sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

#127: Pequenas Grandes Mentiras (Liane Moriarty)

Postado por Luciana Mara às 14:45:00 0 comentários Links para esta postagem
Estava eu, quieta no meu canto, lendo O Mundo da Luna quando bateu uma vontade irresistível de ler Pequenas Grandes Mentiras. Eu estou assim com livros e séries. Se bate essa vontade, não ligo de abandonar algo no meio do caminho temporariamente e embarcar numa outra história. Só faço e pronto. 
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Pequenas Grandes Mentiras conta a história de três mulheres:
a) Madeline: Mãe de três, teve um casal no relacionamento com o atual marido Ed e uma filha com Nathan, o homem que a abandonou quando Abigail era pequena (agora ela é uma aborrecente de 14 anos). Para ajudar, Nathan se casou com Bonnie e agora é um pai exemplar e teve mais uma filha, Skye, que estuda na mesma sala que Chloe, filha caçula de Madeline com Ed.
b) Celeste: Linda, espetacular, ex-advogada, rica e casada com o lindo, espetacular e rico Perry. Juntos eles tiveram gêmeos, Max e Josh. Tem a vida de comercial de margarina (ou de Belvita, antes do Cauã chifrar a Grazi).
c) Jane: Mãe solteira do pequeno Ziggy (100or! Olha o nome do moleque!). Jane muda de casa igual muda de roupa. Ainda busca um lugar ideal para criar seu filho.

E o que elas têm em comum? Tem filhos iniciando os estudos na mesma turma da Escola Pública de Pirriwee, na Austrália. Aí você pensa: "Tá! E o que isso tem de interessante?". Tem que na noite do Festival de Perguntas e Respostas na escola alguém morre, ou melhor, é morto(a). Aí passamos boa parte da história tentando descobrir quem morreu, quem matou e o motivo.

Ainda tem as transcrições das opiniões de vários outros pais de alunos e do delegado que investigava o caso, sobre tudo o que aconteceu desde o dia das orientações da pré-escola em que ocorreu um episódio de bullying, até o fatídico desfecho que resultou no homicídio de um transeunte (morro de rir com os policias/delegados/bombeiros que são entrevistados na TV e começam a falar um monte de palavras retiradas diretamente do fígado só para pareceram mais cultos, tipo o que acabei de falar no lugar de dizer apenas: até que uma pessoa morre).
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O início foi meio confuso. Várias mães e pais (tipo uns 10) falando um monte de coisas que eu não entendia absolutamente nada. Aí a história começou a entrar nos eixos. Não era possível ter ideia de quem morria ou quem matava logo de cara (mas chutava alguns personagens que não morreriam). Isso foi o que mais me motivou a correr com a leitura. 

A história é uma mistura de How to Get Away With Murder com Desperate Housewives e aquele joguinho da revista Coquetel que a gente elimina as opções (desafio de lógica, que surpreendentemente não sou boa #humildademandoulembranças).  

A leitura foi super gostosa e, inclusive, tive dificuldades em classificar a qual gênero o livro pertencia porque, além da história de morte e tal (suspense), tinha o drama da vida de alguns personagens, e a comédia que era a Madeline. Madeline, é o alívio cômico da história e minha personagem preferida! Ela era uma perua de 40 anos que fazia de tudo para apoiar as amigas e para defender o que achava certo (não importando se estava certa ou não).

O livro intercala passagens nas vidas das três mulheres principais, mostrando como elas começaram a se relacionar, contando um pouco do passado delas e como elas chegaram até Aquela Noite.

É um livro diferente, por misturar tantos gêneros literários, mas predominando o suspense. Uma coisa ou outra dá pra matar, se você ficar  ligado nos detalhes. Tem gente até que anotou o nome dos personagens nos interrogatórios na tentativa de matar a charada, rs. 

Só queria dizer que... acertei o(a) morto(a). Não mudei de opinião e aquele era o meu palpite bem antes do evento ocorrer, lá bem pela metade da história. Pela minha esperteza e humildade tirei 0,5 ponto da classificação do livro. Mas como o fim foi legal, devolvi 0,2. Então minha nota é 4,7 #coisasdegentedeexatas

Pra quem quer o livro, saiba que já vi em promoções por R$9,90 (eu comprei pra mim, pra amigo oculto e para um presente), mas eu comprei uma semana antes dessa promoção ocorrer pela primeira vez #chorabolsos. Fiquem de olho. Vale a pena!

Eeeee... o livro teve os direitos comprados pela HBO para virar série. Oremos para que seja uma produção digna do livro, porque um elenco digno, ela já tem: Nicole Kidman será Celeste, Reese Witherspoon será Madeline e Shailene Woodley será Jane. Como diria o Bial, estamos de olho!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Explorando: Parte I (Portugal)

Postado por Luciana Mara às 16:55:00 0 comentários Links para esta postagem
Uma das coisas que eu mais gosto de fazer NA VIDA é planejar viagens. Ficar louca caçando hotel, transporte, passeios e descontos é uma grande paixão.


Classifico as nossas viagens em: exploração e relaxamento. De acordo com a categoria, traço todo o resto. Se for relaxamento, significa que quero ficar jogada no hotel, aproveitar tudo que o lugar oferece, então, neste caso, a hospedagem precisa ser top (quem disse que essa palavra está ultrapassada? Eu gosto!). Se é exploração, o hotel tem que ter um quarto dormível e um banheiro limpinho (porque pegar uma micose na viagem não dá, né? Eca!).

E em 2014 completei mais uma das minhas metas antes dos 30 que talvez tenha que mudar para antes de sair dos 30, dado a lerdeza com que estou executando os itens, viajamos para Portugal/Espanha/França/Itália. Escolhemos viajar no outono (outubro/novembro) por causa da temperatura amena e não ser alta temporada (=economia).

Em Portugal, chegamos em Lisboa e alugamos um carro (no aeroporto mesmo) e fomos pra Pombal, uma cidade do interior, onde minha sogra nasceu. Que estrada! Parecia um tapete! Passamos o dia lá e depois voltamos para Lisboa. Encontramos o hotel e demos a cagada de ficar um tempo descansando antes de entregar o carro. Resultado: Ficamos um tempão procurando um posto de gasolina pra encher o tanque, entregamos o carro e quando voltamos pro hotel não tinha lugar nenhum aberto pra comer. Tinha um Burger King quase ao lado do hotel, mas fechou 2 minutos, 2 MINUTOS depois que chegamos. Conclusão: jantamos um pacote de biscoito que sobrou do café da manhã do avião (guardem os lanchinhos que sobram meus amigos, vocês nunca sabem quando eles podem ser o seu jantar, rs).
Caminho para Pombal
Fomos no dia 2 da viagem para Sintra. Que cidade maravilhosa! Conhecemos o Palácio Nacional de Sintra, Quinta da Regaleira, Palácio da Pena e Castelo dos Mouros. Comprei os ingressos, exceto o da Quinta AQUI. Meus preferidos foram a Quinta da Regaleira que é uma mansão com um parque cheia de passagens secretas e o Castelo dos Mouros que tem uma vista sensacional. Andei tanto, tanto, tanto que no dia 2 já não tinha mais pé. Daqui pra frente foi administrar a dor. 
Quinta, Palácio Nacional, Palácio da Pena e Castelos dos Mouros
No terceiro dia fomos explorar Lisboa. Visitamos a Praça do Comércio, Praça Dom Pedro IV, Estação de Rossio, Mosteiro dos Jerônimos que parece Hogwarts albina, Padrão dos Descobrimentos, Torre de Belém, comemos os famosos pastéis de Belém, direto da fábrica, fomos ao Chiado e tomamos um sorvete na Gelados Santini, uma sorveteria famosa por lá. Andamos muito, muito. Dá pra se virar muito bem com mapas e com internet no celular (não fechei nenhum pacote, só wifi das lojas mesmo. Lembra né? Viagem exploratória = econômica). Ainda deu pra dar um pulinho no shopping e conhecer a Primark (sonho de todo turista com orçamento apertado).

Praça do comércio, Mosteiro, Padrão dos Descobrimentos, Fábrica de pastel de Belém e Torre de Belém
Conseguimos cumprir direitinho o cronograma. Que orgulho! E próxima parada, Madrid.

Resumindo: 
O que esperava: Que todo mundo dançasse o vira na rua (igual todo mundo acha que a gente samba e dança semi-nua por aí). 

O que encontrei: Pontos turísticos super conservados e uma loja do sonho (Primark).

O que me surpreendeu: A limpeza da cidade. Lisboa lembra o Rio, mas totalmente limpo (não vi um papel de bala no chão) e com muitooo mais segurança. Lá andei com a câmera no pescoço sem me preocupar se ficaria sem câmera (e consequentemente sem pescoço) até o final do dia. 

Curiosidade: Tomar café sentado e em pé na padaria faz diferença. Em pé é mais barato.

Uma conclusão: Seria fácil morar lá. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

#126: Como eu era antes de você (Jojo Moyes)

Postado por Luciana Mara às 10:40:00 0 comentários Links para esta postagem
É... dessa vez o livro não brilhou nem nada, mesmo porque eu nem o tenho ainda (obrigada pelo empréstimo Nanda!).

Eu fui maria vai com as outras, admito. Quando vi o trailer do filme, não resisti. Cara, era a Daenerys e o Finnick sem dragão e sem tridente, com sapatos estranhos, meias bizarras e uma cadeira de rodas! E como bônus, música do Ed Sheeran! Era demais para o meu coraçãozinho resistir.


Por isso devorei Como eu era antes de você em dois dias (um tecnicamente, porque tive que dormir no meio do caminho). A ressaca literária que me atacou há uns dois anos ainda não se foi, mas começa a dar sinais de que pretende viajar por uns tempos. Agora eu estou assim, se não empolgo de início, levo meses pra terminar um livro, mas se me apego, meus amigos... O mesmo aconteceu com Isla e o final feliz (outro livro lido rapidamente e delicinha! Stephanie Perkins arrasa sempre.)  

Como eu era antes de você conta a história de Will, um jovem que ficou tetraplégico e Louisa, uma garota louquinha que acabou trabalhando de acompanhante para ele depois que ela perdeu o emprego de garçonete, num café de uma pequena cidade da Inglaterra (Um adendo: AMO o sotaque britânico! Foi mais uma coisa que atraiu para o filme e consequentemente para o livro). Temos a história de antipatia, amizade e amor... O livro é fofinho, e se você não é feito de pedra, como eu, recomendo que leia com um lencinho. 

Eu tô numa vibe meio assim... Gosto de saber só por alto sobre a história do livro, por isso nem vou contar detalhes demais. Prefiro descobrir na leitura e espero que você também o faça. Apesar disso, para bom entendedor, pra tanta comoção dos leitores da história pré-apresentação do trailer, é só pensar um pouquinho e dá pra sacar o desfecho.

Admito que por mais que as meninas do Clube das chocólatras tenham elogiado a história em nossos encontros, eu ficava com pé atrás por causa de outro livro que li da Jojo Moyes, A última carta de amor. Este livro tem dois momentos, um no presente e outro no passado. O atual achei um porre e totalmente desnecessário, me desanimando toda vez que via o nome da autora. Felizmente, Como eu era antes de você veio pra provar que sempre podemos dar uma segunda chance.

Spoiler não spoiler (selecione aqui na frente se você quiser saber): No dia que comecei a ler descobri que havia uma continuação, Depois de você. Só por isso dá pra imaginar o que acontece no final não é? Eu saquei ali. História meio Nicholas Sparks. Fim do pseudo spoiler.

O filme só estreia dia 16 de junho, então se você assim, como eu, ficou curioso(a), dê uma chance ao livro! Se você já leu e quer discutir sobre o final, comente aí (sinalizando spoiler, para quem não quer saber, por favor). Mas já adianto que achei o final totalmente coerente!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Não terminei e já considero pacas #1

Postado por Luciana Mara às 20:05:00 0 comentários Links para esta postagem
As pessoas mudam.
Eu mudei muito (tanto fisicamente - perguntem aos meus amigos do colégio. Se batesse um vento, eu voava. Bons tempos - quanto emocionalmente).
Qualquer pessoa hoje é diferente do que era ontem, seja pra pior ou melhor. 


Quando me vi na oportunidade de ter um livro com registros simples dos próximos anos (obrigada, Cíntia) não resisti e tive comprar. 

Uma pergunta por dia é um livro com 365 perguntas, uma para cada dia e que devem ser respondidas nos próximos cincos (há cinco campos para preenchimento por página). São perguntas simples como exemplo: "Com quem você mora?", "O que te motivou hoje?", "Camping ou hotel?"(esta última sempre será hotel! Podem me perguntar daqui a 5 anos em qualquer lugar. Não falo Whats ou Face, porque sabe-se lá qual será a rede social que usaremos em 2020!). 

O livro parece de bolso, o que o deixou ainda mais charmoso. A capa é dura, tipo um papelão e as bordas das páginas são douradas, como uma bíblia. É tão charmoso, tão charmoso que quando o livro chegou na minha mãe (ainda mando as encomendas pra lá porque aqui não tem porteiro) minha irmã queria roubá-lo. Mas como a tentativa dela não foi bem sucedida (assim como não foi a minha tentativa de roubar a água micelar da Bioderma dela - este produto é mara! Experimentem!) ela teve que se contentar em comprar (três, um pra ela e mais duas amigas do serviço). Intrínseca, manda minha porcentagem nas vendas aí! 



E vou confessar! Comecei roubando. rs
É que essa belezura chegou quase no fim de janeiro e como eu queria escrever direitinho, todos os dias, completei o mês mesmo o tempo já tendo passado. Desculpe, mundo!

E por que eu insisti nessa ideia de livro para completar? Porque eu era uma adolescente viciada em escrever em agendas, estilo diarinho! Passei várias horas hoje entre papéis de bombom, ingressos de cinema, bilhetinhos trocados em sala de aula e muitas recordações. É muito amor! Muitas lembranças! 

De 1997 a 2012, com muito amor
A ideia ao começar esse livro foi, de alguma forma, manter essa tradição que eu gostava tanto, mas que hoje, pensando bem, eu não conseguiria manter. Dá muito trabalho guardar qualquer pedacinho de papel minimamente relevante, vocês não acreditam (sem contar que hoje em dia o que mais teria na agenda seriam comprovantes de contas pagas. Tá difícil Braseeel)! Mas é uma experiência super legal, que com certeza incentivarei minhas próximas gerações. 

Uma pergunta por dia é um livro que ainda não terminei e já considero pacas! Super recomendado ;)
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