terça-feira, 31 de janeiro de 2012

'Perdoa-me pai, eu indiquei' - Janeiro (2012)

Postado por Luciana Mara às 22:28:00 31 comentários Links para esta postagem

Visto meu vestido nude decotadíssimo e calço minhas sandálias exclusivas criadas pela minha stylist Becky Bloom (com ajuda do Danny Kovitz).

Saio do hotel 5 estrelas em que me hospedaram, em direção à limusine com o chofer que é a cara do Brad Pitt com Tom Cruise (na época em que ambos eram o topo do top no quesito olhei, suspirei).

Bebo uma taça de champagne, cujas bolhas fazem cócegas no meu nariz.

O carro para.

Vejo um tapete vermelho e dezenas de fotógrafos prontos para registrar todos os meus momentos.

O chofer Brad-Cruise me oferece a mão para que possa descer em segurança do veículo. São tantos flashes que quase não enxergo a porta do teatro em que ocorrerá o evento.

Quando Brad-Cruise me solta, tropeço na cauda do vestido (a Becky me paga!). Simulo em desmaio para camuflar minha falta de coordenação e traquejo naquele salto alto. Amanhã serei notícia! Drogas, bebidas ou gravidez com certeza estarão entre as especulações.

Entro no teatro. Meu artista iluminado, vulgo cabeleireiro mãos de fada, já me espera no camarim para dar os últimos retoques no make. Meu batom vermelho reluz.

Chega o grande momento.

Saio do camarim e vou em direção ao palco. Centenas de refletores se acendem e me ofuscam. Tento agir naturalmente para não sofrer outra queda. Esqueço as pessoas, não vejo ninguém. Aproveito e cutuco o nariz. Tiro a mão rapidamente quando lembro que isso resultará em outra foto nos jornais e sites.

No telepronter vejo a contagem regressiva. Ligo o riso e a cerimônia começa!!!


"Está no ar a cerimônia de indicação do Oscar lit 2012, evento patrocinado pelas Organizações TOC. Nele, são indicadas as promessas de 2012 no mundo literário da empresa, não sendo necessariamente histórias lançadas este ano. Entre os indicados ao Oscar lit constam qualquer livro presente na estante TOC e ainda não lido.

E os indicados são...

Espere! Ok! É isso mesmo produção? A lista está sendo acrescida de novos concorrentes? Vocês estão aceitando entradas de última hora? E esta medida valerá para todo o ano? Mas a representante das Organizações TOC não disse que este ano será de recessão por causa do grande evento de novembro? Sim, eu estou vendo que se ela não cumpriu isso no primeiro mês no ano não vai ser no resto que vai cumprir... Mas... É... Ok, ok... Estou aqui com todo meu glamour só para apresentar o evento, não para opinar, sei disso. Já ferrei minha imagem hoje mesmo, modificar tudo que já tinha ensaiado não é nada!”

Vejo o nome dos novos possíveis concorrentes e sorrio para a plateia.

A teia da  aranha (ganhei AQUI)
Prova de fogo
Correr ou morrer
O Solteirão
O Bom Partido
Homem de Sorte (ganhei AQUI)
A vida em tons de cinza
Preciso de contar uma coisa

“Voltando à programação normal, os indicados das categorias* são:

Melhor roteiro:

Melhor chick-lit:

Melhor sobrenatural

Melhor romance

Melhor sequência de série:

Melhor início de série:

Melhor capa:

Melhor suspense/drama:
Roubada
Cilada

Melhor maior chororo:

Melhor maior pegação:

Os vencedores serão revelados no final do ano (sendo que podem nem ser estes citados). Boa noite!"

Ufa! Acabou! Como boa pessoa fútil, já vou começar a providenciar o modelito do próximo evento: Framboesa lit de Ouro.
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*Por motivos óbvios, a organização do Oscar lit (eu, eu mesma e Luciana) não incluiu as categorias melhor personagem masculino e feminino e ainda melhor livro do ano. Os indicados foram escolhidos baseados na leitura de resenhas dos livros adquiridos. Só no final do ano a organização poderá avaliar este quesito e indicar os candidatos. As demais categorias estavam claras por serem unanimidades.
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Obrigada pelo tema do mês, Kellen!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

#91: O céu está em todo lugar (Jandy Nelson)

Postado por Luciana Mara às 22:02:00 26 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: O céu está em todo lugar
Autora: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 424

Comentários:
Este foi meu livro do Clube das Chocólatras (que agora não tomam chocolate gelado e sim comem pizza ) de janeiro, escolhido pela Fernanda.
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Lennie Walker, de 17 anos, estava terrivelmente triste. Sua irmã mais velha e melhor amiga, Bailey, teve uma arritmia e morreu repentinamente enquanto ensaiava Romeu e Julieta. Bailey era esperta, inteligente, linda e dedicada, era o sol de Lennie e agora ela tinha ido embora, ido para nunca mais voltar. Não foi como a mãe que, há 16 anos, havia deixado as duas filhas com a avó para poder explorar o mundo. Sua mãe abandonou-as por opção, era um espírito inquieto.

Agora, junto da avó, uma senhora doidinha que adorava trabalhar no jardim, e seu tio Bing floricultor/maconheiro/cientista doido/divorciado quatro vezes, Lennie só tentava sobreviver. Ela só queria entender como todos que conhecia agiam normalmente, enquanto ela e o que restou da sua família estava em pedaços. Ela não queria abandonar a memória da sua irmã e todos os seus pertences. Lennie queria sentir o cheiro da irmã, lhe contar coisas.

Mas, infelizmente, a vida seguia. Na escola todos os alunos a olhavam com cara de piedade, menos o garoto novo, aquele que estava deixando todas as meninas alvoroçadas: Joe Fontaine. Assim como Lennie que tocava clarinete, Joe fazia parte da banda de música do colégio. Diziam que ele tocava maravilhosamente bem. Lennie dava para o gasto, tinha potencial, mas não tinha tentado disputar uma vaga na primeira cadeira da banda. Ela era apagada, Lennie sempre se escondia na sombra da irmã.

Lennie e Sarah, sua agora única amiga, discutiam sobre o garoto e como a Rachel, a chatinha da escola, parecia dar mole para ele. Mas Lennie não devia se distrair, ela deveria sentir dor, apenas dor pela perda.

E quem sentia esta dor e a consolava era Toby, o ex-namorado de Bailey. Vira e mexe os dois estavam juntos e algo estava surgindo. Ela se sentia segura e sentia Bailey quando estava com Toby, mesmo que o que ela estava fazendo estivesse errado. Ela não poderia se envolver...

...principalmente porque o Joe gracinha estava sempre lá para alegrar seu dia. O garoto-músico foi se aproximando de Lennie e já era considerado parte da família. A garota que estava começando a viver por si mesma tinha que crescer e aprender a aparecer.

Mas e Toby? Como ficaria aquela relação estranha entre eles? O que Bailey acharia daquilo, no lugar que estivesse? Era traição? E Joe-fofo? Descubra o que acontece em O céu está em todo lugar.
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A primeira coisa a se falar é: o livro é MARAVILHOSO! A história é legal, gostei, me envolvi, mas maravilhoso no sentido de um dos livros mais bem-feitos que já li. A capa é texturizada, mais grossa que o normal, as letras são azuis e o livro é recheado de bilhetes, conversas e lembranças que se assemelham a papel rasgado, porta, casca de árvore entre outros (que têm um significado fofo no final!). A letra da Lennie parece com a minha.

E antes que venham com pedras na mão dizendo: “como você não achou a história maravilhosa?” eu explico. Até a metade, o livro não me empolgou. Ao contrário da maioria das pessoas que criticam a protagonista, eu não a acho chata. Poxa, a irmã dela morreu! Eu bem sei como é perder alguém tão próximo assim. É preciso muita força para superar. Eu não achei a história maravilhosa porque, até um terço do livro, faltaram acontecimentos. Esta parte centrou APENAS na dor, fora um ou outro ‘oi’ para outro personagem. Isto me incomodou. Apesar de ser estranho ficar naquela safadeza toda depois da irmã morrer, principalmente com o ex da falecida, foi a partir dessa hora que empolguei. 

Os personagens são ótimos. Joe é um fofo sem tamanho! Achava graça toda vez que ele chamava a Lennie de John Lennon. A avó e o tio maconheiro maníaco por casamentos deram uma leveza e uma parte cômica à história.

Essa é uma história de crescimento e até ‘renascimento’, pois o objetivo era Lennie seguir em frente e aprender a se destacar, a aparecer. Porque convenhamos, suportar se torna menos difícil com o tempo, mas é impossível superar uma perda. 

Achei legal de não darem um final cor de rosa para... SPOILER: o fato da mãe dela não ter aparecido, por exemplo! FIM 

E se eu não tivesse lido O Morro dos Ventos Uivantes, ficaria tentada a fazê-lo. Este é um livro que acompanha Lennie durante boa parte da história, e o conflito/amor da Cathy e do Heathcliff serviram de exemplo para garota em várias situações. Quem não leu ainda, leia! (Já perdi a conta do número de YA que citam este belíssimo clássico - e também não YA: Tem em Um dia também).

Eu não sei se fiquei com altas expectativas ou se estou ficando chata demais. Começo a comparar um livro que eu gostei com um que amei e saio tirando décimos a doidado... 

De qualquer forma, recomendo!
-0,3 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

#90: Graceling (Kristin Cashore)

Postado por Luciana Mara às 11:31:00 31 comentários Links para esta postagem


Informações:
Título: Graceling
Autora: Kristin Cashore
Editora: Rocco
Número de páginas: 496

Comentários:
Algumas vezes faço associações meio estranhas para escolher o livro da vez. Escolhi Graceling assim: falei no post de expectativas literárias de 2012 que estava aguardando o lançamento de A Herança, último livro da série Ciclo da Herança (Eragon, Eldest e Brisingr), que eu achava que o Paolini não fosse terminar neste século.

Então lembrei que os livros da série tinham mapas. Assim, quis ler um que tivesse mapas. Como Guerra dos Tronos era um tijolo e eu estava atrasada na minha meta do ano (ler um por semana) resolvi pegar um mais fininho COM mapa. Assim, li Graceling.
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Katsa estava em uma missão enviada pelo Rei (e tio) Randa de Middluns, mas decidiu desviar de sua rota original. Ela, junto de Oll e Gibbon, foram resgatar um velhinho das masmorras do Rei Murgon, de Sunder. Este velhinho era ninguém mais, ninguém menos que o pai do Rei de Lienid, Ror.

Os motivos do sequestro eram uma incógnita, mas o resgate do senhor seria bem sucedido porque estava sendo executado por Katsa, uma Graceling de característica peculiar: ela tinha dom de lutar e matar.

Nos Sete Reinos (Middluns, Estill, Monsea, Sunder, Wester, Nander e Lienid) tinham vários gracelings, de ambos os sexos. Todos eram identificados por olhos de cores diferentes (no caso de Katsa, um verde e o outro azul), mas seus dons variavam entre coisas inúteis e úteis. Katsa, se encaixava no grupo de gracelings úteis do tio. Ele a enviava em missões para castigar aqueles que infringiam sua lei. Ele mandava, Katsa obedecia, simples assim. Proporcionar dor, quebrar um osso ou matar era sua obrigação. Ela era temida por todos que ouviram falar de seu dom extraordinário e sua história percorria todos os reinos. Era uma máquina de morte, não tinha amigos, não era olhada nos olhos.

O já mencionado ‘desvio da rota original’, ou seja, o resgate do bom velhinho (que não é o papai-noel), foi decidido pelo Conselho. Katsa fundou o Conselho para tentar se redimir das coisas que fazia a mando do Rei Randa. O Conselho estava cada vez agregando mais colaboradores em todos os reinos, pessoas que a auxiliariam em suas tarefas contra as injustiças sofridas.

E foi neste resgate que Katsa se confrontou com um rapaz que, sem saber o porquê, resolveu deixar vivo.

Já em Middluns, Katsa deu de cara novamente com aquele rapaz e descobriu que ele era o príncipe Po de Lienid, neto do velhinho sequestrado. Ele a intrigava, ela a olhava nos olhos. Ela descobriu que ele era um graceling com dom de lutar, seu adversário perfeito. Mas mais do que isso, ele tinha o dom de a transformar e mexer com sua cabeça.

E entre estas e outras eles se unem para descobrir quem sequestrou o avô de Po e qual a motivação do crime. Descubra também lendo Graceling.
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A história é gostosa, envolvente, instiga o leitor a desvendar os mistérios, mas perdeu uns décimos comigo porque esperava uma história mais ágil. Claro que há ação, mas os momentos passaram muito rápido. Neste tipo de livro, gosto tensão. Este é mais um romance e história de amadurecimento/humanização do que o épico que eu esperava. Mas eu não deixo de recomendá-lo por isso, ok?!

Em relação aos personagens, eu acho que já deu de mocinhas boazinhas, que aceitam tudo caladas, com cara de songa monga. A ordem agora é ser como a Katsa, determinada e de personalidade forte. Katsa passa por maus bocados, mas ela é tão forte que não há porque temer por ela. Katsa poderia ser prima da Katniss! O Po é um mocinho para ninguém botar defeito. É doce, carinho e presente. Os dois já me cativaram.

Outros dois personagens que não citei, o Raffin, o primo da Katsa e filho do rei, que é um espécie de cientista louco e a princesa Bitterblue (sem mais detalhes para não estragar a história) também me conquistaram.

As cenas de ação e o ambiente são bem descritos, o que proporciona uma boa visualização da história. Eu não sou fã de livros que viram filmes, mas queria ver um longa de Graceling.

Uma coisa não se pode negar: as capas dos livros da Rocco são bem produzidas (também, pelo dinheiro que se paga por estes livros...). O problema é que, no decorrer da leitura, eu começo a ficar agoniada com o estado que o livro ficará após terminá-lo. Assim como meu HP5, os escritos dourados da capa quase se foram (mas o pior ainda é 3MAC que a capa descolou).

E, como tudo que é bom tem que continuar, este livro é o primeiro de uma série. Já adianto que os livros são independentes (apesar de eu achar que há brecha para uma continuação desta história). Fire, o volume 2 (ainda não lançado no Brasil), se passa 30 anos antes dos acontecimentos de Graceling. Bitterblue, volume 3, que será lançado no exterior em maio, conta a história de Bitterblue aos 16 anos, ou seja, após o ocorrido em Graceling e nele aparecem os personagens desta história (confesso estar mais ansiosa para o 3 do que para o 2, mas só Deus e a Rocco sabem quando será lançado aqui).

Pela minha fixação por mapas e andanças dos personagens, percebi que boa parte dos sete reinos não foram exploradas neste primeiro livro. Espero que isso ocorra nos demais (confesso que adoro ficar indo e voltando no mapa para lembrar todos os caminhos que os personagens percorreram).

E quando terminei Graceling, sabe o que aconteceu? Eu fiquei desesperada para ler A Guerra dos Tronos. Eu queria ler um épico com muita ação (é o que dizem)! Mas já adiantando sobre as minhas próximas leituras, acabei pegando O céu está em todo lugar (muito fofo - escrevo em breve) por causa do Clube das Chocólatras (24/01). Então, quis ler algo no mesmo estilo, então peguei Um dia (que meu chefe me emprestou. Estou gostando, vou ter que comprar). Só Deus sabe quando será a vez de A Guerra dos Tronos de novo.

O livro é muito bom, mas bateu na trave e perdeu uns décimos!
+0,3

sábado, 14 de janeiro de 2012

#89: A Irmandade das Calças Viajantes (Ann Brashares)

Postado por Luciana Mara às 10:44:00 29 comentários Links para esta postagem

Informações
Série: A Irmandade das Calças Viajantes
Autora: Ann Brashares
Editora: Rocco

Comentários: Eu sofro de muquiranice literária. Compro os livros e, aqueles que quero muito ler, fico economizando, adiando a leitura, guardando aquele prazer para um futuro próximo.

Em novembro, a Cíntia escolheu A Irmandade das Calças Viajantes para eu ler para do Clube das Chocólatras, livro que adquiri em janeiro do ano passado. Como sou desesperada, li os quatro livros da série de uma vez. 
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Esta é a história de quatro amigas, também chamadas de ‘Setembros’. As mães destas garotas haviam se conhecido no curso de aeróbica para mulheres grávidas que esperavam as filhas para o mês de setembro, e passaram a sair juntas após as aulas. Mal sabiam a forte amizade que proporcionariam às filhas...

As meninas nasceram e as mães continuaram a se encontrar. Assim, as garotas cresceram juntas, enfrentaram perdas e nascimentos de irmãos pentelhos. Carmen, Lena, Tibby e Bridget nunca tinham se separado.

As férias de verão era sempre uma época para se divertirem e aprontarem juntas. Mas chegou um verão que isso seria diferente. Algumas delas foram viajar.

Porém, com muita criatividade e um par de calças encontradas num brechó por Carmen, elas driblariam a distância. As calças, que milagrosamente serviam e ficavam bem em todas elas (mesmo tendo biótipos tão diferentes: Lena era linda e tinha corpo perfeito, Tibby tinha quadris estreitos e pernas compridas, Bridget era estreita nos quadris e tinha pernas finas e Carmen tinha um traseiro volumoso) serviria para uni-las. Essa uma promessa. Elas estariam sempre juntas em qualquer situação e as calças serviriam para isso, passando de uma para outra durante todo o verão. Assim, surgiram as Calças Viajantes.

Elas criaram um ritual que seria realizado no início de cada verão em que as calças viajaram. Além de bolarem os mandamentos das Calças (nunca lavá-la estava entre as regras, irgh²!). Nelas, também escreveram ou colaram itens que marcaram aquele tempo. Eram Calças que contavam histórias.

A cada ano, vários problemas surgiram, e as garotas tiveram que se virar, resolvê-los e amadurecer. As Calças sempre estavam presentes e foram importantes em vários dos eventos...
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A Irmandade das Calças Viajantes 
O início de tudo...

Lena foi com a irmã passar as férias na Grécia. A garota linda é extremamente tímida. Se refugiava na pintura, e quando resolveu arriscar e tomar banho nua num lago deserto, recebeu uma visita inesperada que gerou muita confusão.

Tibby foi a única que não viajou no verão. Arranjou trabalho numa farmácia e, foi lá que conheceu uma pessoa especial que passou a ajudá-la no documentário que estava preparando.

Bridget foi para colônia de férias jogar futebol. A mais espevitada de todas, ela sempre correu atrás do que queria (ou de quem queria).

Carmen foi à casa do pai, esperando passar o verão todo com ele. Isto não tinha acontecido desde que seus pais se separaram. Porém, ela foi recebida com uma surpresa que estragou seu planejamento.
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O Segundo Verão da Irmandade 
Enfrentando as consequências...

Lena achava que o amor não resistiria à distância. O amor... quando ela o descobriu, ele escapou. Será?

Tibby se matriculou para um curso de verão de cinema. Fez novos amigos e se preparava para fazer um grande vídeo. As recordações do verão passado ainda a magoavam.

Bridget estava meio desnorteada e acabou ganhando alguns quilos. Para piorar, ela descobriu que sua avó materna enviava cartas para ela e para o irmão desde antes da mãe deles falecer. Bridget resolveu ir encontrar a senhora e descobrir mais sobre a mãe e sobre si mesma.

Como se não bastasse o pai se casar, agora a mãe de Carmen também começou a namorar. Ela era filha única e ciumenta. Ela permitiria este novo relacionamento?
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Meninas de calças - O terceiro Verão da Irmandade
Crescendo...

Lena ficou em dúvida se seguiria os caminhos que seu pai havia traçado para ela ou seguiria seu sonho, a Escola de Arte. Seu coração ainda não estava curado.

Tibby se sentia culpada pelo acidente da irmã. Além disso, descobriu que o amor poderia estar onde ela menos imaginava...

Bridget voltou a velha forma. Ela foi mais uma vez para a colônia de férias, mas agora como treinadora. Ela não esperava que velhas histórias fossem remexidas e que um certo treinador fosse estar lá.

Carmen agora é ‘babá’ da avó de Lena. E nestas idas e vindas com a senhora, ela conhece alguém muito interessante que pensa que ela é solícita e totalmente boa. Se ele soubesse como ela trata a mãe e a surpresa que ela trás...
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Para sempre azul - O quarto Verão da Irmandade
A faculdade e o fim...

Lena foi para a Escola de Artes e, enquanto mergulhava na pintura, conheceu Leo. Será que o amor grego tinha mesmo ficado no passado?

Tibby desconfiava que havia cometido um grande erro. Ela fugiu do problema e acabou afastando aquele que mais importava. O difícil era saber se ele estaria ali quando ela se tocasse da mancada.

Bridget foi à Turquia participar de escavações. Lá, ela conhece um professor que poderia ser mais que professor... Mas poderia mesmo? E o treinador que reencontrou no verão passado?

Carmen teve um lapso e acabou se esquecendo das velhas amigas. Ela foi sugada por uma ‘amiga’ da faculdade para o grupo de teatro, em que, inicialmente, faria apenas o cenário, mas o destino lhe preparava uma surpresa.

Qual o desenrolar destas histórias? O que acontece com as Calças? Descubra lendo a série Irmandade das Calças Viajantes.
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Meu primeiro comentário não poderia ser diferente: Helloooo! Se alguém souber onde vendem calças jeans com esta lycra, me avisem! Imaginem calças que servem em você seja qual o tamanho você vista (porque eu estou num processo de 'engordamento' tipo os títulos dos romances da personagem Heather Wells da Meg Cabot)? Seria um sonho! Outra coisa que tenho que comentar é o nojo que senti ao pensar que as Calças Viajantes NUNCA eram lavadas. Quatro anos passando de mão em mão, ou melhor, perna e perna e só viu água quando isto foi acidental!

Voltando a história, devo destacar que gostei muito da série. As personalidades das quatro garotas são bem diferentes, o que me fez pensar que se não fosse o fato das mães se matricularem no mesmo curso, elas provavelmente não seriam amigas.

A cada volume eu ficava mais envolvida com aquelas quatro amigas e aumentava a vontade de bater a cabeça delas num muro de chapisco. Porque, vamos combinar, algumas vezes elas me irritavam. Até inventei apelidos: Lena era Len’t’a (porque vai ser sonsa assim lá longe), a Carmen era Chatarmem (chata e egoísta) e a Bridget era piriguete (nem precisa explicar o porquê). A Tibby apesar de doidinha, não consegui defini-la com um adjetivo (acho que acabei de defini-la como doidinha, mas tudo bem ¬¬). Apesar de me irritar em alguns momentos, estas características possibilitaram que eu pudesse imaginar as garotas como pessoas de verdade, alguém que eu realmente pudesse conhecer. Pelo que pude conhecer, a autora cria personagens reais (senti o mesmo em Nosso Último Verão).

Para as piriguetes de plantão, aviso que há sim mocinhos apaixonantes espalhados na série (inclusive um Leo – sem acento – fofo). Porém, o foco maior é na amizade das garotas e como elas cresceram juntas (pelas Calças) e separadas (pela distância).

Os capítulos são curtos, o que me fez devorar a série, porque falava ‘mais um’, ‘só mais um’ e, quando via, mais um volume já tinha terminado. Em cada capítulo há uma citação que, se alguém descobrir a associação com a história, por favor, me conte! Tem citação do Bob Esponja, do Homer Simpson, do Einstein, de personagens do livro e de um bocado de gente que nunca ouvi falar (e que não faço ideia se existem).

Em cada um dos livros, o prólogo é feito por uma das personagens. Dentro de cada capítulo pude acompanhar a história de cada uma das garotas, sempre em 3ª pessoa. Além disso, há troca de bilhetinhos, cada um escrito em uma letra diferente, para ilustrar que era uma cópia dos recados trocados, o que achei que se encaixou bem na história.

Antes de iniciar a leitura, fiquei sabendo pelo blog da Cintia que havia um quinto livro (Sisterhood Everlasting), não lançado no Brasil. Após ler a resenha e observar atentamente o gráfico que ela fez, fiquei super curiosa. Imaginei que, pelo comportamento do gráfico, aconteceria uma coisa que eu com certeza odiaria. Coloquei na minha cabeça que este novo livro era uma  fanfic  para evitar futuros sofrimento e, assim que li os quatro livros da série, enviei uma SMS a ela pedindo que me contasse o que acontece naquela 'queda' do gráfico. Após saber, minha idéia de que este novo livro, que se passa dez anos após Para Sempre Azul, é uma fanfic continua de pé. O deletei da cabeça. Ele não existe. Esta é a última vez que falo dele e ponto final.

Há partes emocionantes sim, mas não chorei. Há morte, há vida. Descobertas, reencontros, amores e desilusões. E o principal, há amizade. Porque, para sempre as calças não durariam, mas a amizade sim!

Há duas adaptações cinematográficas dos livros. O primeiro filme, de nome Quatro Amigas e um Jeans Viajante (trailer AQUI) é baseado no primeiro livro. O segundo filme, Quatro Amigas e um Jeans Viajante 2 (trailer AQUI), nos outros três livros. A divisão funcionou bem, apesar de algumas alterações gritantes (principalmente na história da Len't'a) terem sido feitas. 

E no elenco tem a Serena (conhecida também por Blake Lively, interpreta a Bridget), Betty (America Ferrera, interpreta a Carmen), Rory (Alexis Bledel, interpreta a Lena) e Não Sei Se Ela Já Fez Seriados (Amber Tamblyn, interpreta a Tibby).

Dúvidas de que recomendo?



Ps.: Série da Rocco = cara. 
Consta na lista das queridinhas não emprestáveis.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Expectativas literárias - 2012

Postado por Luciana Mara às 14:23:00 21 comentários Links para esta postagem
Já que não ganhei na mega sena da virada, não vou poder ter um mega astro internacional cantando no meu casamento e passar uns 6 meses de lua-de-mel viajando por aí, só o que eu posso programar é aproveitar o penúltimo dia de férias como uma boa assalariada. ¬¬

É neste momento do ano que sinto saudade da época em que eu estudava... Três meses de férias era um sonho. 

E por falar em férias, o que eu menos fiz estes 15 dias foi ler, mas nem ligo para isso. Viajei, terminei de assistir Friends (chorei nos dois últimos episódios e agora quero rever TUDO), descobri o Angry Birds e dei tchau para bateria do celular, arrumei minha estante (passei filme plástico nos meus livros como vi aqui - sim, eles não respiram - e reorganizei tudo. Foram umas 12 horas de trabalho)...

Mas 2012 chegou e é hora de estipular metas. Então, seguem as minhas Expectativas Literárias 2012. Este meme foi criado pela Nat Puga e recebi da Kellen e do Lucas.


Meta de Leitura: 52 livros, um por semana (dois a mais que a meta ano passado, que superei. Li 66 livros) 
Gênero que vou ler mais: Romances
Gênero que vou ler menos: Biografias e tentar diminuir literatura fantástica
Lançamento internacional mais aguardado: Milagrosamente, nenhum que eu lembre.
Lançamento Nacional mais aguardado: Herança e Laços do espírito
Lançamento de livro brasileiro mais aguardado: Fazendo meu filme 4
Continuação de saga mais aguardada: Silêncio, da série Hush Hush
Final de saga mais aguardado: Fazendo meu filme 4, porque preciso, desesperadamente, saber o que vai acontecer com o Leo e com a Fani (copiei das Expectativas literárias de 2011!) e Herança, porque finalmente o Paolini terminou a série.
Próximas compras: Silêncio e as continuações das séries que já tenho. O lema do ano é economizar (conseguir já são outros 500).

Este ano vai ser de muito planejamento e correria. Espero conseguir cumprir minhas metas. E que as leituras comecem!

sábado, 7 de janeiro de 2012

#88: Como (quase) namorei Robert Pattinson (Carol Sabar)

Postado por Luciana Mara às 10:57:00 35 comentários Links para esta postagem


Informações:
Título: Como (quase) namorei Robert Pattinson
Autora: Carol Sabar
Editora: Jangada
Número de páginas: 464

Comentários: Sim, eu era uma crepuscólica! Li Crepúsculo assim que pude comprar (era universitária na época, o que explica tudo) e fui fisgada pela história. Li Lua Nova e Eclipse em e-book e fiquei roendo as unhas enquanto esperava o pessoal do Orkut traduzir Amanhecer. 

Emocionei, chorei, sofri e me apaixonei (o Léo sabe disso, ninguém precisa fazer fofoca, ok?!). Fui team Edward, team Jacob, mas nem nos meus momentos mais loucos, cheguei ao dedinho mindinho do pé da Duda...
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Eduarda Maria Carraro, mais conhecida como Duda, tem 19 anos, é morena, mignon, estudante de jornalismo, mais bonita do que imagina ser e mora no Rio. Entretanto, sua principal característica é ser APAIXONADA pela saga Crepúsculo e principalmente pelo Robert Pattinson, o sonho de 11 em cada 10 fãs da série.

Contrariando sua irmã linda, cheia de curvas e loura, Suzana, sua prima, melhor amiga e delicada Lisa, e a CDF doidinha da turma, a Margô, Duda não queria saber de badalação. Ela só desejava ficar em casa, desfrutando mais uma vez da companhia daqueles personagens que ela tanto ama. 

Mas desta vez, elas ameaçaram a garota, ou melhor, os livros dela e ela acabou cedendo. Duda ia à festa de final do período da faculdade! Era inadmissível não comparecer ao evento já que ele seria o último das garotas no Brasil. As quatro passariam os próximos seis meses em Nova York estudando inglês (o que seria a grande oportunidade de Duda encontrar seu tão amado galã). Alguns exercícios maxilares foram feitos na festa, o que deu pano para manga para a viagem.

E por falar em viagem... Finalmente elas chegaram à cidade que nunca dorme. Duda se sentia perdida, principalmente pelo fato de não saber nada do idioma, mas ela tinha companhia. A garota tímida tinha levado os quatro livros da série você-sabe-qual escondido na mala. O que ela não esperava era que fosse conhecer na escola Pablo Rodríguez, um espanhol charmosíssimo que estava na sua turma de inglês básico e, que logo fosse crescendo uma forte amizade entre eles.

Só amizade mesmo, porque Duda ficou LOUCA quando encontrou seu vizinho e dono do apartamento que ela e as outras garotas estavam alugando, Miguel Defilippo. Estabanada como ela só, suas pernas não resistiram quando ela o viu. Ele era a cara do Robert Pattinson!!! Igualzinho mesmo e ainda falava português! Ele era brasileiro e estava se formando em jornalismo. Era lindo, simpático, rico, apaixonante e muito, muitooo misterioso. Ele aparecia e desaparecia do nada. Ele parecia estar atraído pela garota, mas pelo seu comportamento, parecia ter um segredo.

Como a garota se viraria num outro país? Duda superaria sua obsessão por Crepúsculo? Seu lance com Pablo era mesmo só amizade? E Rob... ops... Miguel? Qual seu segredo? Descubra lendo Como (quase) namorei Robert Pattinson.
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Sabe aqueles livros que pegam carona no sucesso de best-sellers (tipo esse e esse)? Então, Como (quase) namorei Robert Pattinson poderia ter sido um deles.

Poderia, mas a autora soube usar a obsessão da Duda como um plano de fundo para criar uma história nova. Claro que como leitora da série, eu consegui enxergar algumas associações entre as duas histórias, mas tudo foi inserido de forma tão natural que foi impossível não se envolver e torcer para tudo dar certo no final.

As discussões entre Duda e Suzana são ótimas, típicas de irmãs mesmo. A amizade das quatro garotas também é bem abordada  e as pegações delas também. E o que dizer do fofo Pablo e do sexy Miguel? Para responder a esta pergunta, queria apenas que a Duda fosse uma coisa: bígama.

O livro é um tijolo de grosso, mas é super levinho. Ao contrário das inúmeras queixas de livros nacionais que tenho lido por aí, este está muito bem revisado. A capa é fofa e as listas, bilhetes, recados no Orkut e tweets foram muito bem encaixados.

Minha única queixa e o motivo de eu ter tirado 1 estrelinha é a Duda. Durante todo o livro eu tentei imaginar qual era a idade ideal para a protagonista. Ela tem 19 anos, mas cabeça de 15. Mesmo sentindo um certo crescimento no decorrer da história, eu diria que ela tem no máximo 16 anos. Ela é LOUCA! Totalmente sem noção! Ela imaginava cada situação que a mente fértil da minha mãe ficaria com inveja*.  Eu também não aceitei muito bem o fato de que os pais dela eram correspondentes internacionais, ela ser bem de vida, mas não sacar nada de inglês. Isto ficou meio confuso na minha cabeça, mas admito que se ela dominasse a língua várias passagens do livro não se encaixariam.

Brigas, retornos, ação, reviravoltas, descobertas, frustração. O livro tem de tudo um pouco. Tem até Robert Pattinson!!!

Ah... E não precisa ser fã de Crepúsculo ou conhecer a história para curtir o livro. Entretanto, acho que aqueles já familiarizados com a história o aproveitarão mais.

E sem mais detalhes para não estragar as surpresas. 
Dúvidas de que recomendo?
*Certa vez, fui com amigas para o Pop Rock e meus pais viajaram para o interior. No dia seguinte, minha mãe me ligou no celular e eu não atendi. Eu estava na casa de uma das minhas amigas tomando café. Como não atendi as várias chamadas que minha mãe fez ,porque o celular estava no quarto enquanto eu estava na copa, ela imaginou mil coisas. Achou que eu tinha ido para o centro da cidade pegar um ônibus de volta para casa, no caminho tinham me assaltado e roubado o celular. Isto porque eu estava APENAS tomando café. Isto é fichinha perto das viagens da Duda. #ficaadica
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