sábado, 31 de março de 2012

‘Perdoa-me pai, eu comprei’ – Março (2012)

Postado por Luciana Mara às 20:34:00 48 comentários Links para esta postagem

Quem nunca quis ser famoso?

Aparecer nas capas de revistas com modelitos de estilistas top de linha, frequentar festas badaladas, visitar o Castelo de Caras, andar de motorista com quepe, ser fotografada na praia (em dia útil) durante a manhã  tomando água de coco geladinha.

Quando eu tinha 3 anos queria ser ‘catora’. Como vocês podem perceber, não deu certo, já que uma porta rangendo é mais afinada que eu.

Mas não é que eu ainda consigo me identificar com alguns artistas?

Em alguns lampejos de (in)sanidade(?), eu me identifico com a Kate Moss (não pela magreza excessiva, pelo contrário. Semana passada ouvi dois ‘Como você engordou!’ que alegraram meu dia^(-1)).

Em outros, com o Johnny Depp (possivelmente por poder assumir personalidades estranhas – principalmente quando estou de TPM – já que não é porque sou muito bem paga ou porque fui eleita a mais sexy do planeta).

Britney Spears, claro! Principalmente com seus quilinhos a mais! Eu me identifico com ela, mesmo com a voz esganiçada que eu gosto

Mas por um fator, sei que NUNCA conseguirei me identificar a estes artistas, ou conseguir me tornar  semelhante a eles.

SOCORRO!!!

Por quê?

Não vai falar que você não descobriu!

Sério, mesmo?

Gente, eles saíram da reabilitação e se curaram e eu NÃO!!!

Eu desisto de mim! Estava tão orgulhosa por causa do mês passado, mas o Submarino não se importou com o fato de que Minas não tem mar e atacou com tudo! Tive até overdose de Meg Cabot!


Mas você pensa que vou passar minha 'identidade artística' em branco?

Na minha vontade de encontrar artistas que eu pudesse me identificar, encontrei minhas duas mentoras! Salve, salve Lindsay Lohan e a finada Amy Winehouse! 

Esta última, acho que compôs sua música mais famosa pensando em nós duas, porque vamos combinar, né?! 

They tried to make me go to rehab,but I said, 
"No, no, no"Yes, I've been black but when I come back you'll know, know, knowI ain't got the time and if my daddy thinks I'm fineHe's tried to make me go to rehab,but I won't go, go, go

E, aproveitando o momento, aí vai um recadinho para o meu pai: 
'Pai, não adianta! Você viu o que minha querida Amy disse? Você não vai me mandar para reabilitação! E eu vou melhorar, você vai ver (cof...cof...cof...)".

Aprende comigo Lindsay querida e venha para uma mania (não usem a palavra vício) mais saudável! Fica a dica! ;-)

Quem também afundou em março? 
-----
Ps.: Ganhei Você Tem Meia Hora e Um Homem de Sorte em promoções.

quinta-feira, 29 de março de 2012

#97: Nudez Mortal (Nora Roberts)

Postado por Luciana Mara às 10:00:00 23 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: Nudez Mortal
Autora: Nora Roberts (como J. D. Robb)
Editora: Bertrand
Número de páginas: 350

Comentários:
Nudez Mortal (vergonha do título) foi o livro escolhido pela Sandra no Clube das Chocólatras. É o primeiro volume desta série da máquina criadora de histórias Nora Roberts.

Uma vez me disseram que os livros da série mortal eram independentes. O que eu fiz? Comprei TODOS os que tinham disponíveis na Saraiva por R$9,90. Assim, comecei a minha coleção a partir de Cerimônia Mortal, o 5º volume da série.

Se eram independentes, porque não começar a lê-los? E foi o que eu fiz. Peguei a história pela metade. Talvez eu tivesse gostado ainda mais se eu tivesse começado pelo início.

E, por já ter lido mais livros desta série, posso afirmar que as histórias seguem uma receita de bolo. Vamos aos ingredientes*:

  1. Uma dose cavalar da tenente Eve Dallas. Por ter sofrido abuso sexual quando criança, Eve se fechou para todo tipo de relacionamento. Seu único compromisso é com o trabalho.
  2. Um pote de sangue. Alguém é morto de uma maneira bizarra ou chocante. 
  3. Uma pitada de dados da vítima e levantamento de todos os suspeitos. 
  4. 4165784367497 xícaras de café do Roarke. Agora milionário, mas cheio de segredos obscuros que com suas habilidades conseguiu deletar do sistema da polícia, Roarke sempre entra em cena. Ele sempre conhece as vítimas ou suspeitos, devido a sua popularidade. Ele sucessivamente se empenha em romper as barreiras que Eve criou em torno de seu coração.
  5. Acrescente mais assassinatos que seguem o padrão do primeiro e conte com a ajuda de alguns policiais para agitar o caso.
  6. A primeira prova sempre é a errada. Mas a sagacidade da tenente, aliada à sua equipe e os contatos de Roarke, sempre levam a um desfecho emocionante (inclusive com a Eve SEMPRE tentando ser morta e várias vezes sendo ajudada pelo Roarke).
  7. Insira todos os ingredientes no forno do ano 2058. Tudo é informatizado, é possível visitar outros planetas e os carros podem voar (preciso de um urgente).
  8. Enfeite com a evolução dos protagonistas e com a inserção das histórias dos coadjuvantes.
  9. E o tempero? Isto fica por conta de Eve e Roarke que com certeza sempre colocam muita pimenta na história.

AVISO: Esta receita é recomendada para maiores de 18 anos.

Caso da vez: Sharon DeBlass, uma acompanhante licenciada (vulgo prostituta), foi assassinada a tiros. Tudo seria corriqueiro se ela não fosse neta do senador DeBlass e se a utilização de armas de fogo não fosse proibida há décadas (usualmente era laser). 

Assim, além do aperto normal para desvendar o crime, Eve ainda precisa aguentar a pressão do senador que cobra resultados. Para piorar, mais assassinatos com o mesmo padrão (com arma de fogo e envio de um filme com o ato em si) são enviados a ela.

O pior era saber que os caminhos daquele mistério a levava diretamente ao Roarke. Seria fácil prender o magnata se Eve não começasse a se envolver com ele.

Era possível resistir? Qual a participação de Roarke na história? Quem era o(a) assassino(a) e por que cometeu o crime? Descubra em Nudez Mortal.
------------
Apesar de seguir uma rotina em todos os livros, é impossível largá-los após iniciar a leitura. A cada momento você conhece um pouco mais dos personagens e acaba sendo induzido por eles a tentar desvendar o crime. Na maioria das vezes eu erro feio, nas outras vezes só erro.

Acompanhar o desenvolvimento do romance é um caso a parte. Eu já sabia onde o relacionamento da Eve e do Roarke daria, mas foi prazeroso saber como tudo começou. Como ela não queria abrir seu coração para ele e como ele chutou a porta e entrou mesmo assim.

A história acontecer em 2058 é um charme a parte. Somos apresentados a uma Nova York diferente, cheia de tecnologia. A polícia tem programas que identificam perfil das pessoas violentas e ainda calculam probabilidades de terem acertado o assassino (estatísticos adoram isso). Fora o AutoChef, que prepara o prato a partir dos ingredientes que você tem na geladeira é meu sonho.

Os casos são bem amarrados. A partir do perfil psicológico do assassino é possível entender sua motivação e isto satisfaz o leitor que busca a parte policial da série. Eu, além dos crimes, saboreio o romance. Inclusive marco com post-it as cenas do casal principal.

E como tudo que é bom, gosto de me entupir até ficar saciada, já li Glória Mortal (Vol. 2) e peguei emprestado com a Nanda Êxtase e Eternidade Mortal (Vol. 3 e 4). 

Para os desinformados de plantão, a série é enorme (acredito que seja infinita). Já foram publicados 18 livros no Brasil. Então, preparem o bolso ou leiam emprestado. Eu ainda completarei minha coleção! Aceito doações de Eternidade, Êxtase, Julgamento, Reencontro, Pureza, Retrato, Imitação e Dilema Mortal.


Como a receita é a mesma, não resenharei mais a série aqui (mas quando for para piriguetar, podem ter certeza que o Roarke será lembrado!)

Se recomendo**? Sim ou claro?



* Porque eu não sou a única a resenhar receitas. Confira AQUI.
** Recomendo para quem não se importa com cenas para maiores.

terça-feira, 27 de março de 2012

Julgando pela capa

Postado por Luciana Mara às 08:05:00 16 comentários Links para esta postagem

Eu já comprei livro pela capa, já julguei livro pela capa e babo por tantas outras. Aproveitando isso, vou responder ao meme que a Kellen do 'Tudo O Que Me Interessa' e a Adriana do Mundo da Leitura me indicaram.


Cite 1 livro que você leu só por causa da capa:

A Linguagem das Flores eu não li só por causa da capa, mas ela me atraiu tanto, brilhava tanto na estante me chamando, que passei o livro na frente de outros tantos. 
E foi ótimo ter feito isso! A história veio no momento certo, momento que eu me sentia agoniada por ler fantasia demais.


E aproveitanto, tenho um livro que comprei por causa da capa, mas ainda não tive vontade de ler: Halo. Ainda estou sem saber o que fazer com ele (se passo para frente ou emolduro a capa o_O).


Que tipo de livro você não lê por causa da capa?

Uma capa feia não é um empecilho para a leitura, apesar de uma capa bonita ter mais chances de figurar na minha estante.

Confesso que fico com vergonha de ler em público livros com capas ou títulos provocantes. Mas não estou nem aí e leio assim mesmo, sou eu mesma quem compro e não devo nada a ninguém.

<= Imagem de pegação / Título: NUDEZ mortal=>   

Que livro você relutou em ler por causa da capa, mas gostou?

Li este livro emprestado há alguns anos. Não dava nada por ele, porque a capa é muito sem graça, vamos falar a verdade. Mas eu ADOREI! Tenho até que comprar para mim um exemplar (lembrete mental).



Que livro te decepcionou, mas você gosta da capa?


Copiando o que já falei na resenha deste livro:
'Quando olhei para a capa deste livro foi paixão à primeira vista.
 Eu me encantei e achei que a história seria fofa.

Foi a primeira vez que eu comprei um livro única e exclusivamente pela capa. Foi a última vez que eu fiz isso também.'

Quais as suas 5 capas de livros preferidas? 

            

Indique 5 pessoas para receber o Meme:

Como não sei quem já foi indicado, indico aos blogueiros literários que passam sempre por aqui.

sábado, 24 de março de 2012

Jogos Vorazes (Filme)

Postado por Luciana Mara às 12:15:00 46 comentários Links para esta postagem


Depois de muita ansiedade, releitura e tentativa de fugir das imagens/vídeos do filme para não estragar a surpresa, finalmente tinha chegado o dia. Eu fui OBRIGADA por mim mesma  ir à estreia. 

Eu tenho medo de estreias. Tenho medo de não conseguir ingresso (1), medo de pegar lugares ruins (2), medo de ficar cercada por adolescentes histéricos (3) e medo de me decepcionar (4).

Os dois primeiros tipos de medo eram os únicos controláveis. Assim, arrumei todo um esquema com a minha irmã.

Etapas:

1) Ela teria que enforcar a facu;
2) Teria que comprar o ingresso pouco depois do cinema abrir;
3) Teria que ficar rondando a fila da sala do cinema e ficar nela quando a primeira pessoa aparecesse.

Deu certo! E o alívio foi enorme quando recebi uma sms ‘Em mãos!’ 18:10, sala 6, Del Rey, legendado!!!

Mesmo saindo cedo, demorei um parto de trigêmeos para chegar. O trânsito em BH está horrível todo dia. Era uma troca de sms sem fim. Minha irmã reclamando porque já estava com bolor de tanto me esperar, e eu porque não chegava ao Shopping.

E quando cheguei, só dava minha irmã sentada no chão revirando TUDO da bolsa. Ela disse que tinha perdido os ingressos. Eu queria mata-la: sim ou com certeza?

Enquanto eu mesma olhava item por item da bolsa, ela refez o caminho até as Lojas Americanas e foi olhar o local que ela tinha tirado a carteira da bolsa. Eu emagreci 5 kg de alívio quem dera quando achei os ingressos dentro de uma caderneta dela. 

Passado o susto, olhei para a fila. Tinha Katniss para tudo quanto é lado. Pensei: “Que besteira estas meninas todas de trança por causa da personagem principal!”. Passaram 2 minutos e tudo ficou claro: OMG! Eu também estou de trança! Estou igual estas adolescentes! Mas gente, sintonizem! Eu uso trança TODOS os dias! Quase dependurei uma placa com estes dizeres no meu pescoço.

Olhando mais atentamente, vi que a idade média do pessoal era de 16 anos. Eu era o outilier da fila! Me senti velha. Então, o medo 3 começou a aflorar. Os adolescentes histéricos iam ficar gritando. Socorro!!!

18h. Abre a sala. Pipoca e refri nas mãos e ótimos lugares. E as meninas (15 meninas de trança que sentaram na minha fileira e na minha frente) não paravam de falar. O desespero bateu.

18h10. Os trailers passaram. A Luz apagou, o filme começou.

E o medo 4 foi pelo ralo. Eu ADOREI o filme.

Eu evitei fotos, só tinha visto o trailer. Eu não sabia como era o Prego (que tinha imaginado como um galpão com as bancas só dos lados e um grande corredor no meio), a casa da Katniss e não conseguia imaginar a Cornucópia. E tudo ficou perfeito!

E o melhor: os adolescentes não ficaram histéricos! Exceto, na parte DAQUELA morte que alguns começaram a zombar e perdeu um pouco do encanto. Porém, isto não quer dizer que não foi emocionante. Eu não chorei (sou insensível), mas vi algumas pessoas fazendo (Oi maninha!).

O filme voou. Foram 142 minutos que nem senti passar. Eu queria mais e mais... Porém, dou um conselho: como o filme é longo, não se empanturrem de refrigerante. Entenderam o que aconteceu?

Fazendo um apanhado geral:
  1. Quanto aos personagens principais:

  • A Jennifer Lawrence É a Katniss. Ela é firme, destemida e objetiva. Ela ri, sofre, luta e seu rosto transmite isso. Aprende aí Kristen Stewart! 
  • No início, o Josh Hutcherson não me convenceu. O ator já é baixinho, e eu tinha rido disso, achando que ele não combinava com o Peeta que eu criei. Quando ele começou a falar, naquela parte do trem algo me incomodou e só pensava: “Putz!”. Mas isto se modificou na capital. Ele também me conquistou na entrevista.
  • Acho que só vou poder falar sobre o Liam Hemsworth quando assistir o filme de novo ou em Em Chamas. Ele fez uma cara boa de sofrimento, mas só.
  
Cinna, Haymitch e Peeta; Effie e Katniss
  • O Haymitch da minha cabeça era mais velho, mas estou satisfeitíssima com Woodrow Harrelson. Só achei que não houve uma transição clara entre o bêbado louco e o mentor aplicado dos JV. 
  • O Lenny Kravitz desboiolizou o Cinna da minha cabeça (mesmo com o detalhe do delineador dourado nos olhos que fielmente estava lá \o/).
  • A Effie (Elizabeth Bank) estava perfeita! Afetada e extravagante do jeito que eu imaginava.



Clove, Cato, Marvel e Gimmer; Rue
  • Eu AMEI os carreiristas (Cato – ele com aquela faca na mão e o olhar vou te matar agora. Ui! - e Clove – Medo dela) e me encantei pela Rue. A menina é uma graça. 
  • O presidente Snow (Donald Sutherland) é ótimo, apesar de parecer o Gepeto (by Louise). 
  • Seneca Crane (Wes Bentley - que conseguiu não ficar atraente com aquela barba) e Caesar Flickerman (Stanley Tucci - hilário) também ficaram ótimos e super bem caracterizados.

         2. Quanto à adaptação e o livro: 

É claro que o filme deve ser tratado como uma adaptação e como adaptação ele cumpriu e muito bem o seu papel. Eu também sei que várias alterações tiveram que ser realizadas para o filme fluir bem.

Mas como boa fã do livro, vi várias diferenças entre ele e o filme. Algumas foram bem discretas e recordei porque reli o livro semana passada (resenha de janeiro de 2011 - AQUI). Outras chamaram mais atenção, e se você não gosta de SPOILER, não leia o próximo parágrafo.

- A Katniss ganha o broche no Prego;
- Algumas dádivas não foram recebidas (pão do distrito 11, o remédio para o Peeta dormir, banquete);
- A Katniss não fica surda;
- Os bestantes mais pareciam cachorros que lobos e não tinham os olhos dos tributos. Eles começaram a perseguir a Katniss e o Peeta. O ai se te Cato já estava na cornucópia;
- Não arrancaram a perna do Peeta!!!

       3. Comentários aleatórios:

Acho bom destacar algumas coisas que me chamaram atenção e que já discuti exaustivamente com a minha irmã. Quem já tiver visto, sinta-se a vontade para dar mais pitacos e lembrar de coisas interessantes que esqueci de mencionar.

- Apresentaram bem toda a introdução da história. Não foram direto para a arena;
- A inserção de mais cenas do presidente Snow e das revoltas no Distrito 11 foram ótimas para preparar o terreno para o resto da história;
- A capital é um espetáculo e todas as pessoas coloridas são exatamente como imaginei;
- Portia entra muda e sai calada. Os outros assistentes só são mostrados bem rapidamente;
- Fiquei super feliz por conseguir visualizar a Cornucópia. Não conseguia imaginar um chifre que era possível de ser escalado;
- Adorei a sala de comando dos jogos, onde o Seneca, chefe dos idealizadores dos jogos, programava os ataques;
- Imaginava as teleguiadas bemmm maiores;
- A maquiagem do Peeta no rio ficou muito legal, mas eu esperava uma perna mais machucada;
- Finalmente consegui ver como são os trajes da Katniss (tinha dificuldade de imaginar o fogo);
- Achei que teve sangue suficiente. Nem demais para não serem obrigados a reduzirem a censura, nem pouco para não parecerem assassinatos;
- Tiveram menos beijos e menos romantismo que eu esperava (e achei isso até bom). Não fica claro que Katniss estava fazendo o jogo do Haymitch e fingindo estar apaixonada (no início). Tudo ficou bem confuso nesta área (acho que era intencional);
- Achei o final extremamente corrido. Eles são declarados vencedores, vão para entrevista e voltam para o distrito, tudo em uns 2 minutos.  

     4. Conclusão

AMEI! EU QUERO ASSISTIR DE NOVO!!! 


E que venha Em Chamas!
Eu não resisti e estou relendo o livro e em seguida irei reler A Esperança.

E aí, quem já assistiu? Quais as expectativas?

Ps.: O manual de como se comportar em estreias continua valendo. Conheça-o AQUI.

quarta-feira, 21 de março de 2012

#96: Ainda não te disse nada (Maurício Gomyde)

Postado por Luciana Mara às 09:23:00 23 comentários Links para esta postagem

Informações:

Título: Ainda não te disse nada
Autor: Maurício Gomyde
Editora: Porto 71
Número de páginas: 236

Comentários:  
Porque de graça é mais gostoso...
--------
Marina Albertini tinha 25 anos e queria mais que herdar a profissão de padeiro do pai. Ela sonhava ser uma estilista famosa.

Assim, Marina largou a vida no interior de São Paulo e foi fazer faculdade de moda na capital. A jovem era linda, descolada e moderna. Mantinha um blog de moda alimentado pelas fotos que tirava nos provadores das lojas de roupas. Nas horas vagas, saia com as amigas da faculdade, Thaís (que tinha um namoro meio estranho) e Francesca (que tinha uma filha e era separada) e tentava não dar bola para o seu professor da faculdade, Luca, um homem alguns anos mais velho que ela e bastante sedutor.

Fora o dinheiro enviado pelo pai, Marina levantava o orçamento trabalhando nos Correios e foi lá que tudo começou. Em meio à discussão com Dona Jane, outra funcionária do estabelecimento, as duas concluíram que, com o avanço da tecnologia, as pessoas pararam de enviar cartas, principalmente cartas de amor. Foi então que ela viu uma ruiva fazendo exatamente o que elas haviam acabado de declarar como extinto: ela enviara tal carta.

Aquilo não saia da cabeça da jovem. Então, por um acaso, ela descobriu que a mulher se correspondia por cartas porque era contratada para se passar por outra pessoa e dar esperança aos corações aflitos. E, para surpresa de Marina, uma destas cartas caiu em suas mãos. Era a carta de Heitor, um velhinho apaixonado que morava em Portugal. Marina não resistiu e passou a fazer o mesmo que aquela ruiva fazia, se corresponder fingindo ser alguém que não conhecia. Ela só não esperava se envolver com aquelas palavras.

Mas isto era certo? Qual era a história de Heitor? E Luca? Ela daria alguma chance para o professor conquistador? E Marina realizou seu sonho? Descubra estas e outras perguntas em Ainda não te disse nada.
--------
No geral, achei o livro bom. A leitura foi rápida, impulsionada, principalmente, pelos capítulos curtos e letras grandes. Só senti que faltou uma sensibilidade feminina na criação da personagem principal. Ok, ok, o autor é homem, mas eu não conseguia tratar a história sob ótica feminina, sempre via um homem tentando pensar e agir como uma mulher. Deu para entender? Até eu achei meu pensamento meio confuso.

Outra coisa, quem trabalha no Correio ganha bem assim? Porque dividir uma conta de R$250,00 em uma noitada com mais duas amigas eu acho bem estranho. Eu tentei associar a profissão com os gastos e fiquei meio perdida. Sou chata com dinheiro.

Será que eu não consigo ser romântica? Porque eu achei as cartas trocadas entre Marina e o Heitor bonitas, mas não o suficiente para me envolver, suspirar e desejar que alguma daquelas cartas fosse escrita para mim. Era tudo muito poético e isto nunca me envolve. No quesito doçura, sou tão doce quanto um punhado de sal.

A linguagem informal me incomodou um pouco. Por que não se pode escrever está e estou no lugar de '' e ''? Tudo bem que isto acontecia na fala dos personagens e a gente acaba falando meio assim (principalmente mineiros que engolem letras – estamos constantemente com fome), mas achei incômodo. Passagens como 'Francesca terminou de limpar a bunda de Ciça', vamos combinar que também são desnecessárias.

E o final? Eu matei! E será que só eu senti falta de umas 5 páginas? E aí, o que aconteceu? Eu queria saber! Não gosto de ter que imaginar coisas tão importantes como o que aconteceu após o reencontro (sem detalhes para não dar spoilers).

Mas no geral, valeu a pena. Me diverti!



Ps.: Ultimamente estou assim, falo, falo, falo os defeitos e depois assopro.

segunda-feira, 12 de março de 2012

#95: A Linguagem das Flores (Vanessa Diffenbaugh)

Postado por Luciana Mara às 21:47:00 24 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: A Linguagem das Flores
Autora: Vanessa Diffenbaugh
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304


Comentários: Eu gostaria de escrever uma resenha apaixonada. Uma resenha que fizesse você desejar este livro urgentemente. 

Porque é isso que eu sinto após terminá-lo. Uma felicidade por tê-lo lido. O livro é simples e envolvente. Não há vilões, exceto as dificuldades da vida. É aquele tipo de livro me fez adiar a noite de sono e torcer para que o congestionamento durasse um pouco mais. É um livro de mal-entendidos, de revolta, solidão, crescimento e reencontro. É um livro que fala de flores como se elas fossem palavras que tem o poder de te alegrar, te ferir ou simplesmente mostrar que ainda há esperança.
--------
Victoria Jones tem 18 anos e, finalmente, está saindo do último dos 32 abrigos que morou. Agora ela tem que se virar nos 30. O governo pagaria algumas semanas de aluguel de um quarto, mas cabia a ela arrumar um emprego para continuar mantendo-o. Era o momento da garota construir sua vida. Meredith, a única presença constante em sua vida (sua assistente social), não esperava nada dela. Nem mesmo Victoria esperava. Ela não amava a si mesma, não amava ninguém. Seu único consolo eram as flores. Cada flor tinha um significado, coisa que Victoria jamais esqueceu.

Victoria tinha 9 anos. Aquela seria sua última chance. Se ela não fosse aceita e adotada naquele lar, passaria de abrigo a abrigo até completar a maioridade. Victoria viveria com Elizabeth, uma senhora solitária que tinha um vinhedo, um segredo e conhecia a linguagem das flores.

O que aconteceu com a Victoria aos 18 anos e aos 9 anos, descubra em A Linguagem das Flores.
--------
Este era o livro que eu precisava para sair do meu fundo do poço literário particular. É uma história de descobertas e crescimento, narrado de forma tão gostosa que desde já, entra para a lista de futuras releituras.

O livro é dividido em quatro partes, em que cada uma remete a um grande fato ocorrido com a protagonista. E durante a história de Victoria somos apresentados a ótimos coadjuvantes. Uma boa protagonista não faz uma boa história sozinha. É claro que, em alguns momentos, tive vontade de matá-la por sua ingratidão. Mas a minha realidade é muito distante da de Victoria, então a perdoei de coração.

Cardo (Misantropia), Rosa branca (Um coração inexperiente), Musgo (Amor materno), Narcisos amarelos (Recomeços)
Ao mesmo tempo em que queria descobrir sobre o passado da garota, queria descobrir sobre o presente. Isto, impulsionado a capítulos curtos, me fez mais rapidamente, devorar a história.

Eu terminei o livro querendo ser uma florista por um dia e quis pesquisar sobre o significado das flores para escolher a decoração do meu casamento. Eu sei que é pedir demais, mais queria tanto que o dicionário com os nomes e significados das flores feito pela Victoria e anexado ao final do livro viesse com fotografias. Algumas eu pesquisei no google. Outras ficaram perdidas durante a história.

Em duas palavras: AMEI, FAVORITEI!

Conclusão: Descobri que gosto de histórias com plantas (também amei Encantos do Jardim – resenha em breve) e não gosto tanto de histórias com contos de fadas adaptados (DeE e A Maldição da Pedra).

terça-feira, 6 de março de 2012

#94: Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas (Raphael Draccon)

Postado por Luciana Mara às 14:09:00 40 comentários Links para esta postagem

Informações:
Título: Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas
Autor: Raphael Draccon
Editora: Leya
Número de páginas: 440


Comentários: Eu namorava este livro na minha estante há tempos. O Léo até ficava com ciúmes. Naquela mesma muquiranice literária, eu postergava a leitura.

Já o coloquei na lista de desejados (e ingenuamente disse que queria conhecer o tal narrador) e o enchi de expectativa. Na empolgação, comprei a trilogia de uma vez.

Então, em fevereiro, a Nanda do Viagem Literária o escolheu para mim como o livro do mês do Clube das Chocólatras.

Li e me decepcionei.

Grande parte deste sentimento é atribuída à narração da história. O livro  foi escrito sob a perspectiva de um bardo, um contador de história. Foi como se ele estivesse em uma roda dando a sua versão de tudo que aconteceu naquele reino. Ele dava pitaco, adiantava acontecimentos e era muito, muito chato. Ele explicava excessivamente coisas que já tinham sido citadas. Era alguém chato falando no meu ouvido sem parar. Eu queria mandá-lo calar a boca ou jogar o livro na parede diversas vezes.

Eu não me envolvi, a história não me seduziu. E este sentimento é tão forte que eu sequer consigo escrever a sinopse do livro. Sei que tinha um rei, que ele era casado com uma fada e tinha dois filhos. Um adorado pela plebe, o outro pela nobreza. Tinha ainda João e Maria, chapeuzinho vermelho (Ariane) e o filho do Capitão Gancho. Teve uma viagem, um romance, um motim e um roubo. Ahhh... E existiam as bruxas (fadas corrompidas - dã, daí o nome do livro). Há ainda algumas inserções de outros personagens de contos de fada na história, mas prefiro parar por aqui (porque nem mesmo sei o que escrever).

Outra coisa que me incomodou foi o excesso de gírias. Eu não espero isto em um épico. Pelo menos o livro tinha um mapa! \o/

Leia a sinopse no Skoob ou ainda uma sinopse escrita por outro leitor, caso se interesse pelo que eu não soube contar.

O ponto positivo foi que o autor criou um novo mundo inserindo e contextualizando vários outros contos de fada. Ele criou um porque para várias lacunas destas histórias (Ex.: Por que a chapeuzinho vermelho foi para casa da avó sozinha?). Mas foi só.

Como eu sou brasileira, vou continuar lendo a série mesmo porque já comprei. Quando? Só Deus sabe. As meninas me disseram no Clube que o livro 2 é melhor. Espero!

Cada leitor é diferente. Eu não curti, mas pode ser que você discorde de tudo que eu falei. Se isto, acontecer, me conte (mas não entre em detalhes porque se eu gosto do livro eu já os esqueço, imagine quando não gosto)!

Podem metralhar.



Ps. 1: Achei uma pessoa que compartilha as opiniões sobre o livro comigo. Vim salvar a Karol de ser uma (que não gostou) entre um milhão exagero (que amaram).
Ps 2: Li A Maldição da Pedra (Cornelia Funke) que também utiliza contos de fadas como base. Curti um pouco mais que DdE, mas nada que mereça uma nota acima de 3,5. Será que o problema é entre a leitora aqui e  as adaptações de contos de fadas?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

TOC Template by Ipietoon Blogger Template | Gift Idea