quinta-feira, 7 de julho de 2016

#129: November 9 (Colleen Hoover)

Postado por Luciana Mara às 07:00:00
De três coisas eu estava convicta.

Primeira, é impossível ler qualquer uma das histórias da Colleen Hoover sem desenvolver um panapaná louco no estômago e nós de marinheiros na garganta impossíveis de desfazer.
Segunda, havia uma parte de mim – e eu não sabia que poder essa parte teria – que queria adiar qualquer leitura dela, com medo de que meu estoque dessa maravilha acabe.
E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por tudo o que essa autora toque.

Eu confesso. Fui fã de Crepúsculo. Assim que terminei a leitura da última página do primeiro livro (antes mesmo de estourar a febre no Brasil), eu abri na primeira e reli. Mas lá se vão 10 anos e eu tinha acabado de sair da adolescência, ou seja, eu tinha passe livre para o surto.

Adoro os livros da Sophie Kinsella e Marian Keyes, mas eu ainda tenho alguns sem ler. Não tenho por eles aquela necessidade de comprar em pré-venda e ler assim que lançam aqui. Não como já fiz com Crepúsculo, Harry Potter ou Fazendo meu Filme, por exemplo. 

Há tempos não sentia essa vontade louca, alucinada e descontrolada de ler mais de determinado autor. Ler tudo. Ler até cansar. Ler até me acostumar tanto com sua escrita que posso prever os acontecimentos antes de lê-los. 

Há muito tempo não tem um autor que estimule minha Becky Bloom interior como a Colleen Hoover. Eu sei que já está ficando repetitivoivoivo, mas se eu não puder falar das minhas paixões literárias como uma fã louca de qualquer boy band aos 15 anos, para que serve esse espaço? Vocês têm noção de que eu mandei um comentário um pouco desaforado em um blog porque a menina não gostou de um dos livros e contou mais do que deveria? Eu estou assim com essa autora. Então cuidado com o que vai falar comigo sobre suas obras. Brincadeira. Ou não.

Não satisfeita com os livros lançados no Brasil, eu comecei a pesquisar e achei dois livros traduzidos da autora: Confess (muito bom também) e November 9. 

Até então, Talvez Um Dia era meu preferido, mas eu nem sei mais. É tanta delicadeza, tanto cuidado, tantos segredos e descobertas que se você vier me perguntar qual livro deve ler da CH eu vou responder de madeira curta e grossa: "TODOS".
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November 9 conta a história da Fallon e do Benton. Aos 18 anos, eles se conhecem no último dia dela em LA e a atração entre os dois é imediata. Mas por mais que eles sintam que aquela relação pode ser especial, ela está com a viagem para NY marcada para aquele dia. Fallon vai correr atrás dos seus sonhos. Ela não pode mais adiar, não pode desistir. Porém, eles decidem passar aquele dia juntos. 

Ben, um estudante e aspirante escritor, vê naquele encontro a inspiração do romance que ele tanto deseja escrever. Mas um encontro não é o suficiente, então eles decidem se encontrar na mesma data, durante alguns anos, sem manter contato durante o resto do tempo, exceto dia 9 novembro. Será história suficiente para ele escrever seu romance? Será que eles não vão esquecer um do outro durante todo o tempo? Só lendo pra saber.

E se eu puder dar um conselho, digo: leia. Leia rápido. Se quiser o ebook, pergunte-me como*. 
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Quando li a premissa do livro, pensei de cara em "Um dia" do David Nicholls, mas há uma grande diferença entre as duas obras. "Um dia" conta o que acontece em um dia do ano, mas os protagonistas se cruzam o resto do tempo. Aqui não, eles não tem contato por telefone, e-mail, rede social, NADA.

E isso não faz o amor miojo que eu odeio ser ruim, pelo contrário, faz o relacionamento dos dois ser incrível! Você sente a saudade batendo em seu próprio peito após cada despedida. Você sente o ar saindo do pulmão a cada frase delicada. É desesperador. É angustiante. É apaixonante.

Os personagens são engraçados, determinados e cativantes. Por mais que uma hora ou outra ocorram decisões estúpidas, é impossível largar o pompom de líder de torcida e parar de torcer.

E o final? E o final, MELDELS! Você sofre. Você é esmagado. Eu joguei o tablet longe inúmeras vezes durante a leitura, porque estava agoniada demais para prosseguir.

Por mais que todos os livros da CH tenha uma carga dramática e emocional grande, eles são diferentes entre si, porém, tem um denominador comum: a arte. Seja por poesia, música, quadros, livros, ou por apresentar o texto em uma forma não convencional (Lado Feio do Amor, por exemplo), ela sempre incluiu um universo novo para você se deliciar. 

Posso dizer que mal terminei e já estou ansiosa para esse livro lançar aqui? Quero ler novamente!

Maconha, crack, heroína, cocaína são outros nomes dos livros da Colleen DIVA Hoover pra mim. Estou incondicional e irrevogavelmente viciada. 

Aprecie sem moderação!

ps: *Eu não sou a favor da pirataria. Minhas estantes cheias de DVDs e livros comprovam isso. Mas sou contra a abstinência da droga citada acima. HAHA

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