sábado, 31 de dezembro de 2011

‘Perdoa-me pai, eu comprei’ - Dezembro (2011)

Postado por Luciana Mara às 17:12:00 34 comentários Links para esta postagem
Em janeiro, conheci um político em ascensão charmosíssimo, mas nossa relação não deu nada  (por pouco não tive que acionar a Lei Maria da Penha). Para sorte minha e azar dele, descobri que eu era uma bruxa! Eu e minha irmã gêmea éramos conhecidas na cidade como 'As Patricinhas', as mimadinhas da galera, mas isto não me impediu de aprender bruxaria e, de quebra, falar dragonês, ser um pirata e treinar o dragão que encontrei no quintal, tudo para destruir o tal galã. Eu só não contava com que aconteceu. Minha irmã caçula foi sorteada para participar de um reality show. Envolvia morte e tudo mais, mas qual seria minha outra chance de ser famosa? É claro que fui substituí-la! Ahhh.... e eu comprei!

Em fevereiro, decidi estudar sobre os deuses do Egito. Empolgada com cultura de outros países, decidi viajar. Fui à Itália me empanturrar de pizza, à India rezar um pouco e à Indonésia tentar encontrar um outro amor (e esquecer o político).  Lá constatei que sonhar não leva a lugar nenhum (só envelhece) e decidi que era melhor fechar um ciclo e retornar ao meu país de origem. Quando cheguei, comprei...

Em março, já no Brasil (após deixar o amor da Indonésia para lá), descobri que o negócio era voltar para Itália. Desta vez, não viajei para engordar mais 10 quilos e sim para conhecer os lindos italianos. Foi então  que encontrei um homem 20 anos mais velho que eu e que, logo de cara, me propôs casamento! Eu já estava cansada de viver desilusões amorosas. Cansei das brigas e intromissões. Quando era jovem, escrevia diários, e de lá você percebe que eu não era nada popular, não recebia propostas, nem nada. Mas agora tudo mudaria, porque eu tinha conhecido um italiano bem marrento que me levaria três metros acima do céu. Mas como felicidade de rica também dura pouco, em meio a meus feitiços, descobri que existia um mundo paralelo a este, o mundo dos caçadores de sombras. Empolgada  com a descoberta, acabei deixando meu italiano sexy. E, neste novo mundo, como bruxa (também chamada de feiticeira), eu era integrante do submundo e não bem vista pelos caçadores de sombras, o que me decepcionou um pouco. Porém, não me deixei abater, e continuei comprando.

Em abril, quando descobri o mundo paralelo dos caçadores de sombra, acabei caindo em uma ilha misteriosa. Lá tive que dar uma de MacGyver e me virar nos 30 com tudo que a ilha podia me oferecer. Então, encontrei com um grupo de pessoas que se entitularam feios. Eles até me abordaram, querendo saber se eu tinha me submetido a cirurgias para ficar tão perfeita, mas eu disse que era linda de fábrica (cof...cof...cof...). Eles não acreditaram muito e quiseram soltar os vampiros que tinham criado em mim. Saí de lá tão rápido, que ganharia a disputa do Usain Bolt. Lembrei que eu era uma bruxa, e com todos os meus poderes, criei um feitiço e voltei. Chegando, fui direto ao shopping comprar...

Em maio, já decidi que era hora de estudar um pouco sobre história do Brasil, porque no colégio só colava nas provas. A história estava até interessante, mas quando dei por mim, tinha caído no mundo dos caçadores de sombras novamente. Parecia um imã, um troço cinza! Então, o conselho das bruxas achou que eu estava muito estabanada, e acabou me mandando para escola de seres sobrenaturais, ESCOLA, acredita? Já que eu estava de bobeira mesmo, comecei a namorar com um aluno tirado a músico. Não estava rolando e decidi terminar tudo. Foi quando ele escreveu uma música sobre o término, falando o quanto estava triste, que a música estourou nos rádios e a minha vida de musa-linda-perfeita-sem plástica (xiiii.... Não conta do botóx, lipo e silicone, ok!?) foi para espaço. Pelo menos eu seria famosa! Todos diriam: 'não há ninguém como você!' Mais rica que o normal, eu comprei ainda mais!

Em junho, minha vida mudou novamente! Um raio caiu em mim e meus poderes aumentaram. Além de bruxa-perfeita, agora eu conseguia descobrir onde pessoas desaparecidas estavam só olhando uma foto delas! Finalmente poderia trabalhar para a polícia. Isso se eu não tivesse ido longe demais, não tivesse pintado meu cabelo de azul e não saisse piriguetando por aí. Depois da Itália, eu virei clone da Natalie Lamour. E numa destas noites doidas de festas acabei sofrendo um acidente e perdendo a memória. Mas de comprar eu não esqueci!

Em julho, eu só não era uma celebridade por ser uma bruxa-perfeita-musa de música como ainda fui sorteada e ganhei um jantar com meu artista internacional preferido. Nada foi como eu imaginava e, na manhã seguinte, me mandaram embora do hotel. Acabei sendo convidada para trabalhar numa emissora de quinta categoria, já em decadência, que só me queria para coroar o fracasso e terminar com o programa de menor audiência da história. Não aceitei, porque o que queria mesmo era saber como me livrar do vampiro apaixonado que foi ao meu encontro dizendo que estávamos prometidos desde o nascimento. Arrumei minhas malas e vim embora. Acabei foi encontrando um fantasma bem simpático que me chamava de Hermosa e não saia do meu quarto (ui!). Ahhh... para aliviar tanta tensão, comprei mais um pouquinho!

Em agosto, moreninha de sol, eu, uma menina de vinte, tinha várias questões do coração para resolver. Descobri que a minha avó, aquela que me criou tinha morrido e não tinha deixado nada para mim a não ser um bilhete, foi uma tortura. Bruxa-perfeita-linda e pobre! Só fiquei sabendo que tinha que voltar à Itália e descobrir uns lances aí envolvendo Julieta, Romeu e Shakespeare, mas desisti. Mas após os relacionamentos com o político charmoso, o cara da Índonésia,  os italianos (1, 2) o bruxo da escola que compôs uma música para mim, o artista internacional, vampiro apaixonado e o fantasma que não deram em nada, decidi me entupir dos Beatles e formar um clube para garotas desiludidas e cansadas de ser enganadas. Dei ao clube o nome de Lonely Hearts Club. Foi aí, que lembrei do nosso último verão, das maluquices que eu e ele (meu cartão de crédito) fizemos. Agora, sem o dinheiro da minha avó, não comprei.

Em setembro, meus amigos, incorporei a Becky Bloom! Aproveitei que ela agora tinha uma filha e comprei por mim e pela criança. Como pagar as faturas do cartão seria um problema, mas nada que eu não pudesse resolver num futuro não muito distante. Lotada de compras, cheguei em casa e me deparei com uma faixa pregada na porta: "Sou louco por você". Isso era coisa de italiano, mas tive tantos casinhos este ano que seria difícil descobrir o autor da declaração. Minha vida era fora de série! E minha compulsão por compras também!

Em outubro, o carinha que escreveu a declaração me trancou num quarto, mas fiz de tudo até fugir. Sem meu consentimento não, meu bem! Nem aqui, nem além da vida!!! É uma série de garotos que não tem fim nesta minha curta vida. Sei que tem o garoto da casa ao lado, sei que o garoto encontra garota e é claro que sei o que todo garoto tem (mesmo que eles sejam homens com H e não meros garotinhos como dá a entender).  Mas em homenagem à palavra garotos, que lembra dia da criança, comprei umas lembrancinhas para mim mesma.

Em novembro, adivinhem onde fui parar de novo? Na cidade dos caçadores de sombras, claro! Há muito eu não manifestava meu lado bruxa, mas agora os caçadores bam-bam-bam resolveram pedir penico aos integrantes do submundo na guerra que eles travaram contra o Valentim. Como sou uma pessoa boa, e queria conhecer os gatinhos de lá, fui. Assim que a guerra acabou, decidi ir para África espairecer e acabei me hospedando na casa de um menino engraçadíssimo apelidado de Cotoco. Calma! Eu não sou pedófila! O garotinho só me arrancou gargalhadas, nada mais que isso.  E, como não gastei com hospedagem, pude fazer uma comprinhas e algumas trocas...

Em dezembro, pensei na minha piriguetagem e questionei qual meu número. Acho melhor nem contar, porque a lista está sempre crescendo...


A estrela mais brilhante do céu, Graceling, Encantos do jardim, Como (quase) namorei Robert Pattinson, A maldição da pedra, O vale do silêncio (compras); 
Ainda não te disse nada (promoção); 
O segredo de Emma Corrigan, A maldição do tigre, Liberte meu coração, A fúria dos reis (amigo oculto);
 Dawson's creek (4ª e 5ª temporadas) e Harry Potter - das Páginas para a Tela (presentes do Léo).

E chega o novo...

Postado por Luciana Mara às 14:31:00 7 comentários Links para esta postagem
Pessoas!

Fim de ano bem corrido por aqui. 
Esta semana tirei uns dias para viajar e sumi. Logo vou contar como foi e revelar onde o destino parece querer nos levar...

Passei só para desejar um FELIZ 2012 a todos e agradecer aos que acompanharam minhas viagens (viagens viagens, e viagens mentais, deu para entender, não é?!) no TOC. O próximo ano será de algumas mudanças (10 meses e alguns dias para o casório \o/), então, se eu surtar mais, peço antecipadamente que me desculpem.


O 'Perdoa-me pai, eu comprei' de Dezembro vem, só não sei ao certo que dia. Esperando a inspiração baixar em mim.

Enquanto isso, vai aí o texto de fim de ano que escrevi para o Universo Literário: E tudo de novo... 

2012 de muita piriguetagem a todos!

Bjins,
Lu!

sábado, 24 de dezembro de 2011

"Pois é, minha filha, Papai Noel não existe!"

Postado por Luciana Mara às 14:16:00 24 comentários Links para esta postagem
Um dia desses, enquanto voltava do trabalho, ouvi no rádio um quadro em que os locutores contavam para as crianças (filhos, sobrinhos, vizinhos dos ouvintes) que Papai Noel não existe. Eles falavam que eram os pais delas quem compravam os presentes e alimentavam o mito. 

Outro dia, na mesma estação, saiu uma enquete perguntando como os ouvintes descobriram que o bom velhinho não existia. 

Sabem o que senti ao ouvir os quadros?

No primeiro, senti certa sensação de similaridade, porque as crianças ficarão traumatizadas com toda a história do Papai Noel, assim como eu fiquei.

Quanto ao segundo quadro, senti uma enoooorme inveja dos ouvintes que ligaram para lá, porque a minha história é muito boa e eu queria compartilhá-la também. E já que este é meu espaço...

Eu tinha 7 anos e pretendia entrar no mundo musical.
Escrevi uma carta e pedi ao bom velhinho um teclado. Na verdade, eu sempre quis tocar violino, mas quando meus pais olharam um lugar para eu fazer aula, disseram que eu teria que aprender flauta primeiro. Eu não sei se esta informação procede, só sei que eu não queria aprender a tocar algo que tivesse que ficar soprando e que ficasse cheia de baba (nada contra quem toca, acho lindo, mas não é para mim - Ok Léo?). Acabei desistindo do violino e deixando para próxima encarnação - junto com o ser homem) e optei pelo teclado.

Na manhã do dia 24 de dezembro de 1993, assim como em todas as outras manhãs do ano, eu, minha mãe e minha irmã fomos a janela despedir do meu pai que ia para o trabalho. Morávamos no quarto andar e a janela da sala de tv dava para o estacionamento. As malas estavam prontas em casa e à noite ele nos pegaria e iríamos viajar). 
Estávamos todas felizes e saltitantes, porque o natal estava aí e íamos ganhar o que tínhamos pedido (minha irmã ia ganhar brinquedos de cozinha - só de nunca ter pedido nada disso dá para fazer ideia de como serei boa dona de casa, não é? ¬¬) quando meu pai saiu do carro, colocou as duas mãos na cabeça e gritou:
-Sumiram!!! 
Eu e minha irmã não entendemos nada, mas minha mãe ficou em choque e perguntou:
-O que?
Meu pai foi simples e direto:
-Roubaram TODOS os presentes! 

Pois é, fiquei sabendo que Papai Noel não existia porque um f#$@% d@ p#$@ roubou TODOS os presentes que meus pais tinham comprado. Não levaram o rádio do carro, nem nada. Só abriram o porta-malas e levaram os presentes que os meus pais tinham comprado para a família inteira.

Depois disso, minha mãe teve que acabar com a farsa e revelar que o velhote era uma furada. 

Minha mãe ainda foi de porta em porta, perguntando aos vizinhos se eles tinham visto alguma coisa, alguma movimentação estranha, mas nada. Nem sinal do meu teclado. Então, peguei birra com instrumentos musicais.  

Vocês perderam a oportunidade de me ouvir tocando (depois das aulas que eu iria fazer)! Eu poderia ter sido uma diva da música, mas o FDP de um ladrão estragou meu futuro.

E o que ganhei naquele fim de ano?
Só um Feliz Natal mesmo! Que é o mesmo que eu desejo a vocês!!!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Minha primeira carta de amor...

Postado por Luciana Mara às 08:38:00 17 comentários Links para esta postagem
Natal chegando.
Muita correria para conseguir tirar minhas duas semanas de férias a partir da próxima semana. \o/

Então para dar uma agitada por aqui, segue o conto que escrevi para participar da promoção do Colecionadores de Histórias da Miloca.O tema era Ainda Não Te Disse Nada e valia o livro com este mesmo nome. E tcharam!!! Ganhei!

Espero que gostem.
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Prezado diário,

É hoje! Vou entregá-la!

Segue anexada uma cópia da minha declaração.
Não! Não é uma declaração do imposto de renda (que a propósito ainda preciso fazer), é minha primeira declaração de amor. Você sabe que sempre fui muito tímido, reservado, fechado, mas se eu não fizer nada, vou explodir. Espero que tenha feito direito.

"Querida garota do casaco vermelho,

Todas as manhãs, aguardo o metrô das 6:30 para te ver. Tudo bem que isso significa que tenho que esperar uma hora na porta do prédio onde trabalho até o expediente começar. Isto também significa que perco uma hora de sono todos os dias para pegar o metrô mais cedo, mas vale muito a pena. Ver todas as manhãs seus longos cabelos cacheados, seus olhos mel, seu corpo esguio coberto pelo seu lindo casaco vermelho, animam meu dia.

Você sempre entra no vagão pela mesma porta, e eu sempre estou sentado em frente a ela para te ver chegar. Todos os dias, eu torço para não vagar um lugar longe de mim para você sentar. Isto não significa que quero que você fique em pé o caminho todo até a sua estação para eu poder te observar de corpo inteiro. O problema é que, quando isto acontece, minha manhã murcha um pouquinho, porque quando você esta sentada longe de mim só consigo ver o cocuruto da sua cabeça em meio a multidão. Por várias vezes quis te oferecer meu lugar para sentar, mas eu não tinha como fazer isso.

Em uma das primeiras manhãs que te vi, você estava bem distante de mim, mas me olhou rapidamente. Então, te sequei com os olhos, sem ao menos piscar uma vez, para ver se aquela teoria de que, quando você é excessivamente olhado sente que está sendo observado e procura o observador. Deu certo porque, em seguida, você olhou para mim. Apontei para a pasta que você leva para a faculdade, indicando que queria segurá-la.  Enquanto você vinha, tive que me apressar. Olhei por tanto tempo para você sem piscar que lágrimas escorreram pelo meu rosto. A minha sorte é que, como estou constantemente gripado ou com sinusite e rinite, tenho lenços de papel no bolso, e pude enxugar as lágrimas antes de você chegar. Aproveitei e assoei o nariz. Duas vezes. Fiz tudo em tempo recorde, acho que você não viu. Quando chegou a sua estação, você pegou seu material, balançou a cabeça agradecendo e deu um sorriso tão lindo que meu coração desmontou. Aquele dia foi tão perfeito, que mesmo com o tempo fechado e este frio que está fazendo, quis correr pelado na rua de tanta felicidade.

Depois desta manhã, nos olharmos discretamente (eu te olho descaradamente, ok?) virou meu passatempo predileto. Meu único momento perfeito. Aquele em que fico repassando durante todo o meu dia.

Sei que temos várias coisas em comum. Já te vi com um livro de cálculo, então ambos somos da área de exatas. Você usa óculos para ler (em uma das últimas manhãs que você conseguiu sentar, vi quando foi ler um best-seller – que a propósito já li, e cujo assassino é o filho do mordomo, já te adiantando caso você goste de spoiler) e eu também. Vi que quando carrega a mochila em um ombro só, utiliza o esquerdo, coisa que também faço. Te vejo estalando todos os dedos das duas mãos, o que só não faz com o dedo anular (acredito que não quer engordar o dedo que se usa aliança, coisa que também penso). Viu como somos parecidos?

Confesso, porém, que morro de ciúmes quando vejo você mandando mensagens no celular. Eu já vi que você não usa aliança de compromisso, o que já indica boas chances de não ter namorado. Mas e se tem e não usa aliança? E se fica trocando SMS com ele? Quando sorri ao ler uma mensagem, meu coração se aperta um pouco.

Então, decidi que era a hora de agir. Eu sei que acabei de te contar várias coisas sobre mim, mas ainda não fiz o principal, me apresentei. Muito prazer, meu nome é Eduardo. Tenho 23 anos e sou contador. Sou aquele cara com quem todas as manhãs você troca olhares.

Ahh... Acho bom deixar claro que sou um admirador e não um perseguidor, ok?!

E desculpe se ainda não te disse nada.
Mas é que...
É porque...
...eu sou mudo!

Abraços,
Eduardo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

#87: Qual Seu Número? (Karyn Bosnak)

Postado por Luciana Mara às 11:46:00 19 comentários Links para esta postagem
Informações:
Título: Qual Seu Número?
Autora: Karyn Bosnak
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 414

Comentários: Depois de muita propaganda na blogosfera, não resisti. Este chick-lit furou a fila de novas leituras.
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Delilah Darling tem 29 anos e admite: é fácil.

Fácil mesmo, naquele sentido de que sai dando a 'flor' por aí, como diria a Mônica de Friends (estou viciada no seriado).

Mas ela não se importava com isso até ler uma matéria no jornal que dizia que uma mulher de 30 anos, tem, em média, 10,5 parceiros (olha minha profissão complicando a vida da protagonista, galera!) e que a chance de encontrar alguém após atingir deste número era muito remota. O problema é que a Delilah já teve 19 relacionamentos! Então, ela surta e traça uma meta: 20 homens. Ela ainda pode tentar uma vez, ainda resta uma chance!

Como se este problema não bastasse, Delilah e sua melhor amiga Michelle perdem o emprego. Para piorar ainda mais, a irmã mais NOVA da Delilah, Darcy, vai se casar! É um prato cheio para sua mãe pegar mais uma vez no pé da filha encalhada (e agora desempregada - fato que ela decidiu esconder).

Assim, após a festa de noivado da sua irmã (só eu acho estranho a família conhecer o noivo só no noivado?), Delilah decide ir a confraternização dos demitidos (e o ex-chefe que também vai e fica deslocado) da empresa. E após uns gorós e outros. Blaf! Sua meta de 20 homens vai para o ralo, a menos que AQUELE seja o homem certo. O que não foi o caso, ou então, não teria história. 

Já desesperada, após uma ida a igreja para confessar seus 20 pecados, Delilah, com ajuda do padre e de um pouquinho de atoíce, resolve fazer a lista com os homens da sua vida para tentar entender porque aqueles relacionamentos não deram certo. Mas ela toma uma atitude diferente! Ela não fica lamentando o que já foi, ela quer é mudar o que poderia ter sido. Assim, decidi ir atrás dos ex para reconquistá-los. Era a única opção para ela não ultrapassar o número 20 (sem precisar se dedicar ao celibato). 

Para descobrir a localização daqueles homens, Delilah conta com a ajuda de seu vizinho gato de descendência irlandesa, Colin. Ele é ator, mas faz bico de detetive, serviço que aprendeu com o pai. 

Homens localizados, viver de seguro desemprego, aí vai a Delilah! 

Será que ela reconquistará uns dos ex? Será que é possível esquecer os problemas que fizeram com que ela terminasse os relacionamentos e recomeçar uma história de amor? Confira onde esta história vai dar em Qual Seu Número?.
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Eu adoro chick-lits! Eu curto muito acompanhar as sagas de mulheres com alguma neura (física ou emocional) e encalhadas/metidas num relacionamento ruim, mas que vão atrás de respostas e de soluções para seus problemas (mesmo que o problema seja só arrumar um namorado - coisa que eu sei estar difícil hoje em dia, principalmente em BH). Eu curto a mãe que pega no pé (a gente precisa ter alguém para ficar com raiva nestes livros), a irmã/amiga sensata e principalmente o mocinho fofo/misterioso/sexy. Eu esperava isso e encontrei. Mas eu esperava muitas, muitas gargalhadas.

Após terminar a leitura, posso dizer que ri, mas não gargalhei como esperava. A Delilah passou por situações e fez coisas que me fez morrer de vergonha alheia, mas eu esperava rir mais nestes momentos. Maldita expectativa! Esperar sorrir demais, ou chorar demais e não fazer nem uma coisa nem outra, acabam me frustrando.

Não há como negar que as melhores partes são as que a Delilah visita os ex. Quando ela retorna para casa, mesmo tendo o vizinho gato Colin e tudo mais, senti que o livro teve uma caída. O final foi fofo, como todo chick-lit deve ser (sério, ODEIO quando a protagonista fica sozinha), mas eu esperava alguma coisa a mais.

Apesar do livro ser um tijolo (em tamanho, não em peso) eu li bem rápido. Devo destacar que os mapas, as listas, as gravações da secretária eletrônica e os subtítulos dão um charme à obra. As inúmeras notas de rodapé da autora e da tradutora também foram uma luz! Sem elas, eu não compreenderia algumas passagens.

Há um filme inspirado no livro. Sim, inspirado porque as más línguas disseram (e percebi pelo trailer) que as histórias são bem diferentes. Em breve, integrarei ao círculo destas más línguas também. Mas só de terem mudado o nome da protagonista (no filme ela chama Ally Darling), percebe-se o quanto a história deve ter sido modificada.


Posso expressar mais uma vez a minha frustração com capas dos livros retiradas de imagens dos filmes? Para bom observador, uma característica basta! E neste caso, são duas características bem evidentes que diferenciam a história da capa:
1) Delilah está um pouquinho acima do peso;
2) Ela é morena.

Observe que a Anna Faris (só lembro dela como protagonista da franquia Todo Mundo em Pânico - o que já remete a uma interpretação não digna de Oscar) tem que fazer um esforço com o quadril para aparentar uma curvinha e não a tábua de passar roupa que ela realmente é. O loiro platinado, nem se comenta. Já quanto o Chris Evans... Ele fica perfeito em qualquer lugar que apareça (Léo tenha amnésia após ler a última frase).

Tenho a leve impressão que estou ficando muito crítica. Adoro eufemismos!

Sendo assim, ainda recomendo!
-0,3 estrelas

Este livro faz parte da lista do Desafio Literário (Clique no nome do desafio para conhecer a lista completa).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

#86: Crescendo (Becca Fitzpatrick)

Postado por Luciana Mara às 12:10:00 18 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: Crescendo
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 288

Comentários: Quando eu digo que minha memória é ruim, é porque é ruim mesmo. 

Crescendo foi o livro escolhido para mim para o Clube das Chocólatras. O único problema é que eu não lembrava NADA de Sussurro (só lembrava do Patch). Então, o que tive que fazer? Claro que fazer um combo e levar 2 por 1. Sussurro não estava na minha lista de releituras, mas não teve outro jeito, tive que reler. 
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Este texto contém SPOILERS de Sussurro

Recapitulando: Patch, um anjo caído, queria matar Nora Grey, uma garota descendente de nefilins (filho de anjos e humanos) para se tornar humano. Os anjos caídos só podiam ter sensações ao tocar as pessoas nas duas semanas em que poderiam possuir o nefilin que havia lhe prestado juramento. Ao matar um descendente deste nefilin, ele poderia sentir para sempre (era a lenda). 

Mas por algum motivo, Patch não consegue matá-la e acaba se envolvendo com Nora. Porém, isso não quer dizer que ela estivesse fora de perigo. O nefilin de quem ela descende (que fez se passar por Jules um cara com quem Vee – melhor amiga de Nora – saía) é quem tenta matá-la. Mas ao tentar se sacrificar em nome de Patch (para que ele se torne humano) e evitar que seja Jules quem a mate, Nora acaba fazendo com que Patch recupere as asas e se torne seu anjo da guarda.

Pronto! Preparada para Crescendo.

Patch agora é o anjo da guarda de Nora, além de ser seu namorado. Tudo bem que a mãe da garota não gostava daquele bad boy (qualquer mãe com juízo não gostaria de um ‘cara’ que ganhava dinheiro jogando sinuca), mas não seria isso que a faria se separar dele depois de tudo que passaram. O único problema daquele relacionamento é que ele não sentia seu toque. O emocional de Patch era uma coisa, mas o físico... Ele continuava sendo um anjo, então, não sentia nada.

Mas mesmo no emocional, ele estaria realmente envolvido? Isto porque quando, depois de uns amassos, Nora disse aquelas três palavrinhas mágicas, Patch foi embora (comentário adicional: por favor seres do gênero masculino, respondam a um ‘Eu te amo’).

O pior foi saber que após este episódio, Patch tinha ido bisbilhotar a janela de Marcie Millar, a inimiga nº -564987465 de Nora. ‘Será que ele estava apenas seduzindo-a e após ver que ela tinha sido totalmente conquistada, Patch estava pulando fora? Mas justo com a Marcie???’ Era o que Nora pensava. Porém, a garota não se limitava a pensar, ela corria atrás de respostas, não pensando nas consequências.

E como se não bastasse, chega à cidade Scott Parnell, um amigo de infância de Nora. Ele é misterioso e meio marrento, mas como a mãe da garota não gostava de Patch, ela sente que a mãe vai tentar dar um empurrão para que ela troque de namorado.

Enquanto tudo dá errado na vida de Nora, parece que a vida de Vee começa a entrar nos eixos. Patch apresentou a Vee, seu amigo e anjo caído, Rixon. Os dois parecem dar muito bem, o que causa inveja em Nora, principalmente se considerarmos que Patch parece cada vez mais envolvido com Marcie (que não para de esfregar isso na sua cara).

E para jogar mais m#$%@ no ventilador (li Tentada, Queimada e Despertada o que significa que meu palavômetro está a mil), Nora está sendo perseguida E ainda vê seu pai – que morreu assassinato – por aí.

Patch e Nora estavam destinados a seguir caminhos diferentes? Quem perseguia a garota? E porque Patch estava com a Marcie? Quais os segredos de Scott? Descubra em Crescendo.
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Eu gostei bastante de Crescendo, mas para ser totalmente sincera, há um tanto bom de enrolação misturado a boa parte daquele lenga, lenga da Nora pensando no porque o Patch estava com a Marcie, que me fez demorar a engrenar na leitura. Mas quando engrenei, coloquei a quinta marcha e fui até o final a toda velocidade.

E por falar em final, que final foi aquele? Livros que terminam com cenas de ação me matam do coração e me fazem ficar desesperada pelo próximo volume da série (que sai em janeiro #comemora).

Nora está longe de ser uma mocinha quieta, que deixa as coisas acontecerem e não corre em busca de respostas. Ela se arrisca (algumas vezes até demais) e isso faz dela uma mocinha interessante. Vee, sua amiga, é hilária! Ela adora adrenalina e cai dentro nas doideiras da Nora, sem pensar uma vez. Acho as duas personagens tão legais, que não entendo como elas só têm uma a outra como amiga. Eu seria amiga delas fácil!

Marcie é uma Vaca com V maiúsculo, mas os segredos que ela revelou vão bombar o próximo livro. Scott é um personagem diferente. Quero descobrir mais sobre ele. E o Patch, ahhh o Patch. Ele é sarcástico, arrogante e fofo na medida certa. É o tipo de personagem que nenhuma leitora resiste.

E a(o) vilã(o) da história? Acho que já estou num estágio 5 de fissura de livros de fantasia e suas viagens, porque estou chutando o desfecho e sempre fazendo gol. Claro que os detalhes, motivos, razões e circunstâncias eu não tinha ideia, mas eu matei a charada da(o) perseguidora(o) facilmente. Tentei manter o sexo em suspense. Campanha: Spoiler Zero ;)

Preciso explicar porque eu preciso ler livros em série? Se eu não tivesse relido Sussurro, com certeza eu não teria gostado tanto de Crescendo e não estaria tão empolgada com Silêncio, o terceiro livro da série que sai em janeiro. Seria uma trilogia, mas a autora inventou de escrever mais um livro = quis ganhar mais dinheiro e teremos mais de Nora e Patch por aí. Tomara que haja história para tanto.

Dúvidas de que recomendo! Recomendo também que esperem a série toda para não se roeram esperando as continuações.



Este livro faz parte da lista do Desafio Literário (Clique no nome do desafio para conhecer a lista completa).


P.S: Na próxima encarnação, além de pedir para nascer homem, peço para vir com uma memória melhor.
P.P.S: O resumo de Sussurro é para mim mesma. ODEIO não lembrar o que acontece.
P.P.P.S: Só eu que sempre escrevo Pacth, Pathc ou algo parecido antes de escrever corretamente?

domingo, 11 de dezembro de 2011

A arte de se apaixonar 298374516 vezes

Postado por Luciana Mara às 12:23:00 18 comentários Links para esta postagem
Pelo menos o meu tipo de piriguete garantiu que eu estivesse devidamente vestida quando fui expulsa de casa.

Foi só o tempo de colocar na primeira bolsa que eu encontrei o kit de maquiagem (mulher prevenida!), celular (alouuu, para ficar conectada e ser informada se alguma promoção aparecer), agenda e meu livro sobressalente antes de ser enxotada de casa. Pela primeira vez, escolhi um livro aleatório, porque eu sabia que ele seria confiscado assim que eu cruzasse a soleira da porta. 

Imediatamente, quando cheguei à saída do apartamento, dei de cara com a minha mãe, que me esperava para fazer a rotineira vistoria. Então, ela revirou minha bolsa, tirou o livro que eu acabara de guardar e soltou:

- Ana, você não tem conserto mesmo!

Ela me expulsou de casa esta tarde porque, de acordo com ela, eu só fico enfurnada no meu quarto lendo. É um absurdo! Vê se eu aguento isso!!!  Digo que sou de um dos piores tipos de piriguetes, já que tenho vários caras no meu quarto enfileirados esperando que a filha gostosa dela dê uma apalpada e cheirada neles, além do fato de levar vários deles para a cama todas as noites, mas ela insiste que eu sou mesmo é encalhada. Sempre dou “anhram” para não render.

Assim, saí sem o livro na bolsa, mas à la Michael Jackson rumo ao elevador. Minha salvação foi que minha mãe estava tão brava que não me deu um abraço de despedida. Sorte de Anna e o beijo francês, livro que eu estava quase terminando e que estava nas minhas costas, metade dentro da calça e metade escondido pela blusa. Um moonwalker nunca foi tão bem vindo. Saí com estilo!

Sem rumo definido, desci a minha rua até avistar uma cafeteria. Já tinha escutado sobre o aconchegante lugar, e que lá vendia o melhor chocolate gelado da cidade. Só por vingança por ter sido expulsa de casa, decidi violar a dieta que minha mãe me fazia seguir a risca, entrar no estabelecimento e pedir o maior chocolate gelado do cardápio.

Arrumei uma mesa no canto da cafeteria, aquele com iluminação indireta que dava um charme ao estabelecimento. Lá ninguém incomodaria minha leitura. Queria muito saber o desenrolar da história da minha homônima e, quando a garçonete veio trazer minha bomba de chocolate, vi o rapaz entrar. 

Olhei para o cardápio: Cafeteria Paris
Então tudo ficou claro e tive aquele momento iluminado.

Lista de coincidências:
  • Fui praticamente expulsa de casa. Ok!
  • Fui para Paris (era uma cafeteria, mas...) Ok!
  • Vi um rapaz de olhos castanhos, cabelos volumosos e charmosamente despenteados. Ok!
  • Ele cumprimentou um grupo de amigos que ficou muito contente ao vê-lo, leia-se: rapaz popular. Ok!
  • Eu o ouvi dizer que a namorada, que antigamente fazia parte do grupo deles, estava na faculdade do outro lado da cidade e que ia encontrá-la mais tarde. Ok!
  • Ele olhou para mim e pude ver aquelas covinhas enquanto sorria. Ok!

Caraca!!! Ele é meu St. Clair!!! 

Agora só faltava eu ser só amiga dele, fazer ele se apaixonar por mim, terminar com a namorada, me ensinar francês (será que ele fala francês? Mas se tudo está batendo, imagino que ele deva ser fluente na língua) e me chamar para sair, qualquer que fosse a ordem dos acontecimentos.
Fechei os olhos e agradeci:
- Obrigada mãe, a expulsão valeu a pena!!!



- Que expulsão, Mel? Melissa! Acorda menina! Você vai chegar atrasada! 
Eu, han, acordar? O que? Era tudo um sonho? Eu não sou a Ana/Anna? Ahhhh não... Eu quero meu St. Clair e meu beijo na Cafeteria Paris!!! 
Olhei para o criado mudo do meu quarto e lá estava o livro. Passei a madrugada lendo e estou exausta, destruída e em frangalhos, mas terminei de ler e agora estou apaixonada (mais uma vez). Ahhhh St. Clair... 

Ehhh... Algumas vezes acho que concordo com a minha mãe no sonho, em sua colocação que estou lendo demais. Em outras, na maioria diga-se de passagem, não estou nem aí para isso. 

Então, me arrumei, joguei (com cuidado) Desculpa se te Chamo de Amor dentro da bolsa, livro que estava lido pela metade, e saí. Coloquei meu capacete e saí com a minha Biz. Foi quando eu avistei um homem uns 20 anos mais velho que eu, mas muito gato, dirigindo e lendo o jornal ao mesmo tempo. Foi o momento que torci para ele ser publicitário, ter acabado de levar fora da namorada, esbarrar na minha moto e eu cair, ele vir me socorrer, servir de motorista porque minha moto ficaria no conserto que eu pensei:

Internem-me, pois estou mesmo lendo demais!!!

Ps.: Escrevi este texto para o Universo Literário da Sanzinha. Como o TOC está as moscas, decidi postá-lo aqui também #meusobrenomeéPreguiça

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vale a pena ler de novo #1

Postado por Luciana Mara às 10:55:00 15 comentários Links para esta postagem
Começando aquele momento blá-blá-blá de expectativas para o próximo ano, posso dizer que uma coisa eu quero fazer em 2012 (além de casar, montar o apto, viajar, ir a outro show internacional, ler mais de 52 livros  novos e...): releituras.

Ok, ok... Eu sei que é bem difícil fazer isso, principalmente se considerarmos que compro/ganho, em média, uns 8 livros/mês (a média deste ano foi 8,27, para ser exata) e que leio de 4 a 6 em um mês. Sim, eu também sei que isto significa que minha leitura está sempre em déficit. ¬¬

Mas não é por medo da minha pilha de leitura crescer a ponto de eu ter que transformar meu quarto em biblioteca e morar no box do banheiro, que eu vou deixar de matar* as saudades daqueles personagens e histórias de que tanto gostei. Assim, nasce mais uma coluna tampa-buraco:

Vale a pena ler de novo #1 

Aqui vou listar alguns livros que li e resenhei, livros que li nos últimos tempos, mas não escrevi sobre eles (que já passa de 10 há muito tempo) ou ainda livros que li antes de ter o TOC. 


Nada de sobrenatural. Tem suspense, romance e não é juvenil. É uma série deliciosa. Já sei onde estão minhas partes preferidas (que já li trocentas vezes), mas quero ler o livro inteiro de novo-novo (ler pela 3ª vez).



Confesso que comprei este livro pelo preço. O início é bem chatinho, mas quando a leitura engrena, quando a leitura engrena meus amigos... Recomendei este livro ao meu professor da faculdade. Ele disse que há tempos não lia algo tão bom. Saudades do protagonistas Ricardo e da Lily.


Foi uma coisa boa que a saga Crepúsculo me trouxe. De tanto a Bella comentar, tive que comprar e ler. E não é necessário fazer mais comentários. Lindo romance!
Ainda suspiro pelo Mr. Darcy. Já vi o filme n vezes. Agora preciso reler.

Por enquanto, é só.
Se deixar, vou querer reler todos os meus livros (os bons, claro) e minha pilha de livros novos vai ter que ocupar meu lugar no box do banheiro e vou ter que dormir na garagem.

Dúvidas de que recomendo a leitura destes livros?

*Ops... Surgiu a ideia do próximo Top Top. Lá vem sangue por aí...
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