quarta-feira, 31 de julho de 2013

#121: O Pessegueiro (Sarah Addison Allen)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 21 comentários

Informações:
Título: O Pessegueiro
Autora: Sarah Addison Allen
Editora: Planeta
Número de páginas: 256






Comentários:
Espere um momento para que eu possa tirar as traças daqui.
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Pronto!

Só Deus, maridón, meus pais e irmã, quem me segue no twitter, o Submarino e Saraiva sabe como estou mais num momento "OMG! Quero completar minha coleção das séries X, Y e Z" do que "Preciso desesperadamente daquele livro" exceto quando se trata de completar a coleção de VA, que preciso pra mês passado. Então, com minha empolgação com meu 'novo' hobbie falta inspiração pra escrever aqui. Talvez o meu booom literário tenha passado, não sei. Mas tenho lido livros muito bons e histórias que merecem ser comentadas. 

E este é o caso de O Pessegueiro, mais uma história encantadora escrita pela Sarah (de quem já sou amiga íntima, cof..cof...cof...).
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Willa Jackson tem 30 anos e administra uma loja de material esportivo na pequena cidade de Walls of Water. Paxton Osgood, de mesma idade, é uma elegante mulher, responsável pela restauração e transformação em pousada da mansão Blue Ridge Madam, monumento construído pelos antepassados de Willa, mas que deixou de pertencer a sua família após uma crise financeira.

A reinauguração do estabelecimento pedia um baile e Paxton estava organizando-o, junto ao Clube Social Feminino, grupo de amigas formado há 75 anos e que passava de geração para geração. As avós de Willa e Paxton eram as integrantes iniciais do clube, mas Willa não tinha mais nada a ver com aquela formação, tão pouco gostaria que comparecer ao baile.

Entretanto, ao executarem o projeto de paisagismo do jardim, foi encontrado um esqueleto sob um pessegueiro. De quem era o corpo e por que estava ali, Willa e Paxton, duas mulheres que não tinham nada em comum, fariam tudo que pudessem pra desvendar os mistérios do passado de suas avós. 

Amizades e paixões estavam por vir...
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Sarah Addison Allen se tornou o mais novo membro do seleto grupo de escritores de papel higiênico. Parabéns!

Sabe aquela leitura encantadora, fofa, refrescante, inspiradora, que se passa em uma cidade que você gostaria de pertencer? Uma história que você gostaria de viver? Em um lugar mágico, acolhedor e sempre com cheiro bom? Assim são os cenários de todos os livros que já li da autora = todos os livros dela publicados no Brasil. 

A sinopse não fala de romance, mas para os desesperados de plantão que não aguentam ficar sem aquecer o coração, podem ficar tranquilos. Existem dois romances fofos, daqueles que te fazem suspirar e que te fazem torcer para que os casais se juntem logo.

A história é simples, o desfecho previsível, mas há algo na forma como a Sarah escreve que te envolve. Sempre há um toque sobrenatural, mas não um sobrenatural de vampiros, anjos, blá, aquela coisa que todo mundo já enjoou. São toques sutis, são cheiros, ventos e barulhos. São elementos que deixam a cidade encantada.

Paxton, na minha cabeça, lembra a Lemon de Hart of Dixie. O clima da cidade é o mesmo do seriado, os eventos, as interações entre as pessoas, aquele aconchego de cidade pequena, em que todo mundo conhece todo mundo e os segredos têm que realmente ficar escondidos, senão viram escândalos, estão lá.

Ahhhh... e a Claire de Encantos do Jardim dá uma passadinha nesta história. Nada que importe e ligue os dois livros, mas pra quem amou a outra história, sabe como é bom encontrar um personagem querido um tempo depois.

Willa tem em sua loja, um balcão de café e chocolate comandado por Rachel, uma garota meio doidinha, mas que desenvolveu uma teoria interessante sobre os hábitos dos consumidores desses itens. Quem não terminou a história doida por uma xícara de café e um chocolate e um 'diagnóstico' de sua personalidade, que atire a primeira pedra!

A história é redondinha e deixou um gostinho de quero mais. 
Se recomendo? Quero mais Sarah Addison Allen no Brasil!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

#120: Quebra de confiança (Harlan Coben)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00 22 comentários

Informações:

Título: Quebra de confiança
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272

Comentários:
"Me dá um M, me dá um Y, me dá um R, me dá um O, me dá um N!
Myron, Myron!"

Era praticamente este coro que ouvia quando a San e a Miloca começavam a falar desta série do Harlan Coben. Imaginei as duas vestidas de líder de torcida, com um pompom nas mãos. Sorry, meninas!

Eu já havia lido um livro dele, o Não Conte a Ninguém (que a propósito não tem resenha aqui, sorry²) e havia gostado. Mas já que eu PRECISAVA conhecer o Myron e, assim que surgiu uma oportunidade (livros por 10 reais no Submarino), eu o fiz.

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Myron Bolitar era um ex-jogador de basquete, ex-agente do FBI e atual empresário de atletas. 

Seu contratado mais recente, Christian Steele, era a maior promessa do futebol americano e, enquanto eles tentavam fechar o melhor contrato possível, uma bomba caiu em suas nas mãos.

Kathy Culver, a noiva de Christian desaparecida há ano e meio e dada como vítima de abuso sexual, saiu em uma revista com anúncios de disque sexo. Como tudo que estava ruim podia piorar, o pai dela havia sido morto na semana anterior no que parecia ter sido um assalto.

Abafar a história até o contrato ser fechado parecia impossível. Então, só restava a Myron, com ajuda de seu inseparável amigo Win, tentar solucionar este mistério.
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Vamos começar pela melhor parte: eu errei o(a) assassino(a) \o/ \o/
  #Dancinhadafelicidade

Não sei quanto a vocês, mas sempre que vejo um episódio de uma série policial tento adivinhar quem é o assassino e fico frustrada quando acerto (o que aconteceu na última temporada de Bones que vi, a 6ª. O assassino era sempre o primeiro entrevistado). Eu gosto da surpresa, gosto daquele detalhe que deixei escapar e que me fez errar. E isto aconteceu nesta história. Vou contar que meu sonho secreto secretíssimo era trabalhar no FBI.

Fui entupida de fatos e personagens. E o mais legal foi tentar conectá-los, tentar, porque só o Myron conseguiu fazer com que tudo se encaixasse no fim, bem no fim do livro. 

O que mais gostei no livro? Das características do personagem principal. Myron é charmoso, descolado e o melhor, sarcástico. Ele dá altas tiradas nos outros personagens. Ele arruma soluções onde parecia impossível. Ele, junto do Win, foram uma dupla fatal.

Os coadjuvantes também tem seu encanto. O Win pode ser louco, assassino, o que for. Confesso que o curti muito. A Esperanza, ex-atleta e atual assistente do Myron também tem seus mistérios. Em certo ponto, parecia que ela tinha ciúmes do protagonista, mas ao longo da história, percebi (eu acho que percebi) que era um cuidado de amigo.

E como não poderia faltar, há romance na história. E um romance sem desfecho certo, o que deu um gancho para o próximo volume (os três próximos volumes da série já publicados pela Arqueiro estão na minha lista de desejados - Jogada Mortal, Sem Deixar Rastros e O Preço da Vitória).

O que me incomodou foi a falta de explicações sobre a transição de empregos do Myron. Por que ele saiu do FBI e virou agente de atletas? Sei o motivo dele largar o basquete, mas me incomodou essa saída do FBI, mas a permanência do "visto" de licença para investigar (pelo menos não era um 007, na teoria, ao menos). 

Adoro livros assim, com casos bem construídos para intercalar entre um romance é outro. A fórmula é básica, mas se bem escrito, é um prato certo para agradar.


P.s.: Este foi meu livro do Clube das Chocólatras de junho.

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