sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

#107: Cinquenta Tons de Cinza (E. L. James)

Postado por Luciana Mara às 10:27:00 31 comentários

Informações:
Título: Cinquenta Tons de Cinza
Autora: E.L. James
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 455

Comentários:
Momento faxinão! Hora de tirar as traças, aranhas e escorpiões daqui.
E vamos ao que interessa.

(Eu prometi a mim mesma que só ia ler este livro quando lançasse o box com a trilogia completa. Porém, quando estava no carro pra viajar pra minha maravilhosa lua de mel, percebi que não tinha levado nenhum livro. Daí fiquei desesperada #vidadebookaholic. Contei pro maridón e ele disse que, já que estava me devendo o livro 300, compraria um pra mim no aeroporto e qual foi o primeiro que vimos? Cinquenta tons, claro! Então foi ele mesmo). Pronto! Fim do grande parênteses.

Honestamente, eu preciso contar sobre a história? Todo mundo sabe que esta é uma trilogia sobre uma mulher bem boba de 21 anos (Anastasia Steele) que conhece e se apaixona por um milionário/misterio/sedutor/ lindo/louco/surtado, o Sr. Grey, que gosta de práticas bem estranhas na cama. E é só isso! Claro que ele tem um passado obscuro que o moldou, e é só por isso que quero ler o resto da série #prontofalei (até já comprei ¬¬).

Sério, preciso entender de verdade porque tantas mulheres se apaixonaram por este cara. Se ele gosta de usar acessórios estranhos, tudo bem... mas sentir prazer em surrar a mulher e ela se submeter a isso só para não perdê-lo? Isto é demais para mim! Eu me senti humilhada. As cenas fofinhas não compensam as palmadas.

E ainda tem tudo aquilo que eu já sabia que me aguardava porque li por aí: escrita fraca e cenas repetitivasivasivas. Toda hora tem um 'reviro os olhos' e 'para de morder os lábios', por exemplo. Também existem muitos diálogos bobos que poderiam viajar com pó-de-flu para o Além.

E aqueles duplos twist carpados com mortal triplo que a tal deusa interior (vulgo fogo na consciência da periquita da Ana) faz toda vez que vê o Sr. Gostosão? Aquela deusa me irrita! E me faz lembrar da série House of Night que é uma meleca, mas eu não consigo largar. 

Saudade...
E saca só essa: Eu demorei 1 mês pra ler este livro. 1 mês!!! Tudo bem que teve lua de mel (e olha que lia sempre na praia - como os gringos fazem isso! Fiquei orgulhosa!), arrumação da casa nova, adaptação da nova rotina de dona de casa, mudança de ônibus que só me permite ler na volta do serviço... mas 1 mês é tempo demais! E justifico isso pela falta de história. Quem já leu algum livro da Nora Roberts (eu já li vários da série Mortal) está acostumado com cenas picantes, portanto, isto não é novidade. Mas cansa isto acontecer o tempo inteiro (fora as sensações da Ana serem mais inacreditáveis  do que a própria história que gerou esta - todo mundo sabe que é uma fanfic de Crepúsculo, correto?). Pra mim, Cinquenta Tons é mais sobrenatural do que a maioria das histórias sobrenaturais #Alouca.

Mas uma coisa eu tenho que elogiar. A editora não suavizou a tradução. Se é pra falar de p*t*r*a, que fale direito. E como tem  p*t*r*a neste livro.

E o pior, o pior mesmo é lê-lo em público. Eu não ligo de ler livros com capas no estilo dos vampiros safadões (para os leigos, Irmandade da Adaga Negra), porque todo mundo imagina que tem alguma coisa caliente ali, mas não sabe realmente o que é. Mas com Cinquenta Tons, todo mundo sabe o que tem (obrigada a todos que fizeram reportagem sobre este livro ¬¬). É horrível alguém olhar para você e pensar: 'Safadinha...'. Ontem, enquanto lia as últimas páginas, a minha vizinha de assento no ônibus estava descaradamente lendo junto comigo. Fechei o livro várias vezes e virava pra janela em sua direção pra ver se ela se mancava e nada! Vergonha define.

Todo mundo fala que o final surpreende. Eu esperava alguma coisa mais tchannn, então nem isso me satisfez. Dizem que nos outros há mais romantismo. Estou pagando, literalmente, pra ver


Minha conclusão é: se este livro fez com que as mulheres lessem mais, ótimo! Só espero que elas não parem neste gênero.
+0,75

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Meu casamento com meu melhor amigo - O filme

Postado por Luciana Mara às 13:56:00 55 comentários

Acordei às 6 da manhã. Perto do resto da semana em que eu havia acordado entre 4 e 5 horas, este não parecia um mal sinal, até que olhei no espelho. Eu parecia um urso panda invertido. Mega olheiras e max bolsas nos olhos no dia do meu casamento!!! Só esperava que o cimento da maquiadora (ou como a Miriam diz, argamassa da melhor qualidade) cobrisse aquilo tudo. 

Ainda tinham várias coisas para providenciar em casa, e lá fui eu ao shopping comprar um chinelo  branco e descente para sair nas fotos. Arrastei minha irmã comigo e, na volta, não aguentei, chorei igual criança quando tem um pirulito roubado. Era a sensação de estar saindo de casa, fora o dia em que tudo que eu planejei por tanto tempo se realizaria. E ainda tinha o tango, minha maior preocupação. Na sexta, dia 2, havíamos feito dois ensaios. Um de manhã, em que deu tudo certo e outro durante à noite, em que saímos de casa debaixo de um pé d'água e TUDO deu errado. Era esperar pra ver.

Almocei e fui para o dia da noiva. A manicura queria me dar um copo com água, porque eu tremia mais que meu avô que tem Parkinson. Acho que tremia tanto que ela ficou com medo de tirar um açougue inteiro na minha mão, e não só um bife. Então, a Ana Paula, minha fotógrafa, chegou e tentou me acalmar um pouco (além de me mandar dormir pra tentar amenizar as olheiras no making of, sorry, mas não deu). Em seguida, fiz uma massagem relaxante, cujo relaxamento durou 5 segundos. Minha sogra, minha mãe e irmã chegaram. Então elas ficaram lindas e eu ainda com a cara de zumbi. Mas os melhores momentos foram os que elas estavam lá comigo.

Já ia conseguir tirar um cochilinho quando o pessoal da filmagem chegou. Daí já era. Tinha chegado a hora de fingir que conseguiria comer o lanchinho fornecido pelo salão em que fiz o dia da noiva pra sair bem no filme. Até este momento, o tempo não passava. Parecia que eu já estava no salão há 3 dias sem dormir

Mas de repente, tinha chegado a minha hora. Hora de tirar os bobs do cabelo e fazer o penteado e a make. E quando pus os cílios postiços, quando pus os cílios, meus amigos, eu era outra pessoa (depois do energético que a Ana Paula me deu também). Coloquei o vestido e me senti outra pessoa! Foi calçar os sapatos (número 1: sapato prata), colocar o véu e os brincos e sair. Nem me dei conta que já eram quase 21 horas.

O salão de beleza era uns três quarteirões da igreja. Cheguei 20:57, mas o casamento antes do meu tinha atrasado uma hora, o que repercutiu em atrasos no meu. E a maior novidade: eu estava calma, serena, como nunca pensei que ficaria. Até aceitei uma balinha do motorista e conversamos sobre o tempo, que era minha segunda maior preocupação. E São Pedro ouviu minhas preces! Choveu durante a tarde e durante a festa (e não acabou a luz - minha terceira maior preocupação, porque não tínhamos um gerador - $ acabou, rs), e nadica no resto do tempo. Isto era um bom sinal.

O Fleetmaster 1947 parou na porta da igreja. Vi minhas daminhas e pajem entrando, bem de longe. Avistei meu pai, lá com o dedo cortado me esperando (caiu uma garrafa de champagne no dedo dele quando ele levava as bebidas no salão de festa e fez um machucado terrível que até hoje não melhorou por completo). Eu sorri. Não sei onde encontrei a tranquilidade que achava que iria me escapar. Subi as escadas, dei o braço meu pai e ouvi a marcha nupcial. Lembro que ainda perguntei para a Cláudia do cerimonial se estava segurando o bouquet certo (tem até isso, sabia?). A porta continuava fechada. Então começou a Nona Sinfonia e nós entramos. Olhei para o Léo, lá na frente me esperando. É uma emoção muito grande. Consegui ver algumas pessoas, mas só queria chegar ao fim do longo corredor e ouvir o que ele tinha pra me dizer.

A cerimônia foi rápida, mas foi bonita (eu achei, pelo menos). Eu não gaguejei e acho que estava até mais calma que o Léo (pode ter sido o calmante que tomei de manhã também, rs). Lembro de, na saída, pegar o bouquet com a minha mãe e ela falar 'Você está linda!'. E eu me senti assim mesmo, e não tinha sido a primeira vez que tinha escutado isso naquela igreja ;-)

Saímos da igreja e demos aquele beijão na porta. Entramos no carro e fomos para o salão. O mais legal foi ver todo mundo no caminho buzinando e virando o pescoço para ver o carro. Usar um carro antigo não tem preço, mentira tem sim!!!

Chegamos ao salão, fizemos as fotos com pais, padrinhos e damas e subimos para o salão principal. Fizemos nossa valsa fake ao som de 'Can't take my eyes off you`. Dois pra lá, dois pra cá, uma entortada de corpo e um beijo, e ainda nos perguntaram se tínhamos ensaiado antes. Realmente, ninguém esperava a surpresa que tínhamos preparado.

Fizemos o brinde e resolvemos cumprimentar e tirar fotos rapidamente em todas as mesas. Era a nossa chance de tentar ter fotografias com todos os nossos convidados. Então, desculpe-nos se falamos 'depois voltamos aqui pra conversar'e não voltamos. Tudo passa tão rápido...

Então tinha chegado a hora. Fui à sala no andar debaixo, transformar meu vestido. Retoquei a maquiagem, tirei minha tiara de princesa e coloquei uma flor vermelha para combinar com a minha sandália (sapato número 2). Estávamos nervosos. Passamos a coreografia uma vez.

A pista já estava bombando, o que não estava previsto. Então o DJ anunciou nosso vídeo. Eu ouvia o pessoal gritando, mas não pude ver a reação de ninguém. Dê o play e o assista para entender o porquê do tango!


Depois da dança, a festa começou para gente. Fizemos um lanchinho (uhuuuu \o/ sou do time de noivas que conseguiu comer alguma coisa no seu próprio casamento \o/) e fomos para a pista de dança. E lá, por mais que você veja as fotos e fale que estávamos muito loucos (sinônimo de felizes, no meu vocabulário), verá que só ficamos na água.

Em algum momento fui jogar os bouquets, ao som de Single Ladies. Primeiro, o com fitas nas cores da decoração da festa, que ficou super legal e dei sorte porque cortei as fitas dos homens e um dos bouquets de marshmallows ficou com a Thaís. Depois, joguei o de Santo Antônio que ganhei da Kellen (Muitooo obrigada!) que foram parar nas mãos da minha irmã, Giovana, Carine e Renata. Que vocês também tenham sorte! *.*


Quando olhei para cima e vi que não tinha quase ninguém no mezanino, sabia que a festa tinha dado certo, que as pessoas estavam se divertindo. A pista de dança ficou lotada o tempo inteiro e eu e maridón só saímos de lá quando a festa acabou, às 4 horas da manhã.

Foi uma noite mágica, encantadora. Espero que para todos que puderam compartilhá-la conosco também.

Obrigada a todos que compartilharam este dia conosco, obrigada aos profissionais que trabalharam com a gente (se quiser indicações, só pedir), obrigada aos amigos que participaram do vídeo e aos outros que correram atrás das coisas com/para a gente. E se você não foi, sorry, não sabe o que perdeu #humildademandoulembranças.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Meu casamento com meu melhor amigo - Extras

Postado por Luciana Mara às 10:29:00 33 comentários
Quando eu compro/pego emprestado/alugo um filme, geralmente eu o assisto e SE, apenas SE gostei muito vou ao menu e assisto aos extras. Mas ao contrário do que eu faria normalmente, vou inverter a ordem e contar primeiro os bastidores deste filme que protagonizei com o Léo (agora maridão *.*): nosso casamento.

AVISO: Este post contém muitos detalhes e muitos fru-frus. Se você não tiver paciência de ler, finja que leu e só me dê os parabéns lá embaixo, ok? #adoida

Então vamos para a parte I - Extras.

Acho que a maioria já sabe que estamos juntos há 10 anos e procuramos a data mais próxima do nosso aniversário de namoro para nos casarmos. Também acho que todo mundo mundo já sabe como foi o pedido de casamento, não é? (Como sou bacana, se não sabe, clique AQUI).

Como disse no post anterior, estava vivendo na Casamentolândia há, aproximadamente, 1 ano e 3 meses (desde que marcamos a data da igreja, que vamos combinar, foi um parto de trigêmeos sem anestesia - e olha que não fazíamos questão de casarmos nas igrejas badaladas da cidade, só queríamos que a igreja tivesse um altar clean).  

Mas estes últimos meses é que foram uma loucura. Quem mandou eu ser tão perfeccionista? Quem mandou eu fuçar milhões de sites de casamento e querer fazer tudo? Quem mandou a gente querer fazer uma apresentação de tango no meio do casamento e ter que planejá-lo todo em cima disso?

Meu vestido, salão, acessórios, disposição das mesas, tudo foi pensando em função do tango, segredo escondido a 6 chaves e meia (só nossos pais, pessoal da fotografia, filmagem, cerimonial e algumas poucas amigas que me ajudaram a achar vestido/sapato sabiam). A gente queria trabalhar em cima do elemento surpresa, e acho que deu certo. 

Eu fui uma noiva louca, que enlouqueceu todo mundo também. Coloquei minha mãe de telefonista e cortadora de forminhas, meu pai para fazer as caixinhas com os convites dos padrinhos, a Ana para decorá-las e ir atrás do vestido das damas, a Fê pra ir comigo nas várias provas do vestido e minha irmã de design gráfica (ela aceita bicos - depois você me passa a comissão pela divulgação dos serviços, ok? #caradepau). Fiz uma lista enorme de tudo que ela precisava fazer pra mim (e algumas coisas, na pressa, acabei não levando para o salão #choralitros) e ela fez. Placas, adesivos, tags, caixinhas, tudo personalizado. Deu trabalho!

Caixa dos padrinhos e convite
Saí do lugar comum Submarino/Walmart/ Americanas/Saraiva e comprei coisas na net torcendo para os sites fossem confiáveis. Comprei placa do carro com a data do casamento, espumantes, topo do bolo e até minha sandália vermelho pro tango! Eu não encontrava sandália vermelha presa no tornozelo como eu precisa pra dançar. E o melhor foi eu falando que não encontrava sapato e as pessoas me mandando para lojas de sapatos brancos de noiva e não podendo contar o tipo de sapato que eu precisava.

Eu também botei a mão na massa. Vi vários cabides para dependurar o vestido de noiva com os nomes/iniciais dos noivos na internet e fiquei doida. Furei meus dedos com arame e prego e ele saiu \o/ (e mandei um pra Kellen de presente, rs). E não parou por aí: 1h da manhã do dia do meu casamento, estava lá, eu, minha irmã e mãe fazendo os bouquets de marshmallows para as daminhas. 



E o tal do vestido? No início, ele foi um enigma. Ele tinha que se transformar entre a igreja e a recepção, mas eu não sabia como. Até que vesti um vestido de festa na casa da Virgínia (que fez o vestido) e PAH! Estava resolvido! Seria um vestido todo de renda, com a saia removível. Assim, me casaria com um vestido mais romântico, como eu queria, e depois ele ficaria fatal, rs. Na última prova, até pedi para ela abrir um pouco mais a fenda. Ficou num tamanho bom, não? Mintam pra mim!!!

Antes

Depois.

Acho que até já contei, mas fiz todo o projeto de decoração. Sabia onde teria cada flor e de que tipo. Eu não queria um casamento que parecesse decorado apenas para noiva. Fuçando um pouquinho, descobri duas cores básicas que combinavam e que nós dois gostamos: azul e amarelo. E ainda tinha um adicional, lembrava o mar e sol da nossa lua-de-mel (se bem que o mar é bem mais claro do que o azul que escolhemos). 

E eu que fui roteirista e atriz? Escrevi o roteiro (com algumas adaptações) do Save the Date (abaixo) e do Love Story (o vídeo que passou no casamento). Só que ao contrário do Léo, só sirvo pra cinema mudo, se é que sirvo



E o tango? Fizemos aulas por 3 meses, todas as sextas. Então, se você me chamou pra sair e eu não pude, agora sabe o porquê.

Até 10 dias antes do casamento eu ainda não tinha decidido a cor do meu bouquet (queria com callas e orquídeas rosas, mas elas não são boas nesta época do ano), o bouquet das daminhas, minha maquiagem e penteado e se usaria flor branca ou vermelha no cabelo na recepção. Fui uma noiva surtada, mas qual noiva não é?

Assim que o Love Story sair (espero que ainda esta semana), conto sobre meu dia, tudo que senti e tudo que aconteceu. Acho que com o vídeo vai dar pra explicar melhor tudo.

Ahhh... E não li nada! Agora nesta correria de arrumar a casa nova, as coisas vão andar mais devagar, mas vão andar, prometo!

Ps.: Descobri as maravilhas dos cílios postiços!
Roubei as fotos do casamento do Face dos amigos, rs. Ainda não tenho as fotos oficiais.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mudando de ares...

Postado por Luciana Mara às 10:25:00 22 comentários

Pra quem não me acompanha no twitter, só tenho que avisar uma coisa: não morri, apenas me mudei.


Estou passando uma temporada em Casamentolândia.
Aqui, o tempo nunca é relativo. Ele sempre corre. Faltam 50 dias e no dia seguinte faltam 32. 

Em Casamentolândia, as flores que você quer para o bouquet não florescem no mês que você vai casar. Daí precisa optar por: 1) uma decoradora mágica; 2) mudar todo o planejamento realizado há meses.

Todas as lojas de calçados são especializadas em sapatos de noivas, mas nem assim você encontra um. Existem algumas lojas que confeccionam os sapatos (dá licença, mas tem gente com pés de tamanhos muito diferentes, ok?!), mas você só descobre isso quando está a 40 dias da sua data (e eles demoram 30 dias pra fazer) e precisa de um sapato para daqui 4 dias (prova do vestido marcada). 

Aqui, todas as casas são pequenas, sem quintais e não há locais disponíveis para o chá de panela. Para locar um espaço, seria necessário vender outro rim, mas ele já está reservado para trocar pelo arranjo de cabelo e brincos, que você nunca acha do jeito que imaginou (ou viu numa artista ou filme. Mundo cruel!).

O que acontece mais constantemente é passar pela Floresta do Confundimento e ficar desnorteada. Por exemplo, ouvir tantas músicas lindas do coral que vai cantar na igreja, que não consegue optar entre elas.

E os Correios que entram em greve quando você precisa enviar os convites para aqueles que moram em Tão, Tão Distante?

E como eu poderia esquecer as magníficas lojas de jóias espalhadas por Casamentolândia? Tão magníficas que resolver reformar logo quando você tem que ir lá fazer o ajuste das alianças? E, que apesar de ter outras lojas como o mesmo nome espalhadas por aí, funcionam como lojas independentes? Ahhh... fora que as alianças são mandadas para o ajuste por correio (que ninguém tem 100% de certeza se já voltou ao normal).

A única vantagem de viver neste mundo louco é que você se desespera tanto que emagrece (não que a balança tenha indicado isso, mas me disseram que eu chupei, emagreci, então acredito sem questionar).

A temporada está quase no fim e minha loucura cresce exponencialmente. Correntes positivas estão chegando pelo Oceano DesPacífico. Obrigada!

Então, enquanto o Dia não chega, vou me ‘divertindo’ aqui em Casamentolândia. Desculpem o meu sumiço temporário do mundo das leituras (inclusive dos blogs amigos). Volto em breve!


Ps.: Obrigada pelas mensagens fofas meu noivo/quase marido/marido -32 dias! Amo você!

terça-feira, 31 de julho de 2012

#2: O que eu andei fazendo

Postado por Luciana Mara às 09:02:00 18 comentários
E mais uma vez venho apertada com tudo e tenho sumido. Então, aí vai o "Perdoa-me pai, eu comprei" - versão a jato!

A Casa das Orquídeas (ganhei no Mundo de Papel)
A Escolha (ganhei no Mundo de Papel)
O Nome do Vento
O Prisioneiro do Céu
A Última Carta de Amor



Aproveitando a oportunidade, venho por meio deste informar que A culpa não é das Estrelas, tão pouco do John Green. A culpa é do  F.Harquimedes (vulgo Felipe Fagundes) do Fechei com Ele que criou uma brincadeira super bacana que sugou toda a minha criatividade neste mês. Eu não sei se chamo de criatividade ou maluquice, cabe a vocês concluírem.

A brincadeira 'Palavras aleatórias' consistiu em, a partir de um gênero pré-determinado e de 5 palavras escolhidas, criar uma sinopse. Eu bebi muita água de privada e escrevi algumas, duas foram aprovadas pela 'banca', então não posso mostrá-las (senão o Felipe sabe quais são as minhas)

Não me dei muito bem com o gênero autoajuda (e engoli uma palavra super fácil - desculpem, eu estava com fome) e não mandei sinopses todos os dias, porque vamos combinar que até minha maluquice tem limites. Também não consegui manter o foco sempre, mas como o que vale é a intenção, aí vai: 

  • Gênero: Comédia romântica
    •  Palavras: Cemitério, chefe, irmã, namorado e desastre 

Aquele deveria ser um momento triste. Lúcia acabara de sair do CEMITÉRIO. Mas tinha sido o enterro da sua sogra! Como não comemorar?

Além de ficar livre daquela megera que só mimava o filho, seu CHEFE ainda cedeu dois dias inteiros de folga para que ela consolasse o NAMORADO. Lúcia ligou para IRMÃ e marcou de encontrar para fazer um brinde ao dia perfeito.

E quando atravessava a rua, foi atropelada.

Em algum momento ela despertou em um quarto todo branco. Teve consciência que estava em um hospital e, que aquele corpo deitado no leito, era o seu. Ela estava vivendo uma experiência única, poderia escrever livros, dar entrevistas, palestras, ficar famosa. Isto se conseguisse voltar.

Foi quando olhou para o sofá e ficou ainda mais pálida (como se isso fosse possível para um espírito). Sua sogra a esperava, doida para afastá-la de vez do filho.

Lúcia só tinha duas saídas para evitar um DESASTRE: provar que ela amava mesmo o namorado e o faria feliz ou se livrar de vez daquela mulher que a perseguia até no Além. 

    •  Palavras: Trapézio, namorado, chefe, mãe e feira 
 "Base vezes altura? Não, esta é a área do quadrado. Base vezes altura dividido por dois? Não, é a do triângulo."

Verônica desistiu. Se tinha que procurar no Google a área do TRAPÉZIO para fazer aquele teste de QI, era provável que o QI dela era menor que imaginava. Ela só se perguntava por que seu NAMORADO lhe enviava e-mails com estes testes se sabia que Vic odiava matemática.

Ela fechou aquela página e abriu o Facebook. Seu novo CHEFE apareceu como sugestão de amigos o que, logicamente, Verônica ignorou. Mas não custava aproveitar o momento e vascular a vida dele.

Foi quando abriu a pastas de fotos e, em uma imagem do seu novo chefe com uma bela morena, um jovem lhe chamou atenção. Ela era péssima para lembrar fórmulas matemáticas, mas sua memória fotográfica era ótima. Vic sabia que conhecia o sobrenome do chefe de algum lugar, mas sua MÃE disse que Bandirra Aguiar era um sobrenome muito comum (no planeta da sua mãe, claro). Era ele. Só podia ser ele. Ele tinha página pessoal? Casou? Teve filhos? Divorciou? Aquela era uma foto antiga e ele tinha morrido? Vic não descartava nenhuma hipótese e foi executar sua função preferida: detetive virtual.

Enquanto vasculhava, Verônica começou a lembrar dos acontecimentos que iniciaram naquele encontrão no supermercado enquanto, ainda garota, fazia a FEIRA para sua mãe. Naquele dia,  agradeceu à sacola rasgada que deixou as laranjas rolarem até o garoto simpático. Mal sabia tudo o que aquele jovem rasgaria do seu coração.

Era a sua chance de passar tudo a limpo. Pensando bem, era melhor adicionar o chefe no Facebook...


  • Gênero: Tramas policiais
    •  Palavras: Detetive, hemorroidas, sangue, agressão e boneca
“Era mais um dia daqueles na vida do DETETIVE Roberto Limah. Desde que sua mãe falecera, Limah ficou responsável por cuidar do pai. Com Alzheimer, o senhor nunca lembrava que já tinha sido diagnosticado com HEMORROIDAS e sempre que estava com uma dor... lá, pedia ao filho que o levasse ao médico. E este era mais um dia de consulta.

Enquanto subia as escadas para buscar o pai, Limah ouviu um grito. Seus instintos o fizeram descer as escadas e ir de encontro ao barulho. A porta do apartamento 303 estava aberta e a sala estava coberta de SANGUE. No sofá, em choque, estava Amarylis, a vizinha linda com rosto de BONECA, que parecia não ter sofrido nenhuma AGRESSÃO, exceto psicológica. Seu marido acabara de ser assassinado. Limah olhou para aquele corpo estendido no chão, com um tubo de caneta sem a carga enfiada na jugular do rapaz. O assassino do material escolar atacava de novamente.

Era o terceiro assassinato do tipo na cidade e este agora em seu território. Para Limah só restava uma opção: resolver aquele mistério. Se no caminho ele conseguisse também conquistar a nova viúva, ele não reclamaria... "

  • Gênero: Aventura
    •  Palavras: Nerd, escolhido, portal, pum (socorro nesta palavra!!!) e poder
Pedro Guerra não poderia ter um nome mais apropriado. Aos 18 anos e filho único, o jovem estava acostumado a conseguir tudo que queria, mesmo que fosse necessário recorrer à força bruta.

Júlio Abrantes era o garoto exemplar. Acabara de completar 16 anos e já estava se formando no ensino médio. Era um NERD e sentia-se orgulhoso dos seus feitos.

Os jovens tinham apenas duas coisas em comum: freqüentavam a mesma sala de aula e em suas carteiras repousavam o bilhete:

“Você foi ESCOLHIDO. Esta cadeira é a abertura do PORTAL. Encontre os cinco objetos ligados aos cinco elementos. Eles serão sua chave de volta para casa. E o tempo corre.”

E de repente: PUM!!! Ambos desapareceram.

Sem nenhum PODER especial, além da força física e da inteligência, os jovens terão que sair desta enrascada. Mas as dicas não foram claras. Eles poderiam unir forças ou seria cada um por si?

    •  Palavras: Piriguete, robô, Bangladesh, 2098 e fuga
A agente especial Lucy Slander sabia que seus traços nipônicos a ajudariam naquela última missão em Tóquio. Por isso, se prontificou a se trajar de gueixa PIRIGUETE e resgatar o artefato roubado no Museu Nacional de Tóquio, o maior e mais antigo museu do Japão. Melhor seria se ela tivesse conseguido identificar o ladrão.
  
Frustrada por não completar a missão, Lucy saí de férias para Agartala, Índia. Ela tinha a consciência de que não era um ROBÔ, que estava suscetível a erros, mas não se conformava por ter perdido a chance de ser promovida.

 Foi então que no looby do Hotel, preparada para pegar novamente as chaves do quarto, Lucy recebe um DVD. Era "Memoirs of a Geisha", com o título alterado para 'In memoriam' of a Geisha. Aquele era um recado para ela. Seu pesadelo a provocava, seu erro a perseguia. Dentro da capa, um endereço: K. G. Gupta Ln, nº 2098, Dhaka, BANGLADESH.

Alguém a observava. Uma FUGA desesperada não estava nos planos de Lucy. Ela precisava arriscar-se e descobrir o final daquela história.

  •  Gênero: Autoajuda
    •  Palavras: Dança, técnicas, reviravolta, pirulito e sucesso (palavra que comi)
Este livro é voltado para aqueles que torcem o nariz para livros de autoajuda. 
É um autoajuda para futuros leitores de autoajuda.

Composto por relatos de pessoas comuns que aprenderam e evoluíram com a leitura de "Levante a autoestima com a DANÇA", "TÉCNICAS para manter o equilíbrio mental" e "A REVIRAVOLTA de John Travolta - emagreça trabalhando", este livro tem como objetivo quebrar o preconceito do gênero no Brasil. 

Ria, emocione, vibre e comemore com histórias de pessoas que vivem melhor e adquiriram bons hábitos por ceder ao estilo literário. Ler autoajuda vai ser mais fácil que tirar PIRULITO da boca de criança (o que, com excesso de consumo de doces por crianças é mais que recomendado).

Adquira estes e outros livros do gênero em nosso site e contribua para o lançamento de "Escreva um livro de autoajuda e fique rico".

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Eu achei um máximo este exercício de escrita. Encarei mais como exercício do que como uma promoção mesmo. Não sei se as sinopses prestaram, mas... pelo menos algumas foram escolhidas, né?!

Fiquem de olho lá no 'Fechei'. Sempre tem promoções legais e diferentes. Ahhh... e hoje ainda tem promoção. Ontem mandei uma distopia que foi muitoooo viajada. Depois que o gênero for concluído, eu mostro.

Beijo, beijo, beijo... Fui!

terça-feira, 24 de julho de 2012

#106: Souvenir (Therese Fowler)

Postado por Luciana Mara às 11:25:00 20 comentários

Informações:
Título: Souvenir
Autora: Therese Fowler
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 384

Comentários:
 Foi um parto para Saraiva me enviar este livro. A loja fez uma promoção maluca de R$9,90, vendeu todos e custou a repor o estoque.

Eu comprei, guardei e o esqueci, até que mais uma vez o Clube resgatou um livro cheio de poeira (metaforicamente falando) da minha estante.
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Meg Powell e Carson McKay moravam em fazendas vizinhas e viram a amizade infantil se transformar em amor. Era certo que eles se casariam, mas não foi isso que aconteceu.

Quase duas décadas depois, Meg continua casada com Brian Hamilton, o homem que lhe fez uma proposta de casamento irrecusável enquanto ela ainda estava com Carson. Este, por sua vez, se transformou em músico de sucesso.  

Meg administrava a casa, a bem sucedida carreira como obstetra e tentava cuidar da filha adolescente Savannah que estava se envolvendo em lances perigosos. Além disso, Meg acompanhava os registros no diário de sua mãe que tinha acabado de falecer. Ela lia coisas que gostaria de ter escutado de seus próprios lábios.

Tudo continuaria na mesma se Meg não fosse surpreendida por uma notícia bombástica e se Carson não voltasse para terra natal, onde estava organizando seu casamento com Val, uma surfista 17 anos mais nova que ele. 

Segredos do passado e do presente estavam assombrando aquele futuro-ex-futuro-sei-lá-casal. Como a história termina, descubra em Souvenir.
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Eu me preparei para chorar (comprei até um lencinho de bolso, mentira), me preparei para sofrer, mas isto não ocorreu. Acredito que isso não tenha acontecido porque faltou paixão. Para eu amar o livro eu teria que sofrer pela Meg. Se eu tivesse que defini-la em uma palavra com certeza seria: apática. Senti que faltou carisma, faltou SPOILER: vontade de viver, mesmo quando ela não sabia da notícia.

Aquela Meg adolescente pode ter sido responsável por destruir corações, mas a Meg adulta é sem sal. Acredito que esta pode ter sido a intenção da autora ao mostrar o quando a protagonista de transformou depois da decisão que tomou, mas não posso ignorar que isso me incomodou.

Apesar disso, eu gostei muito da história. Isto só não permitiu que eu a favoritasse. #maniadeinvertarpalavras #viciadaemhashtagsnotexto #quemusaotwitterdiretomeentende

Para muitos leitores, acredito que a narrativa se dá de forma arrastada, mas eu gostei do ritmo. Este é aquele tipo de livro que te faz pensar nas suas decisões e quais as consequências delas, pensar no que é realmente importante e para o que vale a pena viver, e ainda olhar quem está a sua volta e valorizar cada pessoa e cada momento. Acho que para fazer estas reflexões era mesmo necessário que o desenvolver da história fosse mais lento.

E sem mais comentários sobre o segredo, sobre o reencontro e sobre tudo que acontece. Ao saber disso antes de ler você acaba com a história. O legal é realmente ir descobrindo aos poucos. 

Entre todos os livros que li, acho que este teve um final inédito! =X
Recomendo!
+0,4

Resenha vapt, vupt. 
Beijo, beijo, beijo... Fui!

sábado, 30 de junho de 2012

#1: O que eu andei fazendo

Postado por Luciana Mara às 10:04:00 23 comentários

Sim! Pela primeira vez, o 'Perdoa-me pai, eu comprei e variações' foi para o saco.

Se você me acompanha no Twitter (porque eu sou muito calada no Face, vai entender o motivo) sabe que só tenho cabeça/tempo/inspiração para meu casamento que será em menos de 4 meses. SOCORRO!!

Eu não tenho paciência de esperar os fornecedores (porque quando você trata sobre esse assunto não é comida, bebida, músicos, todos são fornecedores) bolarem as ideias. Eu mesma faço tudo. Rascunhei toda a decoração (TODA!) e eu mesma fiz um convite para que meus fornecedores saibam exatamente o que eu quero. Já sei que tango também é uma flor, que aspen (com A minúsculo) é um papel e sei mais do meu destino de lua de mel que o agente de viagem. Logo, logo virarei decoradora de interiores.

Preciso providenciar n documentos, comprar m itens e fazer n^m coisas (sendo m um número que tende ao estratosférico). Continuo lendo, mas o TOC vai ficar cada vez mais abandonado (até dezembro, prometo). Então para ele não ficar totalmente abandonado, vou fazer um post por mês contando resumidamente sobre os livros que eu li e o que recebi. Só se for algo espetacular é que terá um post exclusivo (ou se descer um santo escrito de posts).

  • "Perdoa-me pai, eu comprei" - Versão a jato!
Pobreza define!
A Garota que Perseguiu a Lua (da mesmo autora de Encantos do Jardim)
O Poder do Súcubo 
O Espião (ganhei no sorteio da Caline \o/)





  • Mini-resenhas


Você tem meia hora (Camila Nascimento Silva) 
Chick-lit brazuca. Eu gostei, só achei o início muitooo parecido com Melancia. Mulher abandonada que sofre, sofre, bebe, bebe, emagrece (Léo, me abandona por uns dias? Acho que vou emagrecer mais que com os exercícios). No início, a protagonista Bia é uma chata e gostei mais da Mariana, sua amiga que lhe arruma uma transferência para a Inglaterra. Ambas são aeromoças. Eu piriguetei e no final, não acreditei que a autora teve coragem de fazer aquilo. Nota: 4


A Canção do Súcubo e O Poder do Súcubo (Richelle Mead) 
Eu já tinha lido o primeiro em e-book, mas nada como encontrar promoções de R$9,90 e reler a história no papel. Estou curtindo bastante a história da Georgina, uma súcubo que vive da energia que retira após corromper almas através do sexo. Adoro o Seth fofo/voado, um escritor pelo qual ela se apaixona. A cada livro uma bomba cai nas costas da protagonista e ela tem que se virar. Me divirto. Estou lendo O Sonho do Súcubo e já comprei o 4 e o 5. Notas: 4,4 e 4, respectivamente.


O diário da princesa (Meg Cabot)
Todo mundo conhece a história (principalmente por causa do filme - que por sinal tem várias diferenças quando comparado ao livro). Eu curti muito a leitura. É um teen bem, bem, bem despretensioso e divertido. É para ler numa sentada.  Vou continuar lendo a série, mas se tivesse lido na minha adolescência teria curtido ainda mais. Nota: 3,5


Eu mato (Giorgio Faletti)
Se você quer um thriller, com muitoooo sangue e loucuras do assassino, leia este livro. Eu amei e quero muito ler os outros do autor publicado aqui. Só demorou um pouco para surgir um romance e quando surgiu, o livro ficou perfeito! Eu gosto muito da literatura italiana. Nota: 4,4


No mais, é só! Eu os vejo em breve ou não... Hahaha
;-*

Ps.: Coluna inspirada na coluna da Lets, do Meu Estranho Mundo Literário

terça-feira, 26 de junho de 2012

#105: Criança 44 (Tom Rob Smith)

Postado por Luciana Mara às 09:56:00 30 comentários


Informações:
Título: Criança 44
Autor: Tom Rob Smith
Editora: Record
Número de páginas: 434

Comentários:
Eu nunca gostei de História (matéria), mas tenho um ótimo relacionamento com livros que usam fatos históricos em meio à ficção. Criança 44 é mais uma prova disso.

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Liev Demidov era um agente da MGB (qualquer semelhança com outra organização não é mera coincidência) completamente devotado à União Soviética. Ele fazia tudo o que era ordenado sem questionar, contando que fosse para o bem do país. Era um oficial muito importante, condecorado, quase visto como um herói. 

Se os poderosos do Estado, em 1953, falavam que o assassinato de uma criança era um acidente, Liev concordava e ainda convencia a família da vítima de tal coisa. Stalin fazia as pessoas acreditaram que não havia mais crimes deste tipo.

Mas quando o agente é obrigado a seguir um sujeito aparentemente normal, sob a alegação de ser espião, a névoa parece sair dos seus olhos e ele passa a enxergar com maior clareza. Quando Vassíli, um homem filho da mãe que visava seu cargo mexe uns palitinhos e coloca Liev numa enrascada, daí as máscaras caem e ele decide agir.

Sua esposa, seus pais, sua carreira, casa e comida estavam em risco. Liev poderia arriscar tudo em busca da verdade? Passado, presente, dúvidas e respostas se misturam. E para descobrir como, só lendo Criança 44.
------
Um misto de histórias. É assim que classificaria este livro. O autor foi muito inteligente ao escrever na terceira pessoa, criando toda a apresentação de cada novo personagem a surgir na história. Acompanhamos sempre uma cena rotineira e de repente, PAAAA! Algo marcante acontece, o que só me fez querer ler, ler e ler até fechar o mistério. 

Como disse, nunca fui lá chegada em História, tudo que vi aprendi para prova e esqueci #vergonha. Então me impressionei muito com aquele ‘viver’. Minhas mãos suavam tanto de nervoso que até enrugava as páginas o.O

Eu fiquei chocada ao ler como as pessoas sofriam naquela época. Além de moradias ruins e apinhadas de gente, a tensão era enorme. Não poder lutar contra (ou mesmo pensar, porque sei lá como as pessoas descobriam) o que foi imposto sob pena de trabalhos pesados ou morte, deve ter sido sufocante. 

Os personagens são muito bem construídos e a história parece ser tão real, que os meus próprios sentimentos por eles modificaram. No início, quis que alguém tirasse o estômago do Liev fora (opss... peguei o espírito do livro), mas depois, torci como nunca para que ele e a esposa permanecessem vivos e desvendassem os mistérios.

O mais legal é que tudo se encaixa! Tudo!!! E por isso não contei muita coisa do livro porque gostaria que todos tivessem as mesmas surpresas que eu tive. E digo que o desfecho foi ótimo e que adorei descobrir onde o título do livro se encaixava.


Se recomendo? Muito! Mas só para aqueles que gostam de um bom thriller, com muita ação, suspense e reviravoltas.

Editado: PARA TUDO! Após o encontro do Clube das Chocólatras fiquei sabendo que existe continuação do livro! Tem ainda O Discurso Secreto (já publicado no Brasil) e Agent 6 (não publicado). Aceito de presente #caradepau.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

#104: Sangue Quente (Isaac Marion)

Postado por Luciana Mara às 09:51:00 39 comentários

Informações:
Título: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Editora: Leya
Número de páginas: 257

Comentários: Eu sei que eu sumi. Não morri, nem virei zumbi, ao contrário do que aconteceu com o personagem da resenha de hoje...
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Sangue Quente conta a história de R, um zumbi que não lembrava nada do tempo em que era Vivo.

Agora, nesta nova condição, ele residia em um aeroporto abandonado com vários outros zumbis. Sempre que possível, R se alimentava de carne humana e principalmente dos cérebros, a parte dos Vivos que os Mortos mais gostavam de saborear.

Próximo a este local havia uma comunidade de Vivos que residia dentro dos muros de um estádio de futebol. Constantemente, eles saíam em equipes de resgate de itens abandonados pelos habitantes que fugiram do vírus ou se transformaram em zumbis.

E numa destas buscas, R atacou e matou um rapaz. Ele só não esperava que dentro de si fossem despertados sentimentos pela namorada do mais novo defunto, Julie. Ele queria mantê-la segura.

Mas como fazer isso num mundo caótico, numa guerra em homens e defuntos, vivos e mortos? E no que deu esta história maluca? Descubra lendo Sangue Quente.
---------
Eu não sei se fui com muita sede ao pote, ou se o meu nojo em pensar em me apaixonar por um cara morto e com cheiro podre influenciou, mas não tive aqueeeela química com a história. Acho que algumas passagens confusas (alternância entre os pontos de vistas), falta de alguns travessões (o revisor estava com fome e engoliu alguns) e falta de ação (sim, eu esperava mais, afinal, não senti aqueeela tensão que normalmente sinto em histórias de zumbis) contribuíram para esta sensação.

Não há como negar que a história é diferente e atribuo isso ao fato dela ser narrada por um zumbi. Sério, os zumbis só queriam viver, na medida do possível. E atacar os humanos era uma forma deles se manterem vivos (sei que é meio contraditório, mas só lendo para entender o porquê). Eu senti pena.

Achei o final, o ápice da história, meio sem sal. Foi uma passagem bem confusa. Parece que uns elementos brotam do chão do nada. Ok, é uma história sobrenatural, mas quando é necessário reler a mesma página duas vezes para tentar entender o que aconteceu é um sinal de que algo está errado.

Antes que espere uma nota baixíssima, devo destacar que algumas coisas me agradaram. As passagens irônicas e engraçadas e os dilemas do R me divertiram. A Julie também é uma boa personagem (gente, ter coragem de ficar frente a frente com um zumbi não é para qualquer um não!!!).

E, para variar, o livro vai virar filme. Espero que as passagens que achei confusas sejam esclarecidas. É esperar para ver. E esta imagem lembra ou não outro filme sobrenatural, também inspirado em séries? Pelo menos acho esta atriz mais Bella que a outra ¬¬

Ahhh... E só eu esperava que um livro chamado ‘Sangue Quente’ tivesse cenas hot?

+0,4

Ps.: Parabéns ao TOC que fez 2 anos ontem e um xingo para mãe dele, a desnaturada aqui, que esqueceu.

terça-feira, 12 de junho de 2012

10 maneiras de (não) conseguir um namorado

Postado por Luciana Mara às 07:39:00 25 comentários
Eu juro que eu tentei.
Pensem em todas as possibilidades para não passar mais um dia dos namorados em branco. TODAS. 
Não foi por falta de tentativa que isto aconteceu. De novo.

A ficha caiu quando meu pai me chamou de encalhada. Eu sempre ouço as mesmas coisas: que fico enfurnada em casa lendo ou assistindo seriado com caras gatos (meu pai não falou gato. Ele disse 'caras pintas', eu apenas atualizei a gíria) por tempo demais. Disse que eu deveria parar de me apaixonar por caras fictícios e perfeitos e procurar um namorado de verdade, ou mesmo um peguete (sim! Ele falou peguete).
Mas desta vez, ao contrário as outras que eu ouvia calada, eu resolvi reagir. Eu tinha um plano. 

Todo planejamento foi feito em uma noite: a noite do dia 1 de junho, aquela que pela primeira vez fui 'adjetivada' como 'encalhada' (Querido Leo, perdoe-me por abandoná-lo por algumas horas).

Foram 10 passos. 10 métodos que eu julgava serem infalíveis. 
Do dia 2 ao 11, uma etapa a cada dia, até o dia 12, data em que finalmente eu estaria acompanhada.
Vou contar como tudo aconteceu...

2 de junho, sábado – Operação: Amigas
Eu comecei pelo mais fácil. Mandei e-mail, SMS e liguei para todas as minhas amigas do ensino médio e faculdade. TODAS.
Perguntei se elas tinham um irmão/primo/tio (novo, não divorciado, sem filhos)/colega de serviço gracinha para me apresentar.
Elas me disseram que iam checar, mas que colegas de serviço não tinham, porque se tivessem, eram delas. Oh beleza... Bando de encalhadas.
Eu e minhas amigas combinamos de nos encontrar sábado. Vamos à caça!

E é claro que liguei para a galera toda do fixo! Meu pai é quem paga a conta.

3 de junho, Domingo – Operação: Cachorro
Logo de manhã, bati na porta da vizinha e pedi seu cachorro emprestado para passear no parque.
Homens gostam de cachorros, certo? Imaginei que algum cara lindo de morrer, sarado e rico me pararia e conversaria sobre bichos. Mas só um velho com lombalgia me parou. E não, ele não me cantou! O senhor estava com dor nas costas e pediu para eu colocar no saquinho a surpresinha que o cão dele tinha deixado na calçada.

Só à noite lembrei porque não temos cachorro em casa. Sou alérgica a pelos. Não dormi.

4 de junho, Segunda-feira – Operação: Promessa
Detonada por causa da alergia,  fiz uma das coisas mais simples. Pedi a São longuinho. Fui super generosa. Prometi 1000 pulinhos!!!
Espero que ele encontre um cara bacana para mim.

5 de junho, Terça-feira – Operação: Correntes
Aproveitei a hora do almoço e fui à gráfica (preparando material para dia 11).

Busquei na minha caixa de e-mails 'corrente'.
Encontrei: 
"...então, essa simpatia foi criada pelos que amavam o Fulano e está surpreendendo a todos. 

RECEBI E ESTOU REPASSANDO.... 
Só acreditei porque o telefone tocou mesmo... 
Este é real, o telefone literalmente tocou tão logo eu li a última palavra deste e-mail!!!!! 
Faça um desejo, deseje que isto funcione e envie para 20 pessoas"

Enviei para 40 pessoas (é melhor garantir, não é?).
Mas nada. Meu telefone não tocou em nenhum momento o dia inteiro!!! Nem mesmo minha irmã (com namorado – e filho único, você pensa que eu já não pensei nisso há muito tempo?) me ligou para saber como andava o projeto, ou até mesmo a Samara me ligou para falar ‘Seven Days’!. Achei até que a bateria do celular pudesse ter acabado, mas não, estava com 78%.
Ele simplesmente não tocou. 
Assim, fui à próxima fase.

6 de junho, Quarta-feira – Operação: Açúcar
Sei que no apartamento de cima tem um cara gatíssimo. Inspirada nas comédias românticas, fui pedir uma xícara de açúcar. Foi a namorada dele (que eu não sabia que existia) vestida só com uma camisa social dele que abriu a porta e gritou: "Amoooor! Sabe aquela vizinha, a rata de biblioteca? Veio pedir uma xícara de açúcar". Só o ouvi respondendo: "A traça?"
Depois desta saí de fininho...

7 de junho, Quinta-feira – Operação: Cartomante
Uma amiga me acompanhou à cartomante que prometia trazer meu amor de volta em 5 dias. Eu disse que não tinha nenhum amor para voltar, que eu queria um. Ela respondeu o que ela estava fazendo servia para isto também. Acreditei.
Graças a Deus era início de mês, porque ela furou meus três olhos.

8 de junho, Sexta-feira – Operação: Happy hour com piriguete
Chamei uma amiga piriguete do trabalho para um barzinho depois do expediente. Virei meu anel 180 graus e coloquei no dedo anular direito. Homem adora mulher comprometida!
Mas em Happy Hour não dá para azarar, o lugar estava muito cheio e o atendimento era horrível. 
Fui embora como comecei meu programa intensivo para namorados e como ficava meu copo pela escassez de garçons. No 0 a 0, vazio.
Mas minha amiga saiu acompanhada. Piriguetes...

9 de junho, Sábado – Operação: Balada
Saí com as minhas amigas. Nenhuma delas conseguiu um irmão/primo/tio/colega de serviço simpático para mim. Acho que a là Lonely Hearts Club, formaremos o Encalhada’s club.
Também não encontrei ninguém que me interessasse na balada. Mas fui numa roda de pagode... E, digamos, pagodeiros não fazem meu estilo.

10 de junho, Domingo – Operação: Cinema
Comprei dois ingressos de cinema. Dei algumas voltas no shopping e quando encontrei um rapaz (simpático e sozinho) tomei a iniciativa e o chamei para assistir ao filme comigo. Era um drama.
No meio da sessão ele começou a chorar e disse que o ator principal era um gato.
Clássico! Eu realmente tenho dedo podre para 'homem'.

11 de junho, Segunda-feira – Operação: Impossível
Eu tentei evitar uma medida desesperada, mas não teve jeito. Logo de manhã fui buscar as 1.000 filipetas que mandei fazer de Santo Expedito dia 4, o santo das causas impossíveis.
Passei à tarde de sábado entregando filipetas na praça. Conseguir alguém para amanhã, uma coisa impossível, só com ajuda do santo mesmo. Vamos aguardar.

12 de junho, Terça-feira - DIA DOS NAMORADOS!!!
Pois é, não deu.
Vocês viram que eu tentei de todas as maneiras possíveis. Mas está tão difí...
Esperem um pouquinho que a campainha tocou!

Era dos correios! Aiii... Meus novos namorados chegaram!!! A cartomante tinha razão e obrigada Santo Expedito!

E depois desta tive que soltar:

Que encalhada o que pai!!! Você não tem noção da quantidade de homens/garotos que eu pego. Desculpa aí pai, mas eu sou é piriguete literária!

Ps.: Não, o carteiro não era um gato. Mas também, nem tudo é perfeito, não é? 
---------------------------
Texto escrito por mim e publicado no Universo Literário, ano passado, antes do blogger beber e deletá-lo. Texto tapa buraco.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

'Perdoa-me pai, eu comprei' – Maio (2012)

Postado por Luciana Mara às 03:00:00 22 comentários

TAM-NAN-NAN
TAM-NAN-NAN-TAN-TAN-TAN
TAM-NAN-NAN-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAMM-TAAAAM-NAN*

Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Tudo depende da hora que você está lendo este post.

É com muita tristeza que informo que, excepcionalmente para o mês de maio, não terá a coluna 'perdoa-me pai, eu comprei' com textos tirados do fundo do fígado desta pessoa que vos escreve. 

Tive que tirar as últimas raspas deste meu órgão para escrever um roteiro de uma gravação. E, antes que esperem um vídeo de qualquer coisa por aqui, venho adiantar que não é nada para o TOC, são só coisinhas para o meu casamento #ansiosa

Mas antes de ir ali cortar umas fitas, deixo uma foto dos meus novos companheiros.


Muito obrigada! 

TAM-NAN-NAN
TAM-NAN-NAN-TAN-TAN-TAN
TAM-NAN-NAN-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAMM-TAAAAM-NAN*

*Minha interpretação da vinheta do plantão da Globo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

#103: Jane Eyre (Charlotte Brontë)

Postado por Luciana Mara às 07:59:00 30 comentários

Informações:
Título: Jane Eyre
Autora: Charlotte Brontë
Editora: Edições BestBolso
Número de páginas: 528

Comentários:
Eu já tinha tido ótimas referências de Jane Eyre (mamys e Cíntia), mas o livro ficava na prateleira superior da estante e, como não vejo comentários sobre ele, como vejo dos livros lançados há pouco tempo, ele ficava esquecido.

Então, ele foi escolhido como o livro de maio do Clube das Chocólatras. Em meio a minha confusão de Leo's (AQUI e AQUI), fiquei com medo de não conseguir terminá-lo a tempo, principalmente por ser um clássico. Eu não costumo ler clássicos numa tacada só, mesmo porque eu nem leio tantos clássicos assim. Mas como não se empolgar com este romance maravilhoso?
------
Jane Eyre, não tinha 10 anos, mas já passava por sofrimentos de gente grande. Órfã, ela foi morar na casa do tio, o Sr. Reed, que não tardou muito, faleceu.

Assim, a garota passou aos cuidados da Sra. Reed, em Gateshead, que mesmo prometendo ao marido em seu leito de morte que cuidaria bem daquela criança, não o fez. Além do desprezo da tia, Jane era mal-tratada pelos primos, principalmente John Reed, que sempre batia nela, fora fazer com que a mãe acreditasse que tudo de ruim que lhe acontecesse era por causa da garota.

Mas ao contrário do que era de se esperar, Jane encontrou na língua o próprio escudo. Ela falava o que pensava e isso rendeu a ela uma vaga em instituição de caridade, onde estudou e se tornou professora. Durante este tempo, Jane nunca foi visitada, não reviu os familiares, mas apesar de toda a rigidez da escola, pode-se dizer que ela foi feliz ali. A jovem aprendeu várias lições e se refinou, apesar de nunca chamar a atenção por ser considerada feia.

E ela não quis se acomodar. Sozinha, se candidatou e foi aprovada com preceptora de uma jovem francesa em Thornfield, a vários quilômetros da instituição. Assim que possível, Jane se mudou para aquela mansão obscura, e não tardou a, devido um acidente, conhecer o dono da casa, um homem de temperamento forte, vigoroso, 20 anos mais velho, carismático e feio, o Sr. Rochester.

Jane era empregada, Sr. Rochester era o patrão. Donos de duas línguas afiadas (que naquele tempo não se conheciam tão facilmente como hoje - a modernidade me assusta), surge a admiração, e dela, algo mais. E o que aconteceu com os dois descubra em Jane Eyre.
-------
Mistério, amor, paixão, dor, desilusão, tristeza, devoção, amargura, melancolia e esperança são apenas algumas coisas que encontrei neste livro maravilhoso. 

Quando se pensa em clássico, se imagina uma linguagem mais rebuscada, mais enfadonha, mas isto não  encontrei em Jane Eyre. Fico pensando se foi a forma como a autora escreveu, ou se foi um dedo do tradutor, mas a história é facílima de ler, e reler, e rereler, porque é isto que futuramente vai acontecer.

Eu não estudei livros clássicos ou nada do gênero, então posso vir a falar uma grande bobagem, apesar de ser aquilo que eu senti. Mesmo a Charlotte dando pitacos e criticando Jane Austen (Obrigada pelo texto Felipe), eu senti a narrativa dela mais próxima à desta outra autora, do que da irmã (apesar de, assim como o livro da Emily, apresentar algumas passagens nebulosas). Charlotte criou uma protagonista forte, assim como Liz Bennet de O&P. A fato das duas gostarem de homens arrogantes, a uniram ainda mais aos meus olhos.

Eu simplesmente odeio quando não consigo terminar de ler o livro na sexta-feira, porque raramente eu o leio no fim de semana. Na sexta à noite eu estava em um ponto muito crítico do livro SPOILER: Jane ficaria com o St. John - primo missionário dela, que não inseri na resenha para não revelar muito da história - e iria para a Índia? E o que teria acontecia ao Sr. Rochester após a fuga da Jane? FIM, e atormentei minha mãe horrores a cerca das minhas divagações (sem pedir spoiler, claro!). E quando tive que sair sábado de manhã e deixei 10 páginas para ler domingo à noite? Quase morri de agonia, porque este é um romance do quem você quer e PRECISA do fim para suspirar!

Só tenho uma única crítica. Faltando 1/3 para o final, achei que a história teve uma quebra no ritmo, tive vontade de pular algumas partes. Mas fico em dúvida se senti isso, pois: 1) elas eram realmente chatas ou 2) eu queria saber da conclusão logo. SPOILER: Partes do St. John pé-no-saco-missionário.

Uma pitada de religião e de fé, e outra dose cavalar de moralidade permeiam a história. SPOILER e REFLEXÃO: Se você amasse um homem, se ele também te amasse e vivesse por você, mas tivesse sido obrigado pelo pai a se casar com uma mulher que se revelou doida de pedra e psicótica assassina, o que você faria? Isto contando que ninguém sabia da existência da louca e se você não tivesse nem amigos ou familiares para dar satisfação da vida. Você viveria este amor ou fugiria? FIM Pensei, pensei e pensei sobre isto e a resposta é: eu não sei! 

Existem inúmeros filmes e seriados baseados neste livro. O filme mais recente saiu ano passado (e pra variar ainda não vi), mas meu produto muito cobiçado está sendo a série da BBC. Mês que vem, se o casamento permitir, eu compro!

O que eu sei é que quem ainda não leu, deve dar uma chance a este livro amado e favoritado! É mais um clássico inglês que, ao lado de Orgulho & Preconceito, tem uma cadeira cativa no meu coração.




Curiosidades:
  • A instituição de caridade Lowood, onde Jane Eyre estudou, foi inspirada na escola que Charlotte frequentou (Coitada!).
  • Charlotte se apaixonou por um homem casado SPOILER: Pode ser daí a ideia do Sr. Rochester ser casado com uma doida.
  • A autora se inspirou no marido para compor personagens como Rochester e St. John (segundo intelectuais).
  • Tadinha, morreu grávida.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

#102: Fazendo meu filme 4 (Paula Pimenta)

Postado por Luciana Mara às 10:12:00 34 comentários

Informações:
Título: Fazendo meu filme 4 - Fani em busca do final feliz
Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 608

Comentários: 
Após meu surto, meu desabafo e do momento empolgação, posso sentar e escrever com calma sobre o fim da série juvenil (brasileira) que mais me conquistou: Fazendo meu Filme.

Aviso:  Se você não leu os livros anteriores ou odeia SPOILERS, pule direto para o que eu achei do desfecho. 

Fani descobriu que gostava do seu amigo, o Leo, quando já estava acertado seu intercâmbio de um ano na Inglaterra (resenha de FMF1). Ela conviveu com a saudade, conheceu pessoas novas, namorou, terminou e descobriu que o Leo ainda a estava esperando (resenha de FMF2). Ela cresceu, mudou, mas se esqueceu que o tempo passava para quem tinha ficado no Brasil também. Ela teve que se reencontrar, reconquistar amizades, voltar para velha forma, mas tudo compensou porque finalmente teria tempo de curtir seu (verdadeiro) primeiro amor. Até o momento que, por causa de ciúmes e um baita mal-entendido, o casal se separa completamente. Fani foi para Hollywood usufruir da bolsa de estudos na faculdade de cinema que o Christian Irgh! lhe arranjou e Leo foi para o Rio de Janeiro cursar jornalismo (FMF3). 

E cinco anos se passaram. Cinco anos sem uma palavra trocada, sem uma imagem. Só lembranças. Lembranças que, por mais que eles tentassem, não eram abandonadas e esquecidas. Eles tentaram ser felizes, namoraram outras pessoas, mas como ser completamente feliz se não se está ao lado de quem ama? 

E assim somos apresentados a tudo que ocorreu nestes cinco anos. Primeiro, sob o ponto de vista da Fani, que agora morava com a Ana Elisa (que fazia estágio dos EUA) e tinha a presença constante da Tracy, sua irmã inglesa. A Gabi tinha ido visitá-las e levou uma grande surpresa (SPOILER: Fiquei em estado de choque como estado dela o.O). Através das conversas, sabemos como ocorreu a mudança da Fani para Hollywood,  como se deu a adaptação, suas aventuras e relacionamentos. Sabemos sobre sua formatura na faculdade, sua pós em trilha sonora e sobre o projeto que estava participando, aquele poderia abrir muitas portas no futuro. E adivinha quem estava lá também? O Christian!

Depois de muitas e muitas páginas e aquela sensação "Cadê o Edward?" em Lua Nova, encontramos o Leo. Já formado, trabalhando, namorando muitooooo, mas sem se envolver demais com nenhuma daquelas mulheres. Ele não conseguia, porque tinha um assunto inacabado. E naquele momento ele estava em apuros com a 'namorada', a irritante Meredith. Mas então, ele recebeu uma notícia. Viu nela uma oportunidade que poderia mudar tudo. E, especializado em cinema, ele correu atrás daquele fio de esperança, porque  também queria mudar o final do próprio filme.

Então, temos Leo e Fani. E o desfecho desta história. 
--------
Acho que adiei ao máximo a escrita deste texto porque eu não sabia bem o que dizer. No meu post Confissões de uma bookaholic, já havia deixado bem claro meu estado de felicidade após finalizar a leitura. 

Acho que satisfação é o melhor termo a ser usado. No momento em que o final das séries me frustra (vide Crepúsculo, falta de explicações em HP, como exemplo), fechar o livro e se sentir satisfeita é uma sensação nova. E foi assim que me senti. Eu tive vontade de chorar (confesso que FMF3 me ganhou neste aspecto), eu ri, fiquei agoniada, sofri, emocionei e senti raiva. Tudo em 608 páginas que foram devoradas como se fossem 100.

Eu presenciei o crescimento daqueles personagens tão queridos que eu acompanhava desde a adolescência (deles, não a minha, afinal já sou quase uma anciã). Eu vi a transformação, o amadurecimento, e foi nisso que o livro me ganhou. A Paula soube fazer uma transição de forma tão gostosa e natural entre a adolescência e a fase adulta que posso afirmar que, apesar de taxado como juvenil, este é um livro para todas as idades (aos desavisados, não há nenhuma cena à la J. R. Ward, ok?!). 

O livro é dividido em três partes: Fani, Leo e Fani e Leo. As partes individuais alternam capítulos de presente e passado, nos mantendo informados de tudo que aconteceu com os personagens. As cartas, e-mails e CDs continuam presentes, para a felicidade geral da nação.

A série Fazendo Meu Filme é um romance, fofo, lindo e capaz de gerar inveja a todas as solteiras/encalhadas/casadas/tico-tico no fubá. Afinal, quem não quer um Leo para si?

Além das novidades da vida do Leo e da Fani, somos apresentados às mudanças da vida da Gabi, as doideiras da Natália e do Alberto, ao que aconteceu com a Ana Elisa, Tracy, Christian. Ainda são pinceladas informações da Priscila e do Rodrigo, que só instigaram ainda mais minha necessidade de MVFS 2, que a meu ver, se distancia um pouco de FMF e deve ganhar uma identidade própria. Fui também apresentada a novos personagens como a Meri-pé-no-saco, aos amigos do Leo e à Cecília fofa (que adora ler  - surgindo uma série nova por aí).
Além do livro da Cecília, a Paula planeja escrever a história da Juju (sobrinha da Fani) também. Há dúvidas de que desde já eu aguardo estes livros? Acho que vou ser avó e ainda vou estar esperando com a mesma ansiedade todos os livros que a Paula Pimenta lançar.

E o final? E o final??? Posso dizer que AMEI? Posso repetir? Eu A-M-E-I! Em um ou outro momento quis bater na Fani, mas depois foi só alegria. Quero reler a série toda! Para ontem! Alguém me empresta um vira-tempo?

Ainda não começou a ler a série? O que você está esperado?
Livro amado e favoritado! 



Ps.: Acho que nunca fiz um histórico tão completo no Skoob. Se você gosta de SPOILERS, divirta-se AQUI.
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