quarta-feira, 21 de março de 2012

#96: Ainda não te disse nada (Maurício Gomyde)

Postado por Luciana Mara às 09:23:00

Informações:

Título: Ainda não te disse nada
Autor: Maurício Gomyde
Editora: Porto 71
Número de páginas: 236

Comentários:  
Porque de graça é mais gostoso...
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Marina Albertini tinha 25 anos e queria mais que herdar a profissão de padeiro do pai. Ela sonhava ser uma estilista famosa.

Assim, Marina largou a vida no interior de São Paulo e foi fazer faculdade de moda na capital. A jovem era linda, descolada e moderna. Mantinha um blog de moda alimentado pelas fotos que tirava nos provadores das lojas de roupas. Nas horas vagas, saia com as amigas da faculdade, Thaís (que tinha um namoro meio estranho) e Francesca (que tinha uma filha e era separada) e tentava não dar bola para o seu professor da faculdade, Luca, um homem alguns anos mais velho que ela e bastante sedutor.

Fora o dinheiro enviado pelo pai, Marina levantava o orçamento trabalhando nos Correios e foi lá que tudo começou. Em meio à discussão com Dona Jane, outra funcionária do estabelecimento, as duas concluíram que, com o avanço da tecnologia, as pessoas pararam de enviar cartas, principalmente cartas de amor. Foi então que ela viu uma ruiva fazendo exatamente o que elas haviam acabado de declarar como extinto: ela enviara tal carta.

Aquilo não saia da cabeça da jovem. Então, por um acaso, ela descobriu que a mulher se correspondia por cartas porque era contratada para se passar por outra pessoa e dar esperança aos corações aflitos. E, para surpresa de Marina, uma destas cartas caiu em suas mãos. Era a carta de Heitor, um velhinho apaixonado que morava em Portugal. Marina não resistiu e passou a fazer o mesmo que aquela ruiva fazia, se corresponder fingindo ser alguém que não conhecia. Ela só não esperava se envolver com aquelas palavras.

Mas isto era certo? Qual era a história de Heitor? E Luca? Ela daria alguma chance para o professor conquistador? E Marina realizou seu sonho? Descubra estas e outras perguntas em Ainda não te disse nada.
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No geral, achei o livro bom. A leitura foi rápida, impulsionada, principalmente, pelos capítulos curtos e letras grandes. Só senti que faltou uma sensibilidade feminina na criação da personagem principal. Ok, ok, o autor é homem, mas eu não conseguia tratar a história sob ótica feminina, sempre via um homem tentando pensar e agir como uma mulher. Deu para entender? Até eu achei meu pensamento meio confuso.

Outra coisa, quem trabalha no Correio ganha bem assim? Porque dividir uma conta de R$250,00 em uma noitada com mais duas amigas eu acho bem estranho. Eu tentei associar a profissão com os gastos e fiquei meio perdida. Sou chata com dinheiro.

Será que eu não consigo ser romântica? Porque eu achei as cartas trocadas entre Marina e o Heitor bonitas, mas não o suficiente para me envolver, suspirar e desejar que alguma daquelas cartas fosse escrita para mim. Era tudo muito poético e isto nunca me envolve. No quesito doçura, sou tão doce quanto um punhado de sal.

A linguagem informal me incomodou um pouco. Por que não se pode escrever está e estou no lugar de '' e ''? Tudo bem que isto acontecia na fala dos personagens e a gente acaba falando meio assim (principalmente mineiros que engolem letras – estamos constantemente com fome), mas achei incômodo. Passagens como 'Francesca terminou de limpar a bunda de Ciça', vamos combinar que também são desnecessárias.

E o final? Eu matei! E será que só eu senti falta de umas 5 páginas? E aí, o que aconteceu? Eu queria saber! Não gosto de ter que imaginar coisas tão importantes como o que aconteceu após o reencontro (sem detalhes para não dar spoilers).

Mas no geral, valeu a pena. Me diverti!



Ps.: Ultimamente estou assim, falo, falo, falo os defeitos e depois assopro.

23 comentários:

kellenbaesso disse...

Gostei muito da capa deste livro. O enredo me envolveu e não pensei tanto nisso do dinheiro, acho que só sou tão chata - como você disse - quando o dinheiro é o meu. hahaha
Gostei da proposta do livro, sabe? Eu amava enviar e receber cartas e trouxe um pouco das minhas memórias desse tempo. Mas confesso que também queria mais páginas no fim. 
Excelente resenha, gêmea.
Beijos.

Cíntia Mara disse...

Eu tinha vontade de ler esse livro, mas agora vou pensar duas vezes antes de ficar tentada a cometer alguma loucura. Quem sabe se eu ganhar, né? Acho que vou me incomodar com as mesmas coisas que você, principalmente a linguagem informar. Isso é um perigo! O autor tem que ter muito cuidado pra não exagerar.

Bjs

PS: "alguns anos mais velho que ela" #chata #vocêpediupraavisar #gentequeusahashtagforadotwitter

Luciana Mara disse...

Eu fiquei bastante incomodada com os 'tá' porque eram muitos.
Se você quiser, eu te empresto.

Bjins

Tks! Já arrumei #tambemsoudessasqueusaatéemsms =P

Luciana Mara disse...

Ei gêmea!

Acho que é coisa de gente de exatas. Eu sempre faço contas de dinheiro e idade dos personagens  (principalmente idade).

Eu também gostei da proposta, mas senti falta de alguma coisa na escrita. Ainda não sei bem o que.

Tks!

Bjins

Camila Araújo disse...

Bom... Não sei se é porque sou uma bobona romântica incorrigível, mas eu achei o livro muito fofo!
Queria mais páginas no final também!
Nem me incomodei muito com os "tá" porque eu só falo assim. ^^
Bjs.

Caline disse...

Esperei que você fosse gostar bastante desse livro, já li muitos comentários positivos sobre o outro livro que ele lançou, poucas pessoas não gostaram.

Nesse, por mais que você tenha assoprado no final a impressão que ficou é que o livro não é tão legal.
Talvez eu leia, se eu ganhar também, mas acho que não comprarei, rs.

Beijos, Caline
Mundo de Papel

Luciana Mara disse...

Eu queria ser assim, mas não consigo. Eu falo com o Léo que eu sou o homem da relação, porque no nosso caso o romântico é ele, rs.

Eu também falo e escrevo assim informalmente (twitter, recado no skoob e e-mail para amigos). Mas acho deselegante escrever assim em um livro.

Mas eu gostei da história sim.

Bjins

Luciana Mara disse...

Eu gostei sim, mas agora estou mais chata para classificar os livros em quantidade de estrelas.
Está impossível não comparar um que eu amei e um que apenas gostei. 

Sabe na dança dos famosos do Faustão que o primeiro casal sempre se ferra porque é o primeiro e os jurados não tem ainda como comparar? Eu estou assim agora. Como já tenho muitooos livros lidos para comparar eu estou sendo mais chata, rs.
Eu não consigo classificar uma obra separadamente. Eu sempre classifico o que achei ao lê-la em relação à outra que amei. 
Meio complexo...rs


Algumas coisas realmente me incomodaram, mas eu recomendo a leitura.

Bjins.

Miriam disse...

"estamos constantemente com fome": LOL
Eu viveria com fome aí também, tendo esta culinária maravilhosa...

A falta de sensibilidade feminina é algo que existe, mas acho que é esperado mesmo, pelo fato de o autor ser homem. 

Luciana Mara disse...

O pior que é mesmo...kkk

Eu imagino que sim, mas não deixa de me incomodar.

Bjins

Rafaelle Vieira disse...

Oi Lu! Esse livro já está algum tempo na minha lista de leitura, mas decide deixar para ler depois , a minha curiosidade inicial passou e agora preciso de motivação para ler ele. Talvez daqui algum tempo eu decida dá uma chance para essa história.
 beijos.

Rafa{Fascinada por Histórias}

annieadelinne disse...

Não entendi muito bem o lance principal da sinopse. Por que a carta foi parar na mão de Marina? Ela era uma contratada? Ou um coração aflito? Ou isso faz parte da história e não dá pra contar?

Bom, de qualquer forma, eu fiquei com vontade de ler. Mas desanimei totalmente com esse negócio de linguagem informal. Escrever um livro não é escrever um email, né? ¬¬ Por favor!

Luciana Mara disse...

Não, ela não era contratada, ela trabalhava no correio e a carta foi parar na mão dela. Se eu te disser porque ela respondeu vou dar spoiler.

Exatamente! É isso que eu acho.
Tudo bem que isso aconteceu durante as falas dos personagens e acaba que a gente fala assim mesmo, mas eu não simpatizo com isso num livro.

Bjins

Bruna M. Silva disse...

AE! Alguém que concorda comigo nos pontos personagem feminina com maneiras de menino O.o 

E eu também fiquei pensando, tá bom que ganha bem trabalhando no correio.

Essa parte do Tô, Tá, não me ganha em livros, isso é linguagem coloquial... -.-

anyway você ainda deu uma nota bem boa para o livro haha.

Beijoss

annieadelinne disse...

Então foi pura falta de ética profissional? ahuahuahuah

Uma coisa é a linguagem falada, outra é a escrita. Até em termo de boletim de ocorrência e audiência judicial, em que é preciso manter a forma exata com que a pessoa falou, se usa o (sic) pra dizer que não é assim que se fala, que isso foi só a forma como a pessoa se expressou. Se você escreve um livro, não tem a obrigação de reproduzir a fala nos fonemas exatos em que é colocada. Senão fica tudo a mesma coisa, oras! Importa coisa nenhuma se é a fala da personagem ou não. A gente pode até falar 'tá', mas escreve 'está' e ponto final. Todo mundo fala 'tá' o tempo todo, mas até num post de blog (decente) - que eu considero uma das publicações mais informais que há - quem fala 'tá' escreve 'está'. Porque todo mundo sabe que 'tá' NÃO É UMA PALAVRA.

Ui, ela 'tá' indignada! ahuahuahuaha


[image: DISQUS]

Letícia Iauch disse...

Ei Lu!

Ah, eu particularmente amei O Mundo de Vidro, que é do Maurício também. Gostei do jeitinho que ele escreve e tudo o mais. Assim, estava bastante confiante pra ler Ainda não te disse nada (que eu ganhei também :P kkkkkk).
A linguagem informal também me incomodou um pouquinho. Em O Mundo de Vidro, há alguns palavrões até (odeio, odeio!). Mas nada que me fizesse gostar menos do livro.
Imagino que essa coisa de a personagem ter esse jeito de "homem" deve incomodar mesmo! Acho que isso vai me atrapalhar um pouco :/
Enfim, só lendo pra saber kkkkkkk

Bjoos'
Lets

lereamar disse...

Oiii Luciana!!! Encontrei seu blog lá no da Fernanda, Templo das Borboletas, e gostei muito... Vi seu índice a a gente já leu um monte de livro em comum... Também tenho um blog, vai lá conhecer:
www.lereamar.blogspot.com

Beijãooooo

Luciana Mara disse...

A Fer! A conheço há tempos do skoob =)

Vou lá te visitar ;)

Bjins

Luciana Mara disse...

Lets, eu acho válido quando o livro pede isso. Tem alguns livros que são cheios de p*tar!a então eu acho que eles pedem uma linguagem vulgar, o que não era o caso.

Opa... quero saber sua opinião =)

Bjins

Luciana Mara disse...

\o/

Eu gostei no geral, achei a ideia da história legal. Mas os pontos negativos pesaram um pouquinho, rs.

BJins

Luciana Mara disse...

Assino embaixo!!!
Simples assim ;)

Letícia Iauch disse...

Falou em p#tar*a eu lembrei de House of Night, não sei porque kkkkkkkkkkkkk
É verdade, não vejo um romance como o "ambiente" pra esse tipo de linguajar! 

Bjoos'

Nataly Gonçalves disse...

Ao ler sua resenha eu pensei que a nota seria no máximo 3. Eu tb não gosto desse tipo de linguagem em livro, a não ser quando a história pede, como por exemplo, a fala de uma pessoa da roça.

Sabe eu tb não sou romântica e muitas vezes não gosto de livros assim com poemas, textos românticos e etc.

Beijinhos

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