segunda-feira, 21 de março de 2016

Explorando: Parte III (França)

Postado por Luciana Mara às 10:40:00

Quando eu pensei em fazer essa viagem, só tinha uma certeza: Paris. Sempre foi a cidade que mais queria conhecer no mundo. Queria uma Paris cinza, pra usar cachecol e gorro. E foi isso que aconteceu. 

Descemos no aeroporto Charles de Gaulle. Pegar trem (cara, o trem fedia xixi muito mais que as ruas de Madrid. Inacreditável!) e metrô cheio de escadas com malas pesadas foi um dos momentos mais difíceis da viagem. Acho que ficamos uns bons minutos sem sentir os braços quando chegamos ao apartamento que alugamos. 

Alugar um apto no Airbnb ficou muito mais em conta que ir para hotel. A Anne (dona) é super simpática (link aqui). Já veio ao Brasil e não entendeu como até hoje não visitamos as Cataratas, rs. Em Paris a maior dica é: se hospede perto de uma estação de metrô (se você não tem bala na agulha pra se hospedar numa região mais central). Arranje um mapa e você vai pra qualquer lugar (depois que você entender como funciona aquele mundo subterrâneo das estações). Eu realmente não entendia porque as pessoas lá viviam correndo pra pegar o metrô. A gente ficava uns 5 minutos na estação e já vinha outro. Sistema de transporte eficiente, a gente se vê por aqui. Nos tivemos um pequeno problema, escala do mapa. Enquanto em Madrid tudo dava pra fazer a pé, em Paris não rolava. Então, metrô era vida!

E o primeiro contato com a cidade lógico que tinha que ser com a torre Eiffel. Li recomendações de que a melhor vista era pela estação Trocadeiro e assim o fizemos *.* E a torre pisca de hora em hora. Foi uma linda surpresa! Ainda demos um pulinho no Arco do Triunfo e na Champs Élysées (onde até hoje não acredito que só comprei lá um big mac). 
Eu de cachecol e boina pela Trocadeiro e o Arco do Triunfo
No dia 8, quando fui para o Louvre, juro que esperava encontrar o Robert Langdon descobrindo mais algum mistério! É muito mágico ver pessoalmente aqueles lugares que vimos nos filmes. O museu é imeeenso e a Mona Lisa é minúscula. Acho que pra visitar o museu todo é necessário mais de um dia, e não sou tão culta assim. Queria ver o tão famoso quadro, ver as duas pirâmides e o que visse depois seria lucro, rs. 

E por não ser tão culta assim, não vistamos o Museu D'orsay que estava no nosso passe. Andamos, andamos, andamos verdes de fome na margem do Sena do Louvre até Notre Dame. É sério, não pagaria 15 euros (na época 45 reais) em uma fatia de pizza. Então uma das minhas maiores alegrias foi ver uma plaquinha de Subway (com atendente falando inglês). E nessa andança, ainda visitamos Pont des Arts (ponte dos cadeados). Achei Notre Dame (1ª tentativa de subir até o topo da igreja, mas estava fechado) linda, gótica, escura, cheia de vitrais bem trabalhados, mas se tratando de vitrais, Sainte Chapelle , mesmo em reforma, ganha nesse quesito. E ainda deu tempo de voltar no apto e pegar o último horário do passeio à noite no Sena. É incrível. Nenhuma foto fica boa, mas super recomendo. Estava um frio do cão, delicioso.
Louvre, embaixo Pont des Arts e Sainte Chapelle, seguida por Notre Dame (por fora e por dentro)
No nono dia de viagem fomos para Versailles. É longe pra burro, mas é puro luxo, riqueza, sedução e gritaria na pracinha! Coitado do Palácio Real de Madrid. Gostaria de ter tido mais tempo para passear nesses jardins. Depois que voltei da viagem, vi fotos de um monte de lugar lá que eu não tinha conhecido #choralitros. 
Versailles
Na volta, depois de comprar e comer um escondidinho de pato achando que era de frango, ainda tentamos subir na Notre Dame de novo, mas mudaram o horário naquele dia #choraparte2. Aí decidimos voltar ao Arco do Trunfo para ver a tão famosa rua de lojas por cima. Se você tiver claustrofobia ou sentir vertigem com escadas em caracol, não suba. Ainda bem que tem um banquinho pra descansar assim que a subida termina. É punk. 

E finalmente, no último dia conseguimos subir Notre Dame (aleluia! Aleluia, aleluia, aleeeluuuia!)! E pra que? Pra enfrentar uma escada pior que a da Torre do Triunfo. Escura, fechada, super estreita e você tem que subir rápido porque são turmas com horário certo. Mas a vista compensou. 360 graus de Paris. Só não encontrei o Corcunda. 
Vista de Notre Dame (uhuuu!)
Ainda deu tempo de ver a Torre Eiffel na luz do dia (outro item obrigatório na minha viagem), passar na frente do Moulin Rouge (e morrer de rir dos velhinho tentando entender a utilidade dos diversos apetrechos sexuais dos sex shop por toda a Montmadre), ainda subir de bondinho e conhecer a igreja de Sacré Couer. 
Torre, Moulin Rouge e Sacré Couer
Não sei como fiz tudo isso já sem sentir meus pés, mas fiz e faria tudo de novo! Principalmente se o Real der uma valorizada. 

Resumindo: 
O que esperava: Que os parisienses não admitissem falar inglês. 

O que encontrei: Pessoas com pressa. Tudo tem que ser rápido, principalmente se tratando do metrô.

O que me surpreendeu: As pessoas são muito mais simpáticas do que eu esperava. Não tivemos problema nenhum com a língua. 

Curiosidades: 1) O quadro da Mona Lisa é micro e pra chegar lá é necessário dar 56855744 cotoveladas. 
2) Existe um passe que dá acesso a diversos pontos turísticos por X dias (paguei 42 euros). Porém, cabe avaliar se você aproveitará bem o dinheiro gasto ou se não fará todos os pontos. Talvez não compense (pra gente compensou).
3) Fique atento aos horários. Só na terceira vez que fomos até a Notre Dame conseguimos subir até o topo. 

Uma conclusão: Preciso voltar!

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