quinta-feira, 28 de abril de 2016

#128: O Chá do Amor (Jennifer Donnelly)

Postado por Luciana Mara às 15:30:00


A história de O Chá do Amor começa em 1888, no subúrbio de Londres. Fiona Finnegan e seu vizinho/namorado de infância Joe Bristow são dois jovens ambiciosos. De origem humilde, ambos são esforçados e trabalham duro para ajudar a sustentar suas famílias. Eles se amam muito e economizam o quanto podem para realizar um grande sonho antes do casamento: abrir a própria loja.

Tudo ia de acordo com o planejado até que as tragédias começam a acontecer. E é tiro, porrada, bomba, assassinatos, torturas e muita gritaria na pracinha. 
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Inicialmente, tenho duas notícias ruins para dar:
1) Este é o primeiro livro de uma trilogia. Só ele foi lançado no Brasil. 
2) Este livro é muito, muito difícil de encontrar. Custa um rim ou não tem para vender. Por milagre da Nossa Senhora dos Bons Livros Pechinchados, consegui por 1 crédito no Skoob. Já recebi até oferta de troca/venda, mas isso não vai rolar porque...

...veja esse vídeo AQUI...

É um livro FAVORITO! 

Meldels! Que história! Sabe aquele livro que você para de ler para ir ao supermercado e fica pensando no próximo capítulo? Toma banho e não vê a hora de voltar pra saber o que mais acontece? Então, é esse.

Venho de uma onda ótima de livros, depois da minha ressaca de dois anos (NA são meus Engov literários). Porém, todas essas últimas leituras eram "rápidas". Amor à primeira vista, um ou outro draminha e fim. Só que O Chá de amor é super diferente, bem mais profundo, a autora desconstrói a história para arrumá-la aos poucos. Ela insere elementos históricos e personagens daquela época, indo de Jack, o Estripador (matador de prostitutas) até Van Gogh (um personagem janta com ele!). 

De início, achei a história parada. Erroneamente, interpretei o ""muito divertido" pelo Washington Post" escrito na contracapa como algo engraçado. A história é tudo, mas não é engraçada. Aceito o "muito divertido" se significar que é uma boa fonte de entretenimento. Gente, a Fiona vira o mosquito do cocô do cavalo do bandido! Como isso pode ser divertido?

Eu me apaixonei, me desapaixonei, apaixonei por outra pessoa, me reapaixonei. Sofri, me espantei, tive nojo e por fim, surtei. E como surtei no histórico do skoob (mas não recomendo que você leia o que escrevi lá se planeja ler este livro. Recomendo que tenham seus próprios surtos). 

O livro tem 584 páginas e ainda terminei com gostinho de quero mais (por isso é uma trilogia, aff...). Mas tudo termina redondinho, só queria mais porque não gostaria de abandonar esses personagens queridos.

Tem clichê? Tem, mas não me incomodaram. Algumas coisas dão pra sacar, outras são surpresas incríveis. E por mais que só citem Fiona (custei para conseguir imaginar uma pessoa e não uma ogra verde) e Joe como personagens principais, a autora soube criar muitos coadjuvantes interessantes. Gosto do Charlie, Will, Nick... ao mesmo tempo que odeio do fundo do meu coração tantos outros. Se eu pudesse, eu mesmo estripava alguns. A história é escrita em terceira pessoa, então você tem informações que outros personagens desconhecem, são desencontros inacreditáveis. 

O livro é mais do que eu imaginava. É mais que um romance. É um incentivo à não desistir dos sonhos e a acreditar no amor. 

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