terça-feira, 31 de julho de 2012

#2: O que eu andei fazendo

Postado por Luciana Mara às 09:02:00 18 comentários
E mais uma vez venho apertada com tudo e tenho sumido. Então, aí vai o "Perdoa-me pai, eu comprei" - versão a jato!

A Casa das Orquídeas (ganhei no Mundo de Papel)
A Escolha (ganhei no Mundo de Papel)
O Nome do Vento
O Prisioneiro do Céu
A Última Carta de Amor



Aproveitando a oportunidade, venho por meio deste informar que A culpa não é das Estrelas, tão pouco do John Green. A culpa é do  F.Harquimedes (vulgo Felipe Fagundes) do Fechei com Ele que criou uma brincadeira super bacana que sugou toda a minha criatividade neste mês. Eu não sei se chamo de criatividade ou maluquice, cabe a vocês concluírem.

A brincadeira 'Palavras aleatórias' consistiu em, a partir de um gênero pré-determinado e de 5 palavras escolhidas, criar uma sinopse. Eu bebi muita água de privada e escrevi algumas, duas foram aprovadas pela 'banca', então não posso mostrá-las (senão o Felipe sabe quais são as minhas)

Não me dei muito bem com o gênero autoajuda (e engoli uma palavra super fácil - desculpem, eu estava com fome) e não mandei sinopses todos os dias, porque vamos combinar que até minha maluquice tem limites. Também não consegui manter o foco sempre, mas como o que vale é a intenção, aí vai: 

  • Gênero: Comédia romântica
    •  Palavras: Cemitério, chefe, irmã, namorado e desastre 

Aquele deveria ser um momento triste. Lúcia acabara de sair do CEMITÉRIO. Mas tinha sido o enterro da sua sogra! Como não comemorar?

Além de ficar livre daquela megera que só mimava o filho, seu CHEFE ainda cedeu dois dias inteiros de folga para que ela consolasse o NAMORADO. Lúcia ligou para IRMÃ e marcou de encontrar para fazer um brinde ao dia perfeito.

E quando atravessava a rua, foi atropelada.

Em algum momento ela despertou em um quarto todo branco. Teve consciência que estava em um hospital e, que aquele corpo deitado no leito, era o seu. Ela estava vivendo uma experiência única, poderia escrever livros, dar entrevistas, palestras, ficar famosa. Isto se conseguisse voltar.

Foi quando olhou para o sofá e ficou ainda mais pálida (como se isso fosse possível para um espírito). Sua sogra a esperava, doida para afastá-la de vez do filho.

Lúcia só tinha duas saídas para evitar um DESASTRE: provar que ela amava mesmo o namorado e o faria feliz ou se livrar de vez daquela mulher que a perseguia até no Além. 

    •  Palavras: Trapézio, namorado, chefe, mãe e feira 
 "Base vezes altura? Não, esta é a área do quadrado. Base vezes altura dividido por dois? Não, é a do triângulo."

Verônica desistiu. Se tinha que procurar no Google a área do TRAPÉZIO para fazer aquele teste de QI, era provável que o QI dela era menor que imaginava. Ela só se perguntava por que seu NAMORADO lhe enviava e-mails com estes testes se sabia que Vic odiava matemática.

Ela fechou aquela página e abriu o Facebook. Seu novo CHEFE apareceu como sugestão de amigos o que, logicamente, Verônica ignorou. Mas não custava aproveitar o momento e vascular a vida dele.

Foi quando abriu a pastas de fotos e, em uma imagem do seu novo chefe com uma bela morena, um jovem lhe chamou atenção. Ela era péssima para lembrar fórmulas matemáticas, mas sua memória fotográfica era ótima. Vic sabia que conhecia o sobrenome do chefe de algum lugar, mas sua MÃE disse que Bandirra Aguiar era um sobrenome muito comum (no planeta da sua mãe, claro). Era ele. Só podia ser ele. Ele tinha página pessoal? Casou? Teve filhos? Divorciou? Aquela era uma foto antiga e ele tinha morrido? Vic não descartava nenhuma hipótese e foi executar sua função preferida: detetive virtual.

Enquanto vasculhava, Verônica começou a lembrar dos acontecimentos que iniciaram naquele encontrão no supermercado enquanto, ainda garota, fazia a FEIRA para sua mãe. Naquele dia,  agradeceu à sacola rasgada que deixou as laranjas rolarem até o garoto simpático. Mal sabia tudo o que aquele jovem rasgaria do seu coração.

Era a sua chance de passar tudo a limpo. Pensando bem, era melhor adicionar o chefe no Facebook...


  • Gênero: Tramas policiais
    •  Palavras: Detetive, hemorroidas, sangue, agressão e boneca
“Era mais um dia daqueles na vida do DETETIVE Roberto Limah. Desde que sua mãe falecera, Limah ficou responsável por cuidar do pai. Com Alzheimer, o senhor nunca lembrava que já tinha sido diagnosticado com HEMORROIDAS e sempre que estava com uma dor... lá, pedia ao filho que o levasse ao médico. E este era mais um dia de consulta.

Enquanto subia as escadas para buscar o pai, Limah ouviu um grito. Seus instintos o fizeram descer as escadas e ir de encontro ao barulho. A porta do apartamento 303 estava aberta e a sala estava coberta de SANGUE. No sofá, em choque, estava Amarylis, a vizinha linda com rosto de BONECA, que parecia não ter sofrido nenhuma AGRESSÃO, exceto psicológica. Seu marido acabara de ser assassinado. Limah olhou para aquele corpo estendido no chão, com um tubo de caneta sem a carga enfiada na jugular do rapaz. O assassino do material escolar atacava de novamente.

Era o terceiro assassinato do tipo na cidade e este agora em seu território. Para Limah só restava uma opção: resolver aquele mistério. Se no caminho ele conseguisse também conquistar a nova viúva, ele não reclamaria... "

  • Gênero: Aventura
    •  Palavras: Nerd, escolhido, portal, pum (socorro nesta palavra!!!) e poder
Pedro Guerra não poderia ter um nome mais apropriado. Aos 18 anos e filho único, o jovem estava acostumado a conseguir tudo que queria, mesmo que fosse necessário recorrer à força bruta.

Júlio Abrantes era o garoto exemplar. Acabara de completar 16 anos e já estava se formando no ensino médio. Era um NERD e sentia-se orgulhoso dos seus feitos.

Os jovens tinham apenas duas coisas em comum: freqüentavam a mesma sala de aula e em suas carteiras repousavam o bilhete:

“Você foi ESCOLHIDO. Esta cadeira é a abertura do PORTAL. Encontre os cinco objetos ligados aos cinco elementos. Eles serão sua chave de volta para casa. E o tempo corre.”

E de repente: PUM!!! Ambos desapareceram.

Sem nenhum PODER especial, além da força física e da inteligência, os jovens terão que sair desta enrascada. Mas as dicas não foram claras. Eles poderiam unir forças ou seria cada um por si?

    •  Palavras: Piriguete, robô, Bangladesh, 2098 e fuga
A agente especial Lucy Slander sabia que seus traços nipônicos a ajudariam naquela última missão em Tóquio. Por isso, se prontificou a se trajar de gueixa PIRIGUETE e resgatar o artefato roubado no Museu Nacional de Tóquio, o maior e mais antigo museu do Japão. Melhor seria se ela tivesse conseguido identificar o ladrão.
  
Frustrada por não completar a missão, Lucy saí de férias para Agartala, Índia. Ela tinha a consciência de que não era um ROBÔ, que estava suscetível a erros, mas não se conformava por ter perdido a chance de ser promovida.

 Foi então que no looby do Hotel, preparada para pegar novamente as chaves do quarto, Lucy recebe um DVD. Era "Memoirs of a Geisha", com o título alterado para 'In memoriam' of a Geisha. Aquele era um recado para ela. Seu pesadelo a provocava, seu erro a perseguia. Dentro da capa, um endereço: K. G. Gupta Ln, nº 2098, Dhaka, BANGLADESH.

Alguém a observava. Uma FUGA desesperada não estava nos planos de Lucy. Ela precisava arriscar-se e descobrir o final daquela história.

  •  Gênero: Autoajuda
    •  Palavras: Dança, técnicas, reviravolta, pirulito e sucesso (palavra que comi)
Este livro é voltado para aqueles que torcem o nariz para livros de autoajuda. 
É um autoajuda para futuros leitores de autoajuda.

Composto por relatos de pessoas comuns que aprenderam e evoluíram com a leitura de "Levante a autoestima com a DANÇA", "TÉCNICAS para manter o equilíbrio mental" e "A REVIRAVOLTA de John Travolta - emagreça trabalhando", este livro tem como objetivo quebrar o preconceito do gênero no Brasil. 

Ria, emocione, vibre e comemore com histórias de pessoas que vivem melhor e adquiriram bons hábitos por ceder ao estilo literário. Ler autoajuda vai ser mais fácil que tirar PIRULITO da boca de criança (o que, com excesso de consumo de doces por crianças é mais que recomendado).

Adquira estes e outros livros do gênero em nosso site e contribua para o lançamento de "Escreva um livro de autoajuda e fique rico".

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Eu achei um máximo este exercício de escrita. Encarei mais como exercício do que como uma promoção mesmo. Não sei se as sinopses prestaram, mas... pelo menos algumas foram escolhidas, né?!

Fiquem de olho lá no 'Fechei'. Sempre tem promoções legais e diferentes. Ahhh... e hoje ainda tem promoção. Ontem mandei uma distopia que foi muitoooo viajada. Depois que o gênero for concluído, eu mostro.

Beijo, beijo, beijo... Fui!

terça-feira, 24 de julho de 2012

#106: Souvenir (Therese Fowler)

Postado por Luciana Mara às 11:25:00 20 comentários

Informações:
Título: Souvenir
Autora: Therese Fowler
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 384

Comentários:
 Foi um parto para Saraiva me enviar este livro. A loja fez uma promoção maluca de R$9,90, vendeu todos e custou a repor o estoque.

Eu comprei, guardei e o esqueci, até que mais uma vez o Clube resgatou um livro cheio de poeira (metaforicamente falando) da minha estante.
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Meg Powell e Carson McKay moravam em fazendas vizinhas e viram a amizade infantil se transformar em amor. Era certo que eles se casariam, mas não foi isso que aconteceu.

Quase duas décadas depois, Meg continua casada com Brian Hamilton, o homem que lhe fez uma proposta de casamento irrecusável enquanto ela ainda estava com Carson. Este, por sua vez, se transformou em músico de sucesso.  

Meg administrava a casa, a bem sucedida carreira como obstetra e tentava cuidar da filha adolescente Savannah que estava se envolvendo em lances perigosos. Além disso, Meg acompanhava os registros no diário de sua mãe que tinha acabado de falecer. Ela lia coisas que gostaria de ter escutado de seus próprios lábios.

Tudo continuaria na mesma se Meg não fosse surpreendida por uma notícia bombástica e se Carson não voltasse para terra natal, onde estava organizando seu casamento com Val, uma surfista 17 anos mais nova que ele. 

Segredos do passado e do presente estavam assombrando aquele futuro-ex-futuro-sei-lá-casal. Como a história termina, descubra em Souvenir.
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Eu me preparei para chorar (comprei até um lencinho de bolso, mentira), me preparei para sofrer, mas isto não ocorreu. Acredito que isso não tenha acontecido porque faltou paixão. Para eu amar o livro eu teria que sofrer pela Meg. Se eu tivesse que defini-la em uma palavra com certeza seria: apática. Senti que faltou carisma, faltou SPOILER: vontade de viver, mesmo quando ela não sabia da notícia.

Aquela Meg adolescente pode ter sido responsável por destruir corações, mas a Meg adulta é sem sal. Acredito que esta pode ter sido a intenção da autora ao mostrar o quando a protagonista de transformou depois da decisão que tomou, mas não posso ignorar que isso me incomodou.

Apesar disso, eu gostei muito da história. Isto só não permitiu que eu a favoritasse. #maniadeinvertarpalavras #viciadaemhashtagsnotexto #quemusaotwitterdiretomeentende

Para muitos leitores, acredito que a narrativa se dá de forma arrastada, mas eu gostei do ritmo. Este é aquele tipo de livro que te faz pensar nas suas decisões e quais as consequências delas, pensar no que é realmente importante e para o que vale a pena viver, e ainda olhar quem está a sua volta e valorizar cada pessoa e cada momento. Acho que para fazer estas reflexões era mesmo necessário que o desenvolver da história fosse mais lento.

E sem mais comentários sobre o segredo, sobre o reencontro e sobre tudo que acontece. Ao saber disso antes de ler você acaba com a história. O legal é realmente ir descobrindo aos poucos. 

Entre todos os livros que li, acho que este teve um final inédito! =X
Recomendo!
+0,4

Resenha vapt, vupt. 
Beijo, beijo, beijo... Fui!

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