sexta-feira, 22 de março de 2013

#114: Procura-se um marido (Carina Rissi)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 29 comentários

Informações:
Título: Procura-se um marido
Autor: Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 474

Comentários:
Juro que, enquanto lia este livro no ônibus, minha vontade era gritar: "GENTE, NÃO É AUTOAJUDA, OK?!" Como não podia, ficava esfregando minha aliança por aí. (Cenas dos próximos capítulos: a pessoa aqui começa a ler Garota Exemplar, com os dizeres na contracapa "Casamento mata". Acho que as pessoas do ônibus vão ficar um pouco confusas).

Encontro um marido todo dia e foi ele quem me deu o livro, tks amore!. (O problema era se chamasse: Procura-se outro marido  - piada copiada).

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Alicia era rica, mimada e aprontava todas, à la Paris Hilton. Seus pais morreram em um atentado quando ela tinha 5 anos e Alicia foi morar com o avô, o senhor Narciso. Ele tinha pulso firme e era justo com seus funcionários no conglomerado de empresas que tinha, mas era bastante permissivo com sua neta.

Tudo ia bem (tirando as prisões mundo afora da garota), até que seu avô morreu e deixou um testamento com uma cláusula peculiar: para Alicia ter direito a sua herança, teria que permanecer casada por um ano. Além disso, ela teria um tutor, o senhor Clóvis, advogado e amigo do avô.

A vida de Alicia se transformou, mas ela podia contar sempre com a ajuda da Mari, sua amiga de infância. Após planos e planos, ela encontrou uma solução! Ia alugar um marido por ano. Ela só não sabia as consequências que aquele arranjo traria e todas as surpresas que seu avô lhe reservava. 

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Como diria a Lilian,  este é um livro inlargável. 

A história é clichê. Casamentos por conveniência são retratados por aí a torto e a direito, mas para a história colar, pegar, depende muito de quem conta. E a Carina é (pra mim, pelo menos) a Sophie Kinsella brasileira. Assim como em Perdida, seus personagens passam por situações bizarras, como aquelas que a SK cria e que tanto adoro. Não gargalhei tanto como no primeiro livro, mas me apeguei aos personagens tanto quanto no outro. Gente, eu li em casa! E todo mundo sabe que só faço isso quando estou curtindo muito a leitura.

Eu torcia pelos personagens, desconfiava de alguns e MORRIA de raiva quando a Alicia escondia as coisas ao invés de falar a verdade. Mas se tudo fosse facilmente resolvido, não haveria história, correto?

Alicia tinha medo de borboletas. Acho que ela tinha era medo da transformação que ocorria com aquelas lagartas pavorosas. Mas no fundo, ela era uma lagarta em processo de evolução. E ela se transformou em uma bela borboleta no final, sem perder suas características e maluquices que tanto curti.

Leitura leve, divertida, com um toque de mistério (que matei fácil), um marido piriguetável e super fofo! Dúvidas de que recomendo?

Acho que fui resgatada da ressaca literária \o/



sexta-feira, 15 de março de 2013

#113: Correr ou Morrer (James Dashner)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 17 comentários

Informações:
Título: Correr ou Morrer - Maze Runner (Livro 1)
Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Número de páginas: 426

Comentários:
Em um passado longínquo, desejei esta trilogia desesperadamente. Li que ela tinha uma pegada de Jogos Vorazes com a série Gone e a Becky Bloom baixou em mim. Comprei tudo e resolvi ler tudo em sequência (idade chegando, memória ruim. Se não ler em sequência esqueço os detalhes). Então, senta que lá vem história...
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Thomas acordou em um elevador totalmente escuro. Ele não sabia o motivo pelo qual estava ali, tão pouco desde quando e para onde estava indo. Ele não se lembrava de nada, a não ser seu nome.

Foi quando chegou à Clareira. Um lugar estranho, totalmente cercado por muros enormes, onde moravam apenas adolescentes. Ele era o novo Calouro, aquele que seria zoado no momento. Só o avisaram que ele não deveria atravessar os limites dos muros e que deveria se encaixar em qualquer uma das atividades do local para mantê-lo funcionando. P. da vida porque ninguém falava nada, Thomas era O MALA. Até que conheceu Chuck, um garoto meio lerdinho e ignorado pelo outros, que o ajudava como podia. Ele também conheceu o Labirinto, um lugar cheio de mistérios, onde os Corredores  se dirigiam durante o dia na busca de uma saída daquele lugar.

Um adolescente era enviado por mês. Os suprimentos também chegavam pelo elevador, mandados por quem, ninguém sabia. Até que no dia seguinte da chegada de Thomas, uma coisa estranha acontece. Uma garota foi enviada à Clareira, a primeira e a única garota. Era a quebra do padrão. Alguma coisa iria mudar. Dois adolescentes enviados em dois dias consecutivos, sendo um deles uma mulher. Aí viriam complicações. Principalmente porque Thomas não se lembrava de nada, mas tinha a impressão de que conhecia aquela garota de algum lugar...
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Confesso que o início da leitura foi morna. Nada acontecia, só mais e mais perguntas foram jogadas na minha cabeça. Mais que Gone e Jogos Vorazes, a história lembrava Lost SPOILER: Com uma pitada do filme Eu sou a Lenda. Mistérios e mais mistérios e nenhum logicamente desvendado. Isto vai até a página 100. Mas não pense que é porque aparecem respostas, mas a história deixa de ser morna porque a ação começa a acontecer. 

Estou na metade de A Cura Mortal (livro 3) e ainda não sei quase nada. É mais um distópico, mas eu não sei como as coisas funcionam e isto é muito frustrante! Quem está no poder, quem quer o que, pra quê tudo aquilo acontece são só algumas dúvidas.

Além disso, fiquei totalmente perdida com o vocabulário no início. O livro é narrado em terceira pessoa, mas pelo ponto de vista do Thomas. Então, fiquei totalmente deslocada, assim como ele, quando os clareanos citavam os cargos que os moradores poderiam exercer, ou até mesmo o significado de palavras como mértila e plong. Essas palavras aparecem em todos os capítulos, mas não chega a ser chato a ponto de querer jogar o livro na parede, como aconteceu com borbulhantes em Perfeitos

Eu só achei o desfecho fácil. Esperava mais provas, mais loucuras no Labirinto, até mais mortes. SPOILER: Existem N adolescentes, mas só morrem os que praticamente não foram citados no livro.Mas as desgraças não terminaram no primeiro livro.Quando terminei a leitura meu queixo quase caiu e tive que cair de olhos direto no segundo livro da série (o melhor até agora, na minha humilde opinião). 

Uma coisa ruim foi que não consegui me identificar com os personagens. Não conseguia nem imaginá-los. Acho que faltam algumas descrições. 

É legal, bacana, recomendo, mas não é favorito. Poderia ser, mas teve alguma coisa na escrita que me incomodou, não o quê.

Não fique aí com cara de plong, vá ler também! Só falo que os livros têm um preço meio salgadinho.

+0,5

quarta-feira, 6 de março de 2013

Um favorito para chamar de meu

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 30 comentários

Assim como uma das autoras da minha lista de escritores de contos de papel higiênico, preciso ter um bestseller para chamar de meu.

Sério! Estou com problemas e de duas uma:
A - Estou muito crítica;
B - Estou com dedo podre.

Não que os livros que eu tenho lido ultimamente não sejam legais, mas é que sinto tanta saudade daquela sensação do tipo "preciso desesperadamente de mais páginas dessa história" ou "não consigo tirar a história da cabeça". Sinto falta de histórias marcantes, daquelas que não vou esquecer o que acontece após 2 semanas (minha memória é inversamente proporcional ao meu sono). 

Outro fator não mencionado pode ser as altíssimas expectativas devido as diversas resenhas/vídeos lidas/assistidas por aí. É uma coisa louca. Todo mundo fala do livro X, que ele é maravilhoso, sensacional, a última porção de paçoca do sorvete (não gosto de cereja). Você saliva, vende o rim, cachorro e papagaio para comprar (se for da Rocco, vende a mãe também - brincadeirinha mãe, te amo). Lê e conclui que é legalzinho, mas não é aquela Coca-Cola toda. Você esperava mais ação ou esperava mais romance. Pelo menos esperava que o livro despertasse o leitor voraz em você, mas nada disso acontece. Ele continua adormecido, esperando a ressaca passar para volta à ativa.

Você ainda resolve usar o esquema de decimais para dar as notas e acaba ferrando tudo mais ainda. Fica tentador demais tirar um ou dois décimos por causa de um detalhe que você não curtiu. 

Conclusão desse blá blá blá?
Eu quero livros 5 estrelas e favoritos!!! 
Aceito sugestões.

P.S.: 1 - Este post é dedicado à minha mãe que todo dia me manda escrever alguma coisa. Ela não aguenta mais ver aquele texto com 3 em 1.
2 - Meu último favorito: Jane Eyre (terminado em 28 de maio de 2012).
3 - Minha meta é comprar 24 livros por ano. Então não vou poder sair desesperada comprando todas as sugestões.
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