terça-feira, 30 de agosto de 2011

#75: A Moreninha (Joaquim Manoel de Macedo)

Postado por Luciana Mara às 21:50

Informações:
Título: A Moreninha
Autor: Joaquim Manoel de Macedo
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 184

Comentários: Sabe quando as coisas se encaixam bem e de forma inesperada? Foi isto que aconteceu com A Moreninha, livro que ganhei de presente de aniversário da Miloca (obrigada!) lá de Teresina (PI) e que chegou no dia exato do meu aniversário. Coincidência ou não, o livro correspondia ao tema do DL deste mês (obrigada²).

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Augusto, Filipe, Leopoldo e Fabrício eram amigos, farristas e estudantes de Medicina. O grupo passava o tempo se dedicando mais do que aos estudos, aos romances. Dentre eles, pode-se destacar Augusto que tinha como lema amar a TODAS as mulheres, fossem elas morenas, pálidas ou rosadas.

Um feriado, o dia de Sant'Ana, estava chegando e, dentre muitas conversas (que eu não entendi metade), Filipe convidou os amigos para acompanhá-lo à ilha de... para se hospedarem na casa de sua avó Sra. D. Ana. Fabrício e Leopoldo logo foram favoráveis a ideia, mas Augusto não, uma vez que não conhecia a senhora da casa. Mas foi apenas mencionar uma palavra que ele mudou de ideia: moças. Ele não resistia a elas, e após saber que as primas e a irmã de Filipe estariam lá, logo o rapaz se animou. 

Augusto iria viajar para se divertir, mas Filipe esperava mais dele. Filipe era audacioso! Além de dizer ao companheiro que, inicialmente havia negado a viajar, se divertiria na ilha de... com as moças que lá se hospedariam, Filipe afirmava que Augusto voltaria apaixonado e ficaria assim por muito tempo. Após discussões e argumentos eles resolveram fazer uma aposta. O perdedor teria que escrever um romance! O fim da aposta se daria um mês depois de selado o acordo.

Passou-se o tempo. Logo antes de viajar Augusto recebeu uma carta de Fabrício. Fabrício que estava de romance com Joana, uma das primas de Filipe, pediu que Augusto lhe auxiliasse a terminar o compromisso. Joana exigia muitas cartas, muitas idas à porta da sua casa, além de acabar com o dinheiro do pobre rapaz. Augusto apenas riu e ficou de conversar com Fabrício na ilha de...

No dia da viagem, ao contrário dos amigos, Augusto não quis cabular aula e chegou sozinho à ilha, mais tarde que os outros. Lá encontrou as primas de Filipe e sua irmã D. Carolina, uma menina travessa que ainda não tinha completado 15 anos. Ela fazia graça, questionava os convidados e corria por aí. Era como beija-flor, que mudava de posição a cada momento, mas aos olhos de Augusto, que até aquele momento só tinha conseguido conversar com as senhoras (leia-se velhas) da ilha, ela era uma garota feia.

E a propósito, Augusto se negou a cumprir o que Fabrício pediu e por isto seu amor para com todas as mulheres foi revelado, causando certo desconforto entre os convidados e divertimento de D. Carolina, a levada da breca (parente distante da Punky Brewster).

Após o entrosamento inicial, os convidados foram passear na ilha. Augusto se viu acompanhado da Sra. D. Ana, dona da casa. Após questionado, ele contou suas histórias de amor, suas desilusões com as mulheres a quem entregou seu coração no seu casamento de mentira há 7 anos atrás, quando tinha apenas 13, com uma garota de 7 anos que prometeu amar para sempre e se casar de verdade, mas cujo nome não sabia. Toda a história foi ouvida por alguém que não quis se identificar.

Já em casa, aconteceram muitas brincadeiras, saraus e descontração. Conversas com alfinetas, conversas ouvidas as escondidas, bebedeiras, paixões ressurgindo, molecagens, traquinagens e descobertas. Augusto foi percebendo que D. Carolina, aquela moreninha era diferente das outras moças. Augusto estava mesmo com o coração fechado para balanço? Quem perderia a aposta? Podia ele estar se apaixonado por aquela menina arteira? E o que a garota sentia?

Descubra lendo A Moreninha, clássico da primeira fase do romantismo, publicado em 1844.
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O romance é uma graça! Sem floreios ou jogadas de interesse que estou acostumada a ler nos clássicos romances históricos (vide Jane Austen diva - não vampira) assim é A Moreninha. Esta é a história de um rapaz conquistador e galanteador que se encanta por uma garota travessa, e de uma menina que ainda brincava de boneca, mas se apaixona pelo rapaz. Só acho um tanto estranho a velocidade que estes fatos acontecem. É um romance a velocidade da luz!

Como todo clássico, no início tive certa dificuldade para adaptar com a linguagem, tanto que o papo inicial dos estudantes eu não entendi. Esta dificuldade desaparece ao longo da leitura, que é bastante prazerosa e rápida. Só acho que poderia ter tido mais cenas entre os protagonistas (por isto tirei 0,7 estrelas). O final é muito fofo, apesar de com meus talentos detetivescos, eu já tê-lo solucionado (por isto tirei 0,5 estrelas).

Após a leitura, fui fazer umas pesquisas no Tio Google e descobri que possivelmente a ilha que se passa a história é a ilha de Paquetá, no RJ (fonte). No livro, toda vez que a ilha é mencionada é como 'ilha de...' o que tinha me deixado intrigada.

Quando mencionei para mamys que estava lendo este livro, ela disse que havia assistido uma novela baseada nele. Daí, fui para o Tio Google again e caí em um vídeo do Youtube (link AQUI), mas bati os olhos na sinopse e não gostei. Lá, na novela de 1975, Filipe era apaixonado por Carolina que ia se casar com Augusto! Sem contar que o Marco Nanini (Filipe) parecia ter saído de The Big Bang Theory ¬¬ Pesquisando mais um pouco, achei outra novela e um filme, mas tenho medo de pesquisar sobre elas. Sério, odeio adaptações.

Então, quando precisarem, eis uma dica de um clássico brasileiro gostoso de ler.

Arrendondando para cima:



Este livro faz parte da lista do Desafio Literário (Clique no nome do desafio para conhecer a lista completa).

17 comentários:

Caline disse...

Oi Lu eu AMO esse livro, ele foi quem me iniciou na leitura de romances. Na escola os únicos livros da biblioteca eram clássicos e eu decidi me divertir com eles mesmo, e como me diverti. Li tantos clássicos maravilhosos, como esse, e outros tantos tão chatos como O Guarani.
A Moreninha mora no meu coração e eu indico ele para todos que decidirem se arriscar nesse mundo literário de linguagem tão rebuscada e de amores tão profundos.

Simone Santiago ( Luka ) disse...

Ohhhh li esse livro séculos atrás rsrsrs
Gostosinho :-)

Felipe Fagundes disse...

Eu adorei esse livro também! Lembro que o li no Ensino Médio e foi um dos únicos livros que me fisgou (e eu nem LIA de verdade ainda). Sei lá, parece até moderno.

Ué? Eu SEMPRE achei que fosse a ilha de Paquetá. Na verdade, a sinopse do meu livro diz que era mesmo a ilha de Paquetá! Eu nem sabia que tinha um mistério em torno dessa ilha.

Eu me lembro que foi passado um trabalho em cima desse livro e um garoto não tinha feito. Ele disse que ia apresentar mesmo assim e inventou uma "Moreninha do funk". Aí ele recontou a história com baile funk, as popozudas, a índia virou a princesa do funk o.O
Foi a coisa mais bizarra que já vi, ainda mais que eu tinha adorado o livro. Morri de vergonha alheia e a professora nem deixou ele terminar. ZERO.
Malditas adaptações kkkkk

Camila Araújo disse...

Lu,
é muito bom saber que você gostou tanto assim do meu presente. Eu fiquei muito surpresa de saber que o livro chegou no dia, porque já tinha visto você comentar no twitter que era feriado aí em BH.
Esse livro é fofo! Já li umas 4 vezes. (Eu amo essa capa da Martin Claret! ^^)
A linguagem complica um pouquinho mesmo, principalmente quando a gente tá acostumada com a linguagem dos chik-lits. =)
Acho que a pessoa que fez a legenda do vídeo do Youtube sobre a novela de 1975 não se expressou bem. XD
Bjs.

Cíntia Mara disse...

Ai, eu vou amar esse livro, tenho certeza! Amo esses ex-conquistadores redimidos pelo amor de uma moça inocente (ai, que coisa brega, ahuhauahau). Tirou 0,7 estrelas? 0,7? Nem eu que sou nerd fraciono tanto assim as pobres estrelinhas.

Detesto quando os livros vem com esse "..."

E acho que você não vai gostar mesmo de A Viuvinha. É tudo muito rápido, cinco anos em 40 e poucas páginas.

Bjos

Cacá SS disse...

Oi Lu,
Nossa, quanto tempo que não leio um livro clássico. Esse é um dos que sempre esteve na minha lista de "um dia lerei". E ainda está lá, rs
Ah, a época do romantismo, em que quem perdia apostas tinham que escrever romances, e não pagar engradados de cerveja... hahaha
E eu ri com a levada da brega. Punky Brewster faz parte da minha infância!
Beijos

Larissa, Lara, Lalá, .... disse...

Luciana

Mas faz muito tempo que li A Moreninha!!! Ficou na memoria afetiva a singeleza do romance. Tem um desafio la' no Pao e Tulipas para voce. Beijos

Lu disse...

ei Lu,
não li esse livro, acredita?
não devo ser nada culta, pois não li muitos clássicos, rsrsrs.
Achei o enredo interessante, sua resenha passou boa impressão do livro e como ele é baratinho vou ver se compro. ^^

beijos amiga.

Vivi disse...

Deu vontade de relê-lo, pois faz muito tempo que o li e da trama só ficou um borrão na memória. Sei que gostei. bjs

Hérida Ruyz disse...

Oi Lu!
Li esse ;ivro há muito tempo! Mal me lembro dos detalhes da história. Mas com certeza é uma obra que vale a pena ser relida.
BJs

Nanda disse...

Ei Lu,

Este eu não li, resenha ta super gostosa de ler. Até o final pensei que vc que tinha esquecido o nome da ilha hahaha
Achei bonitinha a história, se tiver oportunidade vou ler. ^^

bjos
Nanda

Rafaelle Vieira disse...

Oi Lu! Já li esse livro acho a história muito fofa, concordo com você deveria ter mais cenas com os protagonistas, acho que é porque a história está centrada na aposta entre os rapazes. Eu adoro clássicos.
Adorei a resenha!
Beijos
Rafa{Fascinada por histórias}

Palavras Vagabundas disse...

Luciana, apesar de fazermos o mesmo desafio, vim te conhecer pela sua resposta no blog pão e tulipas,da Larissa, pois quem gosta de Mario Varas Llosa só pode ser boa gente! Poucas pessoas gostam de Travessuras da Menina Má, não acho o melhor dele, mas... o pior dele é o melhor em um caminhão de bobagens que atualmente são impressas.
Gosto de Moreninha e gostei da sua resenha.
abs
Jussara

Nataly Gonçalves disse...

Lu, comecei a ler esse livro qd eu era adolescente (faz tempo) e não consegui terminar, li até a parte que ele chega na ilha. Mais acho que vou tentar ler novamente. Só não sei pq abandonei já que gosto de livros de literatura portuguesa. Adorei sua resenha e e o a ilha de...parecia um suspense, rs

Beijinhos

Julia G disse...

Lu, já tinha ouvido falar bastante desse livro - afinal, é um clássico - mas nunca soube do que se tratava, e nunca quis procurar. Confesso que quando vi o livro ali do lado como "lendo" do skoob, até estranhei um pouco... Mas estou descobrindo vários clássicos gostosos de ler ultimamente. Vou ver se leio esse também.

Beijos
Conjunto da Obra

Carol disse...

Li esse livro quando era adolescente. Minha vó tinha uma coleção desses clássicos.
Esse é um dos que realmente gostei, acho a história divertida e fofa.

Bjocas

Cíntia Mara de Castro Ribeiro disse...

Que livro chaaaaato!
Desisti na metade da carta do Fabrício. Talvez eu volte, agora que já sei o que ele queria no final de tanta enrolação :P

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