quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Televisão de cachorro

Postado por Luciana Mara às 12:53:00 0 comentários Links para esta postagem
Na adolescência começam as sessões de perguntas que seguem para a vida inteira:
Você não está namorando?
Está namorando? Quando vai noivar?
Ficou noiva? Quando sai esse casamento?”,
Casou, hein? Eh... Você deu uma engordadinha, não é?”

Pois é, ouço essa última frase quase tantas vezes quanto ouço o “Quando vai vir o(a) herdeiro(a)?”. Então, resolvi entrar na academia e essa virou uma das minhas 30 metas. Queria emagrecer e para isso me propus a frequentar a academia por 6 meses consecutivos, pelo menos.

O que me revolta é: gente, eu era um palito!!! Quando me formei na faculdade pesava 42kg, com 1,60m. Era seca, não tinha barriga nenhuma, nem coxa nem bunda, mas isso não vem ao caso. Alguma coisa aconteceu num universo paralelo aí, uns astros interferiam no meu corpo e ferrou.  

Arrastei o maridón e lá fomos nós nos matricular. A academia tinha que ser perto de casa, pra ir a pé porque pensar em pegar o carro e ir até ela dá preguiça e a chance de desanimar é maior. Marcamos a avaliação física e fechamos 3 meses (para depois desses meses, renovarmos). 

Já na avaliação física, quase morri. No teste da bicicleta com peso, que você tem que manter a velocidade constante e dizer seu nível de cansaço enquanto medem seus batimentos cardíacos, já levei bomba, porque meus batimentos cardíacos foram para estratosfera e eu poderia ter um piripaque. Mas mesmo assim, me liberam pra fazer.

E toda dia, enquanto virava uma poça de suor me sentia assim:


Suada, em movimento constante e sendo observada, igual esses frangos nos fornos que são conhecidos como televisão de cachorro. Acontece que a frente da academia é toda de vidro, a rua é super movimentada e enquanto eu colocava meus bofes pra fora (de onde veio essa expressão?) na esteira, todo mundo ficava olhando de dentro do carro pra mim. Era estranho, mas era a melhor parte da rotina já que eu ODIAVA a parte de puxar ferro. 

Aí, fiz os primeiros três meses e não percebi mudança na balança, apesar de ter ficado iguais aqueles participantes da Dança dos Famosos que dizem que descobrem músculos que nem sabia que existiam. Não contem para ninguém que tem um MC Donald's na esquina de casa e tinha dia que saíamos da academia, entrávamos no carro e íamos comprar um hamburguerzinho

Então cheguei no instrutor e falei que minha rotina não estava legal.  Aí ele me ferrou. Mudei para aquele rotina sem pausa (sério, quase corri pro banheiro pra chorar de dor durante a rotina no primeiro dia) e ele disse que eu não poderia ficar gostosa e maridón não, aí ele ferrou o coitado também. 

Então, aconteceu que quando os 6 meses acabaram, eu virei o pé descendo uma escada. Fiquei uma semana sem colocar o pé no chão e uns 2 meses com dor.

Aí nossa viagem para fora chegou. E eu não renovei o contrato porque eu pagaria por 15 dias que não frequentaria (sou dessas... pão dura). 

Voltei de viagem. Falei que ia voltar. Falei que ia voltar. Falei que ia voltar. Já se passaram 10 meses. Não voltei. 

Cumpri meu objetivo e descobri que não sirvo para puxar ferro. Ainda tenho que descobrir uma atividade que me tire do sedentarismo e me dê prazer, porque gosto muito de comer engordiet. Se depender de fechar a boca para emagrecer, vou acabar vendo os frangos girando na máquina enquanto desço rolando a rua da academia. 

sábado, 15 de agosto de 2015

A saga de uma (quase) balzaquiana

Postado por Luciana Mara às 16:43:00 0 comentários
Certo dia resolvi parar de escrever no blog. Parei porque meu objetivo principal, que era compartilhar minhas opiniões sobre as minhas leituras, não fazia mais muito sentido pra mim. Eu ainda gosto de ler, mas não com a mesma fome de antes. Eu mudei, meus interesses mudaram, se expandiram. Passaram para seriados, maquiagem, viagens...

Depois de muito fomentar a ideia, resolvi voltar a escrever numa proposta diferente. Escrever sobre experiências da minha vida. Nada indica que eu não possa sugerir e resenhar um livro que gostei, ou escrever textos pirados após ingerir um pouco de água de privada. Só quero fingir que sou a Elza e ser livre. Essa foi podre. Desculpem, preciso retomar o ritmo.   

No meu último texto publicado (em dezembro de 2013), plantei a sementinha de algo que gostaria de fazer. Ontem, quando reabri o blog, eu mesma me surpreendi por essa ideia já estar na tela há tempo. Eu não lembrava de já ter escrito sobre isso, mesmo que nas entrelinhas. O fato é que ela já está sendo posta em prática há algum, mesmo que eu ainda não tenha compartilhado aqui.

E hoje, dia que completo 29 anos (#Lucianachora, #Lucianaestásesentindovelha, #Lucianaestádeprimida, #Luciananãotemmais20epoucosanoscomonadescrição, #Lucianaestácriandohashtagsmaconhadasporqueestáchegandonacrisedos30), resolvi começar a compartilhar. 

Quando vou mudar o layout? Só Deus e minha preguiça sabem. O nome do blog vai continuar TOC? Vai, mas sem a palavra “livros” porque é mais prático que pensar em algo inovador. Eu vou continuar a escrever bêbada sem beber nada alcoólico? Vou, porque minha cabeça funciona de uma maneira muito estranha que só quem me conhece ou me acompanha há mais tempo sabe.

Chega de blá-blá-bla. Meu projeto é ousado, mas dado que sou uma pessoa que adora listas, que curte desafios e gosta de planejar tudo, está dada a largada. Bora compartilhar minha meta dos...
Pretendo realizar 30 coisas diferentes da minha rotina até os 30 anos. Então segurem os forninhos, porque 2015/2016 (até agosto) prometem ou não, mas a piada do forninho nunca morre e quis aproveitar

Criei uma aba onde cito as coisas que já fiz (riscadas) e as coisas que já estão na lista para serem executadas. Ainda vou escrever sobre o que já fiz. São as cenas dos próximos capítulos, aguardem.

É... Foram apenas três realizados e dado que eu tenho um ano pra fazer outras 27 coisas diferentes, dá um medinho isso foi um eufemismo. A medida que for “realizando” os itens, vou contar minhas experiências aqui.

Vou acrescentar itens a partir do momento que as ideias forem surgindo. Sugestões são bem-vindas.

E bom retorno para nós. E que a sorte esteja sempre a nosso favor.

PS: Ganhei um par de patins de presente de aniversário do maridón ;) 

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