuldade desaparece ao longo da leitura, que é bastante prazerosa e rápida. Só acho que poderia ter tido mais cenas entre os protagonistas (por isto tirei 0,7 estrelas). O final é muito fofo, apesar de com meus talentos detetivescos, eu já tê-lo solucionado (por isto tirei 0,5 estrelas).

Após a leitura, fui fazer umas pesquisas no Tio Google e descobri que possivelmente a ilha que se passa a história é a ilha de Paquetá, no RJ (fonte). No livro, toda vez que a ilha é mencionada é como 'ilha de...' o que tinha me deixado intrigada.

Quando mencionei para mamys que estava lendo este livro, ela disse que havia assistido uma novela baseada nele. Daí, fui para o Tio Google again e caí em um vídeo do Youtube (link AQUI), mas bati os olhos na sinopse e não gostei. Lá, na novela de 1975, Filipe era apaixonado por Carolina que ia se casar com Augusto! Sem contar que o Marco Nanini (Filipe) parecia ter saído de The Big Bang Theory ¬¬ Pesquisando mais um pouco, achei outra novela e um filme, mas tenho medo de pesquisar sobre elas. Sério, odeio adaptações.

Então, quando precisarem, eis uma dica de um clássico brasileiro gostoso de ler.

Arrendondando para cima:



Este livro faz parte da lista do Desafio Literário (Clique no nome do desafio para conhecer a lista completa).

sábado, 27 de agosto de 2011

#74: Menina de Vinte (Sophie Kinsella)

Postado por Luciana Mara às 12:41:00 20 comentários Links para esta postagem


Informações:
Título: Menina de Vinte
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Número de páginas: 495


Comentários: Quando decido fugir dos livros de fantasia e correr para um gostoso chick-lit o que acontece? Dou de cara com um fantasma ¬¬
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Lara Lington, mesmo contrariada, foi com os pais ao velório de sua tia-avó Sadie Lancaster que morreu aos 105 anos. Como se já não bastasse seus problemas com a L&N Recrutamentos Executivos, a empresa de caça-talentos que abriu com sua amiga da onça Natalie que saiu de férias sem avisar para desfrutar de uma paixão deixando nossa protagonista na mão (pausa para respirar após a longa sentença), seu término com o amor de sua vida (Josh) e suas contas atrasadas, Lara ainda teria que ir ao velório de uma tia-avó que não conhecia. Ahhh... e provavelmente ela ainda teria que aguentar sua irmã Tonya, que gostava de jogar na sua cara todos os seus fracassos.

E como se isto já não fosse ruim o bastante, ela teria que encontrar seu tio Bill Lington, sua esposa Trudy e a filha do casal, Diamanté. Seu tio era uma celebridade! Literalmente, com seu famoso lema 'Duas moedinhas' ele afirmava aos quatro ventos ter aberto a franquia de Cafés Lington e ter ficado milionário. Seu rosto estava estampado em todos os lugares e, mesmo naquele local, ele usava sua ida ao velório da velhinha para fazer publicidade.

E que velório! Nem flores, nem música ambiente. Era apenas o caixão da frente da sala e a família, todos querendo que a cerimônia terminasse logo. Foi quando Lara ouviu: "Onde está o meu colar?", frase que ninguém mais parecia ouvir, percebeu que havia algo errado. Lara realmente achava que estava surtando. A voz gritava e berrava perguntando onde estava o maldito colar. E, quando a fantasma descobriu que podia ser vista por Lara, ficou entusiasmadíssima. Ela se apresentou como Sadie Lancaster, sim, sua tia-avó que estava no caixão na sala!!! 

Neste momento Lara viu que não havia salvação, que seria mesmo obrigada a ajudar o fantasma de sua tia-avó a recuperar o colar, pois só assim seu espírito descansaria em paz. A partir daí a confusão começou e o velório terminou. Lara conseguiu com que o corpo não seria enterrado, contando algumas... mentirinhas. 

Assim, Sadie, que se vestia como uma jovem dos anos 20, época que tinha 23 anos, passou a acompanhar Lara dia e noite, sempre influenciando-a a fazer suas vontades. Se vestir como Sadie, era fichinha perto de tudo que a fantasma a fez executar e aos micos que a fez pagar. Mas Sadie também dava uma ajudinha, gritando com as pessoas certas e persuadindo-as para que elas colaborassem com Lara de alguma forma. Será que aquela técnica também serviria para trazer Josh de volta? Onde estaria o colar? Lara conseguiria manter a empresa sem a sócia-vaca? E Sadie? Seria só mesmo o colar que a estaria prendendo na Terra, ou havia algo não explicado nesta história?

Divirta-se e descubra estas e outras respostas em Menina de Vinte.   
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Esta aí outra autora que pode escrever um conto no papel higiênico que eu compro! Tia Sophie (para os íntimos) tem o dom de nos arrancar gargalhadas e nos fazer morrer de vergonha alheia. Vale destacar que, ao contrário dos outros livros, o enfoque deste é a importância da família e da amizade nos dando até um puxãozinho de orelha e uma lição ao final. Sim, tem romance, problemas e mulheres rejeitadas e abandonadas, mas a chave é reconhecer os laços familiares (e os familiares traíras também).

Eu gostei muito dos personagens, mas acho que se a Sadie assumisse uma forma corpórea, eu gostaria de lhe dar um soco. Oh fantasma que grita, meu Deus! Além disso, não sei se eu toleraria suas exigências bizarras. Mas no decorrer da história, quando ela contou de sua vida, seus amores e decepções, ela me conquistou (mas não a ponto de eu querer ter ao meu lado uma fantasma como ela - bate três vezes na madeira). 

E posso admitir uma coisa? Apesar do mistério, dos novos itens descobertos durante a leitura que excluí dos meus comentários para evitar spoilers, eu saquei algumas coisinhas do final. Entretanto, isto não foi o suficiente para a história não me empolgar. 

"Daqui a alguns anos não serei mais uma menina de vinte... #chora" Foi o que pensei quando li o título deste livro. Conclusão totalmente errada, se considerarmos que o certo seria "Menina dos anos 20". Ok, ok... A fantasma Sadie tinha 23 anos e Lara 27, ambas nas casas dos 20, mas a intenção do título deveria ser retratar a década que Sadie se sentiu mais feliz. E sim, este foi o único ponto negativo do livro.

Então, eu gostei muito do livro, mas posso afirmar que não é meu preferido da autora. Cara, ela escreveu Becky Bloom, ídolo das compras!!! E falando nisto, já estou me coçando para comprar o 6º livro desta série: Mini Becky Bloom. Agosto, mês da seca nas compras, acabe logo!!!

Assim, só posso dizer uma coisa: recomendo!!!



Ps.: Para quem não leu, A arte de se apaixonar 298374516. texto escrito para a coluna de humor do Universo Literário.

sábado, 20 de agosto de 2011

Top Top #6: Itens leiloados para arrecadação de $$$

Postado por Luciana Mara às 13:02:00 21 comentários Links para esta postagem
Uma das coisas que mais faço, fora comprar livros, é pagar língua. Falei que não namoraria ninguém da minha sala no ensino médio ou mais novo*, mas fiz as duas coisas ao mesmo tempo. Falei que não ganhava em sorteios, e ganhei aqui (duas vezes no mesmo dia e no mesmo blog, gastando toda a sorte acumulada até então) e aqui. Falei que não recebia comentários anônimos, e recebi. Falei que não viajaria para o Rio tão cedo, e vou viajar \o/.

Então, bienal do Rio chegando, minha amiga Ana me deu uma leve cutucada (não no Face, porque lá ninguém me cutuca) falando que estaria de férias e que topava ir para lá. Fui animando, animando e concordei em ir! Daí, surgiu um problema: GRANA.

Assim, surgiu a ideia da próxima lista:

#6 Top Top: Itens leiloados para arrecadação de $$$

Segue a lista. Destaca-se que até o final do mês, mais itens podem ser inseridos no leilão.

1- Saída com uma personal stylist**. Fiquem tranquilos, a saída não é comigo, a jeans+camisela+All Star em pessoa! 

2- Quer pagação de mico maior do que ter uma foto vestida à la Carla Perez na época do É o tchan, dançando na boquinha da garrafa (que eu sei que não era desta bunda, ops..., banda) em cima do palco no carnaval? Foto colocada em leilão. Quem a detiver poderá me chantagear eternamente!

3- Vídeo de formatura do 3º período, quando eu (com 6 anos) fiz TODA a turma errar a letra da música 'Sonho Meu' na frente de um auditório com 500 pessoas. Outra fonte de chantagem.

4- Uma semana de café da manhã na cama levado pela minha mãe. Caso você seja mulher, ela poderá também fazer o penteado em seu cabelo antes de sair de casa.***

5- Autógrafo do Ronaldinho (fenômeno) dado antes dele ir para o exterior. Ele namorava uma garota do meu prédio e a descoberta da existência deste namoro, após a entrega do autógrafo, acabou com a carreira de uma Maria Chuteira. Dias depois dela ir no programa da Hebe falando que o 'caso deles não tinha terminado' ele meteu o pé na bunda dela. Autógrafo com história!

6- Item válido apenas para as garotas: Você já assistiu Show Bar? Sabe a cena que a Violet leiloa o namorado (Veja AQUI)? Então, vou reproduzi-la! Posso reproduzir a que ela leiloa o pai também! Não estou perdoando ninguém...****

7- Até ano passado eu fazia diário. Será leiloado o tempo de 10 minutos para consulta deste material. Quanto mais rápido for sua leitura, mais fatos dignos de chantagem você poderá absorver. Se você comprar os itens 2, 3 e 7, só digo uma coisa: "Tô lascada".

8- Envio de marcadores, livretos e toda a papelada que pegar na bienal. Autógrafo dos autores que estiveram lá no dia 4.*****

Então, quem vai dar o primeiro lance?
Leilão finalizado em agosto.

Ps.: Posso ganhar $$$ pelo blog assim, não é galera? =X
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*6 meses, 12 dias e 4 horas mais novo. Sim, já fizemos as contas ^^
** Roupas não inclusas
*** Item realizado todas as manhãs. Prestadora do serviço (=mãe), prometo te dar um percentual deste item. 
***** Itens válidos por um dia 
****** Livro para autógrafo não incluso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

#73: Questões do Coração (Emily Giffin)

Postado por Luciana Mara às 08:18:00 20 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: Questões do Coração
Autora: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 438

Comentários: Após ler os três livros da autora publicados no Brasil, concluo: a Emily Giffin tem/teve problemas com infidelidade.
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Tessa estava em um restaurante jantando com Nick, seu marido, em comemoração ao aniversário de casamento, quando o pager dele tocou. Ele era um excelente e dedicado cirurgião plástico pediátrico, sempre atendendo imediatamente aos chamados do hospital. Tessa, ao contrário do que se esperava, não se sentiu magoada ou desprezada pelo marido neste momento, ela entendia a importância da profissão e admirava o empenho de seu sexy marido. 

Valerie era mãe solteira. Ela conseguiu vencer na vida, ser uma advogada de sucesso e criar Charlie, seu filho de seis anos, sem a ajuda do pai da criança. Seu único amigo era seu irmão gêmeo gay, Jason, que a acusava de ser extremamente orgulhosa. E para contradizer esta afirmação, mesmo com o coração apertado, Valerie deixou Charlie ir à festa na casa de seu amigo de escola, filho de um casal cheio da grana. E foi nesta festa que o acidente aconteceu e Valerie conheceu o Dr. Nick Russo, o cirurgião.

Tessa chegou em casa e dormiu, só acordando quando sentiu Nick deslizando na cama. Conversaram sobre o acidente, sobre os procedimentos realizados naquela noite. Era aniversário de casamento, mas nada demais aconteceu. Não houve troca de presentes, nem mesmo uma noite ardente. Foi o que Tessa contou a sua amiga Cate (que invejava sua família perfeita), por telefone, enquanto cuidava de Frankie e Ruby, seus filhos e de Nick, com 2 e 4 anos, respectivamente. Tessa abandonou a carreira e agora era mãe em tempo integral. 

Valerie, no dia seguinte, queria apenas notícias das próximas cirurgias, da recuperação e dos procedimentos. Tudo feito e explicado pelo Dr. Nick, que a orientou a ir para casa descansar. E quando lá chegou, ela só pensava na sua história com o pai de seu filho, a história sem final feliz, com o pai que não sabia da existência de Charlie.

Tessa passava o tempo conversando com suas amigas April e Cate, encontrava esporadicamente com o marido que amava loucamente e cuidava dos filhos. Todos os problemas de casa eram resolvidos por ela. Sua vida se resumia a isto. 

Valerie cuidava de Charlie e conversava cada vez mais com Nick. Telefonemas, visitas a todo o momento no quarto de hospital e uma ligação afetiva com o garotinho sem pai estava surgindo, mas eles eram só amigos. Nick era casado, tinha filhos e ela tinha consciência disso. Jason lhe dava conselhos. Ela não podia se envolver, se apaixonar.

Tessa sentia o marido estranho, distante. E no dia de Ação de Graças teve um indício de atitudes estranhas de Nick. A mãe de Tessa, que teve um divórcio difícil após descobrir as traições de seu pai, e seu irmão Dex e a esposa Rachel (casal de O noivo da minha melhor amiga), estavam comemorando o feriado na casa de Tessa. Mas Nick não estava, não sua cabeça pelo menos. 

Valerie se envolvia, sem poder. Nick estava sempre ao seu lado. Mas ela poderia destruir uma família? Ela aceitaria aquela situação? O clima entre os dois era de extrema cumplicidade e intimidade. Subia um fogo só de estar um ao lado do outro, mesmo que não fizessem nada.

Mas até quando esta situação persistiria? O que Tessa e Valerie fariam? Descubra lendo Questões do Coração.
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O noivo da minha melhor amiga, Ame o que é seu e Questões do Coração falam de infidelidade. Isto me leva a crer que a Emily realmente precisa se tratar (vou falar isto para ela na Bienal XD)!

Entretanto, não se pode negar que a mulher sabe o que diz. Ela foi extremamente inteligente e sensível ao escrever o livro do ponto de vista das duas mulheres (Valerie em 3ª pessoa e Tessa em 1ª pessoa). Assim, mesmo que a tendência tivesse sido eu torcer pela Tessa, a esposa, eu não cheguei a desgostar da Valerie, porque entendia toda a situação e lia sobre como o Nick se comportava com ela. Vale destacar, porém, que entender e aceitar são duas coisas diferentes.

Outra coisa que não se pode negar é que deste livro pode-se extrair belas lições do que não se deve fazer em um relacionamento. É quase um manual às avessas para os Desesperados.com! Tenha baixa-estima, abandone o emprego e não divida as responsabilidades de criação dos filhos com o marido, seja desinteressante e coma igual uma porca, são apenas algumas dicas.

E sobre os homens da história, o que posso dizer é:
a) Nick: não o odiei nem o amei. Ficou neutro para mim, porque quem roubou mesmo a cena foram as mulheres da vida dele e seus dilemas e problemas.
b) Charlie: o garoto é uma graça! Enfrentou com serenidade uma barra pesadíssima. Quero um filho assim!
c) Jason: típico irmão/amigo-gay! Personagem divertido e merecia ter aparecido um pouquinho mais.

E sabe o que foi uma delícia saber? Sobre a Rachel e o Dex e de como eles estão felizes juntos. Me identifiquei demais com o casal (neste livro, claro, e não no outro quando o Dex traí a noiva, Darcy, com a Rachel, melhor amiga dela). Tratar bem, estar sempre em sintonia e continuar de mãos dadas em qualquer lugar, mesmo após tantos anos juntos é ruim? Incomoda? Porque foi isso que a Emily escreveu sobre um relacionamento que lembra muito o meu. ¬¬

Este é aquele tipo de livro que te faz pensar. Que te faz entender que os relacionamentos são complicados e que as Questões do Coração nem sempre são resolvidas satisfatoriamente (principalmente quando envolve três pessoas). 

E, por isto, posso confessar? Eu não gostei do final. Só selecione este parágrafo se quiser spoiler: Eu gostaria que os três terminassem sozinhos. Por mais que a história da Tessa com o Nick seja bonita, eu acredito que se o homem traiu uma vez, trai sempre. Queria que ela tivesse voltado a trabalhar e tivesse dado a volta por cima. O final da Valerie eu achei incompleto. Ela poderia ter conseguido fazer aquela ligação. Pronto! Fim dos spoilers.

Sendo assim, recomendo! 

- 0,2 estrela

Ps.: Será que conseguirei um autógrafo neste livro na Bienal? #torcendo

domingo, 14 de agosto de 2011

#72: Julieta (Anne Fortier)

Postado por Luciana Mara às 22:34:00 20 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: Julieta
Autora: Anne Fortier
Editora: Sextante
Número de páginas: 448

Julieta - Duas Famílias, Uma Antiga Maldição, Um Amor Quase Impossível...

Comentários: Corri de Shakespeare no desafio literário de junho, mas mesmo que indiretamente, ele me encontrou. Safadinho...
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Julie Jacobs estava orientando as crianças na representação teatral na colônia de férias dedicada a Shakespeare na Virgínia, Estados Unidos, quando recebeu de Umberto, o mordomo que ajudou a criá-la, a notícia de falecimento de sua tia-avó, Rose.

Rose adotou Julie e Janice, sua irmã gêmea, quando as garotas tinham 3 anos, logo após o acidente de carro que matou seus pais, em Siena, onde elas nasceram. As duas irmãs não poderiam ser mais diferentes. Janice era forte, determinada e dominadora, enquanto Julie era simples, serena e sempre ofuscada pela irmã. 

A diferença de personalidade das duas e a tentativa da tia-avó de tratá-las igualmente não preparou Julie para a surpresa que a aguardava após a abertura do testamento: Janice herdou todos os bens de Rose, enquanto para Julie restou apenas uma carta e uma chave.

Mais desolada e perdida que após a descoberta de estar dura, Julie ficou ao ler a carta. Ela descobriu que seu nome verdadeiro, trocado após a adoção, era Giulietta Tolomei. A carta também a orientava a ir à busca de um tesouro em sua cidade natal, tesouro secreto mais valioso que a herança deixada pela tia à sua irmã, segredo este descoberto por sua falecida mãe. Assim, mesmo incrédula, Julie, agora Giulietta, foi a Siena. Sua sorte, é que tinha preparado para ela um passaporte com seu nome verdadeiro, uma vez que após uma confusão na época da faculdade, Julie Jacobs era proibida de entrar na Itália.

No aeroporto, ao fazer a conexão, Giulietta conheceu Eva Maria Sambelini, uma senhora elegantérrima que ficou absorta pela garota e sua história quando descobriu que ela chamava Giulietta Tolomei. Eva Maria a orientou a não espalhar por aí qual era seu sobrenome, e contou sobre a antiga inimizade entre suas famílias. 

Após a notícia de bagagem extraviada de Giulietta, Eva Maria e Alessandro, o sobrinho gatão que foi buscá-la no aeroporto, insistiram em acompanhá-la ao hotel. Assim que Alessandro soube do nome da garota, ele passou a olhá-la com desinteresse e desconfiança. 

Instalada no hotel, o próximo passo foi finalmente ir ao banco, apresentar a chave e resgatar seu tesouro. Mas nada era tão simples quanto parecia.

Dentro da caixa não havia aparentemente nada de valor. Tinha uma brochura de Romeu e Julieta de Shakespeare, um crucifixo numa corrente de prata, algumas cartas, textos traduzidos que eram outras versões de Romeu e Julieta e um diário, do pintor famoso Maestro Ambrogio, datado de 1340. 

No diário havia a verdadeira história de amor com o final trágico que inspirou Shakespeare. Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, dois jovens que se amavam, mas tiveram a vida e o romance modificado por um Salimbeni. Os Tolomei e Salimbeni eram inimigos, mas nada como uma união entre as famílias para amenizar esta guerra. Junto deste amor e ódio imenso veio uma maldição, que a Giulietta atual seria a próxima vítima, se vendo obrigada a desfazê-la. 

Porém, a cada passo que dava para desvendar o mistério e encontrar o tesouro que sua mãe havia descoberto, o cerco se fechava em torno dela. Giulietta estava sendo perseguida e vigiada, e a única pessoa que ela poderia recorrer era a Alessandro, que cuidava da segurança da cidade, mas que era um Salimbeni! 

Giulietta poderia acreditar em Alessandro? Quem estava perseguindo-a? Onde estaria o tesouro (se é que ele existia)? Todos eram quem realmente aparentavam? E ela, seria mesmo vítima de uma maldição? E o Romeu da história? Se ela era a Julieta, onde estaria seu Romeu?

Ação, suspense, reviravoltas, amor e segredos são ingredientes encontrados em Julieta, uma história envolvente e fruto de uma belíssima pesquisa. Super recomendo!
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O elogio da Publisher’s Weekly no livro traduz o que senti ao terminar a leitura. Gostaria de assinar embaixo desta declaração:
“Em seu excelente romance de estreia, Anne Fortier navega por entre pistas falsas e reviravoltas, e o resultado é uma história de amor que poderíamos chamar de O código Da Vinci para mulheres inteligentes e modernas.”
A correria, as pistas e as descobertas lembram mesmo o livro do Dan Brown, mas é impossível comparar Giulietta à Robert Langdon. Ela é esperta, mas é apenas a sujeirinha do dedão do mão do professor. Ela teve muita ajuda para chegar ao fim do mistério.

O livro é ótimo! Alterna capítulos da história atual com aquela retratada no diário do pintor em 1340, até o momento que a tragédia ocorre (que mesmo sabendo do desfecho de Romeu e Julieta, eu torcia para que não acontecesse). Os capítulos sempre acabavam de uma maneira que atiçava minha curiosidade pelo que viria a seguir, o que me fez devorar o livro.

Esta é uma história que eu vou reler um dia. Li tão rápido, desesperada para saber o final, que com certeza perdi um detalhe ou outro. Mas isto não me impediu de desconfiar de algumas pessoas, o que acabou sendo uma realidade um pouquinho distorcida daquilo que imaginei.

Os personagens são ótimos e muito bem construídos. E por incrível que pareça, mesmo a Giulieta tendo falado mal da irmã (a história atual é narrada em primeira pessoa por ela), eu não consegui desgostar da Janice (cujo nome verdadeiro era Giannozza coitada!). O Alessandro é um caso a parte #piriguetagem

O cenário também é muito bem descrito e várias vezes me senti realmente na Itália.

Terminei o livro querendo ler Romeu e Julieta de Shakespeare, mas uma adaptação, porque eu sou o micróbio do micróbio da sujeirinha do dedinho mindinho do pé do Robert Langdon e teria enorme dificuldade para entender o significado de seu texto. Nunca fui boa para entender nas entrelinhas.   ¬¬

Preciso dizer que recomendo?



Ps.: Sério! Quando o livro é muito bom, não me contenho, escrevo mesmo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

#71: Lonely Hearts Club (Elizabeth Eulberg)

Postado por Luciana Mara às 21:12:00 24 comentários Links para esta postagem

SinopsePenny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do lonely hearts club — o lugar certo para a mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas. Agora, todas querem fazer parte do lonely hearts club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será realmente que nenhum carinha vale a pena?

Comentários: Livro lido, curtido e logo recomendado.

Minha irmã, uma das maiores Leitoras Papagaio que existem na face da terra, seguiu minha recomendação e leu. Entre parênteses, seguem seus comentários.
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Durante toda a infância, Penny Lane foi apaixonada por Nate. Suas famílias eram super amigas e sempre passavam os verões juntos.

Mas aquele verão seria diferente. Após muitos beijos trocados em segredo, ela decidiu que estava na hora do próximo passo. Porém, quando chegou toda poderosa com a camisola da irmã para encontrar seu amado, Penny foi surpreendida por Nate. Com outra.

("-Ai Luciiii!!! O Nate é um cachorro, um filho da p***. Que ódio dele!!!")

Não havia explicação ou justificativa para aquela traição. Então, para não sofrer mais por garotos, Penny decidiu abdicar do sexo oposto durante o resto do ensino médio. Ela era da opinião que todos os rapazes eram babacas e só faziam as garotas sofrerem. Assim, ela criou um clube, o Lonely Hearts Club (LHC), nome originário de uma música dos Beatles, banda favorita de toda a família e que inspirou seu nome e de suas irmãs.

Inicialmente, o clube era composto apenas por Penny. Tracy, sua melhor amiga, ainda fazia lista dos pretendentes do ano e não estava disposta a abrir mão desta experiência, ao contrário de Diane, a líder de torcida da história (todo YA tem uma, impressionante).

Penny e Diane eram melhores amigas, até Diane começar a namorar Ryan e se distanciar completamente. Isto deu fim à longa amizade. Agora, estranhamente, Diane tinha voltado a conversar com ela, gerando dúvidas sobre sua verdadeira intenção.  

("-Aiii Luciiii!!! A Diane vai fazer sacanagem com a Penny, não vai?")

Até que a verdade foi revelada: Diane e Ryan, o casal perfeito, tinha terminado. Agora, Diane estava sozinha e sem amigas. Mesmo com as desconfianças de Tracy, Penny resolveu passar uma borracha no passado e seguir em frente, principalmente quando Diane resolveu entrar no LHC também.

As ideias do clube se difundiram e espalharam para as garotas da escola que foram, uma a uma entrando para esta sociedade, em que, mais do que nada de garotos, o lema era: "Valorize a amizade". Todos os sábados eram reservados para as garotas, elas iriam aos bailes juntas e se apoiariam sempre. Iriam atrás daquilo que sempre sonharam, para satisfazer apenas a si mesmas, sem se importar com os outros.

(“-Aiiii Luci!!! Eu quero um clube deste para mim! Seria tãoooo legal...”)

Mas será que esta não era uma decisão radical demais? Será que nenhum garoto valeria mesmo a pena?

E Ryan, ex-namorado de Diane e o vizinho de armário de Penny, que sempre jogava indiretas para Penny? Porque o namoro com Diane terminou? Ryan não prestava? E Todd, um garoto safado que reivindicou, junto ao time de basquete, Penny para ele? Ele era tão sacana assim? E Tyson, o gótico/compositor/pianista também não valia nada?

(“-Aiiiii Luci!!! A Penny vai ficar com Ryan? Com Todd? Com o Tyson? Ou vai ficar sozinha?”)

Se divirta (muito) e descubra as respostas às perguntas da minha irmã lendo Lonely Hearts Club.

(“-Aiiii Luci!!! Que fofo! O livro não tem continuação? Li em uma manhã e quero mais...)
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A história é fofíssima e assim como a minha irmã, eu também queria mais. Umas 200 páginas extras cairiam muito bem, mas o livro é filho único mesmo, sem continuação (vai entender, quando é série eu reclamo porque nunca acaba, quando é filho único reclamo também, porque queria mais – nunca fico satisfeita. Afff... mulheres).

Abbey Road - 12º álbum da banda
A edição é muito bem feita, cheio de corações e guitarras, tudo bem caprichado. O livro é dividido em várias seções que têm como títulos os nomes de algumas música Beatles e um trechinho delas. Achei super legal! 

Meus pais não gostam dos Beatles, o que significa que eu não adquiri o hábito de ouvi-los e por isto boiei um pouco nas músicas. Mas sabe quando o autor tem o dom de te envolver e fazer você acreditar que a banda é boa? Então, me peguei querendo muito ouvir Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, o álbum que inspirou o nome do clube.

Sabe quando você lê um livro e não consegue desgostar de nenhum personagem? Pois foi assim que senti ao finalizar a leitura. A Penny foi tapada algumas vezes, mas forte quando foi necessário. A Tracy sempre defendeu o que acreditava e a Diane corria em busca do que queria, admitindo seus erros. Sem contar de um tal garoto aí...

Só vi um ponto negativo e já destacado por muita gente. Para que indicação da Stephenie Meyer na capa? Ahhh por favor! A mulher não vai precisar mais escrever nada, vai ganhar dinheiro para sempre só deixando colocarem seu nome nas capas dos livros.

O legal é que a história passa uma mensagem muito clara, bacana, que sempre adotei e deve ser difundida por aí: valorização da amizade. Eu nunca deixei de sair com as minhas amigas por causa de namoro, pelo contrário, algumas vezes levei o Léo junto para ele conhecer as amigas maravilhosas que eu tenho (momento puxação de saco). Eu tenho vários LHC por aí, sem a parte do nada de garotos e é o máximo!
 
Então, restam dúvidas de que recomendo?
 


Ps.: Ok, ok... Eu pensei as mesmas coisas que a minha irmã enquanto lia este livro. Mas, eu como sou Leitora Introspectiva, ao contrário da Papagaio aí, fiquei de bico fechado!   

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

#70: Nosso Último Verão (Ann Brashares)

Postado por Luciana Mara às 09:01:00 15 comentários Links para esta postagem

Sinopse: Nosso Último Verão é a encantadora e emocionante história do triângulo de amizade praiana entre jovens adultos para quem o verão na vila de Waterby significavam tudo. Ao longo de toda sua vida, as irmãs Riley e Alice, agora em seus vinte anos, retornavam à modesta casa de praia de seus pais a cada verão.

A pequena e tenaz Riley é uma moleca e uma salva-vidas, sempre pronta para um mergulho à meia-noite, um velejo tempestuoso ou uma disparada de pés descalços ao longo da praia. A bela Alice é doce, maleável, uma leitora e pensadora, e admiradora de sua irmã mais velha. E, crescendo na grande mansão que eclipsa a humilde casa das irmãs, vivia Paul, um amigo tão importante para as duas meninas quanto o próprio lugar e que agora finalmente volta à ilha após três anos de ausência. Mas seu retorno marca uma estação de tremendas mudanças, e quando uma atração fervilhando em silêncio, uma séria doença e um grande segredo colidem, os três amigos são lançados num mundo adulto desconhecido, um mundo contra o qual seu refúgio de verão já não pode protegê-los.

Comentários: Há algum tempo, eu li sobre este livro e o coloquei entre os meus desejados no Skoob. Gente, é da Ann Brashares, a escritora da série da Irmandade das Calças Viajantes! Ok, ok eu ainda não li, mas se a autora é famosa, deve ser boa, não é? Será que cometerei o mesmo erro duas vezes ao julgar o livro pelo autor?

Só adianto que se a Irmandade das Calças Viajantes for tão bom quando quanto Nosso Último Verão, a Ann pode escrever um conto no papel higiênico que eu compro.
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Alice esperava Paul no cais. Por dois verões ele não apareceu na casa da praia, mas foi só deixar um recado na secretária eletrônica que os velhos sentimentos de Alice voltaram. Ela não gostava de esperar, mas não importava de fazê-lo se fosse por Paul.

Paul sabia que Alice, se ela continuasse sendo a mesma Alice de antes, o esperaria no cais, ao contrário de Riley que não suportaria ficar lá. Ele estava ansioso e cheio de expectativa para encontrar as duas irmãs que desde criança, passavam o verão com ele. Durante a temporada, as garotas ficavam na humilde casa de praia dos pais situada ao lado da mansão de Paul. Mas para ele, aquela pequena casa valia mais que a sua, pois lá havia amor e amizade, ao contrário da sua casa que só tinha ostentação e frieza

Paul era o melhor amigo de Riley, e Alice era a irmã caçula sempre zoada/explorada nas brincadeiras quando eles eram crianças. Não se podia negar, que ela também era sempre defendida por eles.

Riley e Paul era a dupla destemida e Alice um chaveirinho que sempre os acompanhava. 

Quando pequeno, Paul perdeu o pai e em seguida a mãe destrambelhou pelo mundo, só se importando com o dinheiro que herdou e com as farras que fazia. Mas Paul era diferente da mãe. Homem feito, ele queria terminar sua dissertação que garantiria a vaga na pós-graduação e aproveitar o verão com Alice e Riley.

Unha e carne, Alice e Riley eram inseparáveis. A caçula fazia e seguia sempre sua irmã, porque desde sempre, Riley foi um exemplo de força e determinação. Alice, a irmã doce e encantadora, faria qualquer coisa por Riley.

Com a chegada de Paul voltam as lembranças, as brincadeiras de criança, o antigo companheirismo acrescido de algo que sempre esteve lá, mas que estava adormecido: o amor.

E então, quando o verão parecia perfeito, quando os três tinham aquilo que sempre sonharam, tudo desmoronou.

Para saber como isto termina, se delicie com uma bela história de amor, amizade e amadurecimento lendo Nosso Último Verão.
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E preciso contar que AMEI o livro? Se precisar eu digo, porque eu amei mesmo. Ann tomou umas aulinhas com Nicholas Sparks e escreveu um livro muito bonito. 

Eu sofri, amei, fiquei agoniada e li em casa durante a semana (ler em casa mede minha empolgação com a leitura. Então sempre que eu escrever isto tenha certeza que o livro vale a pena). Eu tive vontade de matar alguém, que já estava mais para lá do que para cá, por causa de alguns acontecimentos, mas depois aceitei e compreendi as razões de todos para manter o tal segredo do livro. Não foi um livro que eu fiquei com raiva, foi uma história que me mostrou o quanto o amor é forte.

Eu tentei contar o mínimo possível da história, para não estragar as surpresas, mas adianto que o drama não está na traição dos personagens e sim nos segredos que eles precisam manter pelo amor e amizade. Isto, porque ao contrário do que você possa imaginar, nunca foi um triângulo amoroso...

Os personagens e suas características são ótimos. Alice é encantadora e um doce de pessoa. Riley é forte, destemida e determinada assim como Paul. São personagens marcantes e vou lembrar sempre do casal principal, que é um dos mais fofos que já conheci.

Este é um livro escrito em flashes. Não sei se o termo existe, mas foi o que senti quando fiz a leitura. Várias cenas no presente e do passado são jogadas ao leitor. O personagem não sai da praia e faz todo o trajeto até a casa, ele está na praia e pimba, num passo de mágica ele é uma criança que está andando de bicicleta com a vizinha e pimba, ele é adulto novamente e está em casa. Achei este recurso incrível.

Vou aproveitar e elogiar mais uma coisa: os capítulos têm nome. Os livros simplesmente ganham pontos comigo quando isto acontece, porque eu leio o nome do capítulo e vou logo querendo saber qual a relação dele com o que vai acontecer. 

Ainda preciso dizer que recomendo?



Ps.: Como diria a Cintia, assim como o Felipe eu sofro de muquiranice literária. Quero muito ler a série da Irmandade das Calças Viajantes porque gostei da escrita da autora, mas quero economizar a série, porque quando eu ler vai acabar (mesmo que haja um 5º livro em inglês lançado há pouco)! Que dilema, que drama =/

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