quinta-feira, 31 de maio de 2012

'Perdoa-me pai, eu comprei' – Maio (2012)

Postado por Luciana Mara às 03:00:00 22 comentários

TAM-NAN-NAN
TAM-NAN-NAN-TAN-TAN-TAN
TAM-NAN-NAN-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAMM-TAAAAM-NAN*

Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Tudo depende da hora que você está lendo este post.

É com muita tristeza que informo que, excepcionalmente para o mês de maio, não terá a coluna 'perdoa-me pai, eu comprei' com textos tirados do fundo do fígado desta pessoa que vos escreve. 

Tive que tirar as últimas raspas deste meu órgão para escrever um roteiro de uma gravação. E, antes que esperem um vídeo de qualquer coisa por aqui, venho adiantar que não é nada para o TOC, são só coisinhas para o meu casamento #ansiosa

Mas antes de ir ali cortar umas fitas, deixo uma foto dos meus novos companheiros.


Muito obrigada! 

TAM-NAN-NAN
TAM-NAN-NAN-TAN-TAN-TAN
TAM-NAN-NAN-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAM-TAMM-TAAAAM-NAN*

*Minha interpretação da vinheta do plantão da Globo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

#103: Jane Eyre (Charlotte Brontë)

Postado por Luciana Mara às 07:59:00 30 comentários

Informações:
Título: Jane Eyre
Autora: Charlotte Brontë
Editora: Edições BestBolso
Número de páginas: 528

Comentários:
Eu já tinha tido ótimas referências de Jane Eyre (mamys e Cíntia), mas o livro ficava na prateleira superior da estante e, como não vejo comentários sobre ele, como vejo dos livros lançados há pouco tempo, ele ficava esquecido.

Então, ele foi escolhido como o livro de maio do Clube das Chocólatras. Em meio a minha confusão de Leo's (AQUI e AQUI), fiquei com medo de não conseguir terminá-lo a tempo, principalmente por ser um clássico. Eu não costumo ler clássicos numa tacada só, mesmo porque eu nem leio tantos clássicos assim. Mas como não se empolgar com este romance maravilhoso?
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Jane Eyre, não tinha 10 anos, mas já passava por sofrimentos de gente grande. Órfã, ela foi morar na casa do tio, o Sr. Reed, que não tardou muito, faleceu.

Assim, a garota passou aos cuidados da Sra. Reed, em Gateshead, que mesmo prometendo ao marido em seu leito de morte que cuidaria bem daquela criança, não o fez. Além do desprezo da tia, Jane era mal-tratada pelos primos, principalmente John Reed, que sempre batia nela, fora fazer com que a mãe acreditasse que tudo de ruim que lhe acontecesse era por causa da garota.

Mas ao contrário do que era de se esperar, Jane encontrou na língua o próprio escudo. Ela falava o que pensava e isso rendeu a ela uma vaga em instituição de caridade, onde estudou e se tornou professora. Durante este tempo, Jane nunca foi visitada, não reviu os familiares, mas apesar de toda a rigidez da escola, pode-se dizer que ela foi feliz ali. A jovem aprendeu várias lições e se refinou, apesar de nunca chamar a atenção por ser considerada feia.

E ela não quis se acomodar. Sozinha, se candidatou e foi aprovada com preceptora de uma jovem francesa em Thornfield, a vários quilômetros da instituição. Assim que possível, Jane se mudou para aquela mansão obscura, e não tardou a, devido um acidente, conhecer o dono da casa, um homem de temperamento forte, vigoroso, 20 anos mais velho, carismático e feio, o Sr. Rochester.

Jane era empregada, Sr. Rochester era o patrão. Donos de duas línguas afiadas (que naquele tempo não se conheciam tão facilmente como hoje - a modernidade me assusta), surge a admiração, e dela, algo mais. E o que aconteceu com os dois descubra em Jane Eyre.
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Mistério, amor, paixão, dor, desilusão, tristeza, devoção, amargura, melancolia e esperança são apenas algumas coisas que encontrei neste livro maravilhoso. 

Quando se pensa em clássico, se imagina uma linguagem mais rebuscada, mais enfadonha, mas isto não  encontrei em Jane Eyre. Fico pensando se foi a forma como a autora escreveu, ou se foi um dedo do tradutor, mas a história é facílima de ler, e reler, e rereler, porque é isto que futuramente vai acontecer.

Eu não estudei livros clássicos ou nada do gênero, então posso vir a falar uma grande bobagem, apesar de ser aquilo que eu senti. Mesmo a Charlotte dando pitacos e criticando Jane Austen (Obrigada pelo texto Felipe), eu senti a narrativa dela mais próxima à desta outra autora, do que da irmã (apesar de, assim como o livro da Emily, apresentar algumas passagens nebulosas). Charlotte criou uma protagonista forte, assim como Liz Bennet de O&P. A fato das duas gostarem de homens arrogantes, a uniram ainda mais aos meus olhos.

Eu simplesmente odeio quando não consigo terminar de ler o livro na sexta-feira, porque raramente eu o leio no fim de semana. Na sexta à noite eu estava em um ponto muito crítico do livro SPOILER: Jane ficaria com o St. John - primo missionário dela, que não inseri na resenha para não revelar muito da história - e iria para a Índia? E o que teria acontecia ao Sr. Rochester após a fuga da Jane? FIM, e atormentei minha mãe horrores a cerca das minhas divagações (sem pedir spoiler, claro!). E quando tive que sair sábado de manhã e deixei 10 páginas para ler domingo à noite? Quase morri de agonia, porque este é um romance do quem você quer e PRECISA do fim para suspirar!

Só tenho uma única crítica. Faltando 1/3 para o final, achei que a história teve uma quebra no ritmo, tive vontade de pular algumas partes. Mas fico em dúvida se senti isso, pois: 1) elas eram realmente chatas ou 2) eu queria saber da conclusão logo. SPOILER: Partes do St. John pé-no-saco-missionário.

Uma pitada de religião e de fé, e outra dose cavalar de moralidade permeiam a história. SPOILER e REFLEXÃO: Se você amasse um homem, se ele também te amasse e vivesse por você, mas tivesse sido obrigado pelo pai a se casar com uma mulher que se revelou doida de pedra e psicótica assassina, o que você faria? Isto contando que ninguém sabia da existência da louca e se você não tivesse nem amigos ou familiares para dar satisfação da vida. Você viveria este amor ou fugiria? FIM Pensei, pensei e pensei sobre isto e a resposta é: eu não sei! 

Existem inúmeros filmes e seriados baseados neste livro. O filme mais recente saiu ano passado (e pra variar ainda não vi), mas meu produto muito cobiçado está sendo a série da BBC. Mês que vem, se o casamento permitir, eu compro!

O que eu sei é que quem ainda não leu, deve dar uma chance a este livro amado e favoritado! É mais um clássico inglês que, ao lado de Orgulho & Preconceito, tem uma cadeira cativa no meu coração.




Curiosidades:
  • A instituição de caridade Lowood, onde Jane Eyre estudou, foi inspirada na escola que Charlotte frequentou (Coitada!).
  • Charlotte se apaixonou por um homem casado SPOILER: Pode ser daí a ideia do Sr. Rochester ser casado com uma doida.
  • A autora se inspirou no marido para compor personagens como Rochester e St. John (segundo intelectuais).
  • Tadinha, morreu grávida.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

#102: Fazendo meu filme 4 (Paula Pimenta)

Postado por Luciana Mara às 10:12:00 34 comentários

Informações:
Título: Fazendo meu filme 4 - Fani em busca do final feliz
Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 608

Comentários: 
Após meu surto, meu desabafo e do momento empolgação, posso sentar e escrever com calma sobre o fim da série juvenil (brasileira) que mais me conquistou: Fazendo meu Filme.

Aviso:  Se você não leu os livros anteriores ou odeia SPOILERS, pule direto para o que eu achei do desfecho. 

Fani descobriu que gostava do seu amigo, o Leo, quando já estava acertado seu intercâmbio de um ano na Inglaterra (resenha de FMF1). Ela conviveu com a saudade, conheceu pessoas novas, namorou, terminou e descobriu que o Leo ainda a estava esperando (resenha de FMF2). Ela cresceu, mudou, mas se esqueceu que o tempo passava para quem tinha ficado no Brasil também. Ela teve que se reencontrar, reconquistar amizades, voltar para velha forma, mas tudo compensou porque finalmente teria tempo de curtir seu (verdadeiro) primeiro amor. Até o momento que, por causa de ciúmes e um baita mal-entendido, o casal se separa completamente. Fani foi para Hollywood usufruir da bolsa de estudos na faculdade de cinema que o Christian Irgh! lhe arranjou e Leo foi para o Rio de Janeiro cursar jornalismo (FMF3). 

E cinco anos se passaram. Cinco anos sem uma palavra trocada, sem uma imagem. Só lembranças. Lembranças que, por mais que eles tentassem, não eram abandonadas e esquecidas. Eles tentaram ser felizes, namoraram outras pessoas, mas como ser completamente feliz se não se está ao lado de quem ama? 

E assim somos apresentados a tudo que ocorreu nestes cinco anos. Primeiro, sob o ponto de vista da Fani, que agora morava com a Ana Elisa (que fazia estágio dos EUA) e tinha a presença constante da Tracy, sua irmã inglesa. A Gabi tinha ido visitá-las e levou uma grande surpresa (SPOILER: Fiquei em estado de choque como estado dela o.O). Através das conversas, sabemos como ocorreu a mudança da Fani para Hollywood,  como se deu a adaptação, suas aventuras e relacionamentos. Sabemos sobre sua formatura na faculdade, sua pós em trilha sonora e sobre o projeto que estava participando, aquele poderia abrir muitas portas no futuro. E adivinha quem estava lá também? O Christian!

Depois de muitas e muitas páginas e aquela sensação "Cadê o Edward?" em Lua Nova, encontramos o Leo. Já formado, trabalhando, namorando muitooooo, mas sem se envolver demais com nenhuma daquelas mulheres. Ele não conseguia, porque tinha um assunto inacabado. E naquele momento ele estava em apuros com a 'namorada', a irritante Meredith. Mas então, ele recebeu uma notícia. Viu nela uma oportunidade que poderia mudar tudo. E, especializado em cinema, ele correu atrás daquele fio de esperança, porque  também queria mudar o final do próprio filme.

Então, temos Leo e Fani. E o desfecho desta história. 
--------
Acho que adiei ao máximo a escrita deste texto porque eu não sabia bem o que dizer. No meu post Confissões de uma bookaholic, já havia deixado bem claro meu estado de felicidade após finalizar a leitura. 

Acho que satisfação é o melhor termo a ser usado. No momento em que o final das séries me frustra (vide Crepúsculo, falta de explicações em HP, como exemplo), fechar o livro e se sentir satisfeita é uma sensação nova. E foi assim que me senti. Eu tive vontade de chorar (confesso que FMF3 me ganhou neste aspecto), eu ri, fiquei agoniada, sofri, emocionei e senti raiva. Tudo em 608 páginas que foram devoradas como se fossem 100.

Eu presenciei o crescimento daqueles personagens tão queridos que eu acompanhava desde a adolescência (deles, não a minha, afinal já sou quase uma anciã). Eu vi a transformação, o amadurecimento, e foi nisso que o livro me ganhou. A Paula soube fazer uma transição de forma tão gostosa e natural entre a adolescência e a fase adulta que posso afirmar que, apesar de taxado como juvenil, este é um livro para todas as idades (aos desavisados, não há nenhuma cena à la J. R. Ward, ok?!). 

O livro é dividido em três partes: Fani, Leo e Fani e Leo. As partes individuais alternam capítulos de presente e passado, nos mantendo informados de tudo que aconteceu com os personagens. As cartas, e-mails e CDs continuam presentes, para a felicidade geral da nação.

A série Fazendo Meu Filme é um romance, fofo, lindo e capaz de gerar inveja a todas as solteiras/encalhadas/casadas/tico-tico no fubá. Afinal, quem não quer um Leo para si?

Além das novidades da vida do Leo e da Fani, somos apresentados às mudanças da vida da Gabi, as doideiras da Natália e do Alberto, ao que aconteceu com a Ana Elisa, Tracy, Christian. Ainda são pinceladas informações da Priscila e do Rodrigo, que só instigaram ainda mais minha necessidade de MVFS 2, que a meu ver, se distancia um pouco de FMF e deve ganhar uma identidade própria. Fui também apresentada a novos personagens como a Meri-pé-no-saco, aos amigos do Leo e à Cecília fofa (que adora ler  - surgindo uma série nova por aí).
Além do livro da Cecília, a Paula planeja escrever a história da Juju (sobrinha da Fani) também. Há dúvidas de que desde já eu aguardo estes livros? Acho que vou ser avó e ainda vou estar esperando com a mesma ansiedade todos os livros que a Paula Pimenta lançar.

E o final? E o final??? Posso dizer que AMEI? Posso repetir? Eu A-M-E-I! Em um ou outro momento quis bater na Fani, mas depois foi só alegria. Quero reler a série toda! Para ontem! Alguém me empresta um vira-tempo?

Ainda não começou a ler a série? O que você está esperado?
Livro amado e favoritado! 



Ps.: Acho que nunca fiz um histórico tão completo no Skoob. Se você gosta de SPOILERS, divirta-se AQUI.

terça-feira, 15 de maio de 2012

#101: @mor (Daniel Glattauer)

Postado por Luciana Mara às 08:56:00 27 comentários

Informações:


Título: @mor
Autora:Daniel Glattauer
Editora: Suma das Letras
Número de páginas: 188





15 de maio
Pois é amigos, não resisti e caí de olhos em outro Leo (sem acento)
É eu sei que não sei como ele é fisicamente, só sei como ele escreve. Não vou espalhar sobre ele por aí, já tem muita concorrência =X

30 segundos depois
Re:
Como eu o conheci? Tem certeza de que não me achará atrevida?

3 minutos depois
Re:
Depois de muito tempo de reflexão, eu criei coragem para admitir a vocês: xeretei a troca de e-mails dele com uma tal Emma Rothner. Pronto, falei!

7 minutos depois
O que? Vocês querem detalhes? Mas tudo foi um grande engano! Ele só começou a se corresponder com ela porque ela vacilou e digitou o endereço de e-mail errado. Eu não faço isso, nunca! 
Ela sempre assina como Emmi Rother e seu objetivo era só cancelar a assinatura da revista Like, mas ao invés disso, mandou e-mails insistentemente com esta solicitação para o Sr. Leike, Leo Leike.

3 segundos depois
MENSAGEM AUTOMÁTICA: ESTE ENDEREÇO DE E-MAIL NÃO EXISTE. FAVOR CONFERIR O ENDEREÇO DO DESTINATÁRIO.

15 minutos depois
Fw:
Para de me zoar! Eu esqueci de encaminhar a resposta do e-mail anterior e na hora de digitar o endereço meu dedo escapuliu e a mensagem foi para o limbo. Só isso! Eu só finjo que sou esperta. 
Mas já que insiste, vou continuar contando o que descobri. Depois do assunto esclarecido, a Emmi pediu desculpas e tudo ficou por isso mesmo. Mas não é que no e-mail de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo. É o que deseja...” ela acabou confundindo o Leo com um cliente e mandou e-mail coletivo com esta mensagem para ele?

2 minutos depois
Re:
E daí? Daí que eles continuaram se correspondendo, você acredita? O dia inteiro, o tempo inteiro, sem nem saber como o outro era fisicamente.

5 minutos depois
Re: 
Claro que eles tinham curiosidade, mas achavam melhor se resguardar e viver aquela experiência apenas no mundo virtual. 

35 minutos depois
Re:
Desculpe, fui atender a porta. Era a pizza. Prometo que começo o regime na segunda-feira (ignore o fato de que não falei de qual semana).
E respondendo o porquê deles não se encontrarem é simples: se eles não correspondessem à fantasia que criaram? Manter contato por correio eletrônico, se alfinetar e flertar era seguro. Eles poderiam se imaginar fisicamente como quisessem.
Mas esqueci de te contar o babado! O Leo tinha acabado de sair de um fracassado relacionamento e a Emmi era CASADA! CASADA! Vê se pode! 

7 minutos depois
Re:
No que isso deu?
Vai ser bico igual a mim e leia em @mor.

5 segundos depois
Fw:
Mas tire o olho do Leo, ok?!
---------
O livro é todo assim, escrito apenas por troca de correspondências eletrônicas (só eu não sabia que o era textos epistolares?). Se por isto ele deixa de ser ótimo? Claro que não! E simplesmente por um motivo: ele é inteligente.

As tiradas são inteligentes, o humor está nas entrelinhas, naquilo que não foi dito. Os flertes são sutis, os bom dias, boa noites, saudações e despedidas são muito criativos. Os apelidos são cativantes, engraçados e bem bolados, principalmente aqueles com hifens (eu-sou-daquelas-que-ama-hifens!). Alguns comentários são irônicos, sarcásticos e deliciosos! Pronto! Acho que nunca usei tantos adjetivos no mesmo parágrafo.

E me transformei em uma líder de torcida, daquelas de saia curta e colorida com pompom na mão, fazendo coro e coreografia para o Leo e a Emmi se encontrarem logo. Eu sei que a Emmi era casada e pra mim se corresponder por e-mail como ela e o Leo faziam era traição sim, mas apesar de meu status de 'Defendo a Fidelidade Até o Fim', no mundo literário, se o casal convencer, pode trair que tem meu apoio. E os diálogos são tão envolventes que eu torcia a cada página para isto acontecer. 

O que conta das características físicas e de detalhes familiares é muito pouco. E por isso, assim como os personagens, eu me satisfazia com qualquer migalha de informação pessoal que me era fornecida. Os personagens são como quebra-cabeça, mas só com as bordas. O miolo era uma incógnita. 

E daí veio o ponto crítico, o negativo: O final. Juro que caso não tivesse um 'continua' na próxima página, eu teria que comprar massa para parede do meu quarto, porque ia jogar o livro com tanta força lá que faria um buraco nela. Que a editora lance o segundo volume logo, oremos!

Tive overdose de Leo's. 800 páginas deles em 4 dias (FMF4 - em breve - e @mor). Preciso ir para rehab, ou então radicalizar e cair matando num policial. Feita a pausa para meus dois Leo's, deixe-me voltar para Eu Mato.

Se recomendo?
Claro!!! Mas se eu fosse você esperaria a continuação, porque o final é de matar. Ops... Falando do livro errado.
+0,4


Ps.: Já vi posts nestas formas AQUI e AQUI. Minha ideia não foi original.
PPs.: via o pessoal falando todo hora de um tal de @mor, @mor, @mor no twitter e fiquei sem saber quem era o sujeito #anta. Daí vi a resenha da Lilian no Lá no Cafofo. Era Amor, @=A, e eu bem tentando descobrir quem era esse tal de Mor que todo mundo falava.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Coluna tapa buraco (sim, sou cara de pau)!

Postado por Luciana Mara às 22:59:00 31 comentários
Acho que a maioria das pessoas que passa por aqui já me conhece bem. Já sabe que perdi um parafuso da cabeça ali na esquina e que, algumas vezes, bebo água da privada para viajar ao escrever.

Mas não sei se elas sabem sobre o TOC. Então aí vai as respostas do meme que recebi da Fefa do Na Trilha dos Livros.



Sobre o blog:


1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?

Surgiu quando pensei que pudesse ter parcerias com as editoras e que com ele receberia livros 0800 para ficar no bem bom, lendo e resenhando. Brincadeira! Mas garanto que tem muita gente que pensa assim. #alfinetada.

O TOC foi só a forma que criei para expor as resenhas que já criava no skoob. Foi a forma de incentivar minhas amigas/mãe/irmã lerem os livros que eu amava e ficar longe daqueles que não mereciam ser lidos (do meu ponto de vista).

2. Origem do nome do seu blog
Eu compro muito ou comprava quando não tinha um casamento para bancar. Sabia que esta obsessão era quase uma doença. Daí misturei doença com compulsão por compras e nasceu o TOC. Sempre gostei de brincar com as palavras.

3. Você tem outros blogs além deste?
Não, mas tenho que criar um para o casamento onde eu possa colocar as listas de presente e não ganhar 5 cafeteiras e 3 liquidificadores.

4. Já pensou alguma vez em desistir do seu blog?
Já! E várias vezes. 
Tem épocas que só leio livros que não quero fazer resenha e horas que os textos que não brotam da minha cabeça. Várias vezes pensei em deixar o TOC pra lá e ir ver um seriado.

5. Mande uma mensagem para seus seguidores.
Obrigada por embarcarem nas minhas viagens e não marcarem 'Tá por fora' nas besteiras que escrevo.

Sobre a blogueira:

Uma música: 
Vai Anywhere do Evanescence, fundo musical do meu pedido de casamento. Como estou romântica, meldels! Esta característica não me pertence.

Um livro:
Me recuso a responder esta pergunta.

Um filme: 
Um amor para recordar. Já vi mais de 10 vezes e chorei em todas.

Um hobby: 
No plural, por favor! Ler, assistir seriados na TV, ler, dormir e ler. 

Um medo: 
Ter um cano estourado, inundar minha casa e molhar todos os meus livros. Nem sou exagerada! Aprendi com a mamys.

Uma mania: 
Ler ouvindo música.

Um sonho:
Encher meu facebook de fotos de viagem no exterior #pobre

Não consigo viver sem: 
Minha família, meus livros, meus seriados e o twitter.

Tem coleção de alguma coisa? 
De livros e DVDs e momentaneamente de dívidas do casamento.

Gostaria de fazer alguma pergunta aos próximos participantes?
Não, estou com preguiça. Sinceridade é mato!

Do que mais gosto no meu blog?
Dos comentários e das marcações do 'Eu ri'.

Indicar alguns blogs:
Amigos(as) queridos(as) que passam por aqui e ainda não foram indicados, sintam à vontade.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Confissões de uma bookaholic

Postado por Luciana Mara às 11:31:00 38 comentários

Meus planos eram outros. Não era ler em qualquer momento impossível, fazer surf no ônibus ao ler e tentar equilibrar ou ficar acordada até a madrugada com palitinhos nos olhos para eles não fecharem. Era saborear o final de uma série que amo e que aguardava há muito tempo no conforto do meu lar, no feriado de 1º de maio.

Em um esquema de cooperativa, eu, Nanda e a Cíntia discamos para o número que a editora forneceu para ganhar convites do pré-lançamento do livro desde que o número foi liberado no twitter. O lançamento seria dia 28 de abril. Eu PRECISAVA de Fazendo meu Filme 4.



Com o cartão de crédito do meu pai a postos para não correr o risco de ficar igual a Becky, não sou adepta ao uso de cartões, liguei mais de 200 vezes. Só eu liguei DUZENTAS vezes. Quase matei a mulher da gravação que falava: "Este telefone encontra-se ocupado". Eu não queria os convites pela festa (já que estaria morta por rodar a cidade inteira em busca dos pisos pro apto), eu queria apenas o livro! Eu queria saber como a história da Fani terminava, só queria saber o que tinha acontecido com todos aqueles personagens que eu conhecia tão bem que pareciam meus amigos.

Frustração foi mato quando nenhuma de nós três conseguiu o livro-convite para as outras.

Já estava conformada em assistir seriados (neste quesito parece mais a Priscila que a Fani) no meu feriado. Mas ainda restava uma esperança. Dia 30 de abril eu teria que ir ao centro de BH e arrastaria minha irmã comigo até a editora. Guiada pelo GPS do meu celular, chegamos lá. Daí começou o momento frustração 2: o departamento comercial não existia mais, eles não vendiam mais os livros lá. O homem que me atendeu disse para eu ligar naquele maldito 0800 e encomendar, mas como já estava decepcionada, por pirraça, agradeci e disse que ia comprar pela internet mesmo que era mais barato. Cheguei em casa, comprei e ainda comprei mais um Leo junto, o de @mor.

Eu AMO Léo's! Antes de mais nada é preciso você saber que meu noivo chama Léo (com acento) é único e especial e ainda aceita que eu dê um pedacinho do meu coração literário a cada Leo (sem acento) que encontro por aí. Esta regra não é válida para o Leo de Ame o que é seu.

Você também precisa saber que meu Léo, fora o ciúme, é muitoooo parecido com o Leo da Fani. Mas é melhor eu parar com o momento propaganda.

Todos os dias horas, minutos eu entrava no site para ver se o livro já estava disponível para envio. Na primeira vez, ele estava em pré-venda para dia 30/4, depois para 3/5, 4/5 e 5/5. Este foi o momento frustração, parte 3. Mas quando vi que ele tinha sido postado, meus amigos, quase fui ao cartório e pedi para trocarem meu nome para Felicidade.

Na terça, dia 8/5, fui ao shopping encontrar o Léo e, enquanto ele não chegava, fui à livraria. E comecei a ler o livro lá, em pé, com uma sombrinha pingando, molhando minha calça e o chão da Leitura, com os atendentes olhando aquela pessoa na sessão infanto-juvenil hipnotizada. Se eu não soubesse que meu livro seria entregue aquele dia, eu teria comprado outro e dado um jeito de vender um deles. 

E quando cheguei em casa, minha mãe disse que meu bebê tinha chegado. Fiquei feliz igual pinto no lixo, igual criança que ganha um pirulito. Era banho, cama e leitura. E não fiz nada nos meus momentos de folga ou não até terminar. Após toda a minha saga, só posso dizer uma coisa: Valeu muito a pena!!! Eu A-M-E-I, com letras maiúsculas, garrafais e em um letreiro brilhante! Paula, você arrasou!

Se você não começou a série? O que está esperando? 




Ps.: Eu precisava desabafar, mas em breve venho com calma contar tudo (quase tudo, né?! Sou a favor da campanha Sem Spoilers), só quis dar uma dica para vocês acelerarem o processo e começarem a leitura rápido (quero ter com quem discutir!!!!!).

sábado, 5 de maio de 2012

#100: Perdida (Carina Rissi)

Postado por Luciana Mara às 17:04:00 36 comentários

Informações:
Título: Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Editora: Baraúna
Número de páginas: 472

Comentários:

Assim que ouvi, no clube do livro, a Márcia falando sobre este livro, vi que estava perdida. Eu PRECISAVA ler Perdida. Trocadilho idiota.
---------
Sofia é uma mulher super independente e ligada à tecnologia. Ela trabalhava em um escritório e só aguentava os desaforos do chefe porque aguardava o momento que ele se aposentaria e ela ficaria com sua vaga.

Ela vivia sozinha desde que os pais morreram em um acidente de carro, e sua única amiga era Nina, que namorava o Shrek Rafa. Eles até tentavam arrumar um namorado para Sofia, mas ela dispensava todos os rapazes. Estava bem assim, não queria sofrer por mais nenhum homem, porque é claro, ela já tinha se apaixonado uma vez e o desfecho não tinha sido nada legal.

Em uma destas saídas com o casal, Nina conta seus planos para futuro, e mesmo não sendo totalmente favorável a eles, Sofia toma um porre com a amiga em comemoração. Então, ela precisou ir ao banheiro e ploft! Seu celular resolver nadar no vaso sanitário.

Na manhã seguinte, com ressaca nível 6 (sendo que este nível varia entre 1 a 5), Sofia decidiu que precisava comprar outro celular, porque é claro ela não tinha metido a mão na privada do bar para resgatar o telefone. Vestiu uma camiseta, uma saia e calçou seu par de All Star vermelho momento merchan e entrou na primeira loja que encontrou. 

Sofia se deparou com uma senhora de idade muito solícita em uma loja completamente vazia, que ofereceu a ela um aparelho único e especial por uma pechincha. Claro que, de boba ela não tinha nada, e comprou o aparelho. Saiu da loja, e já em uma pracinha em frente foi ligar seu novo bebê. Foi quando apareceu uma luz branca do celular, ela tropeçou e tudo sumiu.

E de repente, viu um homem em um cavalo vestido com roupas estranhas. Onde ela estava? Estava tendo um desfile? Porque tinha alguém andando a cavalo na rua? Eram algumas de suas dúvidas. E quando o rapaz se ofereceu para ajudar, falando de um jeito pomposo e achando estranho o fato dela estar andando praticamente nua por aí (saia curta=nudez), Sofia teve certeza que: a) ela estava ficando louca ou b) era alguma pegadinha.

Aos poucos ela teve que aceitar: não sabia como, mas tinha ido parar em 1830.

Ela aceitou ficar na casa de Ian Clarke, o jovem cavalheiro, porque não tinha outra saída. Ele era atraente, rico e vivia para educar de sua irmã caçula, Elisa. Parece ser um jovem com boas intenções, principalmente se levarmos em conta que ele aceitou cuidar de uma mulher desconhecida que pensou ter sido vítima de um assalto (e por isso ela estava praticamente nua na rua). 

Enquanto tentava se acostumar com os costumes da época, já que não tinha outro jeito, Sofia começou a receber ligações e sms daquela velha safada que a tinha enviado para 1830, uma época sem internet (comentário pessoal: eu morreria)! A senhora dizia que ela tinha que procurar uma coisa para conseguir voltar. 

Se havia chances de volta, Sofia tinha que correr atrás dela. Assim, se fingiu de desmemoriada e pediu que Ian a ajudasse. Ela só não esperava que a coisa que ela precisava encontrar estava mais perto do que imaginava.

Como a história termina, descubra em Perdida.
---------
Em uma palavra: adorei! Este é um daqueles livros de quase 500 páginas que você devora tão rapidamente que parece ter apenas 100. 

Os personagens são cativantes e há várias partes cômicas, principalmente quando se trata de Sofia tentando entender como funcionavam as coisas naquela época, como por exemplo, não ter um banheiro decente, e de Ian tentando entender as gírias de Sofia. Eu simplesmente amava quando ele conseguia usar uma gíria que aprendeu com ela em uma de suas frases.

E por falar em Ian... Piriguetei geral! Ele é O Legítimo Cavalheiro. Penso que, no geral, os homens caíram muitoooo de nível. Valeria a pena inserir um pouco do Ian em cada um (Léo, você não precisava não, ok?! Já passou no meu teste de cavalheirismo. Oh sorte a minha... Coisas de noiva apaixonada). 

O final foi fofo, exatamente como eu esperava. SPOILER: Não sei se eu sobreviveria sem energia elétrica (ou seja, chuveiro com água quente, televisão e INTERNET!), mas por um tipão como Ian, com certeza teria coisas melhores para fazer do que ver televisão.FIM

Minha única crítica é: que qualidade ruim esta da capa, heim Baraúna? Não tinha uma imagem com melhor resolução, não? #momentodesabafo

E já adianto: se você buscar este livro pelo lado histórico, vai se decepcionar. Este é um romance, apenas isto. Mas se você busca um romance, como era meu caso, caia de cabeça meus amigos, porque ele é uma delícia.

Aos românticos, recomendo!
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