sábado, 30 de junho de 2012

#1: O que eu andei fazendo

Postado por Luciana Mara às 10:04:00 23 comentários

Sim! Pela primeira vez, o 'Perdoa-me pai, eu comprei e variações' foi para o saco.

Se você me acompanha no Twitter (porque eu sou muito calada no Face, vai entender o motivo) sabe que só tenho cabeça/tempo/inspiração para meu casamento que será em menos de 4 meses. SOCORRO!!

Eu não tenho paciência de esperar os fornecedores (porque quando você trata sobre esse assunto não é comida, bebida, músicos, todos são fornecedores) bolarem as ideias. Eu mesma faço tudo. Rascunhei toda a decoração (TODA!) e eu mesma fiz um convite para que meus fornecedores saibam exatamente o que eu quero. Já sei que tango também é uma flor, que aspen (com A minúsculo) é um papel e sei mais do meu destino de lua de mel que o agente de viagem. Logo, logo virarei decoradora de interiores.

Preciso providenciar n documentos, comprar m itens e fazer n^m coisas (sendo m um número que tende ao estratosférico). Continuo lendo, mas o TOC vai ficar cada vez mais abandonado (até dezembro, prometo). Então para ele não ficar totalmente abandonado, vou fazer um post por mês contando resumidamente sobre os livros que eu li e o que recebi. Só se for algo espetacular é que terá um post exclusivo (ou se descer um santo escrito de posts).

  • "Perdoa-me pai, eu comprei" - Versão a jato!
Pobreza define!
A Garota que Perseguiu a Lua (da mesmo autora de Encantos do Jardim)
O Poder do Súcubo 
O Espião (ganhei no sorteio da Caline \o/)





  • Mini-resenhas


Você tem meia hora (Camila Nascimento Silva) 
Chick-lit brazuca. Eu gostei, só achei o início muitooo parecido com Melancia. Mulher abandonada que sofre, sofre, bebe, bebe, emagrece (Léo, me abandona por uns dias? Acho que vou emagrecer mais que com os exercícios). No início, a protagonista Bia é uma chata e gostei mais da Mariana, sua amiga que lhe arruma uma transferência para a Inglaterra. Ambas são aeromoças. Eu piriguetei e no final, não acreditei que a autora teve coragem de fazer aquilo. Nota: 4


A Canção do Súcubo e O Poder do Súcubo (Richelle Mead) 
Eu já tinha lido o primeiro em e-book, mas nada como encontrar promoções de R$9,90 e reler a história no papel. Estou curtindo bastante a história da Georgina, uma súcubo que vive da energia que retira após corromper almas através do sexo. Adoro o Seth fofo/voado, um escritor pelo qual ela se apaixona. A cada livro uma bomba cai nas costas da protagonista e ela tem que se virar. Me divirto. Estou lendo O Sonho do Súcubo e já comprei o 4 e o 5. Notas: 4,4 e 4, respectivamente.


O diário da princesa (Meg Cabot)
Todo mundo conhece a história (principalmente por causa do filme - que por sinal tem várias diferenças quando comparado ao livro). Eu curti muito a leitura. É um teen bem, bem, bem despretensioso e divertido. É para ler numa sentada.  Vou continuar lendo a série, mas se tivesse lido na minha adolescência teria curtido ainda mais. Nota: 3,5


Eu mato (Giorgio Faletti)
Se você quer um thriller, com muitoooo sangue e loucuras do assassino, leia este livro. Eu amei e quero muito ler os outros do autor publicado aqui. Só demorou um pouco para surgir um romance e quando surgiu, o livro ficou perfeito! Eu gosto muito da literatura italiana. Nota: 4,4


No mais, é só! Eu os vejo em breve ou não... Hahaha
;-*

Ps.: Coluna inspirada na coluna da Lets, do Meu Estranho Mundo Literário

terça-feira, 26 de junho de 2012

#105: Criança 44 (Tom Rob Smith)

Postado por Luciana Mara às 09:56:00 30 comentários


Informações:
Título: Criança 44
Autor: Tom Rob Smith
Editora: Record
Número de páginas: 434

Comentários:
Eu nunca gostei de História (matéria), mas tenho um ótimo relacionamento com livros que usam fatos históricos em meio à ficção. Criança 44 é mais uma prova disso.

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Liev Demidov era um agente da MGB (qualquer semelhança com outra organização não é mera coincidência) completamente devotado à União Soviética. Ele fazia tudo o que era ordenado sem questionar, contando que fosse para o bem do país. Era um oficial muito importante, condecorado, quase visto como um herói. 

Se os poderosos do Estado, em 1953, falavam que o assassinato de uma criança era um acidente, Liev concordava e ainda convencia a família da vítima de tal coisa. Stalin fazia as pessoas acreditaram que não havia mais crimes deste tipo.

Mas quando o agente é obrigado a seguir um sujeito aparentemente normal, sob a alegação de ser espião, a névoa parece sair dos seus olhos e ele passa a enxergar com maior clareza. Quando Vassíli, um homem filho da mãe que visava seu cargo mexe uns palitinhos e coloca Liev numa enrascada, daí as máscaras caem e ele decide agir.

Sua esposa, seus pais, sua carreira, casa e comida estavam em risco. Liev poderia arriscar tudo em busca da verdade? Passado, presente, dúvidas e respostas se misturam. E para descobrir como, só lendo Criança 44.
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Um misto de histórias. É assim que classificaria este livro. O autor foi muito inteligente ao escrever na terceira pessoa, criando toda a apresentação de cada novo personagem a surgir na história. Acompanhamos sempre uma cena rotineira e de repente, PAAAA! Algo marcante acontece, o que só me fez querer ler, ler e ler até fechar o mistério. 

Como disse, nunca fui lá chegada em História, tudo que vi aprendi para prova e esqueci #vergonha. Então me impressionei muito com aquele ‘viver’. Minhas mãos suavam tanto de nervoso que até enrugava as páginas o.O

Eu fiquei chocada ao ler como as pessoas sofriam naquela época. Além de moradias ruins e apinhadas de gente, a tensão era enorme. Não poder lutar contra (ou mesmo pensar, porque sei lá como as pessoas descobriam) o que foi imposto sob pena de trabalhos pesados ou morte, deve ter sido sufocante. 

Os personagens são muito bem construídos e a história parece ser tão real, que os meus próprios sentimentos por eles modificaram. No início, quis que alguém tirasse o estômago do Liev fora (opss... peguei o espírito do livro), mas depois, torci como nunca para que ele e a esposa permanecessem vivos e desvendassem os mistérios.

O mais legal é que tudo se encaixa! Tudo!!! E por isso não contei muita coisa do livro porque gostaria que todos tivessem as mesmas surpresas que eu tive. E digo que o desfecho foi ótimo e que adorei descobrir onde o título do livro se encaixava.


Se recomendo? Muito! Mas só para aqueles que gostam de um bom thriller, com muita ação, suspense e reviravoltas.

Editado: PARA TUDO! Após o encontro do Clube das Chocólatras fiquei sabendo que existe continuação do livro! Tem ainda O Discurso Secreto (já publicado no Brasil) e Agent 6 (não publicado). Aceito de presente #caradepau.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

#104: Sangue Quente (Isaac Marion)

Postado por Luciana Mara às 09:51:00 39 comentários

Informações:
Título: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Editora: Leya
Número de páginas: 257

Comentários: Eu sei que eu sumi. Não morri, nem virei zumbi, ao contrário do que aconteceu com o personagem da resenha de hoje...
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Sangue Quente conta a história de R, um zumbi que não lembrava nada do tempo em que era Vivo.

Agora, nesta nova condição, ele residia em um aeroporto abandonado com vários outros zumbis. Sempre que possível, R se alimentava de carne humana e principalmente dos cérebros, a parte dos Vivos que os Mortos mais gostavam de saborear.

Próximo a este local havia uma comunidade de Vivos que residia dentro dos muros de um estádio de futebol. Constantemente, eles saíam em equipes de resgate de itens abandonados pelos habitantes que fugiram do vírus ou se transformaram em zumbis.

E numa destas buscas, R atacou e matou um rapaz. Ele só não esperava que dentro de si fossem despertados sentimentos pela namorada do mais novo defunto, Julie. Ele queria mantê-la segura.

Mas como fazer isso num mundo caótico, numa guerra em homens e defuntos, vivos e mortos? E no que deu esta história maluca? Descubra lendo Sangue Quente.
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Eu não sei se fui com muita sede ao pote, ou se o meu nojo em pensar em me apaixonar por um cara morto e com cheiro podre influenciou, mas não tive aqueeeela química com a história. Acho que algumas passagens confusas (alternância entre os pontos de vistas), falta de alguns travessões (o revisor estava com fome e engoliu alguns) e falta de ação (sim, eu esperava mais, afinal, não senti aqueeela tensão que normalmente sinto em histórias de zumbis) contribuíram para esta sensação.

Não há como negar que a história é diferente e atribuo isso ao fato dela ser narrada por um zumbi. Sério, os zumbis só queriam viver, na medida do possível. E atacar os humanos era uma forma deles se manterem vivos (sei que é meio contraditório, mas só lendo para entender o porquê). Eu senti pena.

Achei o final, o ápice da história, meio sem sal. Foi uma passagem bem confusa. Parece que uns elementos brotam do chão do nada. Ok, é uma história sobrenatural, mas quando é necessário reler a mesma página duas vezes para tentar entender o que aconteceu é um sinal de que algo está errado.

Antes que espere uma nota baixíssima, devo destacar que algumas coisas me agradaram. As passagens irônicas e engraçadas e os dilemas do R me divertiram. A Julie também é uma boa personagem (gente, ter coragem de ficar frente a frente com um zumbi não é para qualquer um não!!!).

E, para variar, o livro vai virar filme. Espero que as passagens que achei confusas sejam esclarecidas. É esperar para ver. E esta imagem lembra ou não outro filme sobrenatural, também inspirado em séries? Pelo menos acho esta atriz mais Bella que a outra ¬¬

Ahhh... E só eu esperava que um livro chamado ‘Sangue Quente’ tivesse cenas hot?

+0,4

Ps.: Parabéns ao TOC que fez 2 anos ontem e um xingo para mãe dele, a desnaturada aqui, que esqueceu.

terça-feira, 12 de junho de 2012

10 maneiras de (não) conseguir um namorado

Postado por Luciana Mara às 07:39:00 25 comentários
Eu juro que eu tentei.
Pensem em todas as possibilidades para não passar mais um dia dos namorados em branco. TODAS. 
Não foi por falta de tentativa que isto aconteceu. De novo.

A ficha caiu quando meu pai me chamou de encalhada. Eu sempre ouço as mesmas coisas: que fico enfurnada em casa lendo ou assistindo seriado com caras gatos (meu pai não falou gato. Ele disse 'caras pintas', eu apenas atualizei a gíria) por tempo demais. Disse que eu deveria parar de me apaixonar por caras fictícios e perfeitos e procurar um namorado de verdade, ou mesmo um peguete (sim! Ele falou peguete).
Mas desta vez, ao contrário as outras que eu ouvia calada, eu resolvi reagir. Eu tinha um plano. 

Todo planejamento foi feito em uma noite: a noite do dia 1 de junho, aquela que pela primeira vez fui 'adjetivada' como 'encalhada' (Querido Leo, perdoe-me por abandoná-lo por algumas horas).

Foram 10 passos. 10 métodos que eu julgava serem infalíveis. 
Do dia 2 ao 11, uma etapa a cada dia, até o dia 12, data em que finalmente eu estaria acompanhada.
Vou contar como tudo aconteceu...

2 de junho, sábado – Operação: Amigas
Eu comecei pelo mais fácil. Mandei e-mail, SMS e liguei para todas as minhas amigas do ensino médio e faculdade. TODAS.
Perguntei se elas tinham um irmão/primo/tio (novo, não divorciado, sem filhos)/colega de serviço gracinha para me apresentar.
Elas me disseram que iam checar, mas que colegas de serviço não tinham, porque se tivessem, eram delas. Oh beleza... Bando de encalhadas.
Eu e minhas amigas combinamos de nos encontrar sábado. Vamos à caça!

E é claro que liguei para a galera toda do fixo! Meu pai é quem paga a conta.

3 de junho, Domingo – Operação: Cachorro
Logo de manhã, bati na porta da vizinha e pedi seu cachorro emprestado para passear no parque.
Homens gostam de cachorros, certo? Imaginei que algum cara lindo de morrer, sarado e rico me pararia e conversaria sobre bichos. Mas só um velho com lombalgia me parou. E não, ele não me cantou! O senhor estava com dor nas costas e pediu para eu colocar no saquinho a surpresinha que o cão dele tinha deixado na calçada.

Só à noite lembrei porque não temos cachorro em casa. Sou alérgica a pelos. Não dormi.

4 de junho, Segunda-feira – Operação: Promessa
Detonada por causa da alergia,  fiz uma das coisas mais simples. Pedi a São longuinho. Fui super generosa. Prometi 1000 pulinhos!!!
Espero que ele encontre um cara bacana para mim.

5 de junho, Terça-feira – Operação: Correntes
Aproveitei a hora do almoço e fui à gráfica (preparando material para dia 11).

Busquei na minha caixa de e-mails 'corrente'.
Encontrei: 
"...então, essa simpatia foi criada pelos que amavam o Fulano e está surpreendendo a todos. 

RECEBI E ESTOU REPASSANDO.... 
Só acreditei porque o telefone tocou mesmo... 
Este é real, o telefone literalmente tocou tão logo eu li a última palavra deste e-mail!!!!! 
Faça um desejo, deseje que isto funcione e envie para 20 pessoas"

Enviei para 40 pessoas (é melhor garantir, não é?).
Mas nada. Meu telefone não tocou em nenhum momento o dia inteiro!!! Nem mesmo minha irmã (com namorado – e filho único, você pensa que eu já não pensei nisso há muito tempo?) me ligou para saber como andava o projeto, ou até mesmo a Samara me ligou para falar ‘Seven Days’!. Achei até que a bateria do celular pudesse ter acabado, mas não, estava com 78%.
Ele simplesmente não tocou. 
Assim, fui à próxima fase.

6 de junho, Quarta-feira – Operação: Açúcar
Sei que no apartamento de cima tem um cara gatíssimo. Inspirada nas comédias românticas, fui pedir uma xícara de açúcar. Foi a namorada dele (que eu não sabia que existia) vestida só com uma camisa social dele que abriu a porta e gritou: "Amoooor! Sabe aquela vizinha, a rata de biblioteca? Veio pedir uma xícara de açúcar". Só o ouvi respondendo: "A traça?"
Depois desta saí de fininho...

7 de junho, Quinta-feira – Operação: Cartomante
Uma amiga me acompanhou à cartomante que prometia trazer meu amor de volta em 5 dias. Eu disse que não tinha nenhum amor para voltar, que eu queria um. Ela respondeu o que ela estava fazendo servia para isto também. Acreditei.
Graças a Deus era início de mês, porque ela furou meus três olhos.

8 de junho, Sexta-feira – Operação: Happy hour com piriguete
Chamei uma amiga piriguete do trabalho para um barzinho depois do expediente. Virei meu anel 180 graus e coloquei no dedo anular direito. Homem adora mulher comprometida!
Mas em Happy Hour não dá para azarar, o lugar estava muito cheio e o atendimento era horrível. 
Fui embora como comecei meu programa intensivo para namorados e como ficava meu copo pela escassez de garçons. No 0 a 0, vazio.
Mas minha amiga saiu acompanhada. Piriguetes...

9 de junho, Sábado – Operação: Balada
Saí com as minhas amigas. Nenhuma delas conseguiu um irmão/primo/tio/colega de serviço simpático para mim. Acho que a là Lonely Hearts Club, formaremos o Encalhada’s club.
Também não encontrei ninguém que me interessasse na balada. Mas fui numa roda de pagode... E, digamos, pagodeiros não fazem meu estilo.

10 de junho, Domingo – Operação: Cinema
Comprei dois ingressos de cinema. Dei algumas voltas no shopping e quando encontrei um rapaz (simpático e sozinho) tomei a iniciativa e o chamei para assistir ao filme comigo. Era um drama.
No meio da sessão ele começou a chorar e disse que o ator principal era um gato.
Clássico! Eu realmente tenho dedo podre para 'homem'.

11 de junho, Segunda-feira – Operação: Impossível
Eu tentei evitar uma medida desesperada, mas não teve jeito. Logo de manhã fui buscar as 1.000 filipetas que mandei fazer de Santo Expedito dia 4, o santo das causas impossíveis.
Passei à tarde de sábado entregando filipetas na praça. Conseguir alguém para amanhã, uma coisa impossível, só com ajuda do santo mesmo. Vamos aguardar.

12 de junho, Terça-feira - DIA DOS NAMORADOS!!!
Pois é, não deu.
Vocês viram que eu tentei de todas as maneiras possíveis. Mas está tão difí...
Esperem um pouquinho que a campainha tocou!

Era dos correios! Aiii... Meus novos namorados chegaram!!! A cartomante tinha razão e obrigada Santo Expedito!

E depois desta tive que soltar:

Que encalhada o que pai!!! Você não tem noção da quantidade de homens/garotos que eu pego. Desculpa aí pai, mas eu sou é piriguete literária!

Ps.: Não, o carteiro não era um gato. Mas também, nem tudo é perfeito, não é? 
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Texto escrito por mim e publicado no Universo Literário, ano passado, antes do blogger beber e deletá-lo. Texto tapa buraco.
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